Estudantes de pelo menos duas escolas foram vítimas dos crimes cibernéticos. Três adolescentes foram identificados.

Após mais de um ano, a Polícia Civil concluiu investigações relacionadas a crimes de ameaças pela internet no Tocantins. Adolescentes eram o alvo principal dos criminosos. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Milena Lima, as vítimas eram abordadas em redes sociais e constrangidas. Segundo a polícia, os suspeitos também são jovens com menos de 18 anos e o objetivo era ‘diversão’.

Prints de conversas da época mostram diálogo violento entre o suspeito e as vítimas. “To ligado onde tu estuda e mora. Vou estourar essa tua cabeça na bala”[sic]. A vítima responde: “Onde eu moro então?” “Vai morar debaixo da terra”. Os suspeitos também citavam facções criminosas.

As investigações começaram no final de 2017 e diversas pessoas foram ouvidas, incluindo quem emprestou senhas de wifi sem saber que a conexão de internet seria utilizada para fazer as ameaças.

Durante conversas, algumas estudantes também eram obrigadas a gravar áudios se desculpando por coisas que não tinham feito. Caso não enviassem, eram ameaçadas de morte.

A polícia informou que recebeu várias denúncias de estudantes de pelo menos duas escolas, mas acredita que a quantidade de vítimas seja superior. A situação gerou uma sensação de pânico e humilhação no ambiente escolar e familiar. “Muitas vítimas e pais tinham medo e preferiam não fazer nada”, disse a delegada Milena Lima.
Os três adolescentes suspeitos foram identificados e responderão pelo ato infracional em liberdade.

G1 Tocantins.

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