Jovem é preso suspeito de abusar e manter adolescente em cárcere privado em Goiás

Vítima contou à polícia que também era agredida e ameaçada pelo rapaz. Na casa foram encontradas munições e porções de drogas.

Uma adolescente de 15 anos foi resgatada na noite de terça-feira (5) de uma casa onde era mantida em cárcere privado no setor Nova Esperança, em Goiânia. A vítima relatou aos policiais que era agredida e abusada por um jovem de 20 anos. O suspeito foi preso em flagrante.

A Polícia Militar conseguiu resgatar a adolescente após receber uma denúncia de que um imóvel estava sendo usado como ponto para tráfico de drogas. “Quando chegamos, ouvimos os pedidos de socorro. A equipe arrombou a porta e encontrou a menor. Ela nos informou que o suspeito limitava sua comida e bebida, a agredia, fazia atos libidinosos sem o seu consentimento, ameaçava furar os olhos dela, cortou o cabelo dela”, relatou o tenente Guilherme Gonzaga.

Na casa, com o suspeito, a polícia achou munições, porções de maconha e crack. Todo o material foi apreendido. O jovem e a vítima foram levados para a Central de Flagrantes.

Segundo a Polícia Civil, a jovem era mantida em cárcere privado há três meses. Ela tinha medo de fugir, pois o suspeito ameaçava matar sua família. Ela foi levada ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exames.

“De um lado, ela se sente aliviada, mas por outro, ela ainda está muito abalada”, disse o delegado Antônio Ferreira.

O suspeito foi autuado por posse de munições, tráfico e cárcere privado.

G1/Goiás

Professor da UFG é suspeito de abusar de aluna

Segundo a polícia, vítima, que estuda em Jataí, veio para a capital com o servidor da instituição para participar de congresso.

Uma estudante de veterinária denunciou à Polícia Civil ter sido abusada por um professor da Universidade Federal de Goiás (UFG). A jovem, que mora em Jataí, no sudoeste goiano, relatou aos investigadores que o caso aconteceu em um apartamento de Goiânia, onde estavam hospedados para participar de um congresso.

Responsável por apurar a denúncia, a titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Ana Elisa Gomes Martins, explicou que o abuso aconteceu em dezembro de 2016. Porém, a vítima só teve coragem de denunciar o professor no início de abril, após passar por um acompanhamento psicológico.

“A vítima relata que eles foram para um bar e depois acabou acontecendo isso. Ela alega que acordou deitada em um colchão no chão e viu ele nu, sobre ela”, disse a delegada.

De acordo com Ana Elisa, a vítima buscou a polícia em Jataí para registrar a ocorrência, mas, como o local do fato é Goiânia, a delegacia da capital que ficará a cargo das investigações.

“Estamos levantando tudo isso. Ele pode ser responsabilizado por estupro ou até mesmo por estupro de vulnerável, se ela estava sem condições de reação naquele momento”, explicou.

Processo Administrativo

A direção da UFG em Jataí informou, em nota, que tomou “todas as providências cabíveis no caso de denúncia de assédio sexual praticado por um servidor da instituição feita por uma discente durante atividade acadêmica”.

Conforme a universidade, logo que recebeu a denúncia, instaurou um Processo Administrativo Disciplinar e formou uma comissão para apurar o caso “com o direito ao contraditório e a ampla defesa a fim de apurar os fatos contidos na denúncia e aplicar as sansões cabíveis de acordo com a legislação do serviço público federal”.

Por fim, a UFG destaca que tem prestado apoio à aluna e “desaprova e repudia todo e qualquer tipo de violência, sobretudo a violência contra as mulheres”.

G1/Goias

Detran suspende médico preso suspeito de abusar de pacientes

Órgão disse que abriu um processo administrativo para apurar conduta do profissional. Em conversa com mãe de uma vítima, médico negou abuso; veja vídeo.

Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) anunciou, nesta segunda-feira (24), que suspendeu preventivamente o médico Goiá Fonseca Rattes, de 69 anos, preso suspeito de abusar de pacientes durante a retirada e renovação de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Em uma conversa com a mãe de uma das vítimas, o médico negou ter tocado no corpo da jovem.

Em nota enviada pela gerência de comunicação do órgão, o Detran-GO disse que “repudia quaisquer condutas que estejam em desacordo com a legalidade e moralidade, especialmente, as que atentam contra o bem-estar e a dignidade humana”.

Além disso, informou que um processo administrativo foi aberto pela Gerência de Auditoria do Detran-Go para apurar a conduta profissional do médico, que, dependendo do resultado, pode resultar no descredenciamento.

“Para embasar o processo, foi feito contato com a Polícia Civil e solicitado os dados que constam no inquérito instaurado”, informou a nota.

O médico foi preso na última quinta-feira (20), em Valparaíso de Goiás. De acordo com a Polícia Civil, duas mulheres, de 20 e 43 anos, denunciaram o caso à corporação, alegando que o profissional apalpou os seios delas e as mandava abaixar.

Segundo as vítimas, o profissional dizia que as carícias eram normais e faziam parte do procedimento.

Em nota ao G1, o a assessoria de comunicação do Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) informou que “tomou conhecimento da denúncia contra o médico Goiá Fonseca Rattes pela imprensa e vai instaurar uma sindicância para apurar o caso”. 

Denúncia

As duas pacientes que procuraram a Polícia Civil para denunciar o médico haviam se consultado no dia 12 de abril. Responsável por investigar o caso, a delegada Isis Leal explicou que, segundo as vítimas, o médico realizava procedimentos desnecessários para tirar ou renovar CNH.

“Ele pedia que as vítimas agachassem, mesmo de vestido. Tocava partes dos corpos não necessárias, pedia que as vítimas levantassem as blusas e ficava observando, apalpando os seios delas. Isso tudo com a desculpa de verificar se tinha alguma doença ou problema”, disse à TV Anhanguera.

Ao ser preso, o médico também negou os abusos para a polícia. “Ele negou que tivesse tocado as vítimas de qualquer forma e que tenha feito carinhos, como elas confirmaram que aconteceu, e disse que a atitude dele foi normal para o procedimento médico, que seria um clínico que atendia há muito anos e que nunca havia uma reclamação do mesmo sentido”, relatou a delegada.

O médico deve responder por violação sexual mediante fraude. Ele está preso preventivamente.

Nega em vídeo

O médico negou que apalpou os seios das mulheres. A declaração foi feita pela a mãe de uma das vítimas, de 20 anos. 

Médico: Perguntei para ela, em termos técnicos, se ela tem ovário policístico.
Mãe: O senhor perguntou isso depois que apalpou os seis dela?
Médico: Não, foi antes.
Mãe: Então o senhor confirma que apalpou os seios dela?
Médico: Não apalpei os seios dela.

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