Mesmo com concurso da PM suspenso, candidatos se preparam para próximas fases

Mais de 70 mil candidatos fizeram as provas para concorrer a uma das 1.040 vagas. Concurso foi suspenso após decisão judicial; polícia investiga se houve fraudes na aplicação das provas.

Mais de 70 mil candidatos aguardam um desfecho do concurso da Polícia Militar do Tocantins. Ele foi suspenso em abril deste ano após uma decisão judicial e ainda não foi retomado. Uma investigação da Polícia Civil apontou que houve fraude durante a aplicação das provas. Os resultados da primeira fase não foram nem divulgados, mas alguns candidatos seguem se preparando para as próximas fases. (Veja o vídeo)

O servidor público Thyago de Oliveira fez provas para os cargos de soldado e oficial. Mesmo com o processo seletivo suspenso, ele ainda tem esperanças. “Estou na expectativa da aprovação e até hoje me preparo para o TAF [Teste de Aptidão Física]. Continuo estudando para uma ou outra oportunidade que poderá vir, porém aguardo com muita ansiedade o concurso da PM”.

Foram oferecidas mil vagas para soldado e outras 40 para oficial. As provas foram aplicadas em março deste ano. “Existe o primeiro fato, que é o da suspensão do concurso público da PM. Essa suspensão decorre da transição do governo, no qual houve uma medida cautelar deferida pelo desembargador à época. Após essa medida cautelar, houve um fato novo, que foi indícios de fraude”, explicou o advogado Pablo Araújo.

Candidato ao concurso da PM segue se preparando para as próximas fases (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O Ministério Público Estadual recomendou que o concurso da Polícia Militar não seja retomado pelo governo do estado. A recomendação é para que o governador Mauro Carlesse (PHS) dê uma resposta em 10 dias para informar quais providências vai tomar em relação ao concurso.

De acordo com o MPE, há suspeitas como envelopes violados, celulares apreendidos e vazamento de fotos do gabarito. Em Araguaína, 14 pessoas foram presas suspeitas de fraude durante o concurso, na operação Ateleia. Para a promotoria, as investigações sobre possíveis fraude, podem levar a anulação do concurso.

Por outro lado, a AOCP, empresa responsável pela aplicação das provas divulgou uma nota na última terça-feira (10) informando que será possível identificar e eliminar os candidatos que tentaram fraudar o concurso.

“Por fim, a AOCP reitera que até o momento as investigações demonstram, apesar da tentativa de fraude, a inexistência de qualquer prova de que algum candidato tenha obtido êxito em tal expediente, de forma a afetar a lisura do certame […]”, diz trecho de nota.

A Polícia Militar se manifestou sobre a suspensão do concurso na última segunda-feira (9). Em nota, a comissão organizadora informou que o concurso continua suspenso temporariamente por decisão judicial e decisão administrativa do Tribunal de Contas do Estado.

“Neste intuito, está envidando todos os esforços junto a estes órgãos para agilizar a solução dos entraves que fundamentam tais decisões. O Comando aguarda as decisões a fim de que possa dar continuidade às demais fases do concurso”, dizia nota enviada.

Concurso

As provas do concurso foram aplicadas no dia 11 de março. Ao todo, mais de 70 mil pessoas fizeram as provas em 17 cidades.

O concurso também é composto por avaliação de capacidade física, avaliação psicológica, médica e odontológica e investigação social. A previsão inicial era que o resultado final de todas as etapas do concurso fosse divulgado em agosto deste ano.

O subsídio inicial durante o Curso de Formação de Oficiais é de R$ 4.499,52 e para o Curso de Formação de Soldados é de R$ 2.215,10.

G1 Tocantins.

Votos brancos, nulos e abstenções batem recorde e superam candidatos no Tocantins

Números deste domingo (24) superaram o 1º turno, quando 43,54% dos eleitores não escolheram nenhum candidato. No 2º turno, 51,83% dos eleitores votaram branco, nulo ou não foram às urnas.

A soma de votos brancos, nulos e abstenções novamente foi expressiva na eleição suplementar para o governo do Tocantins. Ao todo, 51,83% dos eleitores não escolheram nenhum dos candidatos no segundo turno, realizado neste domingo (24). Esse percentual representa 527.868 eleitores e superou a soma dos votos conquistados pelos dois candidatos (490.461).

No primeiro turno, quase metade dos eleitores não optou por nenhuma das candidaturas. A abstenção, somada de votos brancos e nulos, chegou a 43,54% dos votos no dia 3 de outubro. O número também é muito superior ao registrado na última eleição regular para governador, em 2014. Na época, os índices somados chegaram a 31,84% do eleitorado.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), neste domingo, a abstenção chegou a 355.032 mil eleitores. Além disso, 17.209 votaram em branco e 155.627 preferiram anular o voto.

Apesar dos números, Mauro Carlesse (PHS) foi eleito no segundo turno com 75,14% votos válidos, 368.553. Vicentinho ficou em segundo com 24,86% dos votos válidos, 121.908. A apuração do TRE terminou por volta de 19h20 do domingo (24).

A eleição suplementar foi convocada após a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice dele, Cláudia Lelis (PV). Os dois foram considerados culpados por captação ilegal de recursos para a campanha eleitoral de 2014 pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Carlesse vai ficar no cargo até 31 de dezembro e pode concorrer à reeleição em outubro.

Carlesse diz que o povo não quer ofensas entre candidatos e defende campanha propositiva

Carlesse defendeu uma campanha limpa, na qual os candidatos estivessem empenhados em apresentar suas propostas e não em promover ataques pessoais aos opositores.

Recebido pelos moradores do Setor Santa Bárbara, região sul de Palmas, na noite desta terça-feira, 19, o governador interino e candidato ao Governo na eleição suplementar, Mauro Carlesse, reforçou seu compromisso de continuar fazendo uma gestão sem promessas, mas de ações concretas para atender às demandas da população do Estado.

“Eles estão falando que eu não vou a debates e programas de televisão. Eu não sou homem de ficar debatendo uma coisa que não tem projeto. Se ele tivesse um projeto para nós discutirmos, eu iria na hora, sem dificuldade. Mas ir lá para ofender ou ver a mim e minha família sermos ofendidos, eu acho que o povo não quer isso. O povo quer projeto, quer ver ação. O povo precisa ser atendido agora”, frisou o candidato da coligação Governo de Atitude.

Carlesse também defendeu uma campanha limpa, na qual os candidatos estivessem empenhados em apresentar suas propostas e não em promover ataques pessoais aos opositores. “Não precisa disso. Eles têm que respeitar um pouco mais o povo. Mas enquanto eles estão falando, nós estamos fazendo, do nosso jeito, com simplicidade, respeitando as famílias e a justiça eleitoral”, destacou.

O governador voltou a reforçar as ações que vem adotando em sua gestão interina, citando como exemplo seu desejo de aumentar o efetivo de policiais militares nas ruas. Para tanto, no primeiro momento, tem determinado a redução no número de militares prestando serviços administrativos. “Eu quero diminuir a quantidade de policiais que tem ainda no Palácio Araguaia. Quando assumimos, havia 200 homens lá, hoje tem 60 e eu ainda não entendi para que tanto policial lá dentro. Eles tinham que estar é aqui na comunidade, protegendo o cidadão”, apontou.

Em meio a aplausos e manifestações de apoio, reafirmou que o trabalho será a tônica de sua gestão. “Eu respeito, tenho dignidade e estou trabalhando para o povo. Em 30 anos eles não deram conta de fazer o que nós estamos fazendo em 60 dias e se Deus nos der a vitória no dia 24, vamos ter oportunidade de mostrar muito mais trabalho”, disse.

O encontro no Santa Bárbara reuniu centenas de pessoas e fechou um dia de atividades de campanha no qual Carlesse percorreu os municípios de Paraíso, Nova Rosalândia, Pium, Cristalândia e Lagoa da Confusão. A reunião com os moradores no sul de Palmas contou com a presença de lideranças da região e líderes políticos do Estado, como o candidato a vice da coligação, Wanderlei Barbosa, os deputados estaduais Eduardo do Dertins e Eli Borges e os vereadores da Capital Milton Neres, Leo Barbosa, Claudemir Portugal e Vandin do Povo, que do Santa Bárbara, dentre outros.


Coligação Governo de Atitude

 

Carlesse e Vicentinho: Conheça o perfil dos dois candidatos a governador no 2º turno

Eles vão disputar o Palácio Araguaia no dia 24 de junho. Quem for eleito vai ficar no comando do estado até o dia 31 de dezembro.

O governador interino Mauro Carlesse (PHS) e o senador Vicentinho Alves (PR) vão disputar no segundo turno o cargo de governador do Tocantins. Carlesse teve 30% dos votos válidos e Vicentinho 22% no primeiro turno da Eleição Suplementar. Agora os eleitores têm mais três semanas para decidir qual deles vai ficar no comando do Palácio Araguaia

G1 fez um resumo dos perfis dos dois candidatos. Tanto Carlesse quanto Vicentinho são agropecuaristas e começaram as carreiras políticas no interior do estado, mas há várias diferenças nas trajetórias deles. Confira:

Mauro Carlesse (PHS)

Carlesse nasceu em Terra Boa (PR) e no Tocantins atuou como empresário e agropecuarista. Ele iniciou na política ao se filiar no Partido Verde (PV) em 2011. Foi candidato a prefeito em Gurupi nas eleições de 2012. No ano seguinte, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e venceu as eleições de 2014 para deputado estadual.

Foi eleito em julho de 2016 e assumiu o cargo de presidente da Assembleia Legislativa para o biênio 2017/2019.

Em 2015, Carlesse se envolveu em uma polêmica ao ser preso no departamento de assessoria militar da Assembleia Legislativa, em Palmas. A prisão foi decretada por causa de um processo de execução de pagamento de pensão alimentícia contra o parlamentar, que corre na comarca de Barueri (SP). Na época, o advogado do parlamentar, Sandro Henrique Armando, disse que houve uma divergência nos valores defendidos pelas partes.

O deputado assumiu o governo do Tocantins após a cassação de Marcelo Miranda (MDB) e Cláudia Lelis (PV) e se candidatou para permanecer no cargo.

Vicentinho Alves (PR)

Vicentinho Alves tem 60 anos e é natural de Porto Nacional, na região central do Tocantins. Ele foi prefeito da cidade entre 1989 e 1992. Ficou alguns anos fora da política e voltou em 1999, quando se elegeu deputado estadual ficando no cargo até 2007.

Em 2008 foi eleito deputado federal e em 2011 ficou como suplente de senador. Alves assumiu a vaga que Marcelo Miranda não pode ocupar após ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. Hoje é primeiro-secretário da mesa diretora do Senado.

Além da carreira política, Alves é piloto comercial, agropecuarista e empresário.

G1 Tocantins

Confira como foi o debate realizado com os candidatos ao governo do Tocantins

Programa foi exibido pela TV Anhanguera e pelo G1 Tocantins. Eleição será realizada no próximo domingo (3) e candidato eleito fica no cargo até 31 de dezembro.

Foi realizado na noite desta quinta-feira (31) o debate da TV Anhanguera com os candidatos ao governo do estado. Participaram do programa os candidatos Carlos Amastha (PSB), Kátia Abreu (PDT), Marcos Souza (PRTB), Márlon Reis (Rede), Mário Lúcio Avelar (PSOL) e Vicentinho Alves (PR). Mauro Carlesse (PHS) foi convidado, mas não compareceu.

O programa foi dividido em blocos, sendo que no 1º e 3º os candidatos fizeram perguntas com temas livres. No demais, as perguntas foram sobre temas sorteados: meio ambiente, cultura, lazer e esporte, obras públicas, funcionalismo público, turismo, desenvolvimento econômico, agronegócio, gasto público, geração de emprego e malha viária.

A eleição suplementar para o governo do Tocantins será realizada no próximo domingo (3). Mais de um milhão de eleitores devem ir às urnas para escolher quem fica no cargo até 31 de dezembro. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral, a eleição vai custar R$ 15 milhões.

Confira o que cada candidato falou sobre o debate:

Carlos Amastha (PSB)

“Fiquei triste porque não fui perguntado. Pareceu como se eu não tivesse comparecido. Infelizmente, essa é a regra do jogo e a gente se sujeita, mas fiquei feliz pelo momento. Parabéns ao Grupo Jaime Câmara por esse momento, que é a exaltação da democracia. É disso que se trata, de poder oportunizar que o povo do Tocantins tenha opção de escolha para que no domingo, dia 3, a gente vire essa página da história e que realmente comece a viver tempos melhores. Uma pena que a gente não foi chamado as vezes que gostaria para poder expor as nossas ideias, mas acho que foi suficiente para marcar a diferença perante os outros candidatos.”

Kátia Abreu (PDT)

“É muito bom para a população conhecer as propostas apesar de o tempo ser muito curto para as perguntas e respostas. A gente, no fundo, fica nervosa, com a mão gelada, querendo falar sobre o programa de governo. Tem muita coisa que a gente precisa falar, mas é um espaço maravilhoso e muito importante. Tenho certeza que poderá ser decisivo. Mesmo a gente não podendo falar tudo que precisava e deveria para que a população conhecesse, mas nós temos o nosso Face, instrumentos e programas de governo para poder distribuir. Agradeço ao Grupo Jaime Câmara e à TV Anhanguera por essa oportunidade que, com certeza, no dia 3 de junho fará a diferença.”

“O Tocantins vive uma insegurança jurídica há muitos anos e nós queremos alertar aos nossos eleitores, a família tocantinense, para não correr o risco de novamente ter que fazer novas eleições. As pessoas precisam ter consciência. Eu sou um candidato ficha limpa, sou um pai de família, tenho três filhos, todos formados com o meu recurso. Entendo que a sociedade precisa saber avaliar e não pode ser enganada novamente. O Tocantins não merece mais esta situação. O debate foi positivo. Nós entendemos que houve algumas alterações, mas tudo dentro da normalidade. Foi uma oportunidade de cada um se apresentar perante a sociedade. Nós fizemos a nossa parte.”

Márlon Reis (Rede)

“Eu estou muito satisfeito. Eu entendo que foi um papel democrático fantástico cumprido pela TV Anhanguera e eu considero que pude exercitar o meu direito de voz para deixar muito claro a diferença do nosso projeto em relação ao projeto de todos os demais. Nós não estamos falando de política aqui, nós estamos falando de mudança, transformação efetiva. Consegui, tenho certeza, neste espaço democrático concedido, deixar bem claro a nossa diferença em relação a todos estes projetos atrasados que eu entendo tentam dar continuidade ao atraso no estado do Tocantins”.

Mário Lúcio Avelar (PSOL)

“O debate é muito importante e nós procuramos colocar as nossas propostas. Quero dizer para a população tocantinense que se ela quer a mudança, ela tem que ser agente dessa mudança. A verdadeira mudança só vai se dar quando a população se convencer de que se manter os mesmos políticos não haverá mudança no sentido de melhorar a vida das pessoas. É preciso que a gente tire os políticos antigos, os políticos tradicionais e dê oportunidade para que uma nova política, uma nova gestão comprometida com a moralidade, a ética e o combate à corrupção seja realizada no Estado.”

“Tive pouca oportunidade de ser perguntado. Deixei de colocar muitas propostas de governo. Parecia um jogo orquestrado. Alguns pra ofensas, outros para evitarem as perguntas, mas na medida que me foi possível me posicionar, me posicionei de forma firme, transparente e clara. Demonstrei minhas certidões perante a Justiça, em ordem. Apresentei as minhas considerações no sentido de agradecer aos prefeitos, prefeitas, vereadores, vereadoras, vice-prefeitos e aos líderes que estão nos abraçando nessa caminhada. Uma campanha fantástica, de modo que nosso propósito eu deixei claro. Vai ser um governo para organizar o Estado e cuidar das pessoas.”

Todos os candidatos do Tocantins vão disputar eleição suplementar de domingo

Na caso de Mário Lúcio Avelar (Psol), o ministro relator disse que ele concorrerá sub judice porque não deu para concluir o voto sobre o candidato. Carvalho Neto também deixou para julgar nesta quarta-feira, 30, a candidatura a vice-governador Wanderlei Barbosa (PHS), da coligação “Governo de Atitude”, mas o ministro já garantiu que também será incluído no acordo.

 

Veja os compromissos dos candidatos ao governo do Tocantins nesta quarta (16)

Entre os compromissos do dia estão reuniões, entrevistas e carreatas. Os políticos estão dispostos em ordem alfabética.

Confira os compromissos dos candidatos ao governo do Estado para esta quarta-feira (16). Entre os compromissos do dia estão reuniões, entrevistas e carreatas. Os políticos estão dispostos em ordem alfabética.

Kátia Abreu (PDT)

Palmas

  • 07h45 – Reunião com colaboradores de empresa privada
  • 10h – Visita ao Camelódromo – Centro

Gurupi

  • 12h30 – Entrevista à emissora de televisão local
  • 13h30 – Reunião com líderes políticos
  • 14h30 – Reunião com lideranças
  • 16h30 – Reunião com lideranças
  • 17h – Reunião com líderes políticos
  • 17h30 – Reunião com lideranças
  • 18h – Reunião com líderes políticos
  • 18h30 – Reunião com juventude
  • 20h – Grande reunião no Setor Malvinas

Marcos Souza (PRTB)

  • Tarde: Retorno para Palmas
  • Noite: Visita à veículo de comunicação para gravação de entrevista

Mário Lúcio Avelar (PSOL)

  • 06h – Visita a construção do Hospital Geral de Araguaína, o Hospital Regional de Araguaína e o setor de Radioterapia, a Casa de Prisão Provisória e a uma cratera na TO-022, no perímetro urbano da cidade;
  • 08h – Entrevista em programa de TV em Araguaína
  • 09h – Reunião com camponeses, movimentos sociais e lideranças políticas de Araguaína no Bairro São João, também em Araguaína;
  • 18h – Entrevista em programa de TV em Palmas

Márlon Reis (Rede)

  • 11h – Reunião com presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para falar sobre campanha contra Fake News.
  • 14h – Reunião com representantes do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do Tocantins (Sindepol-TO).
  • 16 horas – Entrevista para TV em Palmas.
  • Noite – reunião em Luzimangues.

Mauro Carlesse (PHS)

  • 7h30 – Apresenta propostas a empresários do ramo da indústria na sede da Fieto, em Palmas
  • Período da tarde – agenda de Governador
  • 19h – Participa de reunião política em Tocantinópolis

Vicentinho Alves (PR)

Palmas

  • 09h – Reunião com liderança religiosa
  • 10h – Reunião com extensionistas rurais

Lagoa do Tocantins

  • 11h – Carreata

Santa Tereza do Tocantins

  • 13h – Reunião na praça 5 de Janeiro

Novo Acordo

  • 15h – Grande Reunião na Praça Central

Palmas

  • 20h30 – Reunião com o partido em Palmas

Partidos devem registrar candidatos para o mandato tampão até o fim do dia

Partidos e coligações terão apenas um dia para registrar candidaturas. Eleição suplementar está marcada para 3 de junho e deve custar R$ 15 milhões aos cofres públicos.

Os  partidos e coligações terão apenas esta segunda-feira (23) para registrar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a candidatura dos nomes escolhidos para o mandato tampão no governo do estado. As convenções ocorreram durante o final de semana e foram definidas sete candidaturas. A eleição suplementar está marcada para o dia 3 de junho e a chapa eleita fica no governo até o fim de 2018.

Sete partidos lançam candidatos a governador para a eleição suplementar; veja lista

Duas convenções foram realizadas no sábado (21) e outras cinco no domingo (22). Partidos devem registrar candidaturas no TRE nesta segunda (23).

Sete partidos lançaram candidatos a governador do Tocantins para a eleição suplementar que será realizada em 3 de junho. As chapas precisam ser registradas nesta segunda-feira (23) no Tribunal Regional Eleitoral e ainda dependem da aprovação do TRE para ter validade.

Dois partidos, o PSOL e a REDE, fizeram as convenções no sábado (21)e os outros cinco, PSB, PDT, PRTB, PHS e PR, organizaram eventos no domingo (22).

Veja a seguir quem são os candidatos lançados neste domingo.

Carlos Amastha (PSB)

Amastha lançou a candidatura no Espaço Cultural, em Palmas (Foto: Divulgação/PT)

Amastha lançou a candidatura com um evento no Espaço Cultural em Palmas. O ex-prefeito disse que vai passar com uma caravana pelos 139 municípios do Tocantins, para isso o local foi decorado como uma rodoviária. O comitê de campanha dele será itinerante.

“A nossa única bandeira é fazer a revolução que este estado tanto precisa. O que a gente tem aqui hoje nessa convenção é exatamente isso”, disse Amastha durante o evento. “Cada vez que a gente visita um canto no Tocantins nunca me perguntam o que ‘O que você vai fazer pela juventude do Tocantins?’. Não, a pergunta é sempre mesma: ‘Você vai fazer pela juventude do Tocantins o que fez pela juventude de Palmas?’ e eu vou!”, disse o político.

O empresário e entrou para a política em 2012, quando foi eleito prefeito da capital pela primeira vez. Ele foi reeleito em 2016, mas renunciou no começo de abril para disputar a eleição.

Carlos Enrique Franco Amastha tem 56 anos e nasceu em Barranquilla, na Colômbia. Há mais de 30 anos reside no Brasil onde formou família e estabeleceu empreendimentos empresariais. Ele pode concorrer a cargos públicos por ter sido naturalizado brasileiro.

Primeiro prefeito estrangeiro de uma capital brasileira, Amastha é casado e pai de três filhos. Ele se apresenta como um político diferente dos tradicionais e combate o que costuma chamar de ‘velha política’.

Kátia Abreu (PDT)

Kátia Abreu lançou candidatura ao governo do Tocantins (Foto: Divulgação/PDT)

A candidatura de Kátia Abreu foi lançada na sede do PDT em Palmas. O evento não teve discursos ou a presença da militância. A senadora estava acompanhada de outras lideranças políticas do Tocantins e assinou a ata que oficializou a escolha do partido.

A senadora Kátia Abreu era pecuarista e comandava fazendas no sul do Tocantins quando começou sua carreira política. Ela passou pelo antigo PFL e foi filiada ao DEM, PSD e PMDB.

A primeira eleição que ela venceu foi em 2002, para deputada federal. Em 2006 se tornou senadora pelo Tocantins e foi reeleita em 2014, o único período em que ficou afastada do Senado foi enquanto esteve no comando do Ministério da Agricultura, durante o segundo mandato de Dilma Rousseff (PT).

Ao longo da carreira, Kátia Abreu se envolveu em várias polêmicas com ambientalistas. Ela também foi citada na operação Lava Jato durante as delações da Odebrecht, mas não chegou a ser indiciada.

Marcos de Souza (PRTB)

 A convenção do PRTB foi realizada na sede do partido (Foto: Divulgação/PRTB)

O PRTB realizou a convenção na sede do partido em Palmas, o evento foi no começo da noite. Marcos de Souza tem 64 anos e é natural de Minas Gerais. Ele é empreendedor e trabalha na iniciativa privada. Se mudou para o Tocantins quando o estado foi criado para ser um dos pioneiros. Foi vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Palmas (ACIPA) por dois mandatos.

Em 2006, assumiu a Secretaria de Trânsito, Transporte e Mobilidade de Palmas, permanecendo no cargo até 2008. Ele foi responsável pela implantação das primeiras ciclovias e por mudanças no sistema de transporte público da cidade.

Marcos de Souza é graduado em Gestão Pública e lança uma campanha que prega equilíbrio econômico nas contas públicas, corte de despesas desnecessárias e o combate à corrupção.

Mauro Carlesse (PHS)

Mauro Carlesse vai concorrer ao cargo de governador enquanto ocupa o cargo interinamente (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O evento que lançou a candidatura de Mauro Carlesse foi no auditório da Assembleia Legislativa. Além de lideranças políticas, a militância do partido também esteve presente. A convenção só terminou no começo da noite, após vários discursos de apoiadores do governador interino.

“Nós temos condições de fazer do nosso estado o melhor estado do Brasil. Ele tem tudo para ser feito. Ele tem ferrovia, ele tem estradas para todos os lado, ele tem energia, ele tem alguns projetos que têm que ser terminados. E tem o melhor que nós temos que é o povo, querendo, precisando, necessitando. É por isso que eu entrei na política”, disse ele.

Carlesse nasceu em Terra Boa (PR) e no Tocantins atuou como empresário e agropecuarista. Ele iniciou na política ao se filiar no Partido Verde (PV) em 2011. Foi candidato a prefeito em Gurupi nas eleições de 2012. No ano seguinte, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e venceu as eleições de 2014 para deputado estadual.

Em 2015, Carlesse se envolveu em uma polêmica ao ser preso no departamento de assessoria militar da Assembleia Legislativa, em Palmas. A prisão foi decretada por causa de um processo de execução de pagamento de pensão alimentícia contra o parlamentar, que corre na comarca de Barueri (SP).

Na época, o advogado do parlamentar, Sandro Henrique Armando, disse que houve uma divergência nos valores defendidos pelas partes.

Atualmente, Carlesse ocupa o cargo de governador interino do Tocantins. Ele assumiu o Palácio Araguaia após a cassação de Marcelo Miranda (MDB) e Cláudia Lelis (PV).

Vicentinho Alves (PR)

Em 2008 foi eleito deputado federal e em 2011 ficou como suplente de senador. Alves assumiu a vaga que Marcelo Miranda não pode ocupar após ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. Hoje é primeiro-secretário da mesa diretora do Senado.

Além da carreira política, Alves é piloto comercial, agropecuarista e empresário. A coligação dele é uma das mais amplas da campanha. O senador pretende fazer uma campanha voltada para a recuperação econômica, atração de investimentos e geração de empregos.

Mario Lucio Avelar (PSOL)

 PSOL lançou pré-candidatura de Mario Lucio de Avelar (Foto: Divulgação/PSOL)

A convenção do PSOL foi na tarde de sábado no auditório da Câmara de Vereadores de Palmas. Mario Lucio apresentou uma série de políticas públicas para serem implementadas durante o governo.

“A proposta passa pelo equilíbrio das contas públicas e de recuperação da capacidade de desenvolvimento do estado. É preciso haver um choque de gestão para recuperar o equilíbrio fiscal. E a partir daí deixar o estado em condições de desenvolver políticas públicas com base em transparência”.

Ele é natural de Minas Gerais e foi promotor de Justiça no Tocantins entre os anos de 1993 a 1996. Também atuou como procurador da República, entre 1996 a 2003. Formado em Direito e Economia, atualmente exerce o cargo de procurador da República de Goiás. Esta é a primeira vez que ele tenta uma candidatura a um cargo elegível.

Marlón Reis (Rede Sustentabilidade)

Rede lançou Marlón Reis como pré-candidato ao governo do Tocantins (Foto: Yananda Reis/Divulgação)

O Rede já havia anunciado o nome de Marlón Reis como pré-candidato, no fim de março. Durante a convenção, que foi realizada na tarde de sábado em hotel da capital, ele apresentou alguns pontos do plano de governo. Reis também vai disputar, pela primeira vez, um cargo político.

“Entendemos que esse período é de extrema importância. São seis meses que podem ser adotadas medidas preparatórias para um quadro real principalmente no combate à corrupção. É possível ampliar a transparência e revelar os dados reais das contas do estado, abrir diálogo com a sociedade sobre as demandas que podem ser supridas. Nesses seis meses, vamos preparar o Tocantins para os próximos quatro anos. É possível fazer um governo reorientando o Estado para que ele cumpra no futuro o papel que deve cumprir”.

Márlon Reis é natural de Pedro Afonso, na região central do estado, e se formou em Direito. Ele atuou como juiz eleitoral até 2016. Ganhou notoriedade ao relatar a Lei da Ficha Limpa, que torna inelegível por oito anos o candidato que tiver o seu mandato cassado, renunciar para evitar a cassação ou for condenado por decisão de órgão colegiado.

Ele também idealizou e fundou, junto com lideranças sociais, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

A cassação

O mandato de Marcelo Miranda (MDB) foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no fim de março por captação irregular de recursos. Mas no dia 6 de abril, ele conseguiu uma liminar no Supremo Tribunal Federal e voltou ao Palácio Araguaia até que o TSE julgasse os embargos de declaração, instrumento jurídico usado para esclarecer pontos contraditórios da sentença. Na última quarta-feira (18), os ministros do tribunal rejeitaram os embargos e decidiram manter o afastamento de Miranda.

Mauro Carlesse, presidente da Assembleia Legislativa, assumiu o cargo e fica até que seja realizada a eleição suplementar ou até que o ministro Gilmar Mendes julgue outra liminar do governador cassado Marcelo Miranda.

G1 Tocantins

Partidos farão convenções neste final de semana para anunciar candidatos às diretas

Conforme novo prazo estabelecido pelo TRE, as convenções só poderão ocorrer neste sábado, 21, e domingo, 22. As candidaturas já terão que ser registradas na segunda-feira, 23.

Após o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE) redefinir, na manhã desta quinta-feira, 19, as resoluções para as eleições suplementares, que acontecem em 3 de junho, os partidos já marcaram para este fim de semana as convenções para anunciar seus candidatos à eleição suplementar. Conforme novo prazo estabelecido pelo TRE, os eventos só poderão ocorrer neste sábado, 21, e domingo, 22. As candidaturas já terão que ser registradas na segunda-feira, 23.

A Rede Sustentabilidade informou que os filiados se reúnem no sábado às 17 horas. O pré-candidato à disputa, Márlon Reis, informou que está conversando com vários partidos. “Até o momento nenhuma aliança foi definida, só vamos nos pronunciar oficialmente depois da convenção”, comentou. O evento acontece no Sindicato dos Corretores de Seguros, na quadra 106 Norte, em Palmas.

A convenção do PSB, para anunciar o nome do ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha, está marcada para o domingo, às 17h, no Espaço Cultural. “Vamos dar largada na grande transformação elegendo Amastha governador do Tocantins. Tocantins no pique de Palmas”, afirmou o PSB em mensagem compartilhada nas redes sociais. Amastha ainda discute sobre quem será o vice da sua chapa.

Embora o governador interino, Mauro Carlesse (PHS) tenha informado à imprensa nesta manhã que ainda avalia se entrará na disputa das diretas, o PHS marcou a convenção para o domingo, a partir das 9h, no auditório da Assembleia Legislativa do Tocantins, em Palmas. “Se eu conseguir colocar o Estado na condição de trabalho e andando, sem a minha eleição atrapalhar o andamento do Estado, eu serei candidato, mas isso eu ainda vou analisar”, disse Carlesse.

Já o PR, do senador Vicentinho Alves, realiza a convenção no auditório da ATM, em Palmas, no domingo, 22, às 16h.

O PT mantém a pré-candidatura do deputado estadual Paulo Mourão para as eleições suplementares e também para a eleição geral, em outubro. O Diretório Regional do PT deve se reunir ainda hoje para alinhar a data e local da convenção.

O deputado estadual do PSC, Osires Damaso, confirmou sua participação no pleito e a convenção do partido acontece no domingo à tarde, no Hotel Rio do Sono, das 13h às 18h.

A senadora Katia Abreu se reúne com aliados do PDT, no domingo, 22. A senadora está em deslocamento do Bico do Papagaio para Palmas para alinhar horários e locais  para a convenção.

A assessoria do senador Ataídes Oliveira, do PSDB, informou que os membros do partido estão em reunião fechada no momento, definindo horário e local da convenção, mas já com data definida para o domingo, 22.

T1noticias