Impressora e cartuchos foram deixados no canteiro central de uma avenida da cidade. Material pode levar centenas de anos para se decompor de forma natural, o que prejudica o meio ambiente.

Impressora e cartuchos foram deixados no canteiro central de uma avenida de Gurupi, no sul do estado. O material pode levar centenas de anos para se decompor de forma natural, o que prejudica o meio ambiente por causa das substâncias e resíduos químicos contidos nele. Além de chamar atenção, a atitude causa indignação.

“O lixo tem que ser jogado em um lugar específico tanto lixo hospitalar, quanto eletrônico, orgânico. Cada um tem que ter destino próprio”, diz a empresária Cleide Teixeira.

Geralny Leite trabalha há 50 anos na manutenção de eletrônicos. O problema é que nem sempre esses objetos têm conserto. Foi aí que ele esbarrou na dificuldade para descartar esse material, que se acumula.

“A cidade não tem coleta de placas eletrônicas e a gente não pode descartar em qualquer lugar porque contamina o solo. Então a gente fica com o prejuízo. A casa toda ocupada com placas de aparelhos que eram para ir para o lixo”, diz o autônomo.

O ideal é que sejam reciclados e não descartados no lixo comum. Essa é a preocupação do assistente técnico Joatan Borges. Ele separa as peças que podem ser reaproveitadas. “A gente tenta reciclar o máximo que pode. Tem coisas que a gente não consegue e acaba descartando no lixo comum.”

“Tem pessoas que chegam com os aparelhos antigos, de tubo, só para gente fazer o desmanche porque não tem para onde levar. As eletrônicas de hoje são locais para descarte desse lixo, mas a gente não aproveita peças dessas placas”, reclama o autônomo.

Segundo a Prefeitura de Gurupi, existe uma lei que determina que é de responsabilidade dos comerciantes e empresários terem um plano de gerenciamento de resíduos eletrônicos aprovado pela Diretoria de Meio Ambiente.

Disse que atualmente o município já está realizando o levantamento dessas empresas e que campanhas vão ser feitas para informar à população os locais que fazem reaproveitamento. A previsão é que esse trabalho comece em setembro.

G1 Tocantins.

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