Caso foi registrado em abril deste ano em São Bento do Tocantins, no norte do estado Segundo o MPE, político assumiu risco de matar também os parentes do parlamentar que estavam na casa.

O prefeito de São Bento do Tocantins, Ronaldo Parente (PSDB), foi denunciado por tentativa de homicídio. Ele é suspeito de ter atirado contra a casa do vereador Adelsim do Povo (PP) em abril deste ano. Na época a polícia informou que a confusão foi motivada por discussões com ofensas em rede social.

A denúncia foi feita nesta terça-feira (18) pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). De acordo com o órgão, o crime foi contra quatro pessoas já que no momento dos tiros, parentes do vereador estavam dentro da casa e por pouco não foram atingidos.
Os tiros entraram por uma janela e atingiram um armário de cozinha e a geladeira da casa. Para o promotor de justiça, o prefeito “assumiu o risco de produzir o resultado morte no momento em que decidiu disparar contra a residência do vereador”.

Segundo o MPE, o crime foi praticado por motivo fútil e impossibilitou a defesa das vítimas, já que foi motivado por discussões em redes sociais.
O G1 tenta contado com a defesa do prefeito e busca um posicionamento.

O caso

A casa do vereador Adelsim do Povo (PP) foi alvo de tiros no último dia 9 de abril em São Bento do Tocantins. De acordo com a Polícia Civil, os disparos foram feitos pelo prefeito da cidade Ronaldo Parente (PSDB). Os dois teriam uma desavença antiga e antes dos disparos trocaram ofensas em áudios pelo WhatsApp. Ninguém se feriu.

As balas entraram pelo vidro de uma janela. O parlamentar afirmou que a relação com o prefeito é ruim porque ele é vereador de oposição e tem feito cobranças para a administração.

“Faço cobranças, vídeos mostrando a situação da cidade. Fiz um falando das condições da feira, que está abandonada, e de uma obra de drenagem feita na principal da cidade, mas que está alagando outro setor. Minhas cobranças são sempre em relação à melhoria da cidade. Mas ele zangou”, afirmou ao G1.

Adelsim do Povo afirma que a confusão ocorreu após um áudio no WhatsApp. “Mandaram em um grupo dizendo que ele é ‘campeão de obras’, mas eu falei que não tinha nada de campeão de obras, que ele é campeão de mentiras. Aí ele começou a mandar áudios me chamando de moleque e chamando para brigar. Eu também mandei áudios e ficou aquela coisa”, afirmou.

O vereador contou que estava chegando de uma fazenda quando ouviu os tiros. De acordo com a polícia, testemunhas afirmaram ter visto o prefeito chegar em uma caminhonete momentos antes dos disparos.

G1 Tocantins.

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