Lula continua liderando nas pesquisas mesmo preso e Marina encosta em Bolsonaro

Sem Lula, 34% dos nordestinos declaram voto nulo ou branco nas eleições.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue na liderança da corrida eleitoral, mostrou a mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada neste domingo, 15, uma semana depois de o líder petista ter sido preso no âmbito da operação Lava Jato.

Embora ainda lidere, o apoio a Lula diminuiu ante à pesquisa de janeiro. No melhor cenário agora, ele tem 31 por cento das intenções de voto, enquanto no final de janeiro seu melhor desempenho era de 37 por cento. O Datafolha ressalta, porém, que, como houve mudanças de pré-candidatos, não é possível fazer uma comparação direta entre as duas pesquisas.

Com Lula candidato, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) segue isolado em segundo lugar. Sem o petista candidato, a ex-senadora Marina Silva (Rede) cresce e encosta no deputado, configurando empate técnico —Bolsonaro aparece com 17 por cento e Marina chega até 16 por cento.

A margem de erro da pesquisa, realizada entre 11 e 13 de abril com 4.194 pessoas em 227 municípios, é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Mas quem “lidera” quando Lula não aparece como candidato é o segmento dos votos brancos/nulo/nenhum, que chega a 24 por cento.

Com Lula candidato, Bolsonaro tem até 16 por cento e Marina, 10 por cento. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) também cresce sem o petista no páreo, passando de 5 para 9 por cento.

Entre outros pré-candidatos, o Datafolha mostrou o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) com 6 por cento das intenções de voto, quando Lula aparece como candidato, e até 8 por cento sem Lula.

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) tem 1 por cento nas duas situações, enquanto o presidente Michel Temer aparece com 1 por cento e até 2 por cento, respectivamente, com e sem Lula.

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB) tem 8 por cento, quando Lula é candidato, e chega a 10 por cento sem ele.

Apesar de Lula estar preso —cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP)—, o PT segue afirmando que seu principal líder é o candidato do partido nas eleições presidenciais de outubro.

Nos cenários sem Lula, o Datafolha considerou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad ou o ex-ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia Jaques Wagner como potenciais candidatos do PT. Haddad aparece com 2 por cento e Wagner, com 1 por cento.

O Datafolha mostrou que 54 por cento das pessoas consideram a prisão de Lula como justa. Para 62 por cento dos pesquisados, o petista não disputará o pleito de outubro.

Por fim, o instituto de pesquisas disse que dois de cada três apoiadores de Lula votariam em alguém indicado por ele para as eleições caso o petista não possa mesmo disputar as eleições.

‘Metade dos meus ministérios terá militares’, reafirma Bolsonaro

Deputado ainda disse que, quando começar a campanha eleitoral, deve ser o único candidato a ter 15 possíveis ministros já definidos.

O deputado federal Jair Bolsonaro, presidenciável que aparece em segundo lugar nas intenções de voto para as próximas eleições, de acordo com as últimas pesquisa divulgadas, concedeu entrevista à jornalista Leda Nagle, divulgada nessa segunda-feira (5), no canal da jornalista no Youtube.

Ele voltou a defender a legalização da venda de armas no país. Ao comentar a violência vivida no Brasil, destacou a necessidade de investir mais nos policiais, por meio de treinamentos e aumento salarial, e considerou que “o policial tem de ter direito de matar se preciso for”.

“Para não morrer, ou para evitar que um terceiro morra, ele vai ter que atirar. E não ficar com essa interpretação romântica da lei: ‘coitado do marginal que não teve oportunidade'”, disse. “Nós temos de diminuir o número de mortes de pessoas inocentes. Se você aumentar o número de mortes de marginais, automaticamente diminuirá o número de mortes de pessoas inocentes. É uma guerra”, completou.

Ao ser questionado se a violência vivida pelo país pode ser considerada terrorismo, Bolsonaro disse que não. “Terrorismo são as ações do MST, que são planejadas”, afirma. Para em seguida defender o agronegócio. “O nosso agronegócio está sendo sufocado, daqui a pouco vai faltar comida para nós”, avaliou.

Já no momento em que comentou a situação nos presídios, Bolsonaro disse que “o direito do encarcerado é não ter direito”. “Não é passar fome, fazer maldade, é ficar lá, quietinho, até cumprir sua pena”. Para ele, o objetivo da prisão “não é ressocializar em primeiro lugar, é tirar o elemento do convívio da sociedade”, para que ele não siga cometendo crimes.

Bolsonaro também afirmou que, quando começar a campanha eleitoral, pode ser que ele seja o único a ter 15 possíveis ministros definidos. “E pode ter certeza que metade dos meus ministérios será composta de militares”, prometeu.

O deputado se defendeu das acusações de que é homofóbico e machista, dizendo ser mal-interpretado. Ele disse ainda não acreditar que irá concorrer com Lula, nas próximas eleições. “Seria uma desmoralização da Justiça Eleitoral. A lei da Filha Limpa vale para mim e para você, não vale para ele?”, questiona.

Noticias ao Minuto

BOLSONARO PROMETE MINISTÉRIO COM 50% DE MILITARES

Trabalhando para ser candidato à Presidência em 2018, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), 61,  promete nomear militares para metade de seu ministério se eleito para o Planalto; ele atribui seu desempenho –tem 9% das intenções de voto no Datafolha— à defesa da violência como meio para combater a violência; Bolsonaro criticou ainda o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a quem chamou de “princesa Isabel da maconha” por sua defesa da descriminalização das drogas.

Sem esconder sua pretensão de chegar à Presidência, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), 61,  promete nomear militares para metade de seu ministério se eleito para o Planalto. Ele atribui seu desempenho –tem 9% das intenções de voto no Datafolha— à defesa da violência como meio para combater a violência. Bolsonaro criticou ainda o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a quem chamou de “princesa Isabel da maconha” por sua defesa da descriminalização das drogas.

“Quando vou para qualquer capital de Estado, tem no mínimo mil pessoas me esperando. Tenho bandeiras que um presidente pode levar avante e o povo está gostando.

Você não combate violência com amor, combate com porrada, pô. Se bandido tem pistola, [a gente] tem que ter fuzil.

Se eu chegar lá um dia [na Presidência], vou botar militares em metade dos ministérios, gente igual a mim. Ele está botando gente igual a ele. Quer que eu continue? Acho que não precisa.”(Fonte:Brasil 247)