Governador diz que não haverá demissões, mas quer diminuir número de secretarias

Governador prometeu anunciar mudanças na próxima quarta-feira (11). Ele também falou sobre a situação do concurso da Polícia Militar, que está suspenso.

Caixa quer cortar 10 mil funcionários com plano de demissão voluntária

Empresa prevê economizar R$ 1,5 bi por ano como as demissões

A Caixa Econômica Federal prevê poder economizar até R$ 1,5 bilhão por ano, a partir de 2018, com o plano de demissão voluntária (PDV) desenhado para este ano. A ideia do banco estatal é conseguir o desligamento de 10 mil funcionários, ou quase 10% do total de empregados atual.

O banco ainda negocia com a União, sua controladora, os detalhes do plano. Para incentivar a adesão, a Caixa deve pagar 10 salários extras e garantir o plano de saúde por um tempo que ainda está em discussão – neste período, se o funcionário reunir condições de se aposentar, o plano de saúde fica pelo resto da vida. O PDV será oferecido a todos os funcionários, e não apenas aos que já puderem se aposentar.

No último ano, a Caixa cortou o número de funcionários de 100,3 mil para 97 mil. No acumulado de janeiro a dezembro de 2016, o banco gastou R$ 15,6 bilhões com pessoal, ante R$ 14,3 bilhões do mesmo período de 2015, crescimento de 9,2%. O impacto maior no gasto foi com o aumento do salário dos funcionários, definido em convenção coletiva.

Eficiência

O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, colocou como principal desafio do banco em 2017 melhorar a eficiência, reduzindo despesas e aumentando a geração de receitas. O banco também monitora o desempenho de cem agências deficitárias.

A Caixa foi usada nos últimos anos pelo governo do PT como locomotiva do crédito no País, estratégia para impulsionar a atividade econômica. Dessa forma, a instituição conseguiu aumentar sua participação no mercado, mas essa expansão do crédito também provocou efeitos colaterais, como o aumento do nível de calotes.

O alto número de agências deficitárias também é consequência dessa política. Desde 2010, a Caixa abriu 1.329 agências. A análise da direção do banco é que não se faz mais necessária toda essa estrutura, ainda mais com a mudança dos hábitos dos clientes, que cada vez mais optam pelos serviços pelo computador ou pelo smartphone.

Um empecilho para o fechamento das agências é o fato de as unidades serem usadas para o pagamento de benefícios sociais, como o Bolsa Família, mas a avaliação é de que esse serviço poderia ficar restrito às casas lotéricas. O banco tem atualmente 4,2 mil agências e pontos de atendimento e 25 mil correspondentes Caixa Aqui e Lotéricos.

Para Eduardo Araújo, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), o banco terá de contratar novos funcionários para repor esses servidores que aderirem ao PDV, senão haverá prejuízo no atendimento à população. “As agências da Caixa têm forte atendimento social. Sempre estão cheias, com filas. Ainda mais agora, com o saque das contas inativas do FGTS. Se não houver reposição, vai ficar insuportável”, afirma.

Banco do Brasil

No ano passado, o BB conseguiu a adesão de 9,4 mil funcionários ao plano de aposentadoria incentivada que ofereceu a 18 mil servidores. Para o pagamento dos incentivos – 12 salários mais indenização que variou de um a três salários, a depender do tempo de serviço – o banco teve despesas de R$ 1,4 bilhão em 2016. Para este ano, a estimativa de redução de despesas com pessoal é de R$ 2,3 bilhões. Para aderir, o funcionário tinha de estar aposentado pelo INSS ou ter 50 anos de idade e, no mínimo, 15 anos de banco.

Os Correios também vão oferecer PDV aos funcionários em 2017. O plano já foi aprovado pelo Ministério do Planejamento no fim do ano passado. A expectativa é que entre seis e oito mil servidores deixem a estatal, dentre os 13 mil que estariam em condições de aderir à saída voluntária da empresa. O plano, antecipado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, prevê complementação salarial a ser paga durante oito anos aos servidores que se desligarem.

De acordo com informações obtidas pelo Estado, os Correios estimam que, se for bem-sucedido, o PDV trará economia de R$ 850 milhões a R$ 1 bilhão por ano para a estatal. A estatal tem como foco funcionários com mais de 55 anos, aposentados ou com tempo de serviço para requerer a aposentadoria. Segundo os dados da empresa, os funcionários nessa faixa etária representam pouco mais de 15% dos 117,4 mil empregados.

Para incentivar a adesão ao plano, a ideia é que a empresa ofereça uma espécie de “salário demissão”. Os funcionários que aderirem ao programa vão receber uma parcela do salário por oito anos. O porcentual ainda não está fechado, mas a expectativa é que fique em torno de 35% para a adesão dos funcionários mais velhos: a partir de 58 anos. A partir daí, o porcentual iria caindo.(fonte:noticias ao minuto)

MARCELO MIRANDA DEMITE 2 MIL SERVIDORES E JORNADA DE TRABALHO PASSA A SER DE 6 HORAS

As medidas de redução e controle de despesas do Executivo Estadual foram anunciadas na tarde desta quinta-feira, 10, pelo governador Marcelo Miranda, durante coletiva de imprensa no Palácio Araguaia. Na ocasião, foram assinados dois decretos que trazem as novas medidas que passam a vigorar no período de 21 de novembro de 2016 a 30 de abril de 2017.

“Queremos que o Tocantins continue a crescer e para isso foi necessário que tomássemos essas medidas amargas. Com essa economia, a probabilidade é de que estejamos enquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) a partir de maio de 2017”, destacou o governador, ressaltando que os concursos da Polícia Civil, Polícia Militar, Defesa Social e Unitins estão mantidos.

O Decreto nº 5.532 trata das seguintes vedações: celebração de novos contratos, preenchimento de vagas ofertadas em concursos públicos, o pagamento de horas extras, diárias, exceto serviços de segurança, saúde e educação. As medidas visam não contrair novas despesas, mas não atingirão os serviços essenciais. A economia estimada é de 10% em água, energia elétrica, e 20 % em viagens, telefonia e combustível.

Os ajustes também abrangem a demissão de aproximadamente dois mil servidores, entre eles, comissionados e contratados, sendo que a economia prevista é de 120 milhões nos próximos dois anos. As exonerações devem ser publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) até a próxima segunda-feira, 14.  Já o segundo decreto, de nº 5.533, trata da redução de jornada dos servidores públicos de 8 para 6 horas a partir do próximo dia 21 até dia 30 de abril de 2017. O atendimento nos órgãos públicos será das 12h30 às 18h30.

“O governador anunciou uma série de medidas de desoneração da folha e do custeio da máquina como um todo, o que ocorre é que para o cumprimento das metas foi necessária a redução da jornada e a perda de quadro. Conseguiremos economizar cerca de R$ 7 milhões/mês até dezembro; com a publicação das desonerações sendo de forma imediata. E R$ 136 milhões até o final de mandato”, pontuou o secretário da Administração Geferson Barros.

O anúncio foi feito com a presença da vice-governadora, Cláudia Lelis; do secretário-chefe da Casa Civil, Télio Leão Aires; secretário da Administração, Geferson Barros; secretário da Fazenda, Paulo Antenor; de Articulação Política, Cesarino César; do Planejamento, David Torres; da Comunicação Social, Rogério Silva; do Procurador-Geral do Estado, Sérgio do Valle; e da deputada estadual e líder do governo na Assembleia, Valderez Castelo Branco.(fonte:portal benício)

Governador do TO deve anunciar demissão de comissionados e contratados

Atualmente o Estado conta com 5.570 comissionados, 3.216 são servidores efetivos, restando 2.354 que podem estar nas temidas listas.

O governador Marcelo Miranda deve reunir a imprensa na próxima quinta-feira, 27, para anunciar o pacote de austeridade que deve ser decidido em reunião com os secretários na manhã desta terça-feira, 25. As informações foram repassadas ao Portal Stylo por uma fonte palaciana que preferiu não ser identificado.

Na reunião de hoje, cada membro do primeiro escalão irá apresentar uma planilha de corte de gastos que incluirá a redução de pessoal em cerca de 50%. O objetivo é de que cada pasta funcione no limite máximo de pessoal.

Existe a expectativa de que o governador anuncie a jornada de seis horas para os servidores públicos. Além disso, além das possíveis exonerações de comissionados e contratados, existe a possibilidade de redução dos salários de diversos cargos em comissão.

Todas as decisões que serão apresentadas na quinta já foram debatidas junto ao comitê gestor e seria a única solução que viabilizaria o pagamento do sálario de dezembro e do 13º.

Atualmente o Estado conta com 5.570 comissionados, 3.216 são servidores efetivos, restando 2.354 que podem estar nas temidas listas. Já os contratos temporários somam 15.104 pessoas e estão lotados, sobretudo nas pastas da Educação e da Saúde.

Fonte:jm noticias