A coordenadora do BE questionou hoje o Governo sobre se “fez alguma coisa” para limitar as diferenças salariais entre os “gestores milionários” e os trabalhadores com salários baixos, considerando que uma pequena elite fica com riqueza produzida pelas empresas.

“Mais ou menos nesta época do ano, todos os anos, somos confrontados com as desigualdades salariais em Portugal e com o facto de os gestores em Portugal ganharem múltiplas vezes o que ganha cada trabalhador da mesma empresa, não havendo nada que justifique esta diferença salarial”, referiu hoje Catarina Martins, à margem de uma conversa com alunos da Faculdade de Direito da Universidade do Porto.

A líder bloquista reagia aos jornalistas à notícia do Jornal de Notícias que revela que os “salários dos gestores são 52 vezes superiores aos dos funcionários”.

Não há responsabilidade, competência ou horas de trabalho de dois seres humanos que possam ter diferenças tão grandes para justificar estas diferenças salariais, considerou.

“Isto é uma pequena elite a ficar com a riqueza que é produzida em cada empresa contra a economia do país e contra os salários dos trabalhadores que produzem essa riqueza”, salientou.

A coordenadora do BE recordou que, há cerca de um ano, fez uma proposta para impor leques salariais.

Contudo, acrescentou, a proposta foi chumbada pelo Governo com a justificação de que ia levar à concertação social uma outra sobre mecanismo para limitar a diferença salarial entre “gestores milionários” face a trabalhadores com salários baixos.

“O que vemos é que passado um ano não conhecemos nenhuma proposta do Governo”, salientou Catarina Martins, considerando que se trata de uma “vergonha” que ano após ano se repete e que é preciso saber se o Governo “fez alguma coisa” como prometeu.

Notícias ao Minuto.

 

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