Pai e filho são presos suspeitos de furtar gado em fazendas no Tocantins

Segundo a polícia, suspeitos eram considerados foragidos desde 2017. Dupla foi presa em Luzimangues, distrito de Porto Nacional, e levada para complexo de delegacias em Palmas.

Pai e filho foram presos pela Delegacia de Investigações Criminais (Deic) e Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE) suspeitos de furtar gado em fazendas do Tocantins. Eles foram detidos na manhã desta segunda-feira (9) e levados para o complexo de delegacias da Polícia Civil, em Palmas.

João Antônio da Silva, de 59 anos e João Antônio da Silva Júnior, de 36 anos, foram detidos por furto qualificado de gado e associação criminosa. Segundo a polícia, havia mandado de prisão contra eles desde 2017 e os dois eram considerados foragidos.

Eles teriam participado de um roubo a uma fazenda de Paraíso do Tocantins. Na época, foram furtados 19 gados da propriedade. O crime ocorreu em novembro de 2016 e os dois foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) no ano passado.

De acordo com o delegado Wanderson Chaves, da DEIC, o pai fazia um ‘estudo’ de quais fazendas eram mais vulneráveis e o filho realizava os furtos. Com os suspeitos a polícia encontrou um caminhão, um carro de passeio e duas armas.

“Estávamos há algum tempo na busca dos acusados e nesta manhã conseguimos capturá-los em uma fazenda próxima de Porto Nacional”, afirmou. Ainda de acordo com o delegado os dois não resistiram à prisão.

Os dois foram detidos na região do distrito de Luzimangues, distrito de Porto Nacional. A polícia ainda não sabe se o caminhão encontrado era usado por eles para o transporte do gado. Após serem ouvidos, os dois serão levados para a Casa de Prisão Provisória de Palmas.

O site ainda tenta contato com a defesa das vítimas.

Polícia aponta Energisa como culpada por incêndio que destruiu fazendas e matou vaqueiro

Concessionária de Energia e engenheiro foram indiciados por crime ambiental pela Polícia Civil. Incêndio destruiu 14 fazendas, causou a morte de um vaqueiro e matou mais de 1 mil animais na região norte do estado.

Polícia Civil concluiu nesta semana o inquérito sobre o incêndio em Carmolândia, em setembro de 2017. A Energisa, distribuidora de energia do Tocantins, e um engenheiro da empresa foram indiciados por crime ambiental. Na época, o fogo destruiu 14 fazendas, causou a morte de um vaqueiro e matou mais de mil animais.

A empresa foi questionada pelo G1 sobre os indiciamentos e deve se posicionar ainda neste sábado (7).

A Energisa também foi considerada culpada pelo incêndio, em janeiro de 2018, por um laudo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Inclusive, uma multa de R$ 41,5 milhões chegou a ser estipulada.

Conforme o delegado responsável pelas investigações, Rérisson Macêdo, após depoimentos e laudos periciais foi concluído que o rompimento de um cabo de energia, provocado pelo atrito com uma árvore, causou dois focos de incêndio na região de Carmolândia.

Um dos incêndios foi no local do rompimento do cabo e o outro na chave de segurança de uma estação de energia. Ainda conforme a investigação, os dois focos foram apagados por funcionários de fazendas.

Porém dias depois, conforme aludo pericial, um novo foco surgiu na mesma região e a causa provável foi a “reignição do segundo foco, com o auxílio da temperatura ambiente provocada pelo sol escaldante, ventos fortes e redemoinhos naquela região”, explicou o delegado.

Este terceiro foco de incêndio permaneceu incontrolável por vários dias, destruindo fazendas e causando a morte do vaqueiro Carlos Alberto da Silva que trabalhou no combate às chamas.

A Energisa e o engenheiro responsável pela manutenção e poda das árvores foram indiciados por crime ambiental de forma culposa. Eles teriam agido de forma negligente, em especial quanto à poda das árvores na região do rompimento do cabo de energia.

Sobre a morte do vaqueiro Carlos Alberto, as investigações estão a cargo da Delegacia de Araguanã. Mas conforme o relatório da Polícia Civil sobre o incêndio, o crime ocorreu de forma culposa.

“O incêndio, considerado de largas proporções, causou danos irreparáveis à fauna e flora daquela região, com destruição de áreas de preservação permanente e mortes de vários animais silvestres e exóticos, bem como, de muitos outros animais domésticos e semoventes. Também houve muitos prejuízos de ordem material com pastagens e cercas, nas propriedades rurais atingidas. Assim como a morte de uma pessoa”, pontuou o delegado.

A investigação da Polícia Civil teve apoio de equipes da perícia, Ibama, Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e Corpo de Bombeiros. O inquérito foi enviado ao Ministério Público que decide se vai oferecer denúncia à Justiça.

G1 Tocantins.

Fazendas alagam no Tocantins e produtores temem perder lavouras de arroz

Estimativa é que até 80% das plantações estejam comprometidas em Lagoa da Confusão. Agricultores também não sabem como vão escoar o que puder ser colhido.

Fazendas estão alagadas na região de Lagoa da Confusão, após uma semana consecutiva de chuvas. Os canais que irrigam os campos de arroz transbordaram e deixaram grande parte das plantações debaixo d’água.

Os produtores temem que até 80% da safra esteja comprometida com os alagamentos.

“A gente está muito preocupado com isso” diz o fazendeiro Cléver Teixeira de Andrade, “Tem uma parte que já está virando cacho e a outra parte já está com a maioria dos cachos para fora, então isso é muito preocupante com este tanto de água. Uma grande parte está tampando os cachos”, diz ele.

Outro desafio é saber como escoar as sacas que puderem ser colhidas, já que a maioria das estradas também tem pontos de alagamentos. Em uma delas o rio Urubu ultrapassou a altura da ponte e já está praticamente cobrindo a estrutura. Sedes de fazendas também estão isoladas e com as máquinas paradas.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já previa uma queda de 1,4% na safra em relação ao ano passado, com as chuvas o número pode ser ainda maior.

G1/Tocantins

Profissionais tentam salvar rebanho que sobreviveu a incêndio

Zootecnistas e estudantes aplicam soro e fazem desintoxicação de animais que inalaram fumaça. Fogo atingiu extensa área e queimou vegetação de pelo menos oito fazendas.

Os animais mortos pelo incêndio que atingiu ao menos oito fazendas em Carmolândia, norte do estado do Tocantins, foram recolhidos por tratores, nesta segunda-feira (18). A cena emocionou produtores e vaqueiros da região. Cerca de mil animais, entre gado, cavalos e burros, morreram. Os que sobreviveram estão debilitados. Profissionais e estudantes de zootecnia fazem o que podem para a recuperação deles. 

Um dos profissionais que ajudam nos trabalhos é o zootecnista Victor Luis Bittar. Ele disse que o gado sobrevivente está sendo levado para outra área. “Primeiramente a hidratação, soro, desintoxicação desses animais porque inalaram muita fumaça. Infelizmente alguns animais já perderam cascos. Então fica difícil ele se locomover para outra área. A gente está deslocando esses animais de trator para um lugar mais tranquilo, na sombra e fazer o possível até o final”, disse.Cerca de mil animais morreram em incêndio (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

No local, o que se vê é um mar de cinzas em pleno cerrado. Em meio ao cenário de devastação, é possível encontrar casos de animais queimados.

O fogo começou na manhã do último sábado (16). O Corpo de Bombeiros não deu uma estimativa do tamanho da área destruída durante o fim de semana. “É fogo demais e não tem muita gente para ajudar”, lamentou o auxiliar de serviços gerais José Carlos Alves. 

Mas o socorro dos Bombeiros só chegou cerca de 24 horas depois. “O incêndio tomou essa proporção gigantesca. Os demais em que nós estivemos combatendo também poderiam ter tomando uma dimensão até maior. Então nós estamos nessa situação. Temos inúmeras chamadas e não temos condições de atender todas simultaneamente”, explicou o comandante do Corpo de Bombeiros de Araguaína, major Ciro Guimarães Filho.

Apesar de não existir uma legislação específica para este tipo de situação, a preocupação do Naturatins agora é com o descarte adequado dos animais mortos. “Não existe uma normativa específica para esses casos porque não envolve problemas sanitários de doenças. O que ocorreu foi a morte devido ao fogo. Então a gente indica só o enterro desses animais procurando utilizar áreas afastadas de corpos hídricos e dos lençóis freáticos”, disse o gerente do Naturatins em Araguaína, Rodrigo Broges.

Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas por quem vive no campo, como o vaqueiro Francisco Ferreira, esta cena não era de se esperar. “Fazer o que, já aconteceu. Agora é pedir a Deus. É difícil. Fico muito emocionado. Quantos não vão perder o emprego por causa disso. O que nís vamos fazer?”, disse emocionado.Queimada atingiu pelo menos oito fazendas em Carmolândia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

G1/To

Quadrilha que invadia fazendas para abater gado e levar carne é presa

Quatro homens foram presos com armas e carnes furtadas de propriedades no Tocantins. Eles esquartejavam os animais nos pastos e deixavam as carcaças para trás.

 Quatro homens foram presos nesta sexta-feira (14) suspeitos de fazer parte de uma quadrilha que invadia fazendas, matava o gado e furtava a carne no sul do Tocantins. De acordo com a Polícia Civil, o grupo agia desde novembro e já tinha cometido o crime em ao menos 12 fazendas. A carne furtava era revendida clandestinamente. Os suspeitos têm idades entre 20 e 28 anos.

As prisões foram na cidade de Formoso do Araguaia, na região sul do estado. Junto com o grupo, foram encontradas armas e pedaços de carne do último furto. A polícia informou que os homens conheciam a região e levavam o gado para partes mais afastadas das pastagens onde matavam e esquartejavam os animais. O grupo levava apenas as partes mais macias e deixava as carcaças para trás

Os quatro foram levados para a cadeia pública de Formoso do Araguaia. De acordo com a Polícia Civil, eles confessaram participação em ao menos dois casos.

G1/To