Ibope: Haddad e Bolsonaro estão empatados entre mulheres

Pesquisa de intenção de votos foi publicada na noite desta segunda-feira (24)

Os candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) estão empatados entre mulheres segundo a pesquisa de Ibope, publicada na noite desta segunda-feira (24).

Entre as eleitoras, tanto Bolsonaro quanto Haddad têm 21% das intenções de voto. Em seguida está Ciro Gomes, do PDT, com 12%. Geraldo Alckmin (PSDB) tem 9% do eleitorado feminino e Marina Silva (Rede) perdeu um ponto percentual desde a última pesquisa Ibope, ficando com 6%.

A pesquisa ouviu 2.506 eleitores, entre sábado (22) e domingo (23), em 178 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

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Ibope: Bolsonaro continua líder, Haddad sobe 11 pontos e se isola em 2º lugar

Ciro tem 11%; Alckmin, 7%; Marina, 6%

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça (18) mantém Jair Bolsonaro (PSL) na liderança da corrida presidencial, mas com Fernando Haddad se consolidando em segundo lugar, se distanciando de Ciro Gomes (PDT).

O capitão reformado tem 28%, enquanto o petista subiu 11 pontos em relação ao levantamento anterior do Ibope e agora aparece com 19%. O pedetista aparece em terceiro, com 11%, mesmo índice da última pesquisa. Em seguida, tecnicamente empatados, estão Geraldo Alckmin (PSDB), com 7%, e Marina Silva (Rede), com 6%.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.No pelotão seguinte aparecem empatados com 2% Alvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB). Cabo Daciolo (Patriota) tem 1%, enquanto Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL), Vera (PSTU) e Eymael (DC) não pontuaram na pesquisa.

Brancos e nulos somam 14%, enquanto 7% não sabem em quem vão votar.

REJEIÇÃO

Os líderes na pesquisa também são os candidatos com maior índice de rejeição. Bolsonaro é rejeitado por 42% dos eleitores, enquanto 29% não votariam em Haddad.

Em seguida aparecem Marina (26%), Alckmin (20%), Ciro (19%), Meirelles (12%), Cabo Daciolo (11%), Eymael (11%), Boulos (10%), Dias (10%), Vera (9%), Amoêdo (9%) e Goulart Filho (8%).

SEGUNDO TURNO

Nas simulações de segundo turno, segundo o Ibope, Bolsonaro e Haddad empatam com 40% das intenções de voto. O candidato do PSL também empata em uma disputa com Alckmin (38%) e supera Marina (41% a 36%), e é superado numericamente por Ciro (40% contra 39%), mas tecnicamente empatados.

O Ibope ouviu 2.506 eleitores em 177 cidades brasileiras nos dias 16, 17 e 18 de setembro.

A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09768/2018.O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo.

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Economista de Bolsonaro é réu em processo que apura fraude em corretora

Esquema do qual Paulo Guedes teria participado causou prejuízos à fundação responsável pela gestão da aposentadoria dos funcionários do BNDES, diz juiz.

Em decisão proferida no dia 3 de julho, o juiz Tiago Pereira, da Quinta Vara Criminal Federal do Rio, cita Guedes na lista de clientes da corretora Dimarco que obtiveram ganhos atípicos no período em que as fraudes ocorreram.

Guedes não é réu no processo, divulgado pela revista Crusoé e confirmado pela reportagem. Em sua decisão, o juiz Pereira condenou três executivos da Dimarco por gestão fraudulenta de instituição financeira.

Edgard Luiz Pinaud Filho, Fernando José Pedroso Almendra e Carlos Eduardo Esteves de Almeida poderão recorrer em liberdade da pena de quatro anos e oito meses de prisão.

Segundo o juiz, entre janeiro de 2004 e setembro de 2005, eles manipularam ordens de negociação de títulos na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros, hoje parte da B3, que gere a bolsa de São Paulo) para lesar a Fapes e favorecer um pequeno grupo de clientes.

As operações deram à fundação prejuízo de R$ 12,8 milhões no período investigado, enquanto os clientes tiveram lucro de R$ 5,85 milhões. A GPG, corretora de Guedes e sua esposa, Maria Cristina Bolívar Guedes, lucrou R$ 596 mil.

A acusação diz que a corretora anotava as ordens emitidas por seus clientes para comprar ou vender contratos futuros em um caderno, com o objetivo de reduzir o controle dos órgãos de fiscalização, e que não executava os pedidos na ordem em que chegavam.

Assim, poderia beneficiar alguns clientes e prejudicar outros. Para o juiz, os resultados financeiros das operações investigadas reforçam que os réus “atribuíam ilicitamente os contratos mais vantajosos do fundo de pensão a um grupo muito seleto de clientes, que incluía os próprios sócios da corretora”.

Além da GPG, de Guedes, e dos sócios da Dimarco, oito investidores individuais e dois fundos de investimento são citados como beneficiados pelas fraudes. Segundo o juiz, os elevados índices de sucesso nas operações desses clientes “evidencia altíssima probabilidade do cometimento de ilicitude”.

A GPG, por exemplo, teve índice de 100% – isto é, teve lucro em todas as 17 operações que fez no período – enquanto a média do mercado é de cerca de 70%. O juiz argumenta ainda que a empresa perdeu dinheiro em operações semelhantes com outras corretoras, o que reforçaria a tese de benefício.

Em depoimento, executivo da corretora Americainvest, que intermediava as operações da GPG com a Dimarco, diz que o próprio Guedes emitia as ordens de negociação por meio de sistema de viva-voz.

A atuação da Dimarco vinha sendo investigada desde 2003 pela antiga BM&F. “Não se concebe a utilização, nos dias de hoje, de um sistema manuscrito de registro de ordem”, escreveram auditores da bolsa, que chegaram a fazer diversas recomendações de melhorias, nunca acatadas.

A Dimarco foi extinta em 2006. No mesmo ano, as operações envolvendo a Fapes entraram no foco da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o órgão de fiscalização do mercado financeiro).

À Justiça, o superintendente de fiscalização interna da CVM, Mario Luiz Lemos, declarou que foi identificada “uma concentração de perdas em prejuízo da Fapes, ao mesmo tempo em que diretores da corretora e outros clientes tiveram lucro recorrente nas mesmas operações”.

No julgamento do caso, em 2010, a Dimarco e Almendra foram condenados a multas de R$ 300 mil e R$ 150 mil, respectivamente, por não cumprirem regras de conduta da BM&F em relação à execução de ordens de compra e venda.

“Entendo ter restado evidenciado que a Dimarco incorreu em inúmeras falhas no processamento de ordens de negociação”, escreveu na época o relator do processo, Eli Loria. Eles foram absolvidos, porém, das acusações de falta de diligência e improbidade.

Procurado pela reportagem desde sexta-feira (14), Paulo Guedes ainda não retornou ao pedido de entrevista sobre o caso. Em sua defesa, os executivos da Dimarco pediram a extinção do processo, alegando que não havia justa causa para a acusação e que as ações deveriam ser individualizadas. Com informações da Folhapress.

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Não caia nessa! Novo golpe do WhatsApp promete camiseta do Bolsonaro

O usuário é induzido a acessar um link para ganhar o suposto brinde, mas tudo não passa de armação.

Um novo golpe virtual aplicado pelo WhatsApp e que tem como vítimas eleitores de Jair Bolsonaro foi identificado pela empresa de segurança digital Kaspersky.  

Neste golpe, os usuários são induzidos a acessar um link para ganhar camisetas do candidato do PSL à Presidência da República como brinde, mas antes precisam preencher uma ficha com dados pessoais para enviar notificações, o que posteriormente pode resultar em roubo de dados e informações.

“Demorou, mas apareceu uma campanha maliciosa no WhatsApp usando o nome de um candidato à presidência (…) É a mesma tática de golpes anteriores que utiliza um tema de grande interesse da população, neste caso, os candidatos à Presidência no Brasil. O criminoso ganha de muitas formas: pelos milhares de pageviews no site cheio de propaganda, pela instalação dos aplicativos sugeridos pela página, num esquema de pay-per-install ou até mesmo com a oferta de instalação de apps maliciosos, como já vimos anteriormente”, explicou no Twitter Fabio Assolini, analista da Kaspersky.

Desta maneira, fique atento aos links recebidos e ao remetente das mensagens. As notificações maliciosas poderiam incluir desde cobranças em serviços pagos até o envio de links com golpes diferentes e malwares. Não insira seus dados e, em todo caso, pesquise sobre o site oficial da empresa ou candidato e entre em contato.

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Bolsonaro passa por cirurgia e médicos estabilizam estado de saúde

A cirurgia -que é de emergência, realizada com a abertura do abdômen- foi para verificar a extensão dos danos causados pelo ferimento.

Ocandidato Jair Bolsonaro (PSL) foi submetido nesta sexta-feira (3) a uma laparotomia exploratória no hospital Santa Casa após ser atingido por uma facada durante um evento da campanha em Juiz de Fora (MG).

A cirurgia -que é de emergência, realizada com a abertura do abdômen- foi para verificar a extensão dos danos causados pelo ferimento. Os médicos verificaram a necessidade da cirurgia após exames de ultrassom.

Segundo apurou a reportagem, a facada atingiu o fígado e, possivelmente, a artéria mesentérica, que sai da aorta e irriga o intestino e outros órgãos do abdômen. Os detalhes serão divulgados em coletiva de imprensa pelo hospital em breve.

Bolsonaro chegou à Santa Casa de Juiz de Fora em estado grave. Por causa da extensa perda de sangue, ficou hipotenso (com pressão baixa) e chegou a entrar em choque, uma estado crítico com baixas funções vitais.

Bolsonaro foi operado pelos médicos Cícero de Lima Rena, cirurgião coloproctologista (intestino), e Glaucio Silva de Souza, cirurgião especialista em fígado, além de uma extensa equipe. Os médicos conseguiram estabilizar o estado de saúde dele e a cirurgia estava prevista para acabar em poucos minutos. Com informações da Folhapress.

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Dilma sobre ataque a Bolsonaro: ‘Você planta o ódio, colhe tempestade’

A ex-presidente lamentou o ocorrido e disse que o responsável pelo ataque não pode ficar impune.

Candidata ao Senado por Minas, Dilma afirmou achar “lamentável” o ataque, mas emendou: “Agora, incentivar o ódio cria esse tipo de atitude. Você não pode falar que vai matar ninguém, não pode falar isso”.

Na segunda (3), seu partido acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) contra Bolsonaro, argumentando que houve injúria eleitoral e incitação ao crime após um vídeo em que o candidato defende “fuzilar a petralhada”.

“Agora, quem fez isso não pode ficar impune”, disse Dilma após visitar o ex-presidente Lula, preso em Curitiba. “Tem que servir de exemplo pra que ninguém faça isso com um candidato.” Com informações da Folhapress

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Bolsonaro é esfaqueado durante campanha em Minas Gerais

O candidato fazia campanha em Juiz de Fora, no Sul do estado.

Segundo o jornal “O Globo”, o capitão reformado estava sendo carregado por apoiadores quando sentiu dor. Ele foi retirado do local imediatamente por um carro da Polícia Federal e levado para a Santa Casa da cidade.

O colunista Lauro Jardim, do mesmo jornal carioca citado acima, disse que Bolsonaro usava um colete a prova de balas. No entanto, o golpe atingiu o abdomen do candidato, logo abaixo do colete.  

Eduardo Bolsonaro, filho de Jair, disse no Twitter que o pai não corre risco de morte.

“As informações que tenho são preliminares e neste tipo de situação sempre há muita notícia desencontrada. Mas chegou a mim que Jair Bolsonaro foi esfaqueado num evento em MG, mas está fora de risco de morte. Peço que orem por ele e sabendo de algo mais publico aqui”, escreveu o candidato à Câmara dos Deputados. As informações que tenho são preliminares e neste tipo de situação sempre há muita notícia desencontrada.  Mas chegou a mim que Jair Bolsonaro foi esfaqueado num evento em MG, mas está fora de risco de morte. 

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Alckmin diz que Bolsonaro é ‘despreparado’ e país irá para o ‘caos’ se deputado for eleito

Em Goiânia, candidato tucano à Presidência foi questionado sobre ataques de Bolsonaro ao PSDB. Nesta quarta, presidenciável do PSL afirmou que ‘varrerá’ a cúpula do PSDB para ‘o lixo da história’.

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, criticou nesta quarta-feira (5) o adversário do PSL, Jair Bolsonaro. O tucano chamou o deputado de “despreparado” e afirmou que o Brasil irá para o ‘caos’ se Bolsonaro for eleito presidente.

Alckmin deu a declaração a jornalistas em Goiânia ao ser questionado sobre ataques de Bolsonaro ao PSDB. Mais cedo, nesta quarta, em Brasília, o presidenciável do PSL afirmou que “varrerá” as cúpulas do PT e do PSDB para “a lata de lixo da história”.

“Não vou perder tempo com o Bolsonaro porque acho [o deputado] o pior candidato. Não há ninguém tão despreparado quanto o Bolsonaro. Acho que o Brasil retrocederia, iríamos para um caos [caso o candidato do PSL seja eleito]”, disse Alckmin.

O tucano afirmou que fará “o possível para evitar” que Bolsonaro se torne presidente e emendou: “[Bolsonaro é] um despreparado que, em 28 anos como deputado, não fez absolutamente nada, a não ser defender o corporativismo, e o corporativismo é o grande mal do Brasil, e votando sempre contra o país”.

As declarações de Alckmin e de Bolsonaro nesta quarta são mais um episódio de ataques que um candidato tem feito ao outro.

Na última terça-feira (4), os ministros Sérgio Banhos e Luis Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negaram pedido de Bolsonaro, para suspender peças de propaganda do PSDB, Geraldo Alckmin, veiculadas na TV e no rádio.

Numa inserção na TV, a propaganda de Alckmin exibiu discussões de Bolsonaro com a deputada Maria do Rosário (PT-RS) e com uma jornalista.

A defesa do deputado apontou montagem e divulgação de imagem e fala fora de contexto, “tentando imprimir a pecha de que [Bolsonaro] maltrata as mulheres”.

Organizações sociais

Alckmin, que chegou em Goiânia por volta das 14h, fez a crítica a Bolsonaro durante visita ao Centro de Reabilitação e Readaptação Henrique Santillo (Crer), hospital publicado focado no atendimento a pessoas com mobilidade reduzida e deficiência. No local, ele conheceu os setores de fisioterapia e a oficina de próteses.

A unidade é gerida por uma Organização Social (OS), método de gestão defendido por Alckmin, desde que, segundo ele, o serviço seja gratuito e de qualidade. O tucano afirmou que é necessário melhorar o valor pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por alguns procedimentos e aliar tecnologia à administração.

“Há necessidade de melhor gestão com prontuário eletrônico, telemedicina, tecnologia de informação, mas haverá a necessidade de mais recursos em razão da mudança demográfica, você tem uma população mais idosa, que precisa de uma medicina mais sofisticada”, disse.

Parcerias com municípios

Nesta quarta, Alckmin também se reuniu com prefeitos de cidades do estado de Goiás e políticos aliados em Goiânia.

Em discurso, o tucano afirmou que se eleito fortalecerá parcerias com municípios para investimentos.

“Precisamos fortalecer o município. Todo município tem um bairro complicado, vamos agir direto neste local, junto com a prefeitura, prevenção primária, dinheiro, tem que fazer saneamento, iluminar, política para os jovens, esporte, cultura. Vamos derrubar os limitadores, na era da internet, vamos ter tudo transparente”, afirmou o candidato.

Alckmin declarou que o ensino a distância pode levar cursos de nível superior a todos os municípios e que focará sua gestão no desenvolvimento da educação infantil .

“Vamos zerar o déficit da pré-escola, hoje faltam quase 500 mil vagas, nenhuma criança ficará fora da pré-escola, creche, para melhorar o máximo que a gente puder o ensino infantil. Essa é melhor maneira de diminuir a desigualdade, quem faz a pré-escola já entra no primeiro ano quase que alfabetizado”, afirmou.

De acordo com o candidato, é preciso buscar medidas para atrair empresas e, assim, promover a geração de emprego.

“Vamos fazer governo realizador, o nosso desafio é emprego, o setor que mais rapidamente gera emprego é a construção, asfalto, galeria, escola, hospital, saneamento. Hoje tem muito dinheiro no mundo, o PIB deve crescer quase 4%. O Brasil tem tamanho, demanda, bons projetos. Todas as 11 agências reguladoras são fundamentais para atrair investimentos e bons projetos executar”, disse.

G1 Tocantins.

‘Já está feito, já pegou fogo, quer que faça o quê?’, diz Bolsonaro sobre incêndio no Museu Nacional

Questionado sobre propostas para a manutenção do patrimônio histórico do país, candidato do PSL à Presidência afirmou que, embora tenha “Messias” no nome, não tem como ‘fazer milagre’.

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse nesta terça-feira (4) que o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, “já pegou fogo” e que, embora tenha “Messias” no nome – ele se chama Jair Messias Bolsonaro – não tem “como fazer milagre”.

“Já está feito, já pegou fogo, quer que faça o quê? O meu nome é Messias, mas eu não tenho como fazer milagre”, ironizou Bolsonaro, cujo nome completo é Jair Messias Bolsonaro.

Ele deu a declaração ao ser questionado por jornalistas na saída de uma comissão na Câmara dos Deputados, onde é parlamentar, sobre as propostas para a manutenção do patrimônio histórico do país.

No domingo (2), um incêndio de grandes proporções consumiu todo o interior do prédio do Museu Nacional. O acervo contava com mais de 20 milhões de itens.

Nesta terça, Bolsonaro atribuiu o episódio à indicação política para os cargos de comando do museu.

“A administração toda é de gente filiada ao PSOL e ao PCdoB. A indicação política leva a isso. Os partidos se aproveitam, vendem seu voto aqui dentro [da Câmara] como regra para que a administração seja deficitária e lucrativa para eles, individualmente”, afirmou.

A escassez de verbas federais para a manutenção do museu é apontada pela direção da instituição como a razão para o acontecido.

Segundo dados da consultoria de orçamento da Câmara, o Museu Nacional perdeu pelo menos R$ 336,3 mil no ano passado em relação à verba pública que recebia em 2013. Naquele ano, o museu recebeu R$ 979,9 mil do orçamento dos ministérios da Educação e da Cultura; em 2017, esse valor foi de R$ 643,5 mil.

Indagado sobre a falta de verbas para o museu, Bolsonaro desconversou: “Você não tem dinheiro, paciência. Agora, para mim, é dinheiro para quermesse. Homem nu para criança tocar não falta”, afirmou.

Em 2017, a performance de um artista nu no Museu de Arte Moderna(MAM), no Ibirapuera, em São Paulo, provocou polêmica nas redes sociais. Um vídeo que viralizou no Facebook mostrava quando uma criança de aproximadamente 4 anos toca o pé do homem.

Repórter

Bolsonaro foi ainda questionado por um repórter sobre o motivo de ter compartilhado nesta terça no Twitter um vídeo que mostra uma criança contando que a professora afirmou, em sala de aula, que meninos podem usar saia e brinco e pintar a unha.

Bolsonaro devolveu a pergunta ao jornalista: “Você pintou a unha quando era criança?”

Diante da resposta negativa do repórter, retrucou: “Você tem cara de ter pintado a unha”.

O jornalista disse que Bolsonaro não poderia falar daquela maneira com ele, ao que o candidato respondeu:

“Eu não posso o quê, rapaz? Você pergunta o que quer e eu respondo o que eu quero”.

G1 Tocantins.

Ciro ataca Bolsonaro e chama Doria de ‘vagabundo’ e ‘nojento’

Ao defender propostas de seu programa de governo, Ciro afirmou que Bolsonaro quer se beneficiar ao falar sobre valores cristãos.

Em discurso para uma associação de aposentados e pensionistas em Jundiaí (SP), neste domingo, 2, o candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, atacou o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e xingou o candidato ao governo de São Paulo João Doria (PSDB). Ao defender propostas de seu programa de governo, Ciro afirmou que Bolsonaro quer se beneficiar ao falar sobre valores cristãos e chamou João Doria de “vagabundo” e “nojento”.

Enquanto Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto no cenário em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é apresentado como candidato, Doria está à frente nas sondagens para o governo paulista. Em São Paulo, o PDT lançou a candidatura do ex-prefeito de Suzano Marcelo Cândido para o Palácio dos Bandeirantes.

Ciro tentou descolar seu discurso da chamada extrema esquerda ao defender uma união do País. “Esse país está doente, está muito doente. Porque algum pode pensar, e querem fazer isso comigo, que eu tenho olho vesgo, que eu sou da esquerda, que eu só vejo o lado do pobre, que eu não sei que o País precisa se unir. Não, não, esse aí é outro”, disse Ciro, enfatizando que o seu desejo era “encerrar essa luta odienta de coxinhas e mortadelas”.

Ao falar sobre Bolsonaro, o pedetista disse que “ideia da decência” não pode ser vantagem e que o discurso de “cristão” e “família” não pode superar a discussão sobre o modelo de economia para o Brasil. “O Paulo Guedes (assessor econômico de Bolsonaro) propõe formalmente privatizar Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica”, citou.

Ele ainda fez referências ao discurso do candidato do PSL conta a descriminalização do aborto. “Ninguém toca no assunto, chega eleição começa o debate para que o miserável evangélico, o pobre católico, o paupérrimo neopentecostal vote por ódio, por valores secundários e não entenda o elefante do circo”, disse Ciro, ao comparar o eleitoral como um elefante de circo que “levanta a patinha quando o domador faz o sinal.”

Doria

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, João Doria, foi alvo das críticas mais agudas de Ciro em seu discurso em Jundiaí. Os comentários sobre o tucano foram feitos após o pedetista ter encerrado sua fala em um ato organizado por militantes e pedir para falar novamente porque havia esquecido de citar os candidatos de seu partido no Estado.

Ciro acusou Doria de, enquanto presidente da Embratur no governo José Sarney, ter defendido um projeto que levaria turistas para presenciar a seca no Nordeste. “Esse vagabundo era presidente da Embratur e anunciou uma linha de turismo para o povo rico do estrangeiro e do Brasil ir ver a seca no Nordeste. Então nós temos muita raiva dele porque é uma pessoa que não respeita o mínimo da dignidade humana”, disse Ciro, afirmando que o tucano “enganou” a população da capital paulista. “Isso é um nojento, acreditem em mim.”

Candidato do PDT ao governo de São Paulo, Marcelo Cândido afirmou em seu discurso que Doria é o adversário a ser batido na campanha eleitoral. “João Doria é o adversário que vamos bater nas urnas porque as pessoas vão o conhecendo melhor”, declarou o candidato, que também acusou o tucano de ter incentivado o “turismo da seca” quando presidiu a Embratur.

SPC

Na agenda de campanha, Ciro usou sua proposta de limpar o nome de brasileiros endividados no SPC e na Serasa como a principal bandeira. O programa foi aclamado por militantes que, a cada referência à ideia, gritavam “SPCiro!”. Após o discurso, o candidato garantiu em entrevista à imprensa que sua proposta é factível. “Isso é perfeitamente praticável e sou um homem muito sério. Nunca ninguém me viu apanhado em não honrar minha palavra. É só perguntar a quem me conhece”, insistiu.

A proposta do candidato prevê que um grupo de devedores assuma a dívida de uma pessoa que venha a aderir ao programa de refinanciamento e eventualmente não pague as parcelas. Pela programa de Ciro, o governo federal vai organizar os devedores em grupos de cinco a dez pessoas em um sistema chamado “aval solidário”. “Se uma pessoa do grupo não pagar a sua prestação, os outros membros se responsabilizam pelo pagamento”, diz a cartilha feita pela campanha do candidato para explicar a ideia.

Neste domingo, Ciro negou que o modelo de avalistas seja “pegadinha” para o consumidor. Ele argumenta que o Banco do Nordeste tem um modelo parecido em que a inadimplência é de 1,4% por ano. Para ele, o “aval solidário” é necessário porque as pessoas pobres não tem bens para dar em garantia na negociação.

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