Ginecologista morreu após um mês em coma por causa de atropelamento. Iolanda Fregonesi é acusada de homicídio qualificado; ela estaria dirigindo sob efeito de álcool e sem habilitação.

Está sendo realizada na tarde desta quarta-feira (10) a segunda audiência sobre o caso do médico Pedro Caldas. Em julho deste ano foram ouvidas pelo menos 12 testemunhas de defesa e acusação e ficou definido que Iolanda Costa Fregonesi, de 22 anos, seria ouvida neste mês de outubro. O caso está sendo analisado pela 1ª Vara Criminal de Palmas.

A jovem é suspeita de embriaguez ao volante e de dirigir sem habilitação. Ela foi denunciada por homicídio qualificado e a Polícia Civil sugeriu que seja levada a júri popular. O acidente que ela se envolveu, em novembro de 2017, causou a morte do médico ginecologista Pedro Caldas.

A denúncia contra ela foi feita em janeiro deste ano. Segundo a investigação, em 2016, Iolanda já havia atropelado um casal na avenida Tocantins, em Palmas.

“Na ocasião ela agiu da mesma forma que no caso do Pedro Caldas. Estava alterada e se recusou a fazer o teste do bafômetro. As vítimas estavam em uma motocicleta e tiveram fratura exposta. Na época, elas decidiram não representar criminalmente”, disse o delegado Hudson Guimarães Leite, responsável pela investigação.

Conforme o delegado, Iolanda nunca tirou carteira de habilitação. Ela iniciou para um processo em 2014, mas não concluiu. Além disso, o fato de ter se recusado a realizar o teste do bafômetro, não atrapalhou a investigação.

“Há nos autos um atestado de estado incapacidade psicomotora alterada, comprovado pelos agentes da ATTM, há testemunhas que comprovam que ela estava bêbada, exalando um cheiro muito forte de álcool.”

Após o acidente ela foi levada para a Central de Flagrantes da Polícia Civil, onde pagou fiança de R$ 3 mil e foi liberada para responder em liberdade.

Médico teve traumatismo craniano e foi internado no HGP — Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Médico teve traumatismo craniano e foi internado no HGP — Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Entenda

Pedro Caldas e outro médico foram atropelados no dia 12 de novembro, na pista marginal da rodovia TO-050, perto do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Tocantins (Dertins).

Ele morreu depois de ficar um mês em coma e ter complicações no traumatismo craniano grave que sofreu. Segundo a Polícia Militar, na época, ela não apresentou carteira de habilitação.

A Justiça chegou a bloquear os bens que a jovem suspeita do atropelamento tem a receber de herança para garantir o pagamento de futuras indenizações. Na decisão do bloqueio, o juiz Rodrigo da Silva Perez Araújo apontou que há provas suficientes de que a jovem cometeu infração. Por isso, determinou o bloqueio de bens no valor de até R$ 3 milhões.

Médico foi atropelado enquanto corria às margens de rodovia — Foto: Divulgação

Médico foi atropelado enquanto corria às margens de rodovia — Foto: Divulgação

G1 Tocantins.

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