Mesmo com concurso da PM suspenso, candidatos se preparam para próximas fases

Mais de 70 mil candidatos fizeram as provas para concorrer a uma das 1.040 vagas. Concurso foi suspenso após decisão judicial; polícia investiga se houve fraudes na aplicação das provas.

Mais de 70 mil candidatos aguardam um desfecho do concurso da Polícia Militar do Tocantins. Ele foi suspenso em abril deste ano após uma decisão judicial e ainda não foi retomado. Uma investigação da Polícia Civil apontou que houve fraude durante a aplicação das provas. Os resultados da primeira fase não foram nem divulgados, mas alguns candidatos seguem se preparando para as próximas fases. (Veja o vídeo)

O servidor público Thyago de Oliveira fez provas para os cargos de soldado e oficial. Mesmo com o processo seletivo suspenso, ele ainda tem esperanças. “Estou na expectativa da aprovação e até hoje me preparo para o TAF [Teste de Aptidão Física]. Continuo estudando para uma ou outra oportunidade que poderá vir, porém aguardo com muita ansiedade o concurso da PM”.

Foram oferecidas mil vagas para soldado e outras 40 para oficial. As provas foram aplicadas em março deste ano. “Existe o primeiro fato, que é o da suspensão do concurso público da PM. Essa suspensão decorre da transição do governo, no qual houve uma medida cautelar deferida pelo desembargador à época. Após essa medida cautelar, houve um fato novo, que foi indícios de fraude”, explicou o advogado Pablo Araújo.

Candidato ao concurso da PM segue se preparando para as próximas fases (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O Ministério Público Estadual recomendou que o concurso da Polícia Militar não seja retomado pelo governo do estado. A recomendação é para que o governador Mauro Carlesse (PHS) dê uma resposta em 10 dias para informar quais providências vai tomar em relação ao concurso.

De acordo com o MPE, há suspeitas como envelopes violados, celulares apreendidos e vazamento de fotos do gabarito. Em Araguaína, 14 pessoas foram presas suspeitas de fraude durante o concurso, na operação Ateleia. Para a promotoria, as investigações sobre possíveis fraude, podem levar a anulação do concurso.

Por outro lado, a AOCP, empresa responsável pela aplicação das provas divulgou uma nota na última terça-feira (10) informando que será possível identificar e eliminar os candidatos que tentaram fraudar o concurso.

“Por fim, a AOCP reitera que até o momento as investigações demonstram, apesar da tentativa de fraude, a inexistência de qualquer prova de que algum candidato tenha obtido êxito em tal expediente, de forma a afetar a lisura do certame […]”, diz trecho de nota.

A Polícia Militar se manifestou sobre a suspensão do concurso na última segunda-feira (9). Em nota, a comissão organizadora informou que o concurso continua suspenso temporariamente por decisão judicial e decisão administrativa do Tribunal de Contas do Estado.

“Neste intuito, está envidando todos os esforços junto a estes órgãos para agilizar a solução dos entraves que fundamentam tais decisões. O Comando aguarda as decisões a fim de que possa dar continuidade às demais fases do concurso”, dizia nota enviada.

Concurso

As provas do concurso foram aplicadas no dia 11 de março. Ao todo, mais de 70 mil pessoas fizeram as provas em 17 cidades.

O concurso também é composto por avaliação de capacidade física, avaliação psicológica, médica e odontológica e investigação social. A previsão inicial era que o resultado final de todas as etapas do concurso fosse divulgado em agosto deste ano.

O subsídio inicial durante o Curso de Formação de Oficiais é de R$ 4.499,52 e para o Curso de Formação de Soldados é de R$ 2.215,10.

G1 Tocantins.

Promotoria recomenda que concurso da PM continue suspenso por suspeitas de fraude

Concurso está suspenso devido decisão judicial. Investigação apurou fraudes e delegado afirmou que todo o processo pode estar comprometido.

O Ministério Público Estadual recomendou que o concurso da Polícia Militar não seja retomado pelo governo do estado. Os resultados da primeira fase não foram divulgados ainda por causa de uma decisão da Justiça que determinou a suspensão, em abril deste ano. Além disso, uma investigação da Polícia Civil apontou que houve fraude durante a aplicação das provas e todo o concurso pode ser comprometido.

Conforme o MPE, a recomendação é para que o governador Mauro Carlesse (PHS) dê uma resposta em 10 dias para informar quais providências vai tomar em relação ao concurso.

As provas do concurso foram aplicadas em março deste ano. Conforme a 28ª Promotoria de Justiça da Capital, há inúmeras denúncias de envelopes violados e aparelhos celulares apreendidos. Na época do concurso, várias fotos de gabaritos chegaram a circular nas redes sociais.

Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais (Foto: Arte G1)Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais (Foto: Arte G1)

Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais (Foto: Arte G1)

Para o promotor, as suspeitas de fraude podem resultar na anulação do concurso. A recomendação destaca que há investigações sendo feitas pela polícia em Palmas, Arraias e Araguaína. “Se depender do apurado nas investigações em curso, o referido certame deverá ser anulado, seja por via administrativa ou judicial”, disse o promotor.

Por outro lado, a empresa responsável pela aplicação das provas divulgou uma nota nesta terça-feira (10) informando que será possível identificar e eliminar os candidatos que tentaram fraudar o concurso.

“Por fim, a AOCP reitera que até o momento as investigações demonstram, apesar da tentativa de fraude, a inexistência de qualquer prova de que algum candidato tenha obtido êxito em tal expediente, de forma a afetar a lisura do certame […]”, diz trecho de nota.

A Polícia Militar se manifestou sobre a suspensão do concurso nesta segunda-feira (10). Em nota, a comissão organizadora informou que o concurso continua suspenso temporariamente por decisão judicial e decisão administrativa do Tribunal de Contas do Estado.

“Neste intuito, está envidando todos os esforços junto a estes órgãos para agilizar a solução dos entraves que fundamentam tais decisões. O Comando aguarda as decisões a fim de que possa dar continuidade às demais fases do concurso”, dizia nota enviada.

G1 procurou o governo do estado e a Polícia Militar na manhã desta terça-feira (10) para repercutir a recomendação do MPE e aguarda resposta.

Operação cumpriu mandados no Tocantins, Maranhão e Piauí (Foto: Polícia Civil/Divulgação)Operação cumpriu mandados no Tocantins, Maranhão e Piauí (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Operação cumpriu mandados no Tocantins, Maranhão e Piauí (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Suspeitos presos

A investigação em Araguaína, inclusive, resultou na operação Ateleia. Em cumprimento a mandados, a Polícia Civil prendeu 14 pessoas suspeitas de envolvimento em fraude durante o concurso.

Após a operação, o delegado José Anchieta de Menezes disse que o certame continuava comprometido, mesmo após a prisão dos suspeitos e a Polícia Civil ainda não identificou todos os beneficiados com as fraudes.

“É um dos riscos da continuidade deste concurso da Polícia Militar do Tocantins. Porque ainda não foi possível se chegar ao dano exato e impedir todos que teriam praticado a fraude. Corre o risco de, caso o concurso continue, pessoas que não foram aprovadas da forma devida entrem na Polícia Militar”, disse Anchieta.

Concurso

As provas do concurso foram aplicadas no dia 11 de março. Foram oferecidas 1 mil vagas para soldado e mais 40 para oficial da PM. Ao todo, mais de 70 mil pessoas fizeram as provas em 17 cidades.

O concurso também é composto por avaliação de capacidade física, avaliação psicológica, médica e odontológica e investigação social. A previsão inicial era que o resultado final de todas as etapas do concurso fosse divulgado em agosto deste ano.

O subsídio inicial durante o Curso de Formação de Oficiais é de R$ 4.499,52 e para o Curso de Formação de Soldados é de R$ 2.215,10.

G1 Tocantins.

MPE requer a realização de concurso público em Porto Nacional

Segundo informação apurada pela 5ª Promotoria de Justiça de Porto Nacional, o município mantém atualmente 1.152 servidores sob contrato temporário, número que foi considerado absurdo pelo Promotor de Justiça Vinícius de Oliveira e Silva, autor da ação.

O Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com ação judicial de execução contra o município de Porto Nacional e contra o prefeito Joaquim Maia Leite Neto, na sexta-feira, 29, requerendo que a administração seja obrigada a realizar concurso público, substituir todos os servidores contratados irregularmente e se abster de realizar novas contratações.

Segundo informação apurada pela 5ª Promotoria de Justiça de Porto Nacional, o município mantém atualmente 1.152 servidores sob contrato temporário, número que foi considerado absurdo pelo Promotor de Justiça Vinícius de Oliveira e Silva, autor da ação.

O representante do MPE decidiu atuar na esfera judicial após o prefeito de Porto Nacional descumprir Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) por meio do qual havia se comprometido a lançar o edital do concurso público até janeiro de 2018.

Em razão disso, a 5ª Promotoria de Justiça de Porto Nacional também requer à Justiça que seja executada a multa que estava prevista no TAC para o caso do descumprimento dos termos e prazos previstos. 

Segundo constava no acordo, deve ser imposta multa ao prefeito no valor de R$ 30 mil, em razão da não realização do concurso público e da manutenção irregular de servidores comissionados. A esse valor, deve acrescida multa mensal de R$ 5 mil, proporcional ao tempo em que a situação de irregularidade persistir após o prazo final previsto no Termo de Ajustamento de Conduta. 

Segundo o artigo 37 da Constituição Federal, o concurso público deve ser a regra para o ingresso de servidores no serviço público e a admissão de pessoal por contrato deve ocorrer apenas em situações de excepcionalidade previstas em lei específica. 

Assessoria de Comunicação do MPE-TO.

Governo publica nomeação de 60 aprovados no concurso da Polícia Civil do Tocantins

São 22 delegados, 26 escrivães e 12 peritos que vão atuar no interior do estado. Novos servidores têm até 30 dias para tomar posse.

O Governo do Tocantins publicou a nomeação de 60 aprovados no concurso público da Polícia Civil do estado. São 22 delegados, 26 escrivães e 12 peritos que vão atuar no interior do estado. Os nomes podem ser encontrado no Diário Oficial desta segunda-feira (28).

Os novos servidores têm até 30 dias para tomar posse. O governo diz que as nomeações já estavam previstas na Lei Orçamentária Anual e não vão gerar impacto extra na folha de pagamento.

Sobre o equipamento para que os novos servidores possam trabalhar, como armas e munições, a Secretaria de Segurança Pública diz que em fase final de aquisição através de licitação. O concurso em questão foi feito em 2014. O resultado só foi homologado em março de 2017, após dois anos de espera.

Ação judicial

O certame causou polêmica e foi alvo de ações judiciais. Em março de 2016, o Ministério Público Estadual entrou com uma ação pedindo que a Justiça obrigasse o Estado a retomar o concurso.

Na época, o MPE informou que o quadro da Polícia Civil não possuía servidores suficientes para atender a demanda da população. A informação era de que o Tocantins contava com 932 agentes, 571 escrivães e 244 delegados, sendo que nem todos os cargos estavam preenchidos

Liminar obriga município de Paranã a realizar concurso público

O Ministério Público Estadual (MPE) obteve na Justiça, nesta quinta-feira, 19, uma liminar que obriga o município de Paranã a realizar concurso público no prazo de 180 dias.

Também foi imposto à gestão que inicie o procedimento administrativo para a organização do certame no prazo 30 dias e que envie os respectivos documentos comprobatórios ao Poder Judiciário.

Ainda de acordo com a liminar, o concurso deverá preencher todos os cargos que estão ocupados por servidores contratados irregularmente, bem como os cargos que se encontrem vagos e os que venham a ser criados por lei até a data do certame.

O Ministério Público decidiu acionar a Justiça devido ao fato de que o último concurso público municipal ocorreu há 12 anos, em 2006. Em decorrência disso, a quantidade de servidores temporários e comissionados passou a predominar sobre a de efetivos, situação que contraria a Constituição Federal.

Também em atendimento a pedido do Ministério Público, a liminar determina que se proceda, no prazo de 60 dias, à revisão de todos os contratos temporários. Após a revisão, devem ser rescindidos, imediatamente, todos os contratos ilegais – ou seja, aqueles que não se enquadrem no critério de excepcionalidade disposto no artigo 37 da Constituição Federal.

Para minimizar os efeitos da rescisão dos contratos sobre os serviços públicos de saúde, educação e controle de endemias, a administração deve realizar processo seletivo simplificado para a contratação de profissionais dessas áreas pelo prazo máximo de 180 dias.

Em caso de descumprimento dos termos da liminar, o prefeito de Paranã, Fabrício Viana Camelo, fica sujeito ao pagamento de multa diária no valor de R$ 5 mil.

Atuação
O Promotor de Justiça Milton Quintana, autor da Ação Civil Pública que pede a realização do concurso, explica que o município chegou a publicar edital de concurso público em 2011, mas que o edital para a contratação da empresa responsável pela operacionalização do certame foi questionado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e restou suspenso. Passados mais de 6 anos, nenhuma providência foi tomada para dar prosseguimento ao concurso ou para anulá-lo.

A Promotoria de Justiça chegou a recomendar, em novembro de 2017, a anulação do edital publicado em 2011 e a realização de uma nova seleção para o ingresso de servidores, mas nunca houve resposta ao órgão de controle por parte do município.

Diante do quadro atual, a Promotoria de Justiça considera que os cargos públicos estariam sendo utilizados para cumprir compromissos políticos da campanha eleitoral, empregando-se aqueles que foram aliados durante as eleições, situação que fere os princípios constitucionais da administração pública e prejudica a execução dos serviços público.

Ascom MPTO/Flávio Herculano

Justiça suspende concurso para procuradores e cita ‘crise institucional’

Desembargador lembrou a ação da Polícia Civil na sede do Instituto de Terras do Tocantins (Itertins) e disse que medida é para garantir a segurança do resultado.

O desembargador Marco Villas Boas, do Tribunal de Justiça do Tocantins, suspendeu o andamento do concurso público da Procuradora Geral do Estado.

O magistrado citou a cassação do governador, Marcelo Miranda (MDB) e a ‘crise institucional’ como o motivo da decisão. A sentença é de primeira instância e cabe recurso.

Na decisão, ele lembrou também a ação da Polícia Civil na sede do Instituto de Terras do Tocantins (Itertins), quando funcionários foram flagrados emitindo títulos de terras fora do horário de expediente.

O concurso é para o cargo de procurador do estado e tem 40 vagas e salários iniciais de pouco mais de R$ 26 mil. 20 vagas são para provimento imediato e 20 para o cadastro reserva.

O Ministério Público Estadual pediu à Justiça que suspendesse o concurso por suspeita de irregularidades em janeiro, mas a Justiça havia negado.

Agora, o TJ decidiu que o certame só pode continuar após a posse do governador que for eleito para comandar o estado até o fim do ano.

Uma medida semelhante foi divulgada na noite de domingo (25) com relação ao concurso da Polícia Militar. Sobre este caso, Marcelo Miranda (MDB) disse em nota que respeita a decisão, mas lamenta a ação e afirma que não há “nada que sustente a necessidade a mesma”.

A PGE disse que lamenta a decisão e que vai recorrer da medida. A procuradoria informou ainda que acredita na idoneidade, lisura e total independência da comissão organizadora e da instituição realizadora do certame.

G1 Tocantins

Divulgados os gabaritos definitivos do concurso de soldados e oficiais da PM do Tocantins

Novo gabarito leva em conta os recursos feitos pelos candidatos e as questões que podem ter sido anuladas. Concurso oferece 1 mil vagas para soldado e 40 para oficial.

Foi divulgado na manhã desta sexta-feira (23) o gabarito final da primeira prova do concurso da Polícia Militar. 

As provas foram realizadas no dia 11 de março em 17 cidades do estado e o gabarito provisório divulgado um dia depois das avaliações.

Esse novo gabarito leva em conta os recursos feitos pelos candidatos e as questões que consequentemente podem ter sido anuladas.

Na prova de cadetes foram duas questões anuladas e na prova de soldados outras três.

Foram mais de 86 mil inscritos disputando 1 mil vagas para soldado e 40 vagas para cadete. As provas tiveram abstenção de 18% dos candidatos ao cargo de oficial e de 16% para os que tentam vagas como soldados.

O governo do estado deu início, nesta semana, a seleção dos instrutores que serão responsáveis pelo curso de formação dos 1 mil soldados e 40 oficiais.

Não há uma data específica para o início das aulas, pois, segundo o governo, essa fase depende da conclusão das anteriores.

O concurso também é composto por avaliação de capacidade física, avaliação psicológica, médica e odontológica e investigação social.

Segundo o governo, a previsão para o resultado final de todas as etapas do concurso é o mês de agosto deste ano e o curso de formação deve ser finalizado até dezembro.

O subsídio inicial durante o Curso de Formação de Oficiais é de R$ 4.499,52 e para o Curso de Formação de Soldados é de R$ 2.215,10.

G1 Tocantins

MPE quer obrigar município de Paranã a realizar concurso público; último certame ocorreu há 12 anos

Passados mais de 6 anos, nenhuma providência foi tomada para dar prosseguimento ao concurso ou para anulá-lo.

O Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou Ação Civil Pública contra o município de Paranã, na terça-feira, 13, visando obrigar a administração a realizar concurso público e promover a substituição de todos os servidores contratados irregularmente.

Conforme o Promotor de Justiça Milton Quintana, da Comarca de Paranã, o último concurso público realizado pelo município ocorreu em 2006, portanto há 12 anos, situação que acarretou o predomínio de servidores temporários (283) e comissionados (58) sobre os efetivos (235) na administração municipal.

Essa desproporção fere a Constituição Federal, a qual determina, em seu artigo 37, que o concurso público deve ser a regra para o preenchimento de cargos públicos e que a contratação temporária deve ocorrer apenas em situações de comprovada excepcionalidade.

O Promotor de Justiça também explica que o município chegou a publicar edital de concurso público em 2011, mas que o edital para a contratação da empresa responsável pela operacionalização do certame foi questionado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e restou suspenso.

Passados mais de 6 anos, nenhuma providência foi tomada para dar prosseguimento ao concurso ou para anulá-lo.

A Promotoria de Justiça chegou a recomendar, em novembro de 2017, a anulação do edital publicado em 2011 e a realização de uma nova seleção para o ingresso de servidores, mas nunca houve resposta ao órgão de controle por parte do município.

Diante do quadro atual, a Promotoria de Justiça considera que os cargos públicos estariam sendo utilizados para cumprir compromissos políticos da campanha eleitoral, empregando-se aqueles que foram aliados durante as eleições, situação que fere os princípios constitucionais da administração pública e prejudica a execução dos serviços públicos.

Medidas urgentes
Na Ação Civil Pública, a Promotoria de Justiça pede à Justiça a concessão de liminar que imponha ao prefeito a obrigação de iniciar o procedimento para realização do concurso no prazo de 30 dias, sob pena de multa pessoal no valor de R$ 5.000,00.

Até que o concurso público venha a acontecer, a Promotoria da Justiça pede que seja realizada a revisão dos contratos temporários vigentes para que se rescindam todos aqueles que não se enquadrem no critério de excepcionalidade.

Caso a rescisão dos contratos afete os serviços das áreas de educação, saúde e controle de endemias, a Promotoria de Justiça quer que seja realizado processo seletivo simplificado para a contratação de profissionais dessas áreas pelo prazo máximo de 180 dias.

Assessoria de Comunicação do MPE-TO/Flávio Herculano

 

AOCP descarta anular concurso da PM e garante investigação das denúncias feitas

AOCP diz que inexiste qualquer possibilidade de anulação da prova, visto que não existe qualquer ilegalidade na aplicação da mesma e os fatos que foram denunciados, já estão sendo investigados.

A empresa organizadora do concurso público da Polícia Militar do Tocantins, AOCP – Assessoria em Organização de Concursos Públicos LTDA, descartou qualquer possibilidade de anulação do certame e afirmou que já tomou as providências cabíveis quanto às denúncias realizadas, passando às autoridades competentes as informações para que sejam investigadas.

Sobre os fiscais terem localizado um celular no banheiro de um dos prédios onde se realizava as provas em Araguaína, a AOCP afirma que o aparelho “foi entregue as autoridades policiais para que possam investigar eventual tentativa de fraude, bem como identificar o proprietário”.

Quando as alegações sobre discrepância de conteúdo do edital com o que caiu na prova, a empresa afirma que “o candidato que se sentir prejudicado, poderá interpor o recurso na forma e prazo estipulados”, mas garante “todas as legislações necessárias aplicáveis aos cargos de segurança pública foram devidamente atendidas”.

Sobre candidatos terem fotografado a prova e publicado em redes sociais, a empresa afirma que não houve divulgação do conteúdo delas durante o período de realização das provas.

“Os candidatos somente puderam levar o caderno de provas após o término do período de aplicação e as imagens divulgadas serão periciadas pelas autoridades competentes, no intuito de comprovar se as mesmas são verdadeiras, bem como se foram divulgadas durante o período de realização das provas”. A empresa afirma ainda que o candidato que fotografou a Folha de Respostas será eliminado, tendo o fato sido relatado em ata.

Confira nota na íntegra:

Em relação as matérias jornalísticas que relatam ocorrências de possíveis fraudes no concurso público da Polícia Militar do Estado do Tocantins, temos a esclarecer o seguinte:

O presente concurso público foi aplicado para mais de 86.532 candidatos, em 181 locais de aplicação e 349 salas, sendo para que a aplicação fosse realizada com tranquilidade e segurança, tenha sido necessário contar com mais de 700 fiscais de salas. Além disso haviam mais de 700 detectores de metais para averiguar qualquer suspeitar ou tentativa de fraude.

Todos os fiscais do concurso foram devidamente treinados de como proceder com as rotinas do concurso, através de vídeo e manuais de treinamento. No dia da aplicação da prova objetiva, a AOCP trabalhou exaustivamente e rigorosamente no intuito de que a prova objetiva transcorresse na mais perfeita ordem.

A fiscalização foi muito efetiva, tendo em vista que na cidade de Araguaína os fiscais de corredor e banheiros localizaram um celular. O celular localizado foi entregue as autoridades policiais para que possam investigar eventual tentativa de fraude, bem como identificar o proprietário do referido aparelho.

Quanto a discrepância de conteúdo alegado, informamos que o candidato  que se sentir prejudicado, poderá interpor o recurso na forma e prazo estipulados. Ressaltamos que todas as legislações necessárias aplicáveis aos cargos de segurança pública foram devidamente atendidas, conforme prevê o Edital do Concurso Público.

Quanto às alegações de violação de conteúdo sigiloso das provas, com a divulgação de imagens das provas do concurso, ressaltamos que inexistiu qualquer divulgação do conteúdo das mesmas durante o período de realização das provas.

Os candidatos somente puderam levar o caderno de provas após o término do período de aplicação e as imagens divulgadas serão periciadas pelas autoridades competentes, no intuito de comprovar se as mesmas são verdadeiras, bem como se foram divulgadas durante o período de realização das provas.

Todos os candidatos foram alertados pelos fiscais de provas e pelo contido no Edital do Concurso sobre a vedação do uso do celular durante o período de realização das provas.

Os fiscais de sala estiveram devidamente atentos e cumpriram de forma efetiva qualquer tentativa de uso do celular. Inclusive o caso da imagem da Folha de Respostas fotografada, foi relatado na ata da sala para eliminação do candidato responsável pela imagem.

Por fim, Inexiste qualquer possibilidade de ANULAÇÃO da prova aplicada, tendo em vista que não existe qualquer ilegalidade na aplicação da mesma e os fatos que foram denunciados, já estão sendo devidamente apurados pelas autoridades competentes.

Maringá, 13 de março de 2018.

AOCP – ASSESSORIA EM ORGANIZAÇÃO DE CONCURSOS

UFT abre inscrições do concurso para professor com salário de até R$ 9 mil

O prazo começa nesta segunda-feira e segue até o dia 2 de abril. A prova escrita, primeira etapa do concurso, tem data prevista para o dia 22 de abril.

Estão abertas as inscrições do concurso da Universidade Federal do Tocantins (UFT) para o cargo de professor. São 50 vagas distribuídas em 12 cursos.

O prazo para inscrição começou nesta segunda-feira (12) e segue até o dia 2 de abril. O interessado precisa acessar esse link para se inscrever. O valor é de R$ 260.

O salário inicial é composto pelo vencimento básico, que varia entre R$ 2.236,30 a R$ 4.445,52, além da Retribuição por Titulação, que varia entre R$ 100,90 até R$ 5.130,45, para quem tem doutorado.

A prova escrita, que será a primeira etapa do concurso, tem data prevista para o dia 22 de abril. A prova didática está marcada para os dias 24 e 27 de abril. Nesta segunda fase, o candidato terá que ministrar uma aula sobre um dos temas descritos no edital.

A prova prática será por meio da exposição de um plan ode disciplina.

Quem tiver pontuação igual ou superior a 5 na prova didática e na prova escrita, passará pela avaliação de títulos.

Veja abaixo a lista de cursos em que há vagas:

  • Medicina (Araguaína)
  • Medicina Veterinária (Araguaína)
  • Química (Araguaína)
  • Agronomia (Gurupi)
  • Educação Física (Miracema)
  • Psicologia (Miracema)
  • Administração (Palmas)
  • Arquitetura e Urbanismo (Palmas)
  • Ciências Contábeis (Palmas)
  • Filosofia (Palmas)
  • Jornalismo (Palmas)
  • Medicina (Palmas)

G1 Tocantins