No ano passado, 93,5 mil pessoas foram submetidas ao procedimento, ante 88 mil em 2014

Número de cirurgias bariátricas cresce 6,25% no Brasil em 2015 Divulgação/Divulgação
Número de obesos no país também aumentou Foto: Divulgação / Divulgação

As cirurgias de redução de estômago cresceram 6,25% em 2015, em relação a 2014, segundo novo balanço da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). No ano passado, 93,5 mil pessoas foram submetidas ao procedimento, ante 88 mil em 2014. Além disso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) ampliou, em janeiro deste ano, a indicação do procedimento.

Após dois anos pesquisando sobre o tema, a publicitária Eugênia Fonseca, 42 anos, decidiu que havia chegado o momento de passar pela cirurgia, realizada em fevereiro do ano passado.

— Tenho 1m56cm e estava com 98kg. Tive acompanhamento psicológico e nutricional, fiz todas as etapas certinho — afirma.
Desde a operação, ela perdeu 42kg e mantém uma alimentação saudável para não comprometer o resultado:

— Tenho amigos que fizeram e não mudaram a vida, continuam com hábitos errados. Como frutas, faço dieta com nutricionista. Estou com 56kg e atingi a minha meta, mas continuo fazendo acompanhamento nutricional.

Segundo o presidente da SBCBM, Josemberg Campos, além da relação óbvia com o avanço da obesidade no país, outros costumes adotados pelos brasileiros contribuem para o aumento do número de cirurgias bariátricas:

— O principal motivo provavelmente deve ser o aumento da própria doença. Mais da metade da população brasileira está acima do peso. O país está adquirindo hábitos de países desenvolvidos, como os Estados Unidos, com uma maior quantidade de horas dedicadas ao trabalho, pouca atividade física e pouco lazer. O estresse contribui para a obesidade.

Campos diz ainda que o fato de a cirurgia ter entrado na lista obrigatória de procedimentos realizados pelos planos de saúde, após determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em 2011, também contribuiu para que, ano a ano, a bariátrica se tornasse mais conhecida e fosse mais indicada para os pacientes.

Avanços nas técnicas também contribuíram para o crescimento, observa Campos.

— Aumentou a segurança. Tem garantia de ter menor taxa de complicações, e o retorno (do paciente) às atividades é mais rápido. Também há bons resultados após a cirurgia, com o controle do peso e das doenças associadas em longo prazo.

Apesar do crescimento no ano passado, Campos diz que 2016 não deve superar

2015 em decorrência da crise:

— As pessoas perderam os planos de saúde.

Mas este ano deve ser promissor para a especialidade, que foi reconhecida como área de atuação médica no ano passado. http://zh.clicrbs.com.br/rs/

 

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