Governo vai liberar saque de contas do PIS/Pasep para idosos e injetar R$ 16 bilhões na economia

Ministro Dyogo Oliveira: crédito será automático para quem tem conta no Banco do Brasil e na Caixa.

O governo vai liberar o saque de contas do PIS/Pasep para homens a partir de 65 anos e mulheres a partir de 62 anos. O pagamento será iniciado em outubro. A medida provisória que prevê a liberação dos saques foi assinada nesta quarta-feira, 23, pelo presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto.

Pelos cálculos do governo, a liberação deve injetar cerca de R$ 16 bilhões na economia, o que representa 0,25% do Produto Interno Bruto do País (PIB) do país. A medida vai atingir 8 milhões de pessoas, sendo que a maioria tem saldo na conta do PIS/Pasep em torno de R$ 750.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, explicou que o crédito será feito de forma automática para quem tem conta no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. Segundo ele, o calendário de saques será anunciado em breve e haverá ampla divulgação da medida para a população.

“Esses recursos virão em boa hora para ajudar esse início de retomada da economia colocando dinheiro para circular, principalmente para pessoas que realmente necessitam”, disse Dyogo Oliveira.

Atualmente, os trabalhadores têm direito ao abono salarial e rendimentos do PIS/Pasep desde que cadastrados como participantes dos fundos até 4 de outubro de 1988 e não tenham sacado o saldo. A Caixa, responsável pelo PIS, e o Banco do Brasil, administrador do Pasep, fazem esse pagamento de acordo com um calendário anual.

O saque do saldo principal é permitido atualmente nas seguintes situações: aposentadoria; 70 anos completos; invalidez; reforma militar ou transferência para a reserva remunerada; câncer de titular ou de dependentes; portador de HIV; amparo social ao idoso, concedido pela Previdência; amparo assistencial a pessoas com deficiência da Previdência; morte e em casos de doenças graves.

O presidente Michel Temer destacou que os recursos serão injetados na economia e vão ajudar na retomada do crescimento do país. “Basta verificar os índices positivos dos últimos meses”, disse Temer.

Clebertoledo

Óleo e Gás,Construção e,agora, Carnes. O que vai sobrar no Brasil?

Os setores mais importantes da economia brasileira estão sendo devastados por operações policiais; com a Lava Jato, foram destruídas empresas atuantes nos setores de construção pesada e óleo e gás; a prova mais recente foi o fato de o leilão dos aeroportos não ter tido a presença de nenhuma construtora brasileira; agora, com a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, foram atingidas as principais empresas de alimentos do Brasil, que é líder mundial na exportação de carne bovina e de francos, com vendas de US$ 13,9 bilhões em 2016, mas que certamente será alvo de novas barreiras sanitárias; as grandes questões que devem ser colocadas são: haveria uma maneira de combater a corrupção sem destruir empresas e empregos? a quem interessa a destruição de mais uma cadeia produtiva brasileira?

Três anos depois da Operação Lava Jato, que completou aniversário nesta sexta-feira 17, o que restou da engenharia brasileira? 

Praticamente, nada. A Odebrecht demitiu mais de 100 mil funcionários e foi riscada do mapa, sendo tratada como empresa radioativa na América Latina.

A OAS está em recuperação judicial. A Camargo Corrêa vendeu ativos para empresas chinesas. E construtoras menores também encolheram drasticamente.

No setor de óleo e gás, uma das principais apostas do setor, a Sete Brasil, foi à lona. Empresa que construiria as sondas para o pré-sal, ela também foi atingida pela Lava Jato, assim como toda a indústria naval brasileira.

O resultado foi um processo de destruição econômica raras vezes visto na história da humanidade.

Em comum, todas essas empresas foram abatidas por investigações policiais.

Curiosamente, no mesmo dia em que a Lava Jato completou três anos, o assunto do momento passou a ser outro: a Operação Carne Fraca, que derrubou as ações das duas maiores empresas de alimentos do Brasil: a JBS, dona da marca Friboi, e a Brasil Foods, das marcas Sadia e Perdigão.

A partir de um problema aparentemente isolado, toda uma cadeia produtiva foi jogada na lama. “Um soco”, definiu o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

Como empresário, sendo um dos maiores exportadores de soja do mundo, Maggi sabe o quanto custa abrir mercados internacionais.

Hoje, o Brasil é o maior exportador de carne bovina e de frangos do mundo e as exportações desse segmento representam 6,9% das vendas internacionais brasileiras. Nada menos que US$ 13,9 bilhões.

Como todo o enfoque da Operação Carne Fraca se deu na questão sanitária, uma consequência inevitável será a imposição de barreiras comerciais contra as exportações nacionais.

E o Brasil, que já vive a maior depressão econômica de todos os tempos, com um PIB que encolheu praticamente 10% em dois anos, terá uma recessão ainda mais aguda, com mais demissões na indústria.

A quem interessa destruir mais uma cadeia produtiva brasileira, depois da implosão dos setores de óleo e gás e de engenharia? Quem se beneficia? Será que não seria possível investigar eventuais desvios sem comprometer interesses nacionais?

São questões que ainda aguardam respostas.

Abaixo, a participação do setor de frigoríficos nas exportações brasileiras: 

 

Fonte:Brasil 247

SÓ PIORA: PARA CUMPRIR META FISCAL, TEMER DEVE AUMENTAR IMPOSTOS

Na administração Temer, nenhuma crise é tão ruim que não possa piorar; apesar do desemprego recorde, com 13 milhões de brasileiros sem trabalho, e da pior recessão da história do Brasil, o peemedebista está pronto para organizar um aumento de impostos para permitir cumprir a meta fiscal; além disso, mo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já afirmou que seguirá com a política de cortes orçamentários “que achar necessários” para fechar as contas; o cenário para o Brasil é sombrio: o Orçamento foi elaborado com projeção de crescimento do PIB de 1,6% e, no fim do ano passado, a projeção oficial da Fazenda estava em 1%.

Apesar da recessão e do desemprego recordes, a administração de Michel Temer está pronta para promover um aumento de impostos para cumprir a meta fiscal. Hoje, a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas do País) do quarto trimestre de 2016 e o saldo de todo o ano passado servirá de base para a definição do planejamento orçamentário de 2017. Além da possível alta de impostos, a auxiliares, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vem repetindo que fará o corte “que for necessário” no orçamento para garantir a meta deste ano, um deficit de R$ 139 bilhões.

As informações são de reportagem de Irany Tereza e Adriana Fernandes no Estado de S.Paulo,- 

“Por enquanto, a alta de impostos é apenas uma possibilidade e não deve ser incluída nos cálculos de receitas e despesas do governo Mas, se for necessária, a equipe econômica não hesitará em lançar mão, ao longo do ano, da medida mais drástica de alta de tributos para fechar as contas.

Hoje, o IBGE divulga o saldo das contas nacionais de 2016, que, pelas expectativas do mercado, foi negativo em 3,6%, conforme pesquisa feita pelo Projeções Broadcast com 48 instituições financeiras.

O anúncio do corte orçamentário será feito no próximo dia 22, com o envio ao Congresso do relatório de avaliação de receitas e despesas. Há pressão da ala política do governo para que seja incluída no relatório uma previsão de crescimento do PIB, o que permitiria um corte menor.

Orçamento foi elaborado com projeção de crescimento do PIB de 1,6% e, no fim do ano passado, a projeção oficial da Fazenda estava em 1%. Outro problema para o governo é o impacto negativo da queda mais acelerada da inflação nas receitas que também terá de ser administrado. Já se sabe que a previsão de receitas com concessões e venda de ativos vai cair.”(Fonte:Brasil 247)

O projeto de Temer não para em pé

O mix de juros altos, câmbio valorizado e compressão salarial não resolve o problema de atração de capital externo

A recente divulgação de levantamento realizado pelo Financial Times, dando conta que o salário médio do trabalhador chinês já é mais alto do que os de seus colegas brasileiros, argentinos e mexicanos pode nos levar a várias reflexões. Fico com duas principais. A: O que está acontecendo com a China? e B: Qual a meta do projeto ultraliberal em curso no Brasil? 

Primeiro sobre a China. A queda do crescimento do PIB chinês, de uma média acima de 10% na década passada para pouco mais de 6% em 2015 se deve não apenas à retração dos mercados ocidentais, mas a um giro realizado a partir de 2007 na economia do país. 

Naquele ano, um dos temas debatidos pelo 15º Congresso do Partido Comunista Chinês (PCCh) foi a de fortalecer o mercado interno, como forma de dar maior sustentabilidade ao desenvolvimento até ali garantido em sua maior parte pelo dinamismo do setor exportador.

Na mesma época, outra mudança ocorreu: a China agregou à sua característica de exportador de manufaturas a exportação de capitais. A partir daí, investimentos do gigante oriental na África e América Latina – além de outras partes do mundo – tornaram-se mais agressivos. 

Manifesto dos trabalhadores

Uma das consequências foi o que a revista The Economist à época chamou de “manifesto dos trabalhadores” do país: uma paulatina mas segura elevação do valor real do salário médio, mantendo, porém, a moeda nacional desvalorizada para garantir a competitividade internacional de seus produtos. 

Assim, o indicador do Financial Times não aponta apenas uma queda da renda dos salários nos países latino-americanos, mas uma elevação dos ingressos asiáticos. Entre 2006 e 2016, em alguns ramos de atividade, o salário médio no país foi multiplicado por três, em termos reais, segundo a Economist.

É bem possível que essas diretrizes sejam mantidas no 19º Congresso do PCCh, marcado para o segundo semestre deste ano. 

Diretrizes econômicas

Passemos ao Brasil. Nesse quadro, quais são as diretrizes do governo golpista para a inserção do Brasil no mercado internacional? 

São especialmente de duas ordens com um só propósito, após o fracasso da diplomacia de cotoveladas, implantada por José Serra (PSDB). Esta tinha na busca de acordos com Estados Unidos e Europa Ocidental sua pedra de toque. A eleição de Donald Trump e a ascensão do nacionalismo em diversos países europeus deitou por terra tal senda. 

O propósito básico do governo Temer é atrair capitais a qualquer custo, seja em investimento em carteira – bolsa, títulos públicos, fundos etc. – seja em investimento direto na compra de ativos públicos ou privados. 

Há, no entanto, problemas na combinação das duas perspectivas, na atual situação brasileira. 

O investimento em carteira depende basicamente da remuneração especulativa, lastreada na taxa básica de juros (Selic). Quanto maiores forem as taxas, mais dinheiro será atraído pela economia brasileira em busca de rápida multiplicação do capital. Para isso, é fundamental que o Banco Central mantenha a Selic em patamares estratosféricos. 

O investimento direto depende de outra característica: a redução sensível dos custos de produção internos, incluídos aí impostos, energia, água, transportes e salários, entre outros. Como a parte de energia e transportes é quase toda privada e com preços indexados – ou seja, dificilmente redutíveis – a variável mais facilmente a ser comprimida são os salários.

Contradições

Há uma contradição entre as duas iniciativas. A política da taxa de juros tende a atrair moeda forte para o Brasil e seu efeito imediato é valorizar o câmbio. O câmbio valorizado eleva o preço dos produtos brasileiros, fazendo com que percam competitividade no mercado externo, ao mesmo tempo em que aumenta a propensão do País a importar. 

Assim, mesmo com a compressão pesada dos salários, a tendência é perdermos mercados em função da agressividade da política monetária. O único setor capaz de fazer frente a essa distorção é o agronegócio, por sua altíssima produtividade. 

O investimento direto tende a se comportar de duas maneiras. 

A compra de plantas industriais voltadas para a exportação tende a não despertar o interesse dos investidores. Melhor instalar indústrias na Malásia, no Vietnã ou em Bangladesh, onde a depreciação da moeda local garante competitividade aos exportáveis. 

No caso de investimento direto em setores voltados para o mercado interno – em especial no setor de serviços e comércio – ou estatais de valor estratégico – como a Petrobrás ou poços do pré-sal – há a vantagem de se lidar com a diferença cambial para maximizar lucros. Vendas em moeda sobrevalorizada (real) no mercado doméstico geram maior quantidade de dólares quando convertidos para remessa de lucros.

Limite nos negócios

Há, entretanto, um limite nessa modalidade de negócios. Com a contração do mercado interno por força da constante alta dos juros e consequente encarecimento do crédito, tais negócios tendem a ficar desinteressantes. O anúncio da saída do Brasil da rede Fnac é uma pequena expressão de que a estagnação da demanda provoca hesitações e até mesmo desistências de investidores externos.

Resta a compra de ativos por parte de estrangeiros com alta liquidez como reserva de valor, para quando a economia retomar seu crescimento. Essa variável é difícil de se medir em um mundo com economias de baixo crescimento.

O governo Temer não tem projeto consistente mesmo do ponto de vista ultraliberal. Mesmo que leve os salários a zero, a redução de custos não compensará os danos causados pela sobrevalorização do real. Os caminhos escolhidos são excludentes entre si. 

Não se trata de alívio. É que enquanto prossegue nessa senda suicida, cadeias produtivas, postos de trabalhos e empresas vão sendo arrebentadas a troco de uma miragem num mundo em crise.(Fonte:Carta Capital)

Horário de verão termina daqui a uma semana

O horário de verão acaba no próximo domingo (19), a partir da 0h, quando os relógios devem ser atrasados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A medida, em vigor desde outubro, tem como objetivo aproveitar melhor a luz solar durante o período do verão, além de estimular o uso consciente da energia elétrica.

A mudança de horário é adotada no Brasil desde 1931, e visa proporcionar uma economia de energia para o país, com um menor consumo no horário de pico (das 18h às 21h), pelo aproveitamento maior da luminosidade natural. Com isso, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade.

A previsão do governo é que o Horário de Verão deste ano resulte em uma economia de R$ 147,5 milhões, por causa da redução do uso de energia de termelétricas. Na edição anterior (2015/2016), a adoção do horário de verão possibilitou uma economia de R$ 162 milhões.(fonte:agência brasil)

Incertezas ameaçam recuperação da economia brasileira em 2017

Crise do governo Temer, turbulências causadas pela Lava Jato e até início da era Trump geram dúvidas entre investidores e empresas

Em 2016, as notícias ruins sobre a economia brasileira não foram poucas. Juntamente com a crise política, a turbulência econômica não deixou de causar, entre vários números negativos, recessão e aumento do desemprego. Mas, apesar das expectativas de recuperação da economia do País estarem hoje melhores do que no passado, o início do ano de 2017 não sinaliza o fim da crise.

Segundo o Boletim Focus – pesquisa realizada semanalmente junto a instituições financeiras e economistas pelo Banco Central – divulgado na segunda-feira 2, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá fechar 2016 com uma retração de 3,49%. Já para 2017, ele deverá ter uma alta de 0,5% – apontando, assim, uma lenta recuperação da economia.

“Famílias, empresas e governos se endividaram muito nos últimos anos e, neste momento, passam por uma fase de ajuste”, diz o economista Silvio Campos, da Tendências Consultoria. “O consumo continuará menor por causa do endividamento das famílias e do alto desemprego; o governo não tem espaço fiscal para ampliar gastos, e as empresas também estão em situação muito delicada, o que sugere uma retomada de investimentos também muito lenta.”

A crise política foi um dos principais motivos da turbulência econômica em 2016. Porém, muitos agentes do mercado e especialistas acreditavam que, com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e o início da gestão do presidente Michel Temer, os investidores internacionais ganhariam mais rapidamente a confiança para investir no país. Mas, para analistas, a atual crise política vivenciada por Temer neutraliza esse efeito.

“O cenário político está muito complicado, entre outros motivos, por conta das delações da Odebrecht na Operação Lava Jato e as chances de o Tribunal Superior Eleitoral votar pela cassação da chapa Dilma-Temer”, afirma João Luiz Mascolo, professor de economia do Insper. “E existe também a dúvida: se Temer está fraco, será que ele vai conseguir aprovar reformas e medidas fiscais? Isso traz muitas incertezas para a economia e os investidores.”

Por outro lado, a entrada do republicano Donald Trump na Casa Branca também poderá afetar a retomada do crescimento brasileiro. Mesmo que o magnata não coloque em prática um protecionismo do mercado americano, como prometido durante a campanha eleitoral, a “incógnita Trump” gera dúvidas para o Brasil. Isso porque os EUA são um dos principais destinos das exportações brasileiras.

“É um governo ainda cercado por muitas incertezas. Então, dependendo do radicalismo quanto ao protecionismo perante outros países, isso poderá gerar uma turbulência global mais forte, principalmente se pensarmos na relação entre EUA e China”, afirma Campos. “E, aí sim, os efeitos para o Brasil, via aversão ao risco e a mercados, seriam mais intensos.”

Especialistas explicam que o mercado de trabalho é um dos últimos a reagir (Gilson Abreu/FIEP/ANPr)
Especialistas explicam que o mercado de trabalho é um dos últimos a reagir (Gilson Abreu/FIEP/ANPr)

Desemprego deverá subir em 2017
Apesar da expectativa de que a economia registre um pequeno crescimento em 2017, o desemprego deverá continuar elevado e ter até mesmo uma leve alta em comparação com 2016. Isso porque o mercado de trabalho tem a característica de reagir por último aos movimentos de baixa e alta da economia.

Dessa forma, analistas esperam que 2017 seja mais de estabilização do que de recuperação do mercado de trabalho, com  geração de empregos ainda insuficiente para derrubar a taxa de desemprego que, segundo o IBGE, ficou em 11,9% no trimestre encerrado em novembro, com cerca de 12,1 milhões de desempregados.

“Quando a economia começar a dar sinais melhores ao longo de 2017, o mercado de trabalho precisará de mais um tempo para sentir essa recuperação, até porque sabemos que as empresas ainda estão operando com um nível de ociosidade elevado”, explica Campos. “O desemprego terá uma leve elevação no primeiro semestre, atingindo um pico um pouco acima de 13%. Mas, no segundo semestre, volta a ceder e deve fechar em 12,1%.”

Já em relação à inflação, o Boletim Focus aponta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá fechar 2016 em 6,38% – dentro da meta oficial, de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos para cima ou para baixo. Para 2017, a pesquisa feita com instituições financeiras aponta que a inflação deverá alcançar 4,87% e se aproximar mais ainda do centro da meta. Quanto aos juros da taxa Selic, há a expectativa que o índice termine o ano em 10,25%.

PEC do teto de gastos
O Senado aprovou em meados de dezembro, em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 55, também chamada de PEC do teto de gastos. A medida, uma das propostas do governo Temer para reequilibrar as contas públicas e que começa a valer em 2018, estipula que os gastos públicos sejam, pelo período de 20 anos, limitados à variação da inflação do ano anterior.

A PEC é uma freada histórica no aumento dos gastos públicos e pode elevar a confiança de empresas e investidores, mas qualquer efeito real da medida não será imediato. “O efeito imediato é na precificação de ativos do mercado, como, por exemplo, as taxas de juro futuras, que vão cair porque os agentes já incorporam nos preços dos ativos a perspectiva de que, ao longo dos próximos anos, a necessidade de financiamento do governo também vai cair”, explica Campos. “Mas, no caso de impactos mais reais, isso leva mais tempo para aparecer nos números das contas públicas.”(fonte:carta capital)

Promessa furada: Goiás continua longe de ser a 5ª economia do Brasil

Na campanha eleitoral de 2010, o governador Marconi Perillo (PSDB) afirmou que tinha o projeto de colocar Goiás como a quinta maior economia do Brasil num período curto de tempo. Em 2014, repetiu a promessa. Passados seis anos, a economia goiana segue correspondendo a 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Na época dos governos do PMDB, a economia goiana era mais forte, chegando a representar 3,4% do PIB. Antes de 1983, Goiás chegou a ser a 14ª economia do país, mas rapidamente alcançou o 9º lugar com o primeiro governo de Iris Rezende (1983-1986).

O Estado tem hoje um PIB de R$ 165 bilhões, segundo dados do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde 1984, o Estado se mantém na 9.ª posição no ranking nacional, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Distrito Federal. Já o PIB per capita dos goianos atinge o valor de R$ 25.296,60 e faz com que Goiás ficasse na 10.ª colocação.

Pelos dados, Goiás continua sendo a segunda maior economia do Centro-Oeste, com 30,4% do bolo, atrás apenas do Distrito Federal com 36,4%. O Mato Grosso detém 18,7% e o Mato Grosso do Sul os outros 14,5%. Antigamente, Goiás tinha 40% do bolo da economia do Centro-Oeste.(fonte:goiás real)

Relator da reforma da Previdência nega ter chamado aposentado de vagabundo

Alceu Moreira discorria sobre a atividade dos peritos na concessão de atestados de aposentadoria quando falou em “vagabundização remunerada”. Peemedebista alega não ter mencionado nominalmente os aposentados e diz ter dirigido as críticas “àqueles que recebem através de fraudes em programas como o Bolsa Família ou o Seguro Defesa”. Veja o vídeo completo com a fala do deputado.

Escolhido relator da reforma da Previdência na Câmara, o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) negou ter classificado como “vagabundo remunerado” o segurado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), tema do debate sobre a medida provisória (MP 739/2016) que visava alterar a concessão de benefícios pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), tornando mais rígidas as regras para o acesso ao auxílio-reclusão e ao salário-maternidade, por exemplo. Como este site mostrou mais cedo, ao subir à tribuna do plenário, em 24 de outubro, para discutir a matéria, Alceu Moreira criticou o que chamou de “vagabundização remunerada” e provocou um bate-boca com a líder do PCdoB na Câmara, Jandira Feghali (RJ).

Em e-mail encaminhado ao Congresso em Foco, a assessoria de imprensa do deputado disse que ele, na verdade, “fazia referência àqueles que recebem através de fraudes em programas como o Bolsa Família ou o Seguro Defesa”. “O vídeo divulgado na internet e agora repercutido no site e redes sociais do Congresso em Foco trata-se de uma montagem de 50 e poucos segundos. O original sem cortes, edições ou montagens tem 9 minutos e em nenhum momento há menção aos aposentados, tal como explicitado no título da matéria. Inclusive, os responsáveis pela divulgação original da montagem, ainda em outubro, estão sendo devidamente processados”, diz a mensagem, que inclui o link para o vídeo completo (veja aqui).

Alceu Moreira discorria, entre outras coisas, sobre a atividade dos peritos na concessão de atestados de aposentadoria, bem como de fraudes dela decorrentes, quando falou em “vagabundização remunerada”. Com a fala, o peemedebista diz que há muitas ocorrências de laudos periciais indevidamente emitidos, sem que o requerente precise, de fato, ser aposentado por invalidez, por exemplo, ou receba dinheiro do Seguro-Defeso, garantia paga a pescadores em tempos de proibição da pesca. Ou seja, o parlamentar reclama dos aposentados que, embora tenham sido formalmente declarados como tal, não merecem o benefício por supostamente terem fraudado o processo de concessão. Abaixo, a reprodução de trecho da fala do parlamentar gaúcho:

“Nós estamos tratando de 139 milhões de economias, 130 milhões de pessoas que foram aposentadas – muitas delas por uma decisão judicial sem nenhum conhecimento pericial de saúde, apenas porque não tinha perito. […] Quem vai fazer análises? Os peritos concursados. Ninguém será concitado a nada, ninguém será constrangido a nada, ninguém será obrigado a fazer absolutamente nada. Eles só farão se, tecnicamente, pela perícia médica, o cidadão ou cidadã tiverem ou não o direito de tê-lo. É assim que acontecerá. Na primeira leva de revisão daqueles a quem foram concedidos benefícios, na maioria por processo judicial muitos deles presos, recebendo benefícios, encarcerados , de cada 100 que foram analisados, 79 voltou [sic] ao trabalho. Nós queremos pagar perícia a quem tem direito de recebê-la. Mas pagar perícia como se paga [Seguro-]Defeso para pescador do Lago Paranoá? É claro que não. Aliás, vamos revisar. Pessoasque têm terreno da reforma agrária, 19 terrenos, e tem dois anos de idade; gente que faz Pronaf e já morreu há oito anos; 48 mil pescadores do Lago Paranoá recebendo Defeso, milhares deles recebendo Defeso em lagos secos do Norte-Nordeste – lagos que estão secos há mais de dez anos e tem pescadores recebendo Defeso certamente para pescar cabra, que é o que está pastando dentro do lago, é só o que tem lá. Mas eles continuam recebendo Defeso. Querem fazer uma discussão séria? Vamos fazer. Mas se é para fazer brincadeira na tribuna, nós também sabemos fazer, não tem nenhum problema. São milhões de pessoas que recebem dinheiro público, que falta para política pública, e isso mostra que [proposta de emenda à Constituição, do teto de gastos] 241 tem razão de ser. Quando pararmos de cobrar de quem não deve para pagar quem não merece, este governo vai dar certo, não se preocupem. Os arautos e os sábios que pregam naquela tribuna um modelo de governo que nunca deu certo em país nenhum do mundo. Aliás, a bela receita deles quase sempre vira Cuba ou Venezuela. Quase sempre vira isso, não deu certo em lugar nenhum do mundo. Mas eles querem assim. Aliás, vamos lá. Onde é que está, na 241, qualquer frase que diga que aquele recurso é o piso? Não. Nós estamos tratando é do teto. Ora, cada beneficiário da Previdência da [MP] 739 que não tinha direito de receber e que vai voltar ao trabalho é dinheiro que volta pro caixa da Previdência para pagar quem merece – talvez para os nossos filhos e netos, que podem não ter uma Previdência, se continuar esse sistema irresponsável e perdulário. É só por isso que nós estamos fazendo. Ora, se com perícia técnica impedir-se de pagar a quem não tem direito de recebê-lo transforma-se em crime contra pobre, tenho a impressão de que os advogados bandidos cresceram nesta Casa em grande número. Muita gente se exaspera e se desespera, argumenta, cria vocábulos para poder defender pessoas que não têm direito a receber. Mas não, vamos nós.Quem vai fazer as perícias? Os peritos que têm fé pública. Nós não vamos contratar peritos de ocasião filiados a partido de qualquer um. Não! São os peritos de quadro, que vão ter um incentivo para poder fazer mais quantidade de perícia e mais quantidade de horas. Estamos preservando o bem público. Aviso aos navegantes: o tempo da vagabundização remunerada acabou! Vagabundo remunerado neste governo [Temer], não! Nós vamos, certamente… Não adianta gritar. É que dói. Vagabundo remunerado não receberá.”

Perdeu validade

A Medida Provisória 739/2016 chegou a ser discutida em plenário, mas a tramitação da matéria não foi concluída até 4 de novembro, quando a MP perdeu a validade, levando o governo a rediscutir a questão por meio de projeto de lei. A matéria ainda não foi submetida à votação, e deve ficar pelo caminho depois da reforma da Previdência relatada por Alceu Moreira.

Na última quarta-feira (7), Alceu preparou e apresentou em 24h o relatório sobre a reforma da Previdência enviada pelo governo na véspera. O parecer, favorável, está pronto para votação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, antes de seguir para discussão em plenário. O governo tenta votar a matéria o mais rapidamente possível.(fonte:congresso em foco)

 

Na ONU, Temer precisará provar que o país está pronto para retomar economia

O presidente fará hoje discurso em Nova York, na abertura da Assembleia-Geral da ONU

Ao discursar hoje, na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Michel Temer terá de mostrar que o país que ele governa, oficialmente, desde o dia 31 de agosto, está pacificado e pronto para fazer as reformas necessárias que garantirão a retomada do crescimento econômico e da geração de empregos. Aconselhado por aliados, ele não abordará diretamente a questão do impeachment, para não passar a imagem de que não se sente consolidado no cargo. Para transmitir o recado de que o Brasil pensa grande, como uma nação disposta a ajudar a resolver os principais dilemas mundiais, Temer repetirá que o país está aberto para acolher refugiados.

“O Brasil precisa se recolocar como ator global”, afirmou um analista de investimentos que estará de olhos nas palavras do presidente brasileiro. Ontem, Temer já abordou o assunto, mas acabou gerando polêmicas ao inflar o número de haitianos que vieram para o país. Ele disse que, nos últimos anos, o Brasil recebeu 95 mil refugiados. Se forem retirados os haitianos que saíram de seu país em razão de desastre natural, a cifra cai para 8.800.

Isso porque o entendimento da convenção internacional sobre o assunto é que refugiados são pessoas que deixam seus países em razão de temor de perseguição racial, religiosa, política ou social. O próprio Comitê Nacional para Refugiados (Conare), um órgão do Ministério da Justiça, informa, em seu site, que o Brasil tem 8, 8 mil refugiados de 79 países. Desses, 2,3 mil vieram da Síria, principal alvo de preocupação internacional na discussão do tema.

“Em nosso Parlamento, encontra-se já em estágio avançado, uma nova lei de migrações. O nosso objetivo é garantir direitos, facilitar a inclusão e não criminalizar a migração. No centro de nossas políticas, está o reconhecimento inescapável da dignidade de todos os migrantes”, disse Temer.

Em nota, o governo rebateu as críticas, dizendo que o Brasil concede vistos humanitários a nacionais haitianos que buscam abrigo no País após o terremoto de 2010 e que o “Plano de Ação de Brasília, de 2014, adotado pelos países da América Latina e do Caribe, estende ao Alto Comissariado da ONU para Refugiados a tarefa de dar conta de deslocados por desastres naturais, alargando, na perspectiva do Brasil e de outros atores relevantes nos debates sobre a matéria, o conceito tradicional de refugiados”.(fonte:correio braziliense)

À vista ou parcelado: saiba quando é mais vantajoso

Para uma decisão consciente de consumo, é preciso se perguntar se realmente comprar aquele bem é necessário ou não

Comprar à vista ou encarar um crédito parcelado é, para especialistas em finanças pessoais, uma questão de estratégia, de entender o que é mais vantajoso para o consumidor no momento. Gostando ou não de matemática é preciso calcular e planejar.

Como refere o Portal Brasil, fazer uma dívida não necessariamente é um mau negócio, desde que ela esteja dentro daquilo que seu orçamento pode pagar. Em alguns casos, explicam especialistas, pode ser melhor fazer uma prestação para adquirir um bem do que gastar o dinheiro sem objetivo.

Para auxiliar na sua decisão de compra e ajudá-lo a entender se é melhor comprar à vista ou a prazo, o Portal Brasil conversou com economistas. Todos eles asseguraram que há uma regra básica para decidir qual opção assinalar: as condições de pagamento.

Se você for comprar um bem financiado, a dica é observar se o estabelecimento cobra juros e, claro, qual o tamanho deles na fatura.

“Eu sugiro sempre comprar à vista e não esquecer de pedir desconto. Mas o parcelamento também pode ser interessante, principalmente para uma compra mais cara, como uma viagem”, pondera o economista Ronalde Lins, integrante do Conselho Federal de Economia (Cofecon).

O que são juros

Pouca gente se dá conta, mas a verdade é que o dinheiro é semelhante a uma mercadoria, pela qual se paga um valor para tê-la em mãos. Se você não tem recursos para adquirir um bem, mas precisa fazer essa compra assim mesmo, a opção é assumir um financiamento. Nesses casos, é comum incidirem juros sobre o valor do dinheiro a ser emprestado.

E, como os juros só fazem a dívida aumentar, uma opção que em geral pode ser mais barata é pagar o bem à vista e  sempre pedir um desconto.

Mas, se a decisão for pelo pagamento em parcelas, diz Ronalde Lins, é preciso avaliar os juros no acumulado do ano. Nesse caso é preciso saber quanto em dinheiro será desembolsado com o pagamento de juros.

Negociando as taxas

“A gente sugere que as pessoa paguem à vista e, se não for possível, que façam o mínimo de prestações”, ensina. “Negocie a taxa e tenha a sensibilidade de pagar o mínimo de taxa de juros. De preferência, que as pessoas avaliem quanto são os juros no ano ou no período total do financiamento e não apenas no mês”, observa.

Para uma decisão consciente de consumo, é preciso pensar: “realmente preciso disso ou posso adiar essa compra?”. Ponderar se dá para esperar alguns meses para juntar o dinheiro também é importante porque dependendo da quantidade de prestações e de juros, comprar à vista sai muito mais barato, ensina.(fonte:notícias ao minuto)