CPRM Palmeirópolis: Carlesse planeja investimentos no potencial mineral para alavancar economia do Estado

O Tocantins arrecadou, em 2017, aproximadamente R$ 5,5 milhões em impostos advindos da mineração.
Com um subsolo de características muito parecidas, o vizinho estado de Goiás arrecadou quase R$ 86,3 milhões, ao passo que o Pará, no mesmo ano, recolheu mais de R$ 680 milhões em impostos decorrentes do setor. Com grande incidência de minérios como ouro, calcário, esmeralda, minerais utilizados na construção civil, dentre outros, o Tocantins tem arrecadação muito aquém do seu potencial, pela ausência de mecanismos que facilitem a atração de investidores.

O Mapa Geológico do Estado, que vai apontar a incidência de cada tipo de mineral em solo tocantinense, será um importante instrumento e o Governo de Mauro Carlesse (PHS) já está empenhado em garantir sua concretização. A primeira iniciativa neste sentido foi a realização, em parceria com o Serviço Geológico do Brasil – CPRM (empresa pública do governo federal), de um encontro que reuniu mineradores, investidores, profissionais ligados ao setor e pesquisadores no início desta semana, em Palmas.

A ação foi apontada como um marco para a mineração do Estado e, conforme destacou o Governador, foi a primeira medida desta gestão na construção de uma política direcionada para o fortalecimento da mineração. O Plano de Governo da campanha à reeleição de Carlesse traz a realização de estudos acerca do potencial mineral como uma das prioridades.  “O Estado precisa saber o que tem, quais são e onde estão as suas riquezas. Temos muito interesse em desenvolver a mineração, para dar condições e segurança a quem quer investir aqui”, frisou o Governador.

Conforme o diretor de Geologia e Recursos Minerais do CPRM, José Leonardo Silva Andreotti, em breve, o Tocantins contará com um importante mecanismo, produzido pelo órgão, que é o mapa de materiais da construção civil em Palmas. Após a conclusão deste estudo, terá início (em janeiro ou fevereiro próximos) a construção do Mapa Geológico do Tocantins, com previsão de ser concluído num prazo de três anos. A proposta foi apresentada ao Governador pela equipe do CPRM, durante audiência.

Incentivo
Empresário do ramo da mineração no Tocantins, Valdir Cesar atua na extração de material básico para a construção civil desde 1990. Para ele, o mapeamento geológico do Tocantins é a maior expectativa dos mineradores. “Nós estamos numa fase ainda embrionária em termos do desenvolvimento da mineração. Tendo o mapa geológico e geofísico, pode ter certeza de que teremos as informações necessárias para que nós, empresários, possamos fazer investimentos. Vai ter um peso muito grande, tanto na empregabilidade quanto na renda per capita da população; e, mais importante ainda, é desenvolvimento não só para Estado, mas que se soma no PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro”, enfatizou.

O encontro de mineração realizado pelo Governo e CNRP foi comemorado por representantes do setor. Presidentes de cooperativas de garimpeiros de Monte Santo, região com potencial para exploração de esmeralda e minérios agregados, Juliana Aparecida Soares Martins (Coopersanto) e João Ribeiro Lopes (Coopergemas) destacaram a importância do fortalecimento desta atividade econômica.

“Essa iniciativa é importante para nós porque a mineração é uma área de investimento de alto custo. Nesse sentido, o Governo envolvido ajuda bastante, tanto as cooperativas quanto as áreas particulares, para que fomente a região”, frisou Juliana Martins. “Até hoje, não encontramos, da parte do Governo Estadual, o incentivo para nos ajudar a alavancar, fazer Monte Santo crescer. Esse momento é muito importante para nós. Esta é uma sinalização positiva”, complementou João Lopes. 

Sustentabilidade
Além do mapeamento, a gestão Carlesse busca desenvolver mecanismos legais para garantir que esta atividade seja desempenhada de forma sustentável.  “Vamos apoiar a iniciativa privada para que haja investimentos nessa área da mineração e a exploração possa ser feita de forma consciente, com sustentabilidade e ecologicamente correta”, explicou o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura (Seden), Dearley Kühn.

Áreas prestes a serem licitadas
A CPRN, ao logo de sua existência, gerou um conjunto de 30 áreas consideradas favoráveis para a mineração e agora vai licitar estas áreas para a iniciativa privada. As duas primeiras áreas serão licitadas em dezembro deste ano e uma delas fica na região de Palmeirópolis, no sul do Tocantins. “É um depósito polimetálico, de minerais como zinco, chumbo, cobre, prata, ouro cobalto, dentre outros”, explicou José Leonardo Silva Andreotti. Para 2019, outra área a ser licitada pela CPRN se encontra em Natividade, no sudeste, região com grande potencialidade para o ouro.
Ascom Governo de Atitude

VillaMix Sunset Palmas fortalece a economia e o turismo local

A primeira edição Sunset do VillaMix no Brasil foi realizada em Palmas. Jorge & Mateus, Alok, Cleber & Cauan, Edu Chociay e Jefferson Moraes agitaram a galera ao som de seus grandes sucessos, no último sábado, 25.

O maior festival de música do país, contribuiu com a economia e o turismo da capital. Hotéis, salões de beleza, lojas de roupas, calçados e acessórios são alguns exemplos dos serviços mais procurados por quem curtiu o VillaMix Sunset Palmas.

Segundo Luiza Trindade, gerente administrativa de um hotel localizado na quadra 102 sul, a procura por hospedagem dobrou na semana do evento. “ Aqui no hotel, a semana foi bem movimentada, tivemos lotação máxima. Além dos hóspedes das cidades vizinhas, recebemos turistas dos estados do Maranhão, Goiás e do Distrito Federal”, disse.

Para curtir o pôr do sol em grande estilo, o óculos de sol, foi um dos acessórios mais procurados pelos participantes do VillaMix. “O formato do evento contribuiu com a economia local, nossas vendas aumentaram. Por ser uma Sunset, os participantes compraram óculos de sol”, comemora o empresário Samuel Henrique.

A empresária Letícia Coelho aproveitou para lançar looks especiais para o VillaMix Sunset. “ Na semana, divulgamos ações com foco no evento, como sugestões de looks para as mulheres. Com essa divulgação, alcançamos clientes, as vendas subiram e fortalecemos a marca da loja”, explica a empresária.

A estudante, Patrícia Jucar, foi uma das participantes do VillaMix. “Essa festa ficará marcada na minha vida. Curti muito com meus amigos. Tudo estava super organizado, não houve atrasos e o open bar estava ótimo. A cerveja bem gelada. Já pode chegar a edição 2019”, comenta Jucar.  

Rita Coelho/Assessoria de Imprensa do VillaMix Sunset Palmas

Atraso na colheita de soja prejudica resultados da economia no 1º trimestre

Balança comercial teve queda de 29% e exportações caíram 11% em comparação ao mesmo período de 2017. Expectativa é de recuperação até junho, segundo Fieto.

Governo vai liberar saque de contas do PIS/Pasep para idosos e injetar R$ 16 bilhões na economia

Ministro Dyogo Oliveira: crédito será automático para quem tem conta no Banco do Brasil e na Caixa.

O governo vai liberar o saque de contas do PIS/Pasep para homens a partir de 65 anos e mulheres a partir de 62 anos. O pagamento será iniciado em outubro. A medida provisória que prevê a liberação dos saques foi assinada nesta quarta-feira, 23, pelo presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto.

Pelos cálculos do governo, a liberação deve injetar cerca de R$ 16 bilhões na economia, o que representa 0,25% do Produto Interno Bruto do País (PIB) do país. A medida vai atingir 8 milhões de pessoas, sendo que a maioria tem saldo na conta do PIS/Pasep em torno de R$ 750.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, explicou que o crédito será feito de forma automática para quem tem conta no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. Segundo ele, o calendário de saques será anunciado em breve e haverá ampla divulgação da medida para a população.

“Esses recursos virão em boa hora para ajudar esse início de retomada da economia colocando dinheiro para circular, principalmente para pessoas que realmente necessitam”, disse Dyogo Oliveira.

Atualmente, os trabalhadores têm direito ao abono salarial e rendimentos do PIS/Pasep desde que cadastrados como participantes dos fundos até 4 de outubro de 1988 e não tenham sacado o saldo. A Caixa, responsável pelo PIS, e o Banco do Brasil, administrador do Pasep, fazem esse pagamento de acordo com um calendário anual.

O saque do saldo principal é permitido atualmente nas seguintes situações: aposentadoria; 70 anos completos; invalidez; reforma militar ou transferência para a reserva remunerada; câncer de titular ou de dependentes; portador de HIV; amparo social ao idoso, concedido pela Previdência; amparo assistencial a pessoas com deficiência da Previdência; morte e em casos de doenças graves.

O presidente Michel Temer destacou que os recursos serão injetados na economia e vão ajudar na retomada do crescimento do país. “Basta verificar os índices positivos dos últimos meses”, disse Temer.

Clebertoledo

Óleo e Gás,Construção e,agora, Carnes. O que vai sobrar no Brasil?

Os setores mais importantes da economia brasileira estão sendo devastados por operações policiais; com a Lava Jato, foram destruídas empresas atuantes nos setores de construção pesada e óleo e gás; a prova mais recente foi o fato de o leilão dos aeroportos não ter tido a presença de nenhuma construtora brasileira; agora, com a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, foram atingidas as principais empresas de alimentos do Brasil, que é líder mundial na exportação de carne bovina e de francos, com vendas de US$ 13,9 bilhões em 2016, mas que certamente será alvo de novas barreiras sanitárias; as grandes questões que devem ser colocadas são: haveria uma maneira de combater a corrupção sem destruir empresas e empregos? a quem interessa a destruição de mais uma cadeia produtiva brasileira?

Três anos depois da Operação Lava Jato, que completou aniversário nesta sexta-feira 17, o que restou da engenharia brasileira? 

Praticamente, nada. A Odebrecht demitiu mais de 100 mil funcionários e foi riscada do mapa, sendo tratada como empresa radioativa na América Latina.

A OAS está em recuperação judicial. A Camargo Corrêa vendeu ativos para empresas chinesas. E construtoras menores também encolheram drasticamente.

No setor de óleo e gás, uma das principais apostas do setor, a Sete Brasil, foi à lona. Empresa que construiria as sondas para o pré-sal, ela também foi atingida pela Lava Jato, assim como toda a indústria naval brasileira.

O resultado foi um processo de destruição econômica raras vezes visto na história da humanidade.

Em comum, todas essas empresas foram abatidas por investigações policiais.

Curiosamente, no mesmo dia em que a Lava Jato completou três anos, o assunto do momento passou a ser outro: a Operação Carne Fraca, que derrubou as ações das duas maiores empresas de alimentos do Brasil: a JBS, dona da marca Friboi, e a Brasil Foods, das marcas Sadia e Perdigão.

A partir de um problema aparentemente isolado, toda uma cadeia produtiva foi jogada na lama. “Um soco”, definiu o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

Como empresário, sendo um dos maiores exportadores de soja do mundo, Maggi sabe o quanto custa abrir mercados internacionais.

Hoje, o Brasil é o maior exportador de carne bovina e de frangos do mundo e as exportações desse segmento representam 6,9% das vendas internacionais brasileiras. Nada menos que US$ 13,9 bilhões.

Como todo o enfoque da Operação Carne Fraca se deu na questão sanitária, uma consequência inevitável será a imposição de barreiras comerciais contra as exportações nacionais.

E o Brasil, que já vive a maior depressão econômica de todos os tempos, com um PIB que encolheu praticamente 10% em dois anos, terá uma recessão ainda mais aguda, com mais demissões na indústria.

A quem interessa destruir mais uma cadeia produtiva brasileira, depois da implosão dos setores de óleo e gás e de engenharia? Quem se beneficia? Será que não seria possível investigar eventuais desvios sem comprometer interesses nacionais?

São questões que ainda aguardam respostas.

Abaixo, a participação do setor de frigoríficos nas exportações brasileiras: 

 

Fonte:Brasil 247

SÓ PIORA: PARA CUMPRIR META FISCAL, TEMER DEVE AUMENTAR IMPOSTOS

Na administração Temer, nenhuma crise é tão ruim que não possa piorar; apesar do desemprego recorde, com 13 milhões de brasileiros sem trabalho, e da pior recessão da história do Brasil, o peemedebista está pronto para organizar um aumento de impostos para permitir cumprir a meta fiscal; além disso, mo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já afirmou que seguirá com a política de cortes orçamentários “que achar necessários” para fechar as contas; o cenário para o Brasil é sombrio: o Orçamento foi elaborado com projeção de crescimento do PIB de 1,6% e, no fim do ano passado, a projeção oficial da Fazenda estava em 1%.

Apesar da recessão e do desemprego recordes, a administração de Michel Temer está pronta para promover um aumento de impostos para cumprir a meta fiscal. Hoje, a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas do País) do quarto trimestre de 2016 e o saldo de todo o ano passado servirá de base para a definição do planejamento orçamentário de 2017. Além da possível alta de impostos, a auxiliares, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vem repetindo que fará o corte “que for necessário” no orçamento para garantir a meta deste ano, um deficit de R$ 139 bilhões.

As informações são de reportagem de Irany Tereza e Adriana Fernandes no Estado de S.Paulo,- 

“Por enquanto, a alta de impostos é apenas uma possibilidade e não deve ser incluída nos cálculos de receitas e despesas do governo Mas, se for necessária, a equipe econômica não hesitará em lançar mão, ao longo do ano, da medida mais drástica de alta de tributos para fechar as contas.

Hoje, o IBGE divulga o saldo das contas nacionais de 2016, que, pelas expectativas do mercado, foi negativo em 3,6%, conforme pesquisa feita pelo Projeções Broadcast com 48 instituições financeiras.

O anúncio do corte orçamentário será feito no próximo dia 22, com o envio ao Congresso do relatório de avaliação de receitas e despesas. Há pressão da ala política do governo para que seja incluída no relatório uma previsão de crescimento do PIB, o que permitiria um corte menor.

Orçamento foi elaborado com projeção de crescimento do PIB de 1,6% e, no fim do ano passado, a projeção oficial da Fazenda estava em 1%. Outro problema para o governo é o impacto negativo da queda mais acelerada da inflação nas receitas que também terá de ser administrado. Já se sabe que a previsão de receitas com concessões e venda de ativos vai cair.”(Fonte:Brasil 247)

O projeto de Temer não para em pé

O mix de juros altos, câmbio valorizado e compressão salarial não resolve o problema de atração de capital externo

A recente divulgação de levantamento realizado pelo Financial Times, dando conta que o salário médio do trabalhador chinês já é mais alto do que os de seus colegas brasileiros, argentinos e mexicanos pode nos levar a várias reflexões. Fico com duas principais. A: O que está acontecendo com a China? e B: Qual a meta do projeto ultraliberal em curso no Brasil? 

Primeiro sobre a China. A queda do crescimento do PIB chinês, de uma média acima de 10% na década passada para pouco mais de 6% em 2015 se deve não apenas à retração dos mercados ocidentais, mas a um giro realizado a partir de 2007 na economia do país. 

Naquele ano, um dos temas debatidos pelo 15º Congresso do Partido Comunista Chinês (PCCh) foi a de fortalecer o mercado interno, como forma de dar maior sustentabilidade ao desenvolvimento até ali garantido em sua maior parte pelo dinamismo do setor exportador.

Na mesma época, outra mudança ocorreu: a China agregou à sua característica de exportador de manufaturas a exportação de capitais. A partir daí, investimentos do gigante oriental na África e América Latina – além de outras partes do mundo – tornaram-se mais agressivos. 

Manifesto dos trabalhadores

Uma das consequências foi o que a revista The Economist à época chamou de “manifesto dos trabalhadores” do país: uma paulatina mas segura elevação do valor real do salário médio, mantendo, porém, a moeda nacional desvalorizada para garantir a competitividade internacional de seus produtos. 

Assim, o indicador do Financial Times não aponta apenas uma queda da renda dos salários nos países latino-americanos, mas uma elevação dos ingressos asiáticos. Entre 2006 e 2016, em alguns ramos de atividade, o salário médio no país foi multiplicado por três, em termos reais, segundo a Economist.

É bem possível que essas diretrizes sejam mantidas no 19º Congresso do PCCh, marcado para o segundo semestre deste ano. 

Diretrizes econômicas

Passemos ao Brasil. Nesse quadro, quais são as diretrizes do governo golpista para a inserção do Brasil no mercado internacional? 

São especialmente de duas ordens com um só propósito, após o fracasso da diplomacia de cotoveladas, implantada por José Serra (PSDB). Esta tinha na busca de acordos com Estados Unidos e Europa Ocidental sua pedra de toque. A eleição de Donald Trump e a ascensão do nacionalismo em diversos países europeus deitou por terra tal senda. 

O propósito básico do governo Temer é atrair capitais a qualquer custo, seja em investimento em carteira – bolsa, títulos públicos, fundos etc. – seja em investimento direto na compra de ativos públicos ou privados. 

Há, no entanto, problemas na combinação das duas perspectivas, na atual situação brasileira. 

O investimento em carteira depende basicamente da remuneração especulativa, lastreada na taxa básica de juros (Selic). Quanto maiores forem as taxas, mais dinheiro será atraído pela economia brasileira em busca de rápida multiplicação do capital. Para isso, é fundamental que o Banco Central mantenha a Selic em patamares estratosféricos. 

O investimento direto depende de outra característica: a redução sensível dos custos de produção internos, incluídos aí impostos, energia, água, transportes e salários, entre outros. Como a parte de energia e transportes é quase toda privada e com preços indexados – ou seja, dificilmente redutíveis – a variável mais facilmente a ser comprimida são os salários.

Contradições

Há uma contradição entre as duas iniciativas. A política da taxa de juros tende a atrair moeda forte para o Brasil e seu efeito imediato é valorizar o câmbio. O câmbio valorizado eleva o preço dos produtos brasileiros, fazendo com que percam competitividade no mercado externo, ao mesmo tempo em que aumenta a propensão do País a importar. 

Assim, mesmo com a compressão pesada dos salários, a tendência é perdermos mercados em função da agressividade da política monetária. O único setor capaz de fazer frente a essa distorção é o agronegócio, por sua altíssima produtividade. 

O investimento direto tende a se comportar de duas maneiras. 

A compra de plantas industriais voltadas para a exportação tende a não despertar o interesse dos investidores. Melhor instalar indústrias na Malásia, no Vietnã ou em Bangladesh, onde a depreciação da moeda local garante competitividade aos exportáveis. 

No caso de investimento direto em setores voltados para o mercado interno – em especial no setor de serviços e comércio – ou estatais de valor estratégico – como a Petrobrás ou poços do pré-sal – há a vantagem de se lidar com a diferença cambial para maximizar lucros. Vendas em moeda sobrevalorizada (real) no mercado doméstico geram maior quantidade de dólares quando convertidos para remessa de lucros.

Limite nos negócios

Há, entretanto, um limite nessa modalidade de negócios. Com a contração do mercado interno por força da constante alta dos juros e consequente encarecimento do crédito, tais negócios tendem a ficar desinteressantes. O anúncio da saída do Brasil da rede Fnac é uma pequena expressão de que a estagnação da demanda provoca hesitações e até mesmo desistências de investidores externos.

Resta a compra de ativos por parte de estrangeiros com alta liquidez como reserva de valor, para quando a economia retomar seu crescimento. Essa variável é difícil de se medir em um mundo com economias de baixo crescimento.

O governo Temer não tem projeto consistente mesmo do ponto de vista ultraliberal. Mesmo que leve os salários a zero, a redução de custos não compensará os danos causados pela sobrevalorização do real. Os caminhos escolhidos são excludentes entre si. 

Não se trata de alívio. É que enquanto prossegue nessa senda suicida, cadeias produtivas, postos de trabalhos e empresas vão sendo arrebentadas a troco de uma miragem num mundo em crise.(Fonte:Carta Capital)

Horário de verão termina daqui a uma semana

O horário de verão acaba no próximo domingo (19), a partir da 0h, quando os relógios devem ser atrasados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A medida, em vigor desde outubro, tem como objetivo aproveitar melhor a luz solar durante o período do verão, além de estimular o uso consciente da energia elétrica.

A mudança de horário é adotada no Brasil desde 1931, e visa proporcionar uma economia de energia para o país, com um menor consumo no horário de pico (das 18h às 21h), pelo aproveitamento maior da luminosidade natural. Com isso, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade.

A previsão do governo é que o Horário de Verão deste ano resulte em uma economia de R$ 147,5 milhões, por causa da redução do uso de energia de termelétricas. Na edição anterior (2015/2016), a adoção do horário de verão possibilitou uma economia de R$ 162 milhões.(fonte:agência brasil)

Incertezas ameaçam recuperação da economia brasileira em 2017

Crise do governo Temer, turbulências causadas pela Lava Jato e até início da era Trump geram dúvidas entre investidores e empresas

Em 2016, as notícias ruins sobre a economia brasileira não foram poucas. Juntamente com a crise política, a turbulência econômica não deixou de causar, entre vários números negativos, recessão e aumento do desemprego. Mas, apesar das expectativas de recuperação da economia do País estarem hoje melhores do que no passado, o início do ano de 2017 não sinaliza o fim da crise.

Segundo o Boletim Focus – pesquisa realizada semanalmente junto a instituições financeiras e economistas pelo Banco Central – divulgado na segunda-feira 2, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá fechar 2016 com uma retração de 3,49%. Já para 2017, ele deverá ter uma alta de 0,5% – apontando, assim, uma lenta recuperação da economia.

“Famílias, empresas e governos se endividaram muito nos últimos anos e, neste momento, passam por uma fase de ajuste”, diz o economista Silvio Campos, da Tendências Consultoria. “O consumo continuará menor por causa do endividamento das famílias e do alto desemprego; o governo não tem espaço fiscal para ampliar gastos, e as empresas também estão em situação muito delicada, o que sugere uma retomada de investimentos também muito lenta.”

A crise política foi um dos principais motivos da turbulência econômica em 2016. Porém, muitos agentes do mercado e especialistas acreditavam que, com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e o início da gestão do presidente Michel Temer, os investidores internacionais ganhariam mais rapidamente a confiança para investir no país. Mas, para analistas, a atual crise política vivenciada por Temer neutraliza esse efeito.

“O cenário político está muito complicado, entre outros motivos, por conta das delações da Odebrecht na Operação Lava Jato e as chances de o Tribunal Superior Eleitoral votar pela cassação da chapa Dilma-Temer”, afirma João Luiz Mascolo, professor de economia do Insper. “E existe também a dúvida: se Temer está fraco, será que ele vai conseguir aprovar reformas e medidas fiscais? Isso traz muitas incertezas para a economia e os investidores.”

Por outro lado, a entrada do republicano Donald Trump na Casa Branca também poderá afetar a retomada do crescimento brasileiro. Mesmo que o magnata não coloque em prática um protecionismo do mercado americano, como prometido durante a campanha eleitoral, a “incógnita Trump” gera dúvidas para o Brasil. Isso porque os EUA são um dos principais destinos das exportações brasileiras.

“É um governo ainda cercado por muitas incertezas. Então, dependendo do radicalismo quanto ao protecionismo perante outros países, isso poderá gerar uma turbulência global mais forte, principalmente se pensarmos na relação entre EUA e China”, afirma Campos. “E, aí sim, os efeitos para o Brasil, via aversão ao risco e a mercados, seriam mais intensos.”

Especialistas explicam que o mercado de trabalho é um dos últimos a reagir (Gilson Abreu/FIEP/ANPr)
Especialistas explicam que o mercado de trabalho é um dos últimos a reagir (Gilson Abreu/FIEP/ANPr)

Desemprego deverá subir em 2017
Apesar da expectativa de que a economia registre um pequeno crescimento em 2017, o desemprego deverá continuar elevado e ter até mesmo uma leve alta em comparação com 2016. Isso porque o mercado de trabalho tem a característica de reagir por último aos movimentos de baixa e alta da economia.

Dessa forma, analistas esperam que 2017 seja mais de estabilização do que de recuperação do mercado de trabalho, com  geração de empregos ainda insuficiente para derrubar a taxa de desemprego que, segundo o IBGE, ficou em 11,9% no trimestre encerrado em novembro, com cerca de 12,1 milhões de desempregados.

“Quando a economia começar a dar sinais melhores ao longo de 2017, o mercado de trabalho precisará de mais um tempo para sentir essa recuperação, até porque sabemos que as empresas ainda estão operando com um nível de ociosidade elevado”, explica Campos. “O desemprego terá uma leve elevação no primeiro semestre, atingindo um pico um pouco acima de 13%. Mas, no segundo semestre, volta a ceder e deve fechar em 12,1%.”

Já em relação à inflação, o Boletim Focus aponta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá fechar 2016 em 6,38% – dentro da meta oficial, de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos para cima ou para baixo. Para 2017, a pesquisa feita com instituições financeiras aponta que a inflação deverá alcançar 4,87% e se aproximar mais ainda do centro da meta. Quanto aos juros da taxa Selic, há a expectativa que o índice termine o ano em 10,25%.

PEC do teto de gastos
O Senado aprovou em meados de dezembro, em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 55, também chamada de PEC do teto de gastos. A medida, uma das propostas do governo Temer para reequilibrar as contas públicas e que começa a valer em 2018, estipula que os gastos públicos sejam, pelo período de 20 anos, limitados à variação da inflação do ano anterior.

A PEC é uma freada histórica no aumento dos gastos públicos e pode elevar a confiança de empresas e investidores, mas qualquer efeito real da medida não será imediato. “O efeito imediato é na precificação de ativos do mercado, como, por exemplo, as taxas de juro futuras, que vão cair porque os agentes já incorporam nos preços dos ativos a perspectiva de que, ao longo dos próximos anos, a necessidade de financiamento do governo também vai cair”, explica Campos. “Mas, no caso de impactos mais reais, isso leva mais tempo para aparecer nos números das contas públicas.”(fonte:carta capital)

Promessa furada: Goiás continua longe de ser a 5ª economia do Brasil

Na campanha eleitoral de 2010, o governador Marconi Perillo (PSDB) afirmou que tinha o projeto de colocar Goiás como a quinta maior economia do Brasil num período curto de tempo. Em 2014, repetiu a promessa. Passados seis anos, a economia goiana segue correspondendo a 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Na época dos governos do PMDB, a economia goiana era mais forte, chegando a representar 3,4% do PIB. Antes de 1983, Goiás chegou a ser a 14ª economia do país, mas rapidamente alcançou o 9º lugar com o primeiro governo de Iris Rezende (1983-1986).

O Estado tem hoje um PIB de R$ 165 bilhões, segundo dados do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde 1984, o Estado se mantém na 9.ª posição no ranking nacional, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Distrito Federal. Já o PIB per capita dos goianos atinge o valor de R$ 25.296,60 e faz com que Goiás ficasse na 10.ª colocação.

Pelos dados, Goiás continua sendo a segunda maior economia do Centro-Oeste, com 30,4% do bolo, atrás apenas do Distrito Federal com 36,4%. O Mato Grosso detém 18,7% e o Mato Grosso do Sul os outros 14,5%. Antigamente, Goiás tinha 40% do bolo da economia do Centro-Oeste.(fonte:goiás real)