MPE convoca reunião e órgãos se comprometem a combater conjuntamente o comércio clandestino de carnes em Palmas

Durante reunião ocorrida no Ministério Público Estadual (MPE) nesta quarta-feira, 20, diversos órgãos públicos assumiram o compromisso de iniciar uma atuação conjunta para combater o comércio de carne clandestina na cidade de Palmas. 

As ações devem focar os produtos de origem suína, caprina e ovina. O fato de não existirem abatedouros específicos para estes animais na capital estaria contribuindo para o comércio de carnes e derivados clandestinos – ou seja, sem selo dos serviços de inspeção. A comercialização ilegal se concentraria principalmente nas feiras livres.

A intenção do trabalho em conjunto é alcançar uma atuação mais efetiva por parte de cada órgão e inclusive superar supostas interferências políticas, contrárias à realização de fiscalizações.

A reunião desta quarta foi convocada pela Promotora de Justiça Maria Roseli de Almeida Pery, que possui atuação na área de saúde pública, tendo como motivação a denúncia de um comerciante do ramo de carne. Segundo ele, existe uma completa ausência de fiscalização sanitária nas feiras livres da cidade de Palmas. Ele também relatou ter presenciado a venda de carnes estragadas em feiras.

Compareceram à reunião reapresentantes da Vigilância Sanitária Municipal (Visa), Secretaria Municipal de Saúde (Semus), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural (Seder), Conselho Municipal de Saúde (CMS), Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adapec), Superintendência Federal da Agricultura (SFA) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Uma reunião do grupo, para traçar estratégias de atuação, foi marcada para a próxima semana.

Ascom MPTO/Flávio Herculano

Ministério da Saúde integra força-tarefa para combater surto de conjuntivite em Caldas Novas

Equipe com integrantes do MS e da Secretaria Estadual de Saúde viajaram para a cidade turística para apoiar as ações do município. Cidade turística registrou 500 casos da doença nos últimos 10 dias.

O surto de conjuntivite em Caldas Novas, no sul goiano, fez com que uma equipe com integrantes do Ministério da Saúde (MS) e da Secretaria Estadual de Saúde (SES) viajasse para a cidade turística nesta segunda-feira (22). A força-tarefa visa investigar o motivo do aumento do número de casos e a interromper a transmissão. O município turístico registrou 500 casos em 10 dias.

“O objetivo é apoiar o município na investigação do surto visando interromper a cadeia de transmissão. As principais ações do município já foram executadas. Agora, vamos intensificar as ações apoiando o município”, explicou a coordenadora estadual do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde, Ana Cristina Gonçalves de Oliveira.

A Secretaria de Saúde de Caldas Novas explicou que o número de casos aumentou 30% em relação ao ano passado. Só a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) têm registrado cerca de 50 casos da doença por dia. Além dela, os turistas podem procurar outros 17 postos de saúde e o Centro Médico de Especialidades.

A equipe que viajou à cidade é composta por quatro funcionários da SES e três do MS. Eles devem se reunir com os servidores locais para definir as metas que serão adotadas.

UPA de Caldas Novas reforça atendimento para atender aos turistas (Foto: TV Anhanguera/Reprodução).

Transmissão

A conjuntivite dura, em média, até 15 dias. A doença é caracterizada por dor, coceira, vermelhidão e secreção nos olhos. Os tipos mais comuns são o viral, o bacteriano e o alérgico.

Segundo Ana Cristina, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) forneceu material para coleta de secreção ocular. A coordenadora explicou que a Secretaria Municipal de Saúde colheu e enviou, na última semana, cinco amostras.

“O objetivo é identificar qual o tipo de bactéria. Estamos aguardando o resultado, que deve demorar de cinco a sete dias. Provavelmente, mais exames serão feitos. Por enquanto, ainda não identificamos vírus como causador”, explicou.

A grande concentração de turistas facilita a transmissão. O coordenador da vigilância epidemiológica, José Custódio Pereira Neto, disse que os hotéis e espaços turísticos da cidade receberam algumas orientações.“Para que tenham nas suas recepções algum álcool gel ou algum tipo de assepsia mais intensificada para a gente diminuir o impacto dessa doença”, disse.

Porém, alguns turistas reclamam de não terem sido informados sobre o surto. “Fiquei sabendo a partir de agora, né? Infelizmente, a gente já está acometido dessa enfermidade”, disse um turista.

Confira dicas para evitar o contágio:

  • Lave com frequência o rosto e as mãos uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microrganismos patogênicos;
  • Evite coçar os olhos;
  • Aumente a frequência da troca de toalhas do banheiro ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;
  • Troque as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto estiver com a doença;
  • Não compartilhe o uso de esponjas, rímel, delineadores, lápis de olho ou de qualquer outro produto de beleza.
  • G1 Goiás

Bombeiros arrombam apartamento para combater fogo causado por ferro de passar

Princípio de incêndio foi em um residencial no centro de Palmas. Além do equipamento, fogo destruiu tábua usada para passar e algumas roupas.

Um ferro de passar esquecido na tomada causou um incêndio em um apartamento na tarde desta quarta-feira (6) na quadra 304 Sul, em Palmas.

A fumaça provocada mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e eles precisaram arrombar o apartamento, no 7º andar de um residencial, para combater as chamas. Ninguém ficou ferido.

Segundo os bombeiros, a hipótese é de que o equipamento tenha sido esquecido ligado na tomada.

Além do ferro, o fogo queimou a tábua de passar, que era de madeira, e algumas peças de roupa. Por medida de segurança, os elevadores do prédio foram isolados.

O Corpo de Bombeiros alertou para os cuidados com acidentes domésticos. A recomendação é para que o aparelho seja desligado se surgir algum imprevisto enquanto o morador estiver passando roupas.

“Geralmente quando a pessoa está passando roupa e algo faz que com ela desvie a atenção, o ferro fica ligado em cima da tábua. Desta vez foi apenas um susto, mas se não tivéssemos sido acionados a tempo o prejuízo poderia ser maior”, explicou o capitão Douglas Brito.

G1/Tocantins

Brigadistas desistem de combater incêndios e deixam parque

Fogo está em área onde só acesso com helicóptero. Incêndios simultâneos, baixa eficácia do combate e disponibilidade parcial da aeronave foram decisivos.

Brigadistas desistiram de combater o fogo e deixaram o Parque Nacional do Araguaia, na região sudoeste do Tocantins, nesta quarta-feira (20), após 70% da reserva ser devastada pelos incêndios. O chefe do parque Raoni Japiassu Merisse estima que cerca 400 mil hectares foram queimados, o que equivale a quase três vezes a cidade de São Paulo.

Há mais de um mês equipes tentam combater as queimadas no local (Foto: Acervo Parque Nacional do Araguaia/ ICMBio)

A área total do parque é de 560 mil hectáres equivale ao tamanho de Teresina (PI) e faz parte da Ilha do Bananal. Há mais de um mês equipes tentam combater as queimadas no local. Três delas acontecem na Mata do Mamão, maior área verde do parque.

Segundo Merisse, as equipes desisitiram de tentar combater o fogo porque perceberam que não seria possível apagar os diversos incêndios que persistem no local.

“Esse ano pela primeira vez, foi possível cumprir o planejamento da etapa de prevenção, com manejo de combustível e queimas prescritas. A gente mesmo fez queimas controladas no entorno da principal área de mata do parque para que o fogo não entrasse na área, só um pequeno trecho da mata que a gente não conseguiu protege, que foi justamente onde houve o primeiro incêndio mais grave e esse incêndio vinha sendo combatido desde o dia 15 de agosto. Durante o combate a esse incêndio, surgiram outros seis em áreas de campo, que a gente não se preocupou porque a prioridade são as áreas de mata. Posteriormente surgiram mais três incêndios dentro da área de mata, na Mata do Mamão. Aí a gente viu que o nosso trabalho não ia ter eficácia nenhuma, por isso optamos por retirar a brigada hoje.”

De acordo com o chefe, os incêndios estão em uma área onde não há acesso por terra, só por helicóptero, o que diminui muito a efetividade do combate.

“Além disso, o IBAMA precisou deslocar o helicóptero para o incêndio em Palmas, na Serra do Lajeado, na sexta-feira (15). Diante dessa situação de vários incêndios, baixa eficácia do combate, disponibilidade parcial da aeronave, a gente achou melhor cancelar o combate e chamar os envolvidos, Funai e Ministério Público para discutir toda a situação porque da forma que está é inviável.” 

Sobre as medidas de combate aos incêndios no Tocantins anunciadas pelos governos Federal e Estadual, o chefe do parque acredita serem válidas, mas talvez um pouco tardias. 

“É uma característica das instituições que trabalham com fogo a mobilizar recursos e esforços quando já é tarde demais. A gente não consegue isso no período de fazer a prevenção, conversar com as pessoas que estão usando as áreas, fazer as queimas prescritas, preparar todo o sistema de acionamento. Eu acho que é bem vinda essa preocupação, esse recurso, mas a gente precisa desse cuidado no início dessa ação seca”, opina.

Os custos que devem ser assumidos pelo Ibama são de abastecimento das aeronaves e de pagamentos de diárias, passagens e equipamentos para os brigadistas. O próprio instituto é responsável pela gestão dos recursos. O Governo Estadual disse que estuda uma série de ações para antecipar o trabalho de combate em 2018.

Incêndios simultâneos baixa eficácia do combate e disponibilidade parcial da aeronave foram decisivos (Foto: Acervo Parque Nacional do Araguaia/ ICMBio)

G1/TO

PF faz operação para combater desvios de dinheiro no Tocantins

Objetivo da operação é combater desvios no Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev). Mandados são cumpridos em Palmas.

Polícia Federal realiza operação nesta terça-feira (27) e cumpre mandados em Palmas para combater desvios de dinheiro no Instituto de Gestão Previdenciária no Tocantins (Igeprev). A PF não passou mais detalhes. As primeiras informações são que um dos alvos da operação é um político do estado.

Bloqueio

No ano passado, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 250 milhões de cinco ex-gestores do Igeprev. O valor é referente a oito processos por atos de improbidade administrativa, quando o agente público causa lesão ao patrimônio. Os pedidos de bloqueio foram feitos pelo Ministério Público Estadual ainda em 2015 e aceitos pelo Tribunal de Justiça.

G1/TO

Governo vai usar falas de Lula para combater críticos da Previdência

Sobre as declarações da ex-presidente Dilma Rousseff a respeito do tema, palacianos decidiram não usá-las. Eles alegam que seria difícil trabalhar com elas, já que são “confusas”.

O Palácio do Planalto está disposto a explorar as declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para combater os críticos da reforma da Previdência.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, aliados de Temer querem resgatar antigas falas de Lula para apoiar as mudanças nas regras de aposentadorias propostas pelo governo.

Sobre as declarações da ex-presidente Dilma Rousseff a respeito do tema, palacianos decidiram não usá-las. Eles alegam que seria difícil trabalhar com elas, já que são “tão confusas”.

No dia 17 de abril, antes da votação do relatório sobre a reforma da Previdência, o governo organiza um evento para toda a base aliada. Temer e Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, serão os anfitriões.

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