Carlesse reforça campanha limpa e defesa da estabilidade

Carlesse defendeu que uma campanha sem ataques reforça a estabilidade que o cidadão tocantinense deseja.

O governador interino e candidato mais votado do primeiro turno nestas eleições suplementares, Mauro Carlesse, coligação Governo de Atitude, reforçou que pretende seguir realizando uma campanha limpa, sem ataques aos adversários e respeitando o eleitor tocantinense. 

“Vou continuar respeitando a população tocantinense e até os adversários. Eu que não vou entrar no desespero deles. Já começaram a atirar para tudo que é lado. Mas o eleitor fala todos os dias que não aceita mais essa velha política. Podem revirar a vida do Carlesse. Não devo nada, sou ficha limpa, não tenho nenhuma condenação e nunca fui envolvido em corrupção”, declarou.

Mauro Carlesse disse que seguirá mantendo a linha de propositiva. “O tocantinense quer saber é do Opera Tocantins, é do pagamento do Plansaúde, do pagamento dos servidores no começo do mês, da data-base, da recuperação das rodovias, do reinício das obras paradas e tudo isso nós já estamos fazendo”, afirmou. 

“Eles viram que as promessas vazias não surtiram efeito e partiram para a baixaria e para travar o Governo de todo jeito, mas eu não entro nessa. Minha conversa é direta com o eleitor, é olho no olho, é falando a verdade. Não quero saber da vida privada de ninguém. Quero saber é de resolver os problemas do Tocantins”, finalizou.

Ascom Mauro Carlesse

 

Defesa pede que suspeito de matar filha de 2 anos com golpe de foice em Minaçú seja submetido a avaliação médica

Crime aconteceu no dia 29 de maio, em Minaçu. Avó e tio paternos buscaram criança na casa da mãe para ‘animar’ lavrador, que estaria em quadro depressivo.

O esponsável pela defesa do lavrador preso suspeito de matar a filha de 2 anos com um golpe de foice em Minaçu, na região norte do estado, o advogado Elisandrio Ramalho disse que pediu à junta médica do Tribunal de Justiça de Goiás que Fabiano de Souza Medeiros seja submetido a exame psicológico e internado.

O crime foi na última terça-feira (29). A avó e um tio paternos teriam buscado Ana Julya na casa da mãe com intuito de “animar” o lavrador, que havia dias estava em suposto quadro depressivo.

“Já solicitamos que seja acompanhado por equipe de profissionais que possa aferir com precisão o que aconteceu com dele. A família nos contou que de quatro a cinco dias antes do fato ele já estava sem conversar. Inclusive, a mãe dele procurou atendimento no Caps [Centro de Atenção Psicossocial] antes do crime”, disse o defensor.

O delegado responsável pelo caso, André Luís Barbosa Campos Medeiros, informou que o suspeito ficou em silêncio durante o depoimento. A intenção da Polícia Civil é tentar, mais uma vez, que ele conte o que aconteceu. Depoimentos da mãe do suspeito e de um dos irmãos devem ser colhidos nos próximos dias.

O lavrador Fabiano de Souza Medeiros, preso suspeito de matar a filha de 3 anos com golpe de foice, em Minaçu (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O advogado se disse “preocupado” com a saúde do cliente. “Ele não conversa, não está se alimentado. Desde antes do fato ele vem apresentando anormalidades. Ele não fala com ninguém, perguntam, e ele não responde. Acredito que ele deu um surto de saúde, mas apenas a junta médica que pode aferir e fazer o devido diagnóstico.”

“A defesa pede que ele seja submetido a tratamento, a família está muito preocupada, só depois vamos ver o que fazer em relação à defesa dele. Nesse momento, a nossa preocupação é resolver o problema de saúde”, continuou Ramalho.

“Ele apresenta um quadro de enfraquecimento, de tristeza, uma pessoa abatida. As duas famílias estão abaladas, perderam alguém de valor, os irmãos, a mãe, não está sendo fácil para eles”, completou.

Thaynara Gonçalves e Ana Julya, em Minaçu, Goiás (Foto: Thaynara Gonçalves/Arquivo Pessoal)

Indignação

A dona de casa Thaynara Gonçalves, de 21 anos, diz que o ex-marido sempre foi violento durante o casamento, mas não imaginava que ele pudesse fazer qualquer coisa contra a filha. “Ele é um monstro, não é um homem”, disse.

Thaynara e Fabiano foram casados por um ano. A jovem conta que durante o relacionamento, sofria agressões por parte do rapaz. “Ele me batia, fugi várias vezes. Uma vez quase me matou quando estava grávida ainda. Foi por isso que separei”, contou.

Apesar disso, ela não esperava que ele pudesse fazer qualquer coisa contra a filha. “Ele era violento comigo, não com ela. Tanto que a Ana Julya sempre ia para a casa dele, voltava, não acontecia nada. Então isso causa uma revolta”, contou.

Mesmo depois de separada, ela conta que sofria ameaças do ex-marido. “Ele estava sempre bêbado, ou tinha fumado maconha, então não chegava a denunciar porque achava que isso era porque ele tinha bebido”, completou.

O crime

Segundo a Polícia Civil, o homem contou que estava deprimido, sentindo falta da filha e pediu para vê-la. A ex-sogra de Thaynara, então, buscou a menina na casa da mãe e levou até a residência de Fabiano.

No local, segundo a corporação, ele golpeou a menina com uma foice na cabeça. A mãe da vítima diz que não tem suspeita do que levou o ex a cometer o crime.

A família de Thaynara, no entanto, acredita que o crime foi causado por ciúmes. “A Thaynara já tinha casado novamente, teve um filho há sete dias, já está com um novo relacionamento há um ano e ele não aceitava”, contou a irmã de Thaynara, Rosania dos Santos Rosa.

O corpo de Ana Julya foi velado na casa dela, em Minaçu. O enterro aconteceu no dia 31, no cemitério municipal.

Defesa aponta provas ilegais na cassação de Marcelo Miranda e pede que processo vá para o STF

Pedido é analisado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral antes de chegar ao supremo. Defesa afirma que provas foram retiradas de celular sem autorização da Justiça.

A defesa de Marcelo Miranda (MDB) e Cláudia Lelis (PV) entrou com um novo recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os advogados pedem a subida do processo que resultou na cassação dos políticos, por caixa dois durante a campanha de 2014, para o Supremo Tribunal Federal (STF). O principal argumento é de que as provas utilizadas durante o processo foram adquiridas de forma ilegal, sem autorização judicial.

O recurso extraordinário foi feito na noite desta segunda-feira (23). Agora, o pedido vai para as mãos do ministro Luiz Fux, que é presidente do TSE e relator do processo. Ele vai decidir se o caso pode chegar até o Supremo.

Se o ministro negar a subida do processo, a defesa ainda pode entrar com um pedido direto no STF e forçar que o caso passe para as mãos de Gilmar Mendes. “Reconhecemos que há várias matérias constitucionais para serem debatidas. Principalmente em razão de prova, ilicitude de provas. A maior discussão do julgamento foi se as provas extraídas de telefone celular, do whatsapp, seriam lícitas ou não. No entender da defesa, só esse tema é suficiente para se aceitar o recurso e debater isso no Supremo”, explicou o advogado Thiago Boverio.

A alegação da defesa é de que as provas utilizadas para condenar Marcelo Miranda foram obtidas sem autorização judicial pela polícia de Goiás, após a apreensão de um avião com R$ 500 mil e material de campanha em Piracanjuba (GO), em 2014.

Além deste recurso, outro advogado de Marcelo Miranda entrou com um pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal pedindo que os efeitos da cassação sejam suspensos até que todos os recursos sejam julgados pela Justiça. Enquanto isso, o calendário da eleição suplementar ocorre normalmente.

“Se o supremo acatar essa alegação reforma a sentença. Tirando isso [as provas], cai tudo. A gente acredita no êxito. Não vamos discutir a decisão do TSE, se foi certa ou errada, mas entendemos que em matéria de prova, se é ilícito ou não, a última palavra é do Supremo”, afirmou.

Entenda

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou no dia 22 de março os diplomas do governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice-governadora Cláudia Lelis (PV). O processo, que analisa caixa dois durante a campanha de 2014, começou em 2015 após uma aeronave ser apreendida com R$ 500 mil em Goiás.

Um pedido de liminar feito ao Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão da cassação até que todos os recursos possíveis sejam julgados. O site teve acesso ao documento em que o advogado alega que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agiu de maneira “atípica” e “estranha” ao dar celeridade ao julgamento dos embargos de declaração. A defesa pede que o afastamento do cargo seja suspenso até que todos os recursos possíveis sejam encerrados.

O pedido está nas mãos de Gilmar Mendes, que deve emitir uma decisão nos próximos dias.

G1 Tocantins

Defesa de Lula tem até terça para recorrer no processo do triplex

No julgamento do dia 24 de janeiro, os desembargadores da 8ª Turma do TRF-4 votaram por elevar para 12 anos e 1 mês de prisão a pena de Lula.

prazo para a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorrer contra a decisão em segunda instância que manteve a condenação do petista e aumentou a pena no caso do triplex no Guarujá (SP) termina às 23h59 de terça-feira (20).

De acordo com o G1, o prazo do petista começa a contar a partir da 0h de segunda-feira (19), quando os advogados terão 48 horas para apresentar o recurso.

A movimentação do processo junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) indica que os envolvidos foram considerados notificados automaticamente às 23h59 de sexta-feira (16). Com isso, o prazo conta a partir do próximo dia últil.

No julgamento do dia 24 de janeiro, os desembargadores da 8ª Turma do TRF-4 votaram por elevar para 12 anos e 1 mês de prisão a pena de Lula pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. No dia 6 de fevereiro, foi publicada a decisão, chamada de acórdão.

Como a decisão foi unânime, a defesa de Lula pode apresentar apenas os chamados embargos de declaração.

A publicação explica que o julgamento dos embargos de declaração costuma ser rápido, apesar de não ter prazo. No caso de Lula, será realizado pelos mesmos desembargadores da 8ª Turma: João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus.

Noticias ao Minuto

Advogado pede 5 dias para apresentar defesa de suspeitos de matar Danilo Sandes

Pedido foi feito durante a audiência de instrução, que iria definir se os acusados irão a julgamento. Crime foi em julho de 2017 e teria sido motivado por herança milionária.

O advogado de Wanderson Silva de Souza e João Oliveira dos Santos Júnior pediu mais cinco dias para apresentar a defesa dos dois por escrito a Justiça.

Eles são suspeitos de executar o advogado Danilo Sandes, em Araguaína. O pedido foi feito durante a audiência de instrução, que iria definir se os acusados irão ou não a julgamento. O juiz atendeu ao pedido e a sessão foi suspensa.

O advogado só manifestou a intenção de apresentar a defesa por escrito após os colegas que defendem Robson Barbosa da Costa e Rone Marcelo Alves Paiva, também suspeitos do crime, apresentarem a argumentação de forma oral ao juiz.

Em casos como este, é o advogado que escolhe de que forma quer defender os clientes.

O prazo de cinco dias já está contando, uma vez que todos já tinham sido intimados a apresentar as alegações. Depois disso é que o juiz deve definir se o processo será julgado e de que forma isso deve acontecer.

O caso

Danilo Sandes foi encontrado morto no final de julho de 2017 às margens da TO-222, em estado de decomposição. O crime teria sido motivado por uma herança de R$ 7 milhões que o farmacêutico Robson Barbosa da Costa, de 32 anos, disputava com os irmãos. 

A polícia afirma que o advogado se negou a participar de uma fraude e foi morto por isso.

Além do farmacêutico, apontado como o mandante do crime, os policiais militares Rone Marcelo Alves Paiva e João Oliveira dos Santos Júnior e o ex-PM Wanderson Silva de Souza também foram presos suspeitos de serem os executores do crime.

Eles foram detidos em Marabá (PA) pela Polícia Civil. Todos estão presos preventivamente.

Danilo Sandes foi encontrado morto em Araguaína (Foto: Divulgação)G1/Tocantins

Eduardo Siqueira rebate Tiago Andrino após vereador sair em defesa de Amastha

Eduardo Siqueira afirma que “o vereador Tiago Andrino acusa adversários sem olhar o histórico de seus aliados e tenta mudar o foco do debate”.

Em nota enviada à imprensa nesta sexta-feira, 19, o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos rebateu as declarações do vereador de Palmas, Tiago Andrino, que se manifestou nesta semana à respeito de críticas feitas ao prefeito Carlos Amastha, motivadas por suas declarações durante a posse da Federação Nacional dos Prefeitos (FNP) em que citou Palmas como o “Patinho Feio” que ele transformou em “Cisne”.

Eduardo Siqueira afirma que “o vereador Tiago Andrino acusa adversários sem olhar o histórico de seus aliados e tenta mudar o foco do debate. Não há qualquer distorção da fala do prefeito. Ele disse sim, com todas as letras, que antes dele Palmas era um ‘Patinho Feio’. Assim como em outra oportunidade, o prefeito Amastha afirmou que preferia administrar Barcelona (ESP) a Palmas”, disse o parlamentar. 

O deputado ressalta as belezas de Palmas e relembra que também já administrou a cidade. “Reitero, Palmas é linda pela gente que a habita, pelo seu projeto e pela sua execução. É linda pela infraestrutura nela implantada como o Lago, a Ponte, a Praça dos Girassóis, a Theotônio Segurado, o Parque Cesamar, o Aeroporto, obras estruturantes e definitivas que consolidaram Palmas como uma cidade moderna e de qualidade de vida. Quanto a mim, que ajudei a construir esta cidade e sempre, desde seu primeiro dia a defendo, não aceitarei, seja de quem for, ações ou palavras que venham a depreciar esse grande patrimônio dos tocantinenses”.

Finalizando, Eduardo Siqueira diz que não entrará em debates ou bate-bocas “para ‘fulanizar’ uma situação que em nada, absolutamente nada, contribui para o crescimento de Palmas e do Tocantins. Afinal, só é possível tratar alguém como culpado após julgamento em última instância, e não nos esqueçamos que determinadas outras ‘cicatrizes’ iniciadas em Santa Catarina, tiveram continuidade na Capital Tocantinense e seguem sendo investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal”, pontua.

T1/Noticias

Comissão de defesa do consumidor debaterá taxas de água e esgoto cobradas pela BRK

A BRK vem desobedecendo as determinações da legislação estadual.

A Comissão de Administração, Trabalho, Defesa do Consumidor, Transporte, Desenvolvimento Urbano e Serviço Público, a pedido do deputado Osires Damaso (PSC), vai realizar no Plenarinho, no próximo dia 12, às 9 horas, audiência pública para debater possíveis cobranças abusivas por parte da BRK Ambiental.

Damaso lembra que durante seis meses da administração da BRK no Tocantins, na maioria das cidades do Estado, a empresa tem sido alvo de reclamações sobre o tipo de atendimento, valores exorbitantes da taxa de água e esgoto, entre outros pontos.

Na audiência será discutido também o percentual de 80% da taxa de esgoto cobrada sobre o valor da água por unidade consumidora. O percentual acima é cobrado pela empresa mesmo após a aprovação de um projeto do deputado José Bonifácio (PR) que dá autonomia aos municípios para regulamentar o serviço de água e determinar que a taxa de esgoto não ultrapasse 50% da tarifa de água. Mesmo após a lei ser sancionado pelo governador Marcelo Miranda (PMDB) no início de agosto a BRK vem desobedecendo as determinações da legislação estadual.

A Comissão de Defesa do Consumidor convidou para o debate o superintendente do Procon, Nelito Vieira; o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, desembargador Eurípedes Lamounier; o presidente da OAB-TO, Walter Ohofugi; o presidente da Associação Brasileira de Supermercados, João Sanzovo Neto; a secretária estadual de Meio Ambiente, Luzimeire Carreira, entre outros.

Elpídio Lopes
Foto: Clayton Cristus

Defesa pede à Justiça que empresário dono de postos fique preso no quartel da PM

Eduardo Augusto Rodrigues Pereira está foragido há quase quatro meses. Ele é suspeito de mandar matar um concorrente e de formação de cartel na capital.

A defesa do empresário Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, conhecido como Duda Pereira, pediu à Justiça que ele tenha direito a uma cela especial no Quartel de Comando Geral da Polícia Militar, em Palmas. O pedido se baseia em uma ameaça de morte que o empresário alega ter recebido. Ele é investigado por formação de cartel em Palmas e teve a prisão decretada por ser o suposto mandante da morte de um concorrente em Porto Nacional.

O empresário, que tem uma rede de postos de combustíveis na capital, está foragido há quase quatro meses, desde que teve a prisão decretada. O nome dele chegou a ser mandado para a lista da Interpol depois que o Ministério Público Estadual informou à Justiça que há indícios de que ele esteja nos Estados Unidos.

No documento, a defesa lembra que um dos suspeitos de ser o executor do crime foi assassinado dentro da Casa de Prisão Provisória de Palmas e o crime ainda não foi solucionado. O advogado de Duda Pereira afirma que os presídios do Tocantins não oferecem a segurança necessária para que o cliente se entregue.

O Ministério Público Estadual se manifestou contra o pedido. O advogado de Duda Pereira não atendeu as ligações do G1 para comentar o caso. A questão não tem prazo para ser analisada.

O crime

Wenceslau Leobas, morreu aos 77 anos, no dia 14 de fevereiro após ficar 17 dias internado. Ele foi baleado em Porto Nacional no dia 28 de janeiro, no momento em que saía de casa para trabalhar. No mesmo dia da tentativa de homicídio, dois suspeitos foram presos. A polícia disse que um deles chegou a confessar a participação no crime.

Os dois acusados de executar o crime Alan Sales Borges e José Marcos de Lima iriam a júri popular, mas José Marcos foi encontrado morto dentro da Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP) na manhã do dia 3 de março deste ano.

No mês de junho do ano passado, o juiz aceitou a denúncia contra Duda. Ele é acusado de ser o mandante do crime. Segundo o promotor Abel, o processo contra o Duda corre separadamente. A audiência de julgamento dele já estava marcada para o mês de maio. Na época, Duda disse que estava sendo acusado injustamente.

Cartel

Eduardo Pereira também é investigado a respeito de um suposto cartel nos postos de combustíveis em Palmas. Duda é apontado como comandante do cartel. Em uma conversa telefônica gravada pela Polícia Civil, com autorização da Justiça, ele fala com Neizimar Cabral (a quem chama de Leidimar), chefe de fiscalização do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, e chega a ameaçar um dos fiscais. Durante a conversa, Cabral promete que irá mudar o fiscal.

G1/TO

MORO É DENUNCIADO POR VAZAMENTO AO ESTADÃO DE PROCESSO SIGILOSO

O juiz federal Sergio Moro foi denunciado pela defesa do ex-presidente Lula ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por um vazamento que ocorreu a partir da 13ª Vara Federal, em Curitiba, de processo por danos morais movido contra um delegado da Lava Jato, em caráter sigiloso, relata reportagem do Jornal GGN; denúncia acompanha a foto em que Moro aparece demonstrando afinidade com o senador Aécio Neves (PSDB) e outras condutas que, na visão dos advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, configuram violações ao Código de Ética da Magistratura.

O juiz federal Sergio Moro foi denunciado pela defesa do ex-presidente Lula ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por um vazamento que ocorreu a partir da 13ª Vara Federal, em Curitiba, de processo por danos morais movido contra um delegado da Lava Jato, em caráter sigiloso. A denúncia acompanha a foto em que Moro aparece demonstrando afinidade com o senador Aécio Neves (PSDB) e outras condutas que, na visão dos advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, configuram violações ao Código de Ética da Magistratura.

Segundo a representação ao CNJ, Moro cometeu duas infrações nesse caso: primeiro, usou um despacho para emitir opinião e fazer juízo de valor contra a defesa de Lula. Depois, teria vazado ou deixado vazar esse documento relacionado ao processo sigiloso para o Estadão.

O jornal publicou uma matéria destacando a opinião do magistrado, que achou “lamentável” que Lula processe o delegado Filipe Pace. Prontamente, a grande mídia e diversos portais independentes reproduziram a notícia na qual Moro incita a “opinião pública” a acreditar que Lula partiu para cima da Polícia Federal como um todo.

A Advocacia Geral da União vai defender o delegado Pace da ação por danos morais, que é da ordem de R$ 100 mil. O oficial da PF é acusado de tentar difamar o ex-presidente Lula fazendo exatamente o que Moro fez: usado um despacho para emitir opinião sobre um assunto que não é de sua alçada. No caso, Pace disse que Lula estava na lista da Odebrecht.

“As condutas expostas configuram, em tese, desvio funcional porque colidem com disposições da Lei Orgânica da Magistratura, do Código de Ética da Magistratura Nacional (…) dentre outros atos normativos”, diz a defesa de Lula.

“Além disso, o despacho em tela foi proferido em processo que tramita em segredo de justiça e, a despeito disso, menos de uma hora depois foi divulgado por jornalista de O Estado de S.Paulo que habitualmente divulga, com primazia, informações sobre processos que tramitam na 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba — estando hoje noticiada em todos os veículos de comunicação social.”

Em outra passagem, a defesa alega que o despacho de Moro “foi exarado às 18h08min e cerca de uma hora depois já estava em destaque, por exemplo, no blog do jornalista Fausto Macedo, do Estadão, que costumeiramente consegue antecipar, em primeira mão, assuntos relativos à 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba.”

Além do vazamento seletivo ao Estadão, a defesa de Lula listou outras condutas de Moro para manter sua influência na mídia em meio a sua “cruzada” contra Lula. Os advogados destacaram, por exemplo, que o juiz recorrentemente tem ido a eventos de adversários políticos de Lula e o PT, embora diga que não tem tempo para receber outros processos que não tenham a ver com a Lava Jato.

Para a defesa de Lula, Moro deveria seguir o Código de Ética da Magistratura, que diz que o “magistrado deve evitar comportamentos que impliquem a busca injustificada e desmesurada por reconhecimento social, mormente a autopromoção em publicação de qualquer natureza.”

Outro artigo destacado diz: “O magistrado deve comportar-se na vida privada de modo a dignificar a função, cônscio de que o exercício da atividade jurisdicional impõe restrições e exigências pessoais distintas das acometidas aos cidadãos em geral.”

A defesa também destacou que o “magistrado imparcial é aquele que evita todo o tipo de comportamento que possa refletir favoritismo, predisposição ou preconceito.”

Zanin e Teixeira assinalam que o CNJ tem o dever de se debruçar sobre as infrações de Moro ao Código de Ética da Magistratura.(fonte:brasil 247)

Elize Matsunaga é condenada a quase 20 anos de prisão

A defesa conseguiu derrubar duas qualificadoras apresentadas pela acusação: motivo torpe e meio cruel. Isso ajudou a reduzir a pena.

 A Justiça de São Paulo condenou Elize Matsunaga pela morte do marido Marcos Matsunaga. Ela foi sentenciada a 19 anos e 11 meses de prisão em regime fechado.

A decisão saiu na madrugada desta segunda-feira (5). O juiz Adilson Paukoski leu a sentença de Elize às 2h07. Ele não permitiu que a imprensa fizesse imagens da condenada, mas ela acompanhou tudo em pé, de cabeça baixa, não esboçou reação quando o juiz leu a sentença dela por dois crimes: homicídio e destruição e ocultação de cadáver.

O júri desconsiderou duas das três qualificadoras pedidas pela promotoria: motivo torpe – a acusação dizia que Elize matou Marcos por vingança e por interesse no seguro de vida – e meio cruel, baseado na suposição de que ela teria começado a esquartejar o marido enquanto ele ainda estava vivo. A qualificadora aceita pelo júri foi a que considera a impossibilidade de defesa da vítima. por conta desse quadro, a defesa afirma que ganhou mas não levou, pois eles comemoram a queda das duas qualificadoras, mas acham que, ainda assim, a pena dada pelo juiz foi muito alta e eles vão recorrer.

A promotoria também chegou a mencionar recurso, mas disse que ainda não está definido e afirmam terem saído satisfeitos com a decisão. A intenção da acusação era que Elize pegasse de 19 a 25 anos de detenção.

Elize Matsunaga já cumpriu quatro anos e meio de prisão e agora volta para o presídio de Tremembé, interior de São Paulo.(fonte:g1)