Policial rodoviário federal prestou depoimento e disse que não se lembrava de ter sacado a arma. Agente foi afastado das funções, segundo a PRF.

O dono da boate em Gurupi, onde foi registrada uma confusão envolvendo um policial rodoviário federal, disse que o agente se irritou ao ser barrado pelos seguranças. O caso aconteceu neste domingo (9). Albertino Azevedo de Melo sacou a arma e disparou várias vezes para cima. Momentos depois, ele foi preso, mas liberado após pagar fiança. Imagens das câmeras de segurança registraram o momento.

“A única coisa que aconteceu foi que perderam a liberação e só sai com essa liberação. Ele se alterou, essa alteração dele foi uma loucura. Ele entrou em pane, ficou nervoso”, disse o dono do local, Amauri Lima.

O agente teria entrado armado na boate em Gurupi depois de se apresentar como policial. Nas imagens é possível ver que ele está próximo de outras pessoas, quando levanta a arma e dispara para cima. Em seguida, o policial se dirige a um homem que está sentado, e alterado, discute e bate com a arma na cabeça dele.

O policial é afastado por outra pessoa. Nesse momento, ele faz outro disparo que atinge a parede, próximo ao homem que havia agredido.

Os tiros de pistola .40 atingiram a porta da saída, a da entrada e ainda a fachada da boate. O policial foi preso em flagrante e levado para a delegacia. Segundo a Polícia Civil, em depoimento, ele disse que não se lembrava de ter sacado a arma e atirado na porta da boate. Ele pagou fiança de quatro salários mínimos, foi liberado e vai responder pelo crime em liberdade.

A pistola, que pertence ao departamento da PRF, foi apreendida. A perícia esteve na boate e recolheu os projéteis. O Ministério Público Estadual também acompanha o caso. “Por enquanto, a autoridade policial plantonista entendeu que no mínimo foi praticado o delito de disparo de arma de fogo. Claro que as invetigações em andamento podem levar ao entendimento diferente disso. Mas por enquanto esse é o crime que está sendo investigado”, afirmou o promotor de Justiça Matheus Ribeiro.

De acordo com a polícia, o agente da PRF nunca respondeu a processo criminal e estava embriagado.

A PRF informou que foi instaurado um Procedimento Administrativo Disciplinar para apuração dos fatos e o policial foi afastado preventivamente das funções operacionais.

G1 Tocantins.

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