Amastha consegue registrar candidatura com Célio Moura de vice e vai recorrer de ordem do PT

Apesar de intervenção do PT Nacional, sobre coligação e apoio, Amastha registra candidatura com vice petista, Célio Moura; O ex-prefeito não foi até o TRE.

O candidato ao Governo e ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), enviou ao Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE), nessa segunda, 23, representantes para realizar seu registro de candidatura, ainda com o advogado petista, Célio Moura, como candidato a vice-governador, apesar da intervenção Nacional do Partido dos Trabalhadores.

“Eu não tenho conhecimento do pedido, nos temos que tomar conhecimento, saber do teor para depois manifestar. Não sabemos nem o que tá escrito lá”, afirmou o advogado Leandro Manzano. 

Ainda no final da tarde, a chapa de Amastha tinha um futuro incerto com a declaração de intervenção do PT Nacional que impedia a aliança do partido com o ex-prefeito, e também que o PT ficasse contra a também candidata ao Governo, Senadora Kátia Abreu.

Manzano e vereador da base protocolam candidatura de Amastha com PT na vice (T1 Notícias)

T1noticias

Vice de Amastha, Célio Moura afirma: “PT entra de corpo e alma e mobilizará militância em todo o Estado”

Petista histórico do Tocantins, o advogado Célio Moura, radicado em Araguaína, foi apresentado há pouco como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Carlos Amastha na eleição suplementar marcada para o próximo dia 3 de junho.

O anúncio foi feito pelo próprio Amastha, na convenção do PSB do Tocantins realizada na noite deste domingo, dia 22, no Espaço Cultural, em Palmas. “Estamos vindo de corpo e alma. Não chegamos apenas para faze parte da fotografia. Estaremos todos os dias em todos os atos desta campanha. Não vamos deixar que esse Estado caia nas mãos das pessoas que sempre administram esse Estado durante toda a sua existência”, afirmou Célio Moura.

Moura garantiu a presença da militância nas ruas pelo projeto encabeçado por Amastha de transformação do Tocantins, como o ex-prefeito fez na capital do Estado. “Temos condições de fazer a campanha nos 139 municípios, através dos trabalhadores rurais, dos comerciários, comerciantes, moimentos sociais, militância do PT que é a nossa maior riqueza”, complementou.

Para Amastha, a vinda de Célio Moura representa o “PT em sua essência”. “É o PT do sonho de todos nós.. É o PT que está do nosso lado. O PT que revolucionou a saúde, da educação, reduziu a pobreza no país.”

Presente na convenção, o deputado estadual Zé Roberto declarou que opção por Amastha foi amplamente discutida internamente no partido. “É um momento difícil do país e há mudanças que precisamos fazer no país e no Estado. O PT toma decisões após discussão dentro do partido. E o caminho foi apoiar Amastha e tendo Célio moura como vice. Célio é companheiro de lutar, de luta pelo povo trabalhador. Vamos caminhar para vitória juntos com os partidos aliados. Entramos com força de nossa história, de nossa militância. Vamos à vitória em 3 de junho”, declarou.

Imprensa Carlos Amastha

Wanderlei Barbosa diz que Amastha fala pelos ‘cotovelos’ e que ‘não respeita ninguém’

O deputado Wanderlei Barbosa (PHS) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta-feira, 11, para fazer uma avaliação da administração do então prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB).

Em seu discurso, Barbosa fez críticas contundentes, afirmando que na iminência da saída dele do cargo do executivo municipal para disputar eleição de governo do Estado, Amastha correu para inaugurar recuperação de rotatória, plantio de algumas palmeiras e alguns reparos, tudo isso, segundo o parlamentar, para usar como discurso em sua pré-campanha dizendo que a cidade cresceu e que o Estado deve crescer no ritmo de Palmas.

CONTRADIÇÃO

Na avaliação do deputado, a administração de Amastha permaneceu sob a paralisia da máquina pública e sob completa inexistência de um projeto de gestão para a cidade. Mesmo com a chegada aos cofres da prefeitura de vários recursos, o então prefeito não fez gestão voltada ao crescimento da cidade e tampouco das famílias de Palmas.

Ele disse ainda que há contradições no discurso de Amastha, afirmando que, enquanto o ex-prefeito fala em crescimento a situação das famílias de Palmas regrediu e entrou no caos, lembrando sobre uma pesquisa realizada em março desse ano pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Fecomércio Tocantins que apontou um endividamento de 70,9% das famílias palmenses.

DESRESPEITO

Ele lembrou que o ex-prefeito, devido a um desempenho administrativo ruim que foi, emplacou várias polêmicas, se envolvendo em discussões na rua e nas redes sociais, com total desrespeito para com as pessoas e na maioria das vezes falando pelos ‘cotovelos’.

O deputado citou um caso recente quando Amastha esteve realizando no último dia 30 de maio a inauguração de um trecho de 100 metros do Shopping a Céu aberto em Taquaralto. Na ocasião o então prefeito e sua comitiva agrediu uma comerciante com vaias e gritos na Avenida Tocantins, a mulher reclamava sobre o atraso das obras e os prejuízos nas vendas, as obras foram prometidas pelo próprio Amastha em sua campanha de 2012.

O parlamentar lembrou também do caso da greve dos professores em 2017, segundo ele, na época Amastha agrediu e ameaçou de cortar o ponto dos profissionais que reivindicavam seus direitos. Essas situações me deixaram e me deixam triste, seguramente ele agredirá muito mais se chegar ao governo que eu espero que não chegue, disse Barbosa.

Ascom deputado Wanderlei Barbosa

Nota ao Senhor Carlos Amastha Presidente do PSB Estadual

Nota ao Senhor Carlos Amastha Presidente do PSB Estadual

Senhor Carlos Amastha

Presidente do PSB Estadual

Não fugirei de minha responsabilidade constitucional de substituir o governador do estado nas condições estabelecidas pela Constituição Federal. 

Todas as vezes que for necessário.

 Fui eleito para cumprir um mandato de deputado estadual por quatro anos e cumprir todas as obrigações constitucionais que o exercício do cargo me impõe.

Abandonar as obrigações confiadas a mim pelos eleitores seria trair a confiança que eles depositaram em mim.

O mandato não me pertence, ele pertence ao povo.

Se o senhor decidiu abandonar no meio do caminho a administração da capital, Palmas, para a qual foi eleito por um mandato de quatro anos, traindo a confiança depositada pelos seus eleitores, isso não se aplica a mim.

Quanto a quem devo nomear, quando imbuído constitucionalmente do cargo de gestor do meu querido estado, lhe respondo que em nenhum momento lhe sugeri nomes para compor sua equipe na Prefeitura de Palmas. Sei perfeitamente a quem nomear para me auxiliar nesta tarefa.  Posso lhe afirmar categoricamente que serão pessoas que tem ampla identidade com o Tocantins. Jamais irei criar uma república de iluminados do Paraná ou de Santa Catarina para gerir o estado como o que ocorreu em Palmas em vossa gestão.

 Os tocantinenses natos ou de coração tem competência de sobra para enfrentar os desafios de uma boa gestão.

Por outro lado, no momento me reconheço como Presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins. A decisão de manter ou afastar o atual governador cabe neste momento á Justiça do país que naturalmente também lhe concede o amplo direito de se defender.

Gostaria de encerra r este debate com vossa pessoa pois tenho muitos compromissos a cumprir e pouco tempo para perder em responder seus devaneios e delírios.

Deputado Estadual Mauro Carlesse

Presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins

Em resposta, Carlesse diz que “desequilíbrio emocional” de Amastha é “ansiedade de querer chegar ao poder”

No Twitter, ex-prefeito colocou a atual política do Estado como a “mais asquerosa do mundo”e citou o presidente da Assembleia e o governador Marcelo Miranda como sendo “farinha do mesmo saco”.

O presidente da Assembleia Legislativa, Mauro Carlesse (PHS), não se calou diante da ofensiva do ex-prefeito Carlos Amastha (PSB) no Twitter. Em nota à imprensa, o deputado estadual rebateu de forma dura a postura “provocativa” do pessebista, comportamento que julga ser fruto de “desequilíbrio emocional provocado pela ansiedade de querer chegar ao poder ofendendo  famílias e quem quer que seja”.

Carlesse diz ter se encontrado com Amastha em “raríssimas vezes”, situações em que garante tê-lo tratado com respeito e dignidade. “Não vou me deixar levar pelo mesmo instinto irresponsável que marca seu comportamento, pois sou educado de forma diferente. Aprendi a respeitar as pessoas e também discordar de seus pontos de vista sem ter que ferir suas dignidades ou suas famílias”, respondeu.

Pré-candidato a governador assim como Amastha, Mauro Carlesse entende que o ex-prefeito “provoca” apenas adversários e pessoas contrárias ao seu projeto. “Tenho visto na mídia que este senhor comporta-se de forma agressiva e desrespeitosa contra todos que contrariam os seus interesses políticos pessoais e esse tipo de atitude tem proporcionado situações constrangedoras para as pessoas e instituições”, alega.

Mauro Carlesse “exige” o “devido respeito” por parte de Carlos Amastha. “Não me curvarei a ofensas irresponsáveis e fruto de desequilíbrio emocional e desespero exacerbado”, diz o deputado após reforçar que ocupou interinamente o cargo de governador em cumprimento a uma “obrigação constitucional”, por ser presidente da Assembleia Legislativa.

“Ao assumir interinamente o governo do Estado, busquei, ao contrário dos políticos que se lançaram na corrida desenfreada para alcançar o poder na eleição suplementar, resolver os graves problemas que atingem nossa população”, acrescentou Mauro Carlesse, que se contrapôs a Amastha. “Jamais irei usar de termos pejorativos para denegrir ou desonrar pessoas ou famílias tocantinenses com o único propósito de alcançar o poder”, garantiu.

Por fim, o presidente da Assembleia Legislativa afirmou que os meios de comunicação devem ser utilizados para o “debate sadio” visando “propostas que venham ao encontro dos interesses maiores da comunidade”. “E não aos interesses escusos de indivíduos e grupos”, finalizou.

Entenda
Em postagem feita na noite dessa terça-feira, 10, Amastha prevê que a cassação do diploma de Marcelo Miranda voltará a valer após o julgamento do recurso do governador pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e ao fazer o comentário, demonstrou não ver vantagem em uma gestão interina de Carlesse. “Na quinta-feira deve voltar o que entrou depois do que saiu e voltou. Vá embora em definitivo. Tudo farinha do mesmo saco. Política mais asquerosa do mundo”, disse sem citar nomes.

Nota de Mauro Carlesse:

“Tenho visto na mídia que este senhor comporta-se de forma agressiva e desrespeitosa contra  todos que contrariam os seus interesses políticos pessoais e esse tipo de atitude tem proporcionado situações constrangedoras para as pessoas e instituições. Sempre o respeitei e o tratei com dignidade nas raríssimas vezes que tive oportunidade de encontrá-lo pessoalmente.

As colocações provocativas postadas pelo ex-prefeito, em relação a minha pessoa, deve ser fruto desse desequilíbrio emocional provocado pela ansiedade de querer chegar ao poder ofendendo  famílias e quem quer que seja que ameace seu propósito.

Quero deixar claro que não vou me deixar levar pelo mesmo instinto irresponsável que marca seu comportamento,  pois sou educado de forma diferente. Aprendi a respeitar as pessoas e também discordar de seus pontos de vista sem ter que ferir suas dignidades ou suas famílias. Vim de um berço humilde onde os fundamentos sempre foram o de respeitar as diferenças  independente de cor, sexo , condição econômica e região de origem.

Ocupo a presidência de um poder constituído por decisão da maioria dos meus pares, onde todos que aqui tem assento chegaram respaldados pelo voto popular, inclusive eu.  O cargo que ocupo possui prerrogativas constitucionais que me eleva a condição de ocupar temporariamente o cargo de governador em condições adversas. Não pedi e nem patrocinei ação que visasse a minha ascensão a este cargo. Apenas cumpro minha obrigação constitucional. E busco cumpri-la da melhor forma.

Deixo claro, porém, ao digníssimo ex-prefeito de nossa capital, Palmas, que exijo o devido respeito  e que não me curvarei a ofensas irresponsáveis e fruto de desequilíbrio emocional e desespero exacerbado.

Filho desta pátria Brasil, vim para o Tocantins como milhares de pessoas, para ajudar a construí-lo e torná-lo digno de se viver. Jamais irei usar de termos pejorativos para denegrir ou desonrar pessoas ou famílias tocantinenses com o único propósito de alcançar o poder.

Ao assumir interinamente o governo do estado, busquei, ao contrário dos políticos que se lançaram na corrida desenfreada para alcançar o poder na eleição suplementar, resolver os graves problemas que atingem nossa população como o total abandono do atendimento a saúde, a falta de segurança da família tocantinense, o estado crítico de nossas rodovias e o desequilíbrio fiscal das contas do estado.  

Entendo que nós, homens públicos, devemos utilizar os meios de comunicação para alimentar o debate sadio em torno de propostas que venham ao encontro dos interesses maiores da comunidade tocantinense e não aos interesses  escusos de indivíduos e grupos “.

Ascom Mauro Carlesse

Advogado garante participação de Amastha na disputa de 3 de junho

Ao avaliar princípios da isonomia e igualdade, advogado garante participação de Amastha na disputa de 3 de junho.

Ex-prefeito de Palmas se reuniu com seu representante jurídico Leandro Manzano na manhã desta quarta-feira. “Estamos numa situação excepcionalíssima, que prepondera o fator surpresa. Ninguém previa que teria a eleição no dia 3 de junho. Ninguém previa que no dia 22 de março o governador Marcelo Miranda teria o mandato cassado”, disse o advogado.

Com base no entendimento, segundo o qual, a regra da desincompatibilização de agentes políticos para disputa de eleições no país é autoaplicável para pleitos ordinários e que sua essência se baseia nos princípios da isonomia e igualdade de condições, o advogado especialista no tema Leandro Manzano reafirma que o ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha, poderá concorrer ao cargo de governador do Tocantins no dia 3 de junho deste ano.

Após reunião com o próprio Amastha na manhã desta quarta-feira, dia 4, Manzano, que defende o pré-candidato do PSB, reafirmou que a sigla fará a convenção na próxima semana e que o registro de candidatura do ex-prefeito será protocolado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para concorrer ao chamado mandato tampão. “Essa regra de desincompatibilização, que consta no artigo 14, parágrafo 6º da Constituição, é uma regra autoaplicável. Não há discussão sobre isso. Porém, a sua auto aplicação é para as eleições ordinárias, ou seja, as eleições do dia 7 de outubro”, disse. “Estamos numa situação excepcionalíssima, que prepondera o fator surpresa. Ninguém previa que teria a eleição no dia 3 de junho. Ninguém previa que no dia 22 de março o governador Marcelo Miranda teria o mandato cassado”, complementou.

A eleição foi motivada pela cassação dos mandatos do governador Marcelo Miranda e de sua vice, Cláudia Lelis, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo de desincompatibilização é de seis meses antes do pleito, conforme a Constituição, para gestores que vão concorrer. A regra tem como objetivo garantir a igualdade de condições dos candidatos, ou seja, a chamada isonomia, evitando que o agente político não se beneficie das vantagens do cargo para desequilibrar as eleições.  “A cassação do governador e da vice no TSE ocorreu no dia 22 de março. Ou seja, foi definido neste dia que teríamos um novo pleito, que não estava programado. O hoje ex-prefeito Amastha renunciou no dia 3. Entre 22 de março e 3 de abril são 12 dias no cargo de prefeito. Não há potencialidade lesiva nenhum do gestor que permaneceu nesse período no cargo no âmbito municipal para a disputa de um posto no âmbito estadual”, argumentou Manzano. “Por 12 dias, a partir do momento que surge o fato novo, ou seja, as eleições, o gestor não consegue desequilibrar o pleito. Com isso, não quebra os princípios da igualdade e isonomia das eleições”, complementou.

PARTICIPAÇÃO GARANTIDA

Para Manzano, é justamente pelo fato de a eleição ser “extemporânea” que “está garantida a participação de Amastha como concorrente”. “É simples o entendimento: o prazo autoexecutável para a eleição direta, não para a eleição complementar, como é o caso”, afirmou o advogado especialista em legislação eleitoral. “É uma situação excepcionalíssima, que prepondera o fato “surpresa”. Por isso, não podemos avaliar como uma situação simplória”, ratificou.

O advogado reafirmou também que fundamentará esta tese no ato do registro da chapa de Amastha. E que poderá recorrer, caso haja decisões diferentes no âmbito do TRE. “É justamente pelo fator surpresa que nós nos agarraremos e demonstraremos para o TRE e, eventualmente, ao TSE que essa regra prevista no artigo 6º é autoaplicável para a eleição ordinária. E que tendo em vista a ponderação de princípios constitucionais, há plena possibilidade de mitigação do prazo expressamente previsto na Constituição”, afirmou.  

O advogado observou que a resolução 400 do TRE, divulgada nessa terça-feira, dia 3, que rege a eleição complementar de 3 de junho, não tratou com clareza dos prazos desincompatibilização. “Diante disso, qualquer cidadão, desde que não tenha causa de elegibilidade, está apto a participar do pleito. E o grande questionamento é, sem dúvida, os prazos a serem respeitados”, finalizou.

Amastha renuncia oficialmente ao cargo e Cinthia Ribeiro comandará a Capital até 2020

Amastha renuncia para disputar o cargo de governador do Tocantins nas eleições deste ano.

O Theatro Fernanda Montenegro, no Espaço Cultural de Palmas, estava lotado na manhã desta terça-feira, 3, para a cerimônia de transmissão de cargo do prefeito da Capital, Carlos Amastha (PSB), para a vice-prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB), que a partir de hoje comandará a Capital até 2020. Amastha renuncia para disputar o cargo de governador do Tocantins nas eleições deste ano.

Na chegada ao evento, por volta das 9h, Amastha foi recebido dentro do teatro com muitas palmas e assovios. Cinthia Ribeiro também foi recebida com carinho pelos presentes.

Após a formação da mesa de honra e execução do hino nacional, Amastha se dirigiu ao púlpito, onde leu sua carta de renúncia.

“Não é fácil para alguém que se lançou na política há tão pouco tempo ter que fazer a sua primeira despedida. Ainda mais quando se está deixando para trás os melhores anos da sua vida. O Amastha que está deixando a Prefeitura hoje é um Amastha mais maduro, mas não menos esperançoso e guardando ainda uma certa ingenuidade com relação ao futuro da nossa política, da qual ainda depende o futuro do nosso estado. Eu ainda acredito que há pessoas que queiram resgatar o orgulho de ser tocantinense”, disse.

O agora ex-prefeito de Palmas ainda falou sobre seus anos de gestão à frente da Capital. “Este teatro que hoje nos recebe com poltronas novas e carpetes novos representa nossa gestão. Quando recebemos estava interditado e hoje Palmas é linda, limpa. Na gestão pública não existe prioridade. Gestor tem que cuidar de tudo. Sem educação não vamos a lugar nenhum. Hoje temos a melhor educação do Brasil e chegaremos a melhor do mundo. Em 5 anos e 3 meses na gestão, fiz o que vai repercutir nos próximos 50 anos. Assumi Palmas na maior crise brasileira. O Brasil quebrou, o Tocantins quebrou e Palmas se superou. Nossa querida Capital avançou como nunca, equilibrando finanças e cortando despesas. Pagamos melhor nossos servidores, realizamos concurso em quase todas as áreas, fizemos de uma cidade sustentável, criamos três novas estações de esgoto e água, 80% dos alunos estão em escola de tempo integral. Criamos postos de saúde e ambulatórios, melhoremos a saúde no momento em que a demanda aumentava por conta do colapso da saúde no Estado”.

Visivelmente emocionado e em lágrimas, o ex-prefeito encerrou sua despedida ressaltando apoio a Cinthia Ribeiro. “Acredito na capacidade de Cinthia pra continuar as realizações com destino ao futuro”.

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Interpretação de ex-ministro do TSE tira Amastha, Dimas e Kátia da eleição suplementar

Se prevalecer a interpretação de Dias, os prefeitos de Palmas, Carlos Amastha (PSB), de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR), e a senadora Kátia Abreu (sem partido) podem ficar de fora da eleição para substituir Marcelo.

O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Joelson Dias, em entrevista exclusiva na noite dessa quinta-feira, 22, defendeu que os prefeitos que queiram disputar a eleição suplementar para substituir o governador Marcelo Miranda (MDB) precisariam ter renunciado há seis meses.

Além disso, para o ex-ministro, a exigência de seis meses de filiação partidária também não será suprimida do regulamento da disputa suplementar.

Se prevalecer a interpretação de Dias, os prefeitos de Palmas, Carlos Amastha (PSB), de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR), e a senadora Kátia Abreu (sem partido) podem ficar de fora da eleição para substituir Marcelo.

Segundo ele, no caso do Amazonas, onde foram cassados em maio do ano passado o governador José Melo (Pros), e o vice, Henrique Oliveira (SD), o prazo de 24 horas para desincompatibilização beneficiou os casos chamados infraconstitucionais (fora da Constituição), como presidentes de sindicatos, federações e ainda servidores públicos.

Nos casos previstos pela Constituição, como os prefeitos, permanece o prazo de seis meses de desincompatibilização. O ex-ministro ressaltou que isso está claro nas próprias regras da eleição suplementar do Amazonas.

Para Dias, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não pode mudar por resolução essa exigência constitucional. “Mas são questões extremamente complexas que não têm respostas simples”, admitiu, contudo, o ex-ministro.

Ele disse que a interpretação pode variar conforme o jurista. “Nunca vai haver unanimidade, mas meu entendimento se dá com base em decisões do TSE e STF [Supremo Tribunal Federal]”, avisou, ressaltando, porém, que casos concretos podem mudar a interpretação.

No caso de filiação partidária, o ex-ministro do TSE afirmou que há a necessidade de o candidato ter pelo menos seis meses, como exige a Constituição.

Como a senadora Kátia Abreu foi expulsa do MDB em novembro e só se filiará ao PDT no dia 2 de abril, por essa interpretação, ela também ficaria de fora do processo sucessório suplementar.

Reeleição
O ex-ministro explicou que a eleição suplementar é mesmo com votação direta, com todos os eleitores indo às urnas, e não indireta, com voto apenas dos deputados estaduais, como ocorreu em 2009 e em 2014.

Segundo ele, o presidente da Assembleia, Mauro Carlesse, poderá disputar a eleição suplementar e, se vencer, ainda tem direito de concorrer em outubro ao pleito ordinário.

“Essas frações de mandato [o período interino e o meses de tampão] formam um mandato apenas. Se vencer em outubro é considerado um segundo mandato. Assim, não terá direito à reeleição em 2022”, explicou.

A mesma lógica se aplica aos demais pré-candidatos. Qualquer um que for eleito na disputa suplementar, conforme o ex-ministro, se vencer em outubro, não terá direito à reeleição em 2022.

Dias afirmou que a primeira-dama e deputada federal Dulce Miranda (MDB) não pode concorrer na eleição suplementar, porque a Constituição exige seis meses da desincompatibilização do cônjuge. Contudo, ela estará apta a concorrer em outubro.

Inelegibilidade
O ex-ministro avaliou que o tipo de ação que resultou na cassação de Marcelo e Cláudia, a princípio, incorre nos casos previstos pela Lei da Ficha Limpa (Lei 135/2010), e poderá torná-los inelegíveis.

Contudo, essa discussão será feita apenas no momento do registro de eventuais candidaturas dos dois. Cláudia é pré-candidata a deputada estadual, e garantiu nessa quinta-feira que a cassação não a tornou inelegível.

Fonte: T1noticias

Após definir coordenador no Bico, Amastha vai a Gurupi filiar o defensor público Kita Maciel no PSB

Grupo político do prefeito de Palmas e pré-candidato ao Palácio Araguaia ganha importante reforço na região Sul tocantinense, ampliando território de apoio após anunciar na semana passada Marquim da Etticam na coordenação de sua da campanha no Bico do Papagaio, Extremo Norte do Estado.

O próximo sábado, 24 de março, em Gurupi, quando estará a exatos dez dias de renunciar à Prefeitura de Palmas, Carlos Amastha selará um importante apoio para a sua pré-candidatura a governador do Tocantins.

Ele dará posse a uma das principais lideranças políticas e da sociedade civil organizada na região sul do Tocantins: o advogado e defensor público Kita Maciel, de 57 anos. A reunião será 9h, na Câmara Municipal. 

Juntamente com Kita, o PSB (Partido Socialista Brasileiro) no Tocantins ganhará sua comissão provisória em Gurupi. “Kita Maciel é um dos ótimos quadros que o segmento jurídico possui.

Profissional exemplar, tem também uma vida política marcada por ações positivas. É um nome que vem reforçar o PSB, principalmente na região sul, mas respeitado em todo o Estado. O partido ganha muito com seu ingresso e vamos atuar muito ao lado de Kita pelo bem do Tocantins”, disse Amastha. 

Vereador por dois mandatos em Gurupi (2004 a 2012), na eleição passada, concorrendo a deputado estadual pelo então PMDB, Maciel recebeu 6.767 votos. Destes, 4.899 foram somente em Gurupi.

A chegada de Kita Maciel ao grupo formado por Amastha, pré-candidato ao governo do Estado, é um reforço importante. Há uma semana, Amastha e o pré-candidato a deputado federal Adir Gentil (Podemos) selaram união com o empresário Marco Antônio Feitoza da Costa, o Marquim da ETCam, liderança política do Bico do Papagaio.

Ele será coordenador da campanha de Amastha na região do Extremo Norte do Tocantins. Com isso, Amastha marca território com importantes lideranças no norte e sul do Estado.

Palestra a empreendedores

Além dos compromissos políticos, Amastha tem outra agenda importante na região sul do Estado. Na sexta-feira, a convite da Universidade Federal do Tocantins (UFT), ele fará uma palestra sobre empreendedorismo.

Participarão, além de professores, estudantes, empresários e lideranças políticas da cidade.

Ascom PSB Palmas

Amastha encaminha à Câmara documento de renúncia para se candidatar a governo do TO

Prefeito pede que ato de transmissão de cargo seja em evento no Espaço Cultural, onde apresentará balanço dos 5 anos de gestão.

O prefeito Carlos Amastha vai mesmo renunciar ao mandato. Foi protocolado na Câmara da capital o seu pedido de renúncia através de ofício.

Ele requer o reconhecimento da renúncia a partir do dia três de abril, data que marcou para entregar a gestão para a vice, Cínthia Ribeiro.

No ofício Amastha pede ainda que a sessão da posse de Cínthia seja realizada no Espaço Cultural às 8:45 quando ele pretende apresentar uma ampla prestação de contas de sua gestão.

O protocolo do ofício é desta terça-feira, 6. Amastha sai para disputar o Governo do Estado pelo PSB.

Maria José Cotrim/Foto divulgação