CRAS de Palmeirópolis promove geração de renda através de cursos

Derivados do leite são excelente alternativa de renda para o produtor rural.

O Centro de Referência em Assistência Social (Cras), de Palmeirópolis, promoveu durante toda semana um curso de produção de Derivados do Leite, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Sindicato dos Produtores Rurais.

Esse é um dos trabalhos realizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) na unidade do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Palmeirópolis, ministrar cursos.

O principal objetivo foi organizar profissionais para a preparação de alimentos derivados do leite, utilizando equipamentos, utensílios, instrumentos e controle de qualidade de produtos e de processos na indústria de alimentos, de acordo com as normas técnicas, de segurança, higiene e saúde no trabalho.

Além dos cursos profissionalizantes, o Cras oferece à comunidade atividades culturais, socioeducativas e lazer nos grupos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) para idosos, e crianças.

O curso é uma alternativa de fonte de renda para o produtor, afirmou a Instrutora Rita de Cassia Santos Andrade, ” com este curso, estamos estimulando o setor leiteiro e ensinando as novas oportunidades de renda aos pequenos produtores, “Ensinamos técnicas para fabricação dos produtos básicos da leiteria, como queijo minas frescal, queijo minas padrão, iogurte e doce de leite pastoso”, explicou a instrutora.

A aluna Weslane Lacerda comentou que de agora para frente ela tem certeza que está no ramo certo. “Serei uma profissional qualificada, estou aprendendo como realizar de fato os melhores produtos, com técnicas e principalmente qualidade agradeço a Deus por essa oportunidade e também o SENAR, por nos proporcionar essa qualificação que tanto desejávamos.” Conclui a aluna.


O objetivo do curso alimentício foi proporcionar meios de gerar renda e, ao mesmo tempo, melhorar a alimentação familiar. O curso Derivados do Leite durou uma semana, tendo seu encerramento na sexta-feira 18.

Da redação

Professora de Chapada de Natividade resgata cultura local através da dança Suça

A dança que tem origem africana é marcada pelo ritmo agitado e batuques de tambores e do cuíca, que são instrumentos musicais semelhantes ao tambor.

Com o objetivo de preservar e valorizar a cultura e a identidade da comunidade de Chapada de Natividade, a professora de História e especialista em Cultura Afro-Brasileira, Roberta Tavares está desenvolvendo um projeto que ensina crianças e adolescentes a dançarem suça.

A professora contou a Gazeta que se sente lisonjeada em poder fazer algo que resgata a cultura do seu povo. “

“Eu enquanto professora de História me sinto grata por poder ajudar e fazer mais pela comunidade onde vivo. Doar um pouco do meu tempo para que a memória da cidade onde moro não se perca. Isso é responsabilidade social”.

Divulgação

Desde a criação do projeto em 2015, várias crianças de adolescentes foram atendidos. Além das orientações da professora, ajudam nos ensaios figuras importantes da cultura local como, Dona Santana, o folião Poscidônio e o folião Patricinho, que continua até hoje no projeto.

Prestes a fazerem uma grande apresentação, que acontece na próxima sexta-feira, 16, ao Gazeta, a professora contou também que o grupo de Suça Tia Zezinha não possuía instrumentos para tocar em suas apresentações, sempre colocavam cds para tocar, mas agora a realidade é diferente.

“Elaboramos um projeto que preserva nossas raízes onde resgatamos os tambores na comunidade. Foram mais de 70 anos dançando a Suça sem os instrumentos”.

Repórter Lucas Eurilio – Gazeta do Cerrado/Fotos divulgação

Prefeitos do Tocantins se juntam aos milhares de gestores do Brasil e conquistam recursos

Mobilizados pela ATM, prefeitos do Tocantins vão a Brasília e conquistam auxílio financeiro  aos Municípios, auditoria de contas e aumento de compensação financeira.

Dezenas de prefeitos do Tocantins foram a Brasília e conquistaram auxílio financeiro aos Municípios para este fim de ano, auditoria das contas previdenciárias entre prefeituras e União, além do aumento de compensação financeira dada as cidades que possuem em seus territórios atividades econômicas de exploração mineral.

Protesto dos prefeitos toma os gramados da Praça das Bandeiras, em frente ao Confresso Nacional.

Os gestores tocantinenses estiveram na capital federal nesta terça e quarta-feira, 21 e 22, e participaram de audiências e sessões no Congresso Nacional e Presidência da República, que possibilitaram as reivindicações dos municipalistas, mobilizados pela Associação Tocantinense de Municípios (ATM).

A presença e pressão dos prefeitos em Brasília fazem parte da campanha “Não deixe os Municípios afundarem”, organizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Os municipalistas argumentaram que a crise financeira que se instalou no Brasil nos últimos anos reduziu o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Além disso, a defasagem dos programas federais segue prejudicando ainda mais as finanças municipais e liga o sinal de alerta em muitas prefeituras.

O prefeito de Palmeirópolis Fábio Vaz disse que a marcha foi no intuito de reivindicar os direitos dos municípios que vem perdendo e estão carentes de investimentos e com isso poder cumprir com os compromissos do final do ano.

Prefeito de Palmeiropolis Fábio Pereira Vaz.

“Muitos municípios não iam conseguir cumprir com as obrigações sem esta ajuda, este dinheiro vai entrar em boa hora, de certa forma, vem nos ajudar acertar nossos compromissos de final de ano. A união de todos os prefeitos foi importante, partimos para rua, usando colete, apito e megafone, tivemos que sujeitar ao movimento para conseguir pagar a energia, as contas básicas do município. (sorriu o prefeito). Sensibilizamos todo o Congresso e fizemos manifestações nas proximidades, precisamos mudar a distribuição de renda no pais. Hoje o dinheiro só fica em Brasília”, enfatizou.

“Os prefeitos querem entregar cada vez mais obras e serviços de qualidade ao cidadão. Contudo, as receitas estão cada vez mais reduzidas, enquanto as responsabilidades dos governos municipais só aumentam. Com a eminência de possivelmente fechar as contas de 2017 no vermelho, com grandes dificuldades em encontrar recursos para pagar fornecedores, folha de pagamento e 13° salário, os prefeitos vieram a Brasília solicitar à Presidência da República um auxilio financeiro emergencial” disse o presidente da ATM e prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano.

O líder dos prefeitos tocantinenses se juntou com os demais presidentes das entidades estaduais e com o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, para uma audiência com o presidente da República, Michel Temer.

Os municipalistas foram recebidos pelo chefe do executivo nacional nesta quarta-feira, 22, e solicitaram um auxílio financeiro emergencial no valor de R$ 4 bilhões. Porém, Temer determinou que até dezembro seja repassado auxílio financeiro de R$ 2 bilhões aos Municípios brasileiros sob a forma de FPM. “O repasse de R$ 2 bilhões corresponde a metade do que foi solicitado de apoio financeiro, mas dará fôlego aos Municípios diante da dura crise financeira enfrentada. A verba extra virá também para corrigir as frustrações de receitas enfrentadas pelas prefeituras neste ano”, disse o prefeito de Santa Rosa do Tocantins, Ailton Parente.

Auditoria de contas

Luta histórica do movimento municipalista, o encontro  das contas previdenciárias entre Municípios e União foi aprovado pelo Congresso Nacional, após pressão dos municipalistas, obtida por meio da derrubada do veto presidencial 30/2017. A medida permitirá, pela primeira vez, a subtração de créditos e débitos entre as contas municipais com as da União. Sem causar impacto fiscal para o Executivo Federal, a política trará redução nos valores abatidos, mensalmente, nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios  (FPM).

“Nossa estimativa é de que haverá  uma redução de aproximadamente R $ 15 bilhões com os cálculos nas finanças municipais de todo o país”, revelou o presidente CNM, Paulo Ziulkoski. Segundo a Confederação, A Medida Provisória (MP) 778/2017, que estabeleceu o parcelamento da dívida previdenciária, foi aprovada primeiramente na Câmara, onde se inseriu uma emenda a proposta, em forma de destaque, que incluía a auditoria das contas ao texto da MP. Em seguida, o Senado aprovou o texto da forma que o recebeu da Câmara. No entanto, quando chegou para sanção do Palácio do Planalto, os artigos 11 e 12, relativos à medida, foram vetados.

Votações

A votação sobre manter ou derrubar o veto começou a ser realizada pela Casa onde a matéria primeiro foi apreciada. Por unanimidade, ou seja, 300 votos, os deputados optaram por derrubar o veto do governo federal ao encontro de contas durante votações no plenário nesta quarta-feira, 22. Em seguida, foram contabilizados os votos dos senadores que, também por unanimidade, ou seja, 43 votos favoráveis, mantiverem a posição da Câmara. Dessa forma, os artigos vetados que correspondiam ao encontro de contas voltam ao texto original da MP do parcelamento da dívida previdenciária

Presidente da ATM, Jairo Mariano, discursa em protesto dos prefeitos em Brasília.

Ainda na quarta-feira, foi aprovado na Câmara de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 3.444/2000, que institui o Conselho de Gestão Fiscal (CGF) e dispõe sobre sua composição e forma de funcionamento. Os municipalistas reivindicavam que o Conselho de Gestão Fiscal seja efetivamente constituído por representantes de todas as esferas de Governo e que seus membros sejam indicados pelas respectivas entidades relacionadas no projeto, como a Associação de Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e a CNM, representando os interesses dos Municípios brasileiros.Prefeitos se unem na luta pelos municípios em Brasília.

Um dia antes, na terça-feira, 21, a mobilização pressionou e obteve pelos deputados federais a aprovação  da Medida Provisória 789/2017, que altera as alíquotas e base de cálculos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). Os parlamentares votaram a favor dos Municípios.

Com a medida, o percentual de participação dos municípios impactados pela atividade de mineração sobe de 10% para 15%. Atualmente, são mais de 2,5 mil municípios mineradores impactados.

A matéria segue agora para deliberação no Senado Federal.

Prefeito de Jaú do Tocantins Onassys Moreira, Senador Ataides Oliveira ao centro e prefeito de Palmeirópolis Fábio Vaz.

 

Rozineide Gonçalves/Associação Tocantinense de Municípios – ATM