O Rio Maranhão agora chamado Tocantins fica na divisa de Minaçu com o município de Cavalcante.

Após a união do rio das Almas, rio Maranhão e rio Paranã, entre os municípios de Paranã e São Salvador do Tocantins (ambos localizados no estado do Tocantins), o rio passa a ser chamado definitivamente de rio Tocantins.

A partir deste ano, a administração da Balsa que fica na região conhecida como Coronel Valente, que dá acesso ao povoado do Rosário no município de Paranã, passa a ser de responsabilidade da Prefeitura de Palmeirópolis.

O local era administrado pelo Estado em parceria com a empresa da barragem de São Salvador.

Segundo informações, a mudança não afeta os passageiros, muito pelo contrário vai ficar bem melhor e mais bem cuidado, tanto para os usuários, quanto a balsa.

De acordo com a administração municipal, o ministério Público Federal vem convocando o prefeito de Palmeirópolis, Paranã, o Estado e a ENGIE, para entrar em acordo sobre o plano da Balsa no Rio Maranhão, que é um braço do rio Tocantins, fica na divisa de Minaçu Goiás com o município de Cavalcante

Sabendo que os moradores estavam sendo prejudicados e ninguém assumia a responsabilidade que é do Estado, foi passado ao município de Palmeirópolis o compromisso de administrar.

Este ano de 2017, houve o entendimento que o município de Palmeirópolis por ser mais perto estará assumindo por (22) anos, até o final da concessão a administração da Balsa.

O município não vai gastar dinheiro, a Engie ficou de repassar um valor de aproximadamente 15 mil reais mensais para pagar funcionários, despesas, seguros, todos os custos que (ela) a Balsa tiver.

A prefeitura passa administrar através de uma conta pública que será veínculada, especificamente para custeio da Balsa, caso precise de manutenção.

Todo saldo que sobrar, vai permanecer na conta para ter um fundo, caso a balsa estrague, ter o dinheiro para os custeios. “Estamos assumindo um serviço que não é do município, mas pela necessidade dos moradores que tem propriedades do outro lado do rio, município de Paranã, que na maioria tem residência em Palmeirópolis. Na verdade, a gente sentiu à necessidade de atender a comunidade do município vizinho, porque na verdade eles compram, vendem e até moram aqui na cidade, estamos resolvendo um problema que se estende há dez (10) anos, desde a época da barragem.

Ainda de acordo com o prefeito, o Estado vai ficar responsável pelo patrolamento das estradas de acesso a Balsa. “Olhei pelo lado econômico e humano, as pessoas escoam, investe, adquire produtos dos mercados em Palmeirópolis e também a distância, porque do rio até Paranã fica cerca de 180km, já para Palmeirópolis 40km, então é mais fácil os moradores terem acesso para nosso município”, explicou o prefeito.

Presidente da Câmara Willian Marques, prefeito de Paranã Fabricio Viana, de Palmeirpolis Fábio Vaz. junto com a equipe da Engie Brasil e MPE.

Segundo ele, a prefeitura de Paranã vai pagar um balseiro, para ficar do outro lado do rio e a empresa Engie vai pagar mais três (3), ao invés de dois balseiros agora serão quatro (4), atendendo os moradores.

Também vai dar uma balsa nova, toda estruturada, construir uma casa para o balseiro e foi decidido que será do outro lado do rio, no município de Paranã, concordaram que a sede precisa ser de lá, pois se algum morador precisar com urgência dos serviços na cidade como médicos por exemplo, fica mais fácil atravessar, porque, quem mora no município de Palmeirópolis o acesso é mais rápido até a cidade.

Todo o processo foi um entendimento mediado pelo Ministério Público Estadual e Federal, submetido pela aprovação da Câmara Municipal de Palmeirópolis com o projeto de lei n.165/2017, onde autoriza o município de Palmeirópolis, firmar termo de cooperação entre Agencia Tocantinenses de Transportes e Obras, município de Paranã e Engie Brasil Energia S.A, com a finalidade especifica de regular a operação e manutenção da Balsa de travessia do reservatório da Usina Hidrelétrica de São Salvador.

O presidente William Marques apresentou o requerimento e os demais vereadores votaram aprovando por unanimidade.

O projeto de lei autoriza a prefeitura assumir a responsabilidade da travessia pelo rio Maranhão/Tocantins por (22) anos.

No final dos (22) anos, cabe ao novo gestor renovar ou entregar para o Estado, ou empresa responsável.

Balsa será substituida por uma nova e equipada.

Da redação

 

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