Situação da bacia do Rio Formoso é alvo de investigações e pedidos judiciais. Problema estaria sendo agravado pela captação irregular de água para irrigação de lavouras.

Os afluentes que fazem parte da bacia do rio Formoso estão sofrendo com a seca na região sul do estado. O rio Xavante, por exemplo, tem uma grande ponte para a travessia dos veículos e pedestres. Só que o afluente virou um pequeno córrego com poucos metros de largura, sendo possível atravessar a pé sem que a água passe dos joelhos. Até os pilares de uma antiga ponte reapareceram. 

O nível da água dos rios da região baixou muito e o que se vê são pequenos cursos de água, onde antes existiam grandes afluentes. A situação se agrava ainda mais por causa da captação irregular para a irrigação. “A gente fica muito preocupado porque os bichos dependem dessa água para beber. Se continuar desse jeito vai acabar secando”, disse o caseiro Deusdete da Silva.

Os ribeirinhos ainda tentam pescar nos poços de água que existem no curso do rio, mas é difícil encontrar qualquer peixe. Até os pilares da ponte antiga, que geralmente ficam encobertos, voltaram a ficar visíveis. “Está baixo demais à vista do que era nos outros anos”, disse o caseiro.

A situação da bacia do Rio Formoso é alvo de procedimentos do Ministério Público para investigar irregularidades na captação de água para irrigação de lavouras. “O rio formoso a gente tem também essas bombas e implementos agrícolas de grande captação e nos rios menores acaba tendo sucção praticamente total. Em Formoso a gente observa a ano que a gente realmente passa andando”, explicou o promotor de Justiça Francisco Brades.

Neste ano o órgão abriu investigação para apurar possíveis acordos irregulares que permitiram a captação de água, mesmo após o fim das licenças emitidas pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). Além disso, pediu que a Justiça determine a demolição de barragens.

“É preciso separar o bom produtor, as boas entidades daquelas que insistem em captar recursos hídricos de forma desordenada e que comprometa o meio ambiente”, afirmou.
O governo do estado foi procurado para falar sobre as irregularidades e investigações do MPE, mas não houve retorno.

G1 Tocantins.

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