Em Palmas, três em cada dez mortes no trânsito têm ligação com embriaguez. Os dados são do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Mais de 100 pessoas foram flagradas dirigindo depois de ingerir bebidas alcoólicas, só esse ano, no Tocantins. Os dados são do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Em Palmas, três em cada dez mortes no trânsito têm ligação com embriaguez.

Um risco tanto para quem está ao volante, quanto para os demais integrantes do trânsito, como pedestres, ciclistas e outros veículos. “A gente tem que dirigir para a gente e para os outros porque a gente não sabe como o outro está”, diz a aposentada Odete Mendes.

“Todo mundo que ingere bebida alcoólica é um irresponsável dirigindo”, opina o autônomo Emídio Amorim.

Nesse fim de semana um homem foi atropelado enquanto trabalhava pintando faixas na BR-153, em Cariri. Ele foi levado em estado grave para o Hospital Regional de Gurupi. O motorista José Marcelo Afonso Cardoso fugiu sem prestar socorro. Ele chegou a ser preso, mas vai responder em liberdade.

“Constatou-se que o condutor estava visivelmente embriagado. Foi feito o teste de etilômetro, que comprovou o estado de embriaguez alcoólica dele”, diz o policial rodoviário federal Álvaro Artiaga.

O motorista deve responder por lesão corporal, embriaguez ao volante e omissão de socorro.

Já em Palmas, um motorista que fazia manobras perigosas na ponte que liga Palmas ao distrito de Luzimangues, admitiu ter bebido antes de pegar a estrada. “Eu bebi. Não vou mentir, tomei um pouco de cerveja”, assume o pedreiro Magal Golveia.

Ele se negou a fazer o teste do bafômetro, mas foi penalizado.

Em Palmas, esse ano, quase 270 motoristas se recusaram a passar pelo bafômetro e outros 60 motoristas foram flagrados no teste. Nesse caso, ele leva 7 pontos na carteira e multa de mais de R$ 2.900. O motorista ainda pode responder criminalmente.

“Caso ele se recuse e tenha três sinais de embriaguez. O agente de trânsito vai fazer o termo de constatação e vai encaminhar na delegacia. O delegado recebe e faz o auto de prisão em flagrante ou dá a fiança também”, explica a gerente de fiscalização de trânsito palmas Glauce Kelly de Souza.

Esse ano, três em cada dez mortes registradas no trânsito em Palmas, têm ligação com embriaguez. Os números são do projeto Vida no Trânsito.

“Esse é um fator de risco que a gente não muda só com fiscalização e nem só com educação. A gente precisa da associação dos dois, das duas estratégias para conseguir uma mudança das outras pessoas”, diz a coordenadora do projeto, Narta Malheiros.

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