De Dirceu a Padilha, todos os nomeados para a pasta neste século acumulam problemas na Justiça: processos, condenação e até prisões. Em comum entre eles, os fantasmas da Lava Jato. O Congresso em Foco conta a história e a situação de cada um

 

Cobiçada pelos políticos por causa de seus superpoderes, a Casa Civil virou sinônimo de problema político e criminal neste início de século. Todos os nove titulares que a comandaram desde 2003 enfrentam complicações na Justiça. Um roteiro que se repete desde a queda de José Dirceu (PT), em 2005, no auge das revelações do mensalão. Quem não caiu por denúncias no período em que chefiou a casa, a exemplo da ex-presidente Dilma Rousseff, enrolou-se depois. Os ex-ministros sofrem com processos, condenações e até prisões. É a “maldição” da Casa Civil, que persegue Dirceu, Dilma, Erenice Guerra, Antonio Palocci, Gleisi Hoffmann, Aloizio Mercadante, Jaques Wagner, Lula e, agora, Eliseu Padilha. Em comum entre eles, os fantasmas da Lava Jato.

Com denúncias que reforçam delação premiada de executivo da ea Civil para retirar a próstata neste fim de semana, Padilha pode nem voltar mais ao gabinete. Desde que lá chegou, deu baixa no hospital algumas vezes, com dores e problemas de pressão arterial. Dessa vez, porém, a pressão vem da Lava Jato, com tanta força que ameaça até derrubar seu chefe.

A Fonte fez uma lista a seguir as maldições que acompanharam os nove ministros da Casa Civil empossados neste século. Não está na lista Pedro Parente, atual presidente da Petrobras, nomeado para a pasta ainda em 1999 e que só deixou o cargo em janeiro de 2003, nem os dois interinos que passaram pelo cargo (Eva Chiavon e Carlos Eduardo Esteves Lima) nos últimos 14 anos.

Padilha, de solução a problema para Temer

Lula: ministro por um dia, réu em cinco ações

Jaques Wagner e as empreiteiras baianas 
Mercadante: tráfico de influência e obstrução à Justiça Gleisi, a única ré do Senado na Lava Jato

Palocci: grandes negócios e complicações

Erenice, entre suspeitas de lobby e corrupção

Dilma: da “mãe do PAC” ao impeachment

Dirceu: o superministro que foi parar na cadeia

Fonte:Congresso em Foco

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