O presidente Jair Bolsonaro abriu nesta terça-feira, 24, os debates da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), na sede da organização, em Nova York, nos Estados Unidos.

Ataques sensacionalistas
Bolsonaro disse que “problemas qualquer país os têm”, contudo, continunou, “os ataques sensacionalistas que sofremos por grande parte da mídia internacional devido aos focos de incêndio na Amazônia despertaram nosso sentimento patriótico”.

Falácia
Sem citar diretamente o nome do presidente francês, Emmanuel Macron, e da chanceler alemã Angela Merkel, que na reunião do G7 criticaram a atuação do Brasil na questão ambiental, o brasileiro rechaçou seus ataques. Para Bolsonaro, “é uma falácia dizer que a Amazônia é patrimônio da humanidade e um equívoco, como atestam os cientistas, afirmar que a nossa floresta é o pulmão do mundo”. “Valendo-se dessas falácias, um ou outro país, em vez de ajudar, embarcou nas mentiras da mídia e se portou de forma desrespeitosa, com espírito colonialista. Questionaram aquilo que nos é mais sagrado: a nossa soberania. Um deles por ocasião do encontro do G7 ousou sugerir aplicar sanções ao Brasil, sem sequer nos ouvir”, disse numa referência a Macron.

Nativos são seres humanos
O presidente destacou ainda que 14% do território do país é composto por áreas de proteção aos indígenas. “Nossos nativos são seres humanos”, disse, acusando algumas organizações não-governamentais de quererem tratar os indígenas como “homens das cavernas”. Segundo Bolsonaro, “alguns caciques são usados como peça de manobra por governantes”. “Acabou o monopólio do senhor Raoni”, avisou.

Próximo do socialismo
Bolsonaro ainda disse que o Brasil “esteve muito próximo do socialismo”, o que colocou o País “em uma situação de corrupção generalizada”. Ele citou como exemplo o programa Mais Médicos, assinado em 2013 entre o “governo petista e a ditadura cubana”, que definiu como “trabalho escravo”, levando a delegação cubana a deixar o recinto. “Os que decidirem ficar devem se submeter à qualificação médica. Deste modo, nosso país deixou de contribuir para a ditadura cubana, não mais enviando US$ 300 milhões todos os anos”, contou.

(Com informações do jornal O Globo)

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