PM apreende menores suspeitos de usar máscara em roubos

Apreensão foi realizada em Dianópolis. Com a dupla, a polícia também apreendeu uma arma de fogo.

Polícia Militar apreendeu dois menores suspeitos de roubos em Dianópolis, na noite desta quarta-feira (20), por volta das 23h. Segundo a PM, eles usavam uma máscara para praticar os crimes. Com ele, também foi apreendida uma arma de fogo de fabricação artesanal, tipo garrucha, com munição.

Segundo a PM, os menores foram apreendidos quando se preparavam para realizar um novo ato infracional. Os jovens os materiais apreendidos foram levados para a Delegacia de Polícia de Dianópolis.

G1/TO

Facebook deve reativar perfil de jovem com câncer que teve conta apagada

Ela e a mãe tiveram páginas retiradas da rede após denunciarem que foto da garota foi usada em perfis falsos.

A bacharel em direito Nathália Diogo França, de 23 anos, e a mãe dela, professora desempregada Denise Aparecida Diogo França, 43, tiveram as contas no Facebook desativadas após denunciarem uso de imagens da jovem, que sofre de câncer, por outros perfis. Elas entraram com uma ação contra a rede social e uma juíza determinou, por meio de liminar, que as duas devem ter as páginas reativadas.

A liminar foi dada nesta quarta-feira (6) pela juíza Roberta Nasser Leone. Conforme o documento, ela afirma que identificou “possibilidade de dano de difícil reparação”, por isso determinou o reativamento das contas.

A jovem afirmou que sofre de câncer na cervical há mais de um ano e está passando por quimioterapia. Segundo ela, a página que tinha, “Juntos pela Nath” e seu perfil na rede eram uma forma de contar a própria história e receber apoio de internautas. “Era um meio de mostrar como é minha luta contra câncer, eu passava força para as pessoas, querendo ou não eu me sentia bem. Ajudava outras pessoas contando meu dia a dia. Também recebia mensagens de apoio das outras pessoas”, afirmou.

Ainda segundo ela, foi pega de surpresa quando os perfis e a página foram deletados no final de fevereiro deste ano. Desde então, ela tem tentado informar a rede social do erro, mas não obteve nenhum retorno.

“De repente minha pagina foi excluída. A mensagem que apareceu era de que eu estava me passando por outra pessoa, o que não é verdade. Mandei mensagem para o Facebook, mas não tive resposta, então procuramos os meios judiciais”, contou.

Nathália comentou que tem sentido falta de poder compartilhar o que vive e até poder relembrar as batalhas que já venceu contra a doença. “Na pagina estavam relatos desde o inicio do meu tratamento, estava tudo lá: foto, coisas importantes para mim. Imagens importantes. Perdi tudo isso quando deletaram”, afirmou.

Mãe de borracheiro morto após ida a motel diz filho foi vítima de ‘covardia’

Vidraceiro de 19 anos foi preso suspeito de enforcar homem e atear fogo no corpo. Família fez protesto durante apresentação do jovem na Deic, em Goiânia.

A mãe do borracheiro Vitor do Prado Batista, de 38 anos, morto após um encontro em um motel, disse, nesta terça-feira (4), que o filho foi vítima de uma “covardia”. A dona de casa Maria do Prado Batista afirma que Vitor era uma pessoa tranquila e não tinha inimizades. Ela e familiares fizeram um protesto pedindo “justiça”, durante a apresentação do suspeito na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Goiânia.

Maria afirma que o filho saiu de casa, em Uruana, no dia 20 de junho do ano passado, alegando que faria exames na capital. Ela diz que não imaginava que o filho estava de encontro marcado com o vidraceiro Pedro Henrique Rodrigues da Silva, de 19 anos, preso de matar a vítima enforcada, roubar o carro dela e ocultar o corpo.

“Nem passava pela minha cabeça que ele tivesse esse encontro. Foi uma covardia muito grande o que este rapaz fez com meu filho. Eu não tenho palavras para dizer, do tanto que foi cruel e ainda mais por causa de um carro. A gente esperava encontrar ele com vida e, de repente, está numa situação dessa. Agora a gente só espera a justiça de Deus”.

Segundo o delegado Valdemir Pereira, titular da Deic, Vitor se encontrou com Pedro Henrique em Goiânia e, após jantarem em um restaurante, seguiram até o motel. Pereira afirma que no local os dois tiveram uma discussão e a vítima foi enforcada, colocada no porta-malas do próprio carro e levada até uma mata em Senador Canedo, onde foi asfixiada e carbonizada. 

Segundo o delegado, um mês após o sumiço de Vitor, a polícia encontrou restos mortais de um homem às margens da estrada vicinal em Senador Canedo. No entanto, na época, não havia nenhuma informação que ligasse ao desaparecimento do borracheiro.

Contudo, ao ser preso, no último dia 28, Pedro Henrique levou os policiais até o local em que deixou a vítima. Era a mesma área onde estavam os restos mortais, assim, após exames, foi comprovado que o material encontrado se tratava de Vitor.

Na segunda-feira (3), familiares de Vitor fizeram um sepultamento dele em um cemitério de Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia.

“Eu estou muito triste, porque queria meu filho de volta, vivo. Mas estou aliviada pelo caso ter sido descoberto, o rapaz que fez esta crueldade está preso. Agora é pedir Justiça e lutar para que ele permaneça na cadeia”, disse a dona de casa.

Crime premeditado

O delegado afirmou que o vidraceiro confessou ter matado e roubado Vitor. Segundo ele, o jovem conheceu a vítima nas redes sociais e marcou o encontro já pensando em roubar o veículo dele.

“Ele [Pedro Henrique] confessou todo o crime. Para a gente não resta dúvida de que o crime foi planejado, ele sabia que a vítima tinha o carro e, por isso, marcou o encontro e eles foram ao motel, mas ele já tinha a intenção de matar o Vitor. A princípio ele negou que conhecia o rapaz, mas depois levou a gente até o local onde ele deixou o corpo e ateou fogo no mesmo”, relatou o delegado.

No entanto, ao ser apresentado, na manhã desta terça-feira (4), Pedro Henrique disse que, quando deixou o borracheiro, achou que ele ainda estava vivo. “A gente se conheceu e marcou de se conhecer. Eu fui para o motel com ele e ele disse que eu só ia me deixar ir embora depois que eu tivesse relação sexual com ele. Eu não quis, ele me agrediu e eu pulei em cima dele. Ele desacordou e eu levei ele pra mata”, afirmou.

Apesar da afirmação do suspeito, o delegado diz que não tem dúvidas de que ele planejou roubar a vítima, tanto que vendeu o celular dela cerca de duas semanas após o crime e estava de posse do carro dela.

“No motel ele enforcou a vítima, que ficou desacordada. Depois, colocou o Vitor no porta-malas do carro, parou em um posto de gasolina e, em seguida levou até um terreno próximo a Senador Canedo. Enquanto arrastava a vítima para dentro de uma mata, Vitor acordou. Quando ele acordou, ele o enforcou de novo e acabou de matá-lo. Por fim, botou fogo”, afirmou Pereira.

Identificação

O delegado explicou que a Polícia Civil chegou até Pedro Henrique após investigar todas as pessoas com quem Vitor havia falado antes do desaparecimento. Segundo ele, o vidraceiro foi chamado para prestar esclarecimentos na Deic, e chegou à delegacia dirigindo o carro de Vitor.

Valdemir suspeita que o vidraceiro estava usando os documentos de Vitor, se passando por ele, já que, dentro do carro foi encontrado um documento de identidade da vítima.

“Nós apreendemos o carro da vítima com ele já no dia em que ele veio aqui na delegacia. Dai já se tornou o principal suspeito. A princípio disse que não conhecia a vítima e se contradisse muito no depoimento. A partir das contradições pedimos à prisão preventiva, e, no ato da prisão, confessou o crime e nos levou até a mata”, contou.

Pedro Henrique vai responder pelo crime de latrocínio e ocultação de cadáver.

Vitor do Prado Batista, de 38 anos, estava desaparecido desde junho do ano passado, em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Vitor do Prado Batista, de 38 anos, estava desaparecido desde junho do ano passado, em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Vidraceiro Pedro Henrique Rodrigues da Silva, 19, foi preso suspeito de matar borracheiro (Foto: Murillo Velasco/G1)
Vidraceiro Pedro Henrique Rodrigues da Silva, 19, foi preso suspeito de matar borracheiro (Foto: Murillo Velasco/G1)

G1/Goias

Saúde lança guia de prevenção de tuberculose para soropositivos

Com alto índice de mortalidade entre portadores do vírus HIV, doença tem de 20 a 30% de chances de acometer pacientes deste grupo.

Pensando neste perfil de pacientes, a Secretaria de Estado da Saúde lançou nesta terça-feira (28) um guia para prevenção e tratamento da tuberculose em pessoas vivendo com HIV. A publicação da Centro de Referência e Treinamento DST/Aids e da Divisão de Tuberculose do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) é dirigida a profissionais de saúde da rede pública do Estado. 

O objetivo é proporcionar um atendimento mais especializado e humanizado para pacientes soropositivos. A tuberculose é uma das principais causas de óbitos em pessoas com HIV e as chances de a doença se manifestar nestes pacientes é de 20 a 30% maior do que em quem não tem o vírus.

O lançamento da publicação é alusivo ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose comemorado todos os anos, no dia 24 de março. O guia traz informações sobre prevenção, tratamento, rastreamento e diagnóstico da doença e alerta para o impacto da transmissão da doença entre a comunidade de pacientes com HIV.

Na mesma terça-feira, a Secretaria de Estado da Saúde premia os municípios, serviços de saúde e centros de vigilância epidemiológica que mais incentivaram a busca de casos no Estado. O evento acontece no Centro de Convenções Rebouças, zona Oeste da cidade de São Paulo.

A meta da Secretaria é reduzir a incidência da doença para menos de 10 casos para cada 100 mil habitantes até o ano de 2035 e para menos de um caso por um milhão de habitantes até 2050.

Em 1998, o número de casos registrados no Estado a cada 100 mil habitantes era de 49,3. Esse número caiu para 38,1 casos para cada 100 mil habitantes, em 2016, o equivalente a uma redução de 23% no número de casos verificados no Estado.

A tuberculose pode ser evitada com a vacinação precoce de crianças já após o nascimento ao máximo até os quatro anos. A vacina BCG está disponível gratuitamente nos postos de vacinação das redes do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo maternidades.

A doença é contagiosa e pode ser transmitida pela saliva do indivíduo infectado ao falar, espirrar ou tossir. Ela ataca principalmente os pulmões mas pode afetar outros órgãos ou sistemas. As informações são do portal do governo do Estado de São Paulo.

Noticias ao Minuto

Dicas para comprar imóvel do Minha Casa, Minha Vida

O programa do governo contempla famílias com renda de até R$ 7 mil e o imóvel deve ser utilizado para moradia.

O ‘Minha Casa, Minha Vida’ pode ser uma boa opção para quem procura imóvel para comprar no Brasil. O programa do governo contempla famílias com renda de até R$ 7 mil e o imóvel deve ser utilizado para moradia. Além disso, ao fazer a compra, a prestação não pode ser maior que 30% da sua renda familiar mensal.

No entanto, os futuros proprietários precisam ter cautela na hora de fechar o negócio. O jornal Extra conversou com especialistas em financiamentos que deram dicas sobre como comprar um imóvel com o MCMV. Confira:

Condições: é importante comparar as condições oferecidas pelas agências bancárias, inclusive o preço final com todos os complementos. Fique atento para avaliar o melhor plano de financiamento, com prestações decrescentes.

Pagamento: o prazo de pagamento deve ser o menor possível. Não deixe acumular três prestações em atraso e, caso haja necessidade, procure o banco para uma renegociação. Tenha atenção a taxa final de juros e confira se os valores da parcelas mensais a pagar estão dentro das suas possibilidades.

Taxas extras: além dos custos com o financiamento, diversas outras despesas devem ser consideradas, entre elas a imposto de transmissão, o ITBI, a taxa de escritura, e até os custos com o registro de imóveis.

ITBI: os especialistas explicam que, no caso dos consumidores do MCMV, o financiamento de despesas cobre apenas custos cartorários e de ITBI de imóveis já prontos, com o Habite-se. Ou seja, até 4% do valor aprovado para o financiamento podem ser destinados para o pagamento desses gastos . Dessa forma o valor das despesas fica incorporado ao financiamento.

Noticias ao Minuto

GABAS: REFORMA DA PREVIDÊNCIA É PACOTE DE MALDADES

Ministro nos governos Lula e Dilma, Carlos Eduardo Gabas concorda com a necessidade de atualização das regras da Previdência Social, mas critica a proposta do governo Temer, como diz, na forma e no conteúdo; “Na forma, porque mandam um pacote de maldades sem conversar com ninguém”, afirma, referindo-se à PEC 287, apresentada no início da semana e encaminhada ao Congresso, onde já teve parecer favorável do relator na Comissão de Constituição e Justiça, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) – conforme ele mesmo adiantou, autodenominando-se “the flash”, pela agilidade no parecer.

Ministro nos governos Lula e Dilma – deixou o cargo definitivamente em outubro de 2015 –, Carlos Eduardo Gabas concorda com a necessidade de atualização das regras da Previdência Social, mas critica a proposta do governo Temer, como diz, na forma e no conteúdo. “Na forma, porque mandam um pacote de maldades sem conversar com ninguém”, afirma, referindo-se à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, apresentada no início da semana e encaminhada ao Congresso, onde já teve parecer favorável do relator na Comissão de Constituição e Justiça, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) – conforme ele mesmo adiantou, autodenominando-se “the flash”, pela agilidade no parecer.

E no conteúdo porque não existe um “descontrole” de despesa. “O que há é uma queda brutal de arrecadação. Você não pode, por um problema de arrecadação, tirar direitos. O remédio é crescimento econômico”, diz Gabas. Para ele, as PECs 287 e 55, de congelamento de gastos primários por 20 anos, representam o pagamento do governo Temer para quem ajudou a bancar o golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff.

Gabas observa que “coincidentemente, ou não”, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional divulgou terça-feira (6) um relatório destacando R$ 1,8 trilhão em dívidas a serem cobradas. “Um número até pequeno de contribuintes, cerca de 13 mil, entre empresas e pessoas físicas. Não se fez nenhum esforço até agora para cobrar esse dinheiro, e por um outro lado você está tratando de retirar direitos, que é uma medida permanente que afeta especialmente o trabalhador mais pobre”, afirma o ex-ministro.

“Uma quantia pequena ganha o teto, que é R$ 5.189. A média dos benefícios pagos pela Previdência é de R$ 1.500, R$ 1.600. Então, estamos falando de uma parcela pobre da sociedade. Mais de dois terços do conjunto de benefícios, cerca de 34 milhões, é de um salário mínimo”, observa. Assim, o governo elabora medidas que, na visão de Gabas, contempla o ponto de vista econômico, com matriz na Fazenda – que, conta, sempre pressionou por reformas –, prejudicando trabalhadores de menor renda. Para ele, por meio do diálogo, sem imposição ou “toque de caixa”, era possível encontrar alternativas de financiamento, preservando direitos.(fonte:brasil 247)

O que nos faz mais felizes: tempo ou dinheiro?

Se pudesse optar entre um aumento de salário e uma redução na jornada de trabalho, o que você escolheria? Sua felicidade depende da resposta a essa pergunta

O sucesso está associado a ter mais de tudo. Mais coisas, mais reconhecimento, um salário maior. E isso faz sentido: já falamos sobre quanto o dinheiro, quando bem utilizado, pode nos ajudar a ter felicidade. Mas, e o tempo? O estereótipo da pessoa bem-sucedida normalmente está ligado ao do trabalhador frenético que mal tem tempo para dedicar às coisas de que gosta, às suas amizades ou à família. Se o objetivo nesta vida é ser feliz, será que conseguiremos isso enchendo nossos bolsos de dinheiro, ou será preciso dispor de tempo livre para dedicarmos a nós mesmos e às pessoas que amamos?

Um estudo publicado recentemente pela revista Social Psychological and Personality Science perguntou a quase 4.500 pessoas se, para obter felicidade, elas valorizam mais o dinheiro ou o tempo. Do total de entrevistados, 64% declararam preferir dinheiro. A pesquisa também detectou, no entanto, que aqueles que atribuíam uma importância maior à disponibilidade de tempo se mostravam mais felizes.

 

A ideia do trabalho nasceu de uma experiência pessoal de um de seus realizadores, Hal E. Hershfield. Esse professor recebeu um convite para participar de um seminário em um estado que não é o mesmo onde vive. Naquele momento, ele tinha em casa uma menina com apenas 3 meses de idade. O dinheiro que lhe pagariam serviria para ajudar nos cuidados com o bebê, mas, ao mesmo tempo, ele perderia um fim de semana inteiro em que poderia desfrutar junto a ela dessa etapa tão delicada dos recém-nascidos. Nesse caso, o que o deixaria mais feliz: o tempo ou o dinheiro?

Os resultados de sua pesquisa são os mencionados acima: “Se tivéssemos duas pessoas iguais em tudo o mais, aquela que considerasse que o tempo é mais importante do que o dinheiro seria mais feliz do que a que escolhesse apenas o dinheiro”, explicam Hershfield e Cassie Mogilner Holmes, membros da Universidade da Califórnia em Los Angeles, em artigo publicado pelo The New York Times. Logicamente, naquela ocasião o professor Hershfield optou por ficar em casa e aproveitar os dias com a menina em vez de ganhar o dinheiro de sua ida ao seminário. Alguns entrevistados também acabaram coincidindo, em sua trajetória, com os resultados da pesquisa: cerca de 25% dos que haviam escolhido o dinheiro mudaram de ideia e escolheram o tempo um ano depois da primeira entrevista.

Questão de idade

Este não é o único estudo sobre a questão. No começo deste ano, uma pesquisa da Universidade de British Columbia, em Vancouver (Canadá), concluiu que a postura de valorizar mais o tempo do que o dinheiro está associada a níveis mais altos de felicidade, sobretudo quando são necessárias longas jornadas de trabalho para se obter esse dinheiro. Essa pesquisa constatou também que, conforme a idade aumenta, o tempo passa a ter mais importância entre as prioridades das pessoas. Há uma lógica nisso: cada segundo que passa se torna um bem mais escasso. Como dizia o poeta José Manuel Caballero Bonald: “Somos o tempo que nos resta”.

Os mais jovens parecem ter tirado sua lição do poeta: valorizar o tempo tem se mostrado uma tendência na chamada geração Millenium (os nascidos entre 1980 e 1995): segundo um estudo de 2013 da consultoria Price Waterhouse Coopers, as pessoas dessa faixa de idade preferem dispor de mais tempo livre e poder compatibilizar sua vida pessoal com o trabalho a ter um salário mais alto. Os milleniuns vêem o trabalho apenas como um meio para ter estabilidade e bem-estar, mas não como o único meio. Segundo esse estudo, 21% das mulheres e 15% dos homens estariam dispostos a abrir mão de parte de seu salário para ter mais flexibilidade de tempo.

O psicólogo Dan Gilbert, professor da Universidade de Harvard e autor do best-seller O que nos faz felizes? (Campus-Elsevier), explicou em visita recente à Espanha que, a partir de um determinado limite, a quantia de dinheiro ganha não proporciona uma felicidade a mais. Esse limite são 600.000 euros (2,1 milhões de reais). Por isso, comparativamente, os milionários não desfrutam de mais felicidade quanto mais dinheiro acumulem (nada indica que Amancio Ortega ou Bill Gates tenham tanta felicidade quanto têm de dinheiro).

As quatro chaves para a felicidade são gratuitas

“Uma vez atendias as nossas necessidades básicas, que são fundamentais para o bem-estar, um aumento da riqueza pode gerar alguma felicidade, mas apenas de curto prazo”, explica Silvia Álava, psicóloga do Centro de Psicologia Álvaro Reyes. “Depois disso o que acontece é aquilo que chamamos de adaptação hedonista: nós nos habituamos com as coisas que temos, nos comparamos com os outros e queremos mais”.

“O que pode gerar um aumento duradouro do bem-estar é investir em coisas que nos façam crescer como pessoas ou que melhorem nosso relacionamento com os outros” (Silvia Álava, psicóloga)

Isso talvez tenha acontecido com você: adquiriu um carro mais potente, uma casa um pouco maior, mas, depois de um primeiro momento de satisfação, não daria para dizer que se sente mais feliz do que antes. “ O que pode gerar um aumento duradouro do bem-estar é investir em coisas que nos façam crescer como pessoas ou que melhorem o nosso relacionamento com os outros”, observa a psicóloga. Por exemplo, um curso de violão ou para saber fazer cupcakes, participar de excursões ou atividades esportivas são atividades que podem fazer mais pelo nosso estado de ânimo do que os mencionados carrão e mansão.

Dessa forma, as quatro atividades cotidianas que aportam mais felicidade, como explica Gilbert, não custam nenhum tostão: fazer sexo, praticar exercícios, ouvir música e conversar. Elas não custam nada, mas exigem tempo. “Investir em experiências é melhor do que investir em coisas materiais”, afirma o psicólogo.

Na psicologia, é dado como fato consumado que ter relações variadas e saudáveis com as pessoas, com uma vida social intensa e salutar (para além das “curtidas” no Facebook), é uma das coisas que mais contribuem para o nosso bem-estar, e, para isso, o tempo é imprescindível. “Não podemos limitar nossa felicidade aos grandes acontecimentos da vida, temos de aprender a usufruir os pequenos momentos: um café da manhã com um colega de trabalho ou contar uma história para os nossos filhos na hora de dormir”, conclui Ávala. Com pouco se pode fazer muito. E, para isso, o que falta é mais tempo e não tanto o dinheiro. Embora o ideal seja, logicamente, a combinação de ambos: ter um ofício que nos traga muitos milhões por mês trabalhando apenas algumas horas por dia. Não existem muitos deles por aí.(fonte:El País)

PF cumpre mandados da 36ª fase da Lava Jato nesta quinta

Operação investiga esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro que envolvem diversas empreiteiras

A Polícia Federal está cumprindo mandados da Operação Lava Jato na manhã desta quinta-feira (10). De acordo com o G1, o alvo desta fase da investigação é o empresário e lobista Adir Assad, que já está preso em Curitiba e teve um novo mandado de prisão expedido, na chamada Operação Dragão. Os agentes têm 18 ordens de busca de apreensão, além de dois mandados de prisão preventiva.

A PF afirma que investiga dois grandes operadores financeiras responsáveis pela movimentação de verbas de origem ilegal, vindas de relações criminosas entre empreiteiras e empresas sediadas no Brasil com executivos e funcionários da estatal Petrobras.

Corrupção, manutenção não declarada de valores no exterior e lavagem de dinheiro estão entre os crimes investigados.(fonte:notícias ao minuto)

Mercado de carbono dá licença aos mais ricos para poluir, afirmam ambientalistas

Um dos temas centrais da 22ª edição da Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (COP22), que começa hoje (7) em Marrakesh (Marrocos), o mercado de carbono tornou-se pilar dos esforços internacionais para incentivar reduções de gases de CO². Um grupo de acadêmicos, ambientalistas e ativistas sociais vem questionando a supervalorização que lideranças mundiais dão à precificação do carbono como solução para os problemas do aquecimento global.

No Brasil, representantes de comunidades localizadas em regiões ricas em recursos naturais relatam sofrer com o assédio de empresas voltadas para atividades econômicas florestais.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém (PA), Manuel Edvaldo Santos Matos, contou que as redes de comunidades indígenas, camponeses e populações tradicionais têm resistido à implantação de projetos de comercialização de créditos de carbono florestal na Unidade de Conservação Tapajós-Arapiuns, de mais de 640 mil hectares de floresta. Um projeto que estava sendo articulado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Ministério do Meio Ambiente e organizações internacionais de gestão e conservação de florestas e de financiamento de negócios sustentáveis foi suspenso depois que indígenas ocuparam a sede do instituto em Santarém, em agosto de 2015.

“Tentaram impor um projeto que impede a população de exercer as atividades produtivas no território de forma sustentável. Além disso, muitos ali são nômades, a floresta para eles não tem fronteiras e precisa da terra para sobreviver”, comentou.

Na época, o projeto já contava com investimento inicial de R$ 385 mil da iniciativa privada, disse Matos. “O dinheiro não iria diretamente para as comunidades, mas para os cofres do governo. E de lá não teríamos o controle desse destino. Mas ainda não acabou. Estão retornando com essa discussão”, lamentou. “As comunidades temem ser proibidas de exercer as atividades produtivas de manejo dos recursos naturais, plantar mandioca, milho e outras culturas de subsistência. Precisamos é de regularização fundiária para acabar com os conflitos de terra, ter acesso à saúde e educação, à assistência técnica e política para a gente poder viver da nossa produção”, declarou.

O ICMBio informou que “nunca existiu qualquer projeto de geração de créditos de carbono. Apenas foi iniciada uma discussão com as comunidades sobre o tema, que não avançou por motivos diversos”.

Para a raizeira de Turmalina (MG) Lourdes Cardozo Laureano, a biodiversidade e o conhecimento não podem ser precificados. “Vemos que há uma disputa pela biodiversidade do Cerrado, que é muito rica, como também o nosso conhecimento, muito ligado ao patrimônio genético. Vemos com desconfiança essa economia verde, que prioriza o dinheiro, o valor de mercado”, declarou. “Tratamos da saúde da comunidade usando as plantas e raízes do cerrado. Conhecemos o perfil de saúde e doença das famílias, a mulher que teve parto difícil, a que o marido passou doença para ela, a família que tem dificuldade com segurança alimentar. Esse conhecimento e o uso sustentável da natureza não têm preço, mas é muito valioso”, afirmou.

Financeirização da Economia

A valoração do meio ambiente com mecanismos tradicionais de mercado foi tema de palestra promovida pela Fundação alemã Heinrich Böll Brasil, no Rio de Janeiro, no fim de outubro. Os conferencistas defenderam que a lógica da economia verde, baseada na métrica do carbono, causa mais danos do que benefícios ao meio ambiente e aos cidadãos do planeta.

Coautor do livro Crítica à economia verde, o pesquisador alemão Thomas Fatheuer declarou no encontro que os métodos utilizados até o momento de redução de emissões não lograram frear a devastação das florestas nem a poluição. “E ainda estão impulsionando o uso de tecnologias arriscadas e prejudiciais, como a energia nuclear, sob a alegação de que emitem menos carbono. Um estudo recente aponta que mais de 60% da produção mundial de óleo de palma estão sendo queimados para servir de combustível, florestas sendo queimadas na Indonésia para diminuir as emissões na Europa”, disse ele.

“Os caminhos para diminuir as emissões de CO² estão sendo traçados pelo mercado e não pelos cidadãos. Essa é a grande falha da economia verde”, afirmou Fatheuer. Uma das saídas para o problema, defendeu, é a abertura de espaços políticos para cidadãos evitarem violações e distorções ocasionadas pela ganância das empresas e a maior democratização das riquezas, para que a economia volte a servir ao ser humano, e não ao contrário.

A pesquisadora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Camila Moreno, coautora do livro A Métrica do Carbono: Abstrações Globais e Epistemicídio Ecológico, ressaltou que, ao longo dos anos, foi construído um discurso que acabou por justificar e naturalizar a métrica do carbono no mundo.

“A métrica do carbono é uma ficção simplificadora e despolitizante. Nega as diferentes formas de saber que dão sentido à existência de povos e de culturas no mundo. A racionalidade científica isola as contradições nas várias partes do mundo, dos ecossistemas, das cadeias alimentares, das relações sociais e de poder, religiosas, isola tudo isso em um ambiente asséptico, criando unidade no mundo”, declarou ela, ao defender que a ciência não é livre de ideologias.

“É possível no site da empresa aérea pagar um pouco mais para neutralizar a ida para a Europa. Não se questiona a sociedade do consumo, dos privilégios. Precisamos problematizar esse simplismo da teoria que enxerga a natureza como máquina. Sabemos como a ciência é produzida, financiada e controversa. A ciência é o vértice a partir do qual hoje se exerce o real poder na sociedade”, completou.

Monoculturas

Outro aspecto negativo desse mercado, segundo os grupos críticos à economia verde, é a expansão de monoculturas. O agrônomo Luiz Zarref, da coordenação do Movimento dos Sem Terra (MST), lamentou a quantidade de terra ocupada por árvores de crescimento rápido, como o eucalipto geneticamente modificado, que acaba por destruir milhares de hectares de terra, devido à grande quantidade de água que retiram do solo.

De acordo com Zarref, os principais movimentos sociais do campo entendem que a agroecologia – agricultura a partir da perspectiva de um ecossistema sustentável – é a única possibilidade de reprodução do campesinato e de produção de alimento em larga escala. “Precisamos garantir a soberania alimentar, o que queremos produzir, onde e quando. Precisamos de reforma agrária e alimento saudável para as cidades”.

O plantio de árvores exóticas, como o eucalipto, segundo o Ministério do Meio Ambiente, sequestra dióxido de carbono da atmosfera e fornecer fonte de carvão vegetal renovável e neutro em carbono. O secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Everton Lucero, informou que o governo quer incentivar essa atividade econômica no país. “É um setor que valoriza os recursos naturais e a floresta e tem grande potencial de contribuição para atingirmos as metas de redução de carbono até 2025 e até 2030”, disse ele. “As empresas que trabalham nessa área estão estruturadas com ciclo de cultivo longo e estruturam o plantio considerando as áreas de preservação, corredores ecológicos e a manutenção de vegetação nativa”.

Na opinião do secretário, o modelo de desenvolvimento deve mudar, mas uma economia de baixo carbono só será alcançada no longo prazo. “Por isso, precisamos de uma estratégia que valorize os recursos ambientais e estimule a utilização de energias renováveis em substituição aos combustíveis fósseis”, disse ele.

Forma x conteúdo

Para o secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Hittl, a métrica do carbono tem sido muito útil como indicador e diagnóstico do problema. “A gente analisa a concentração dos gases de efeito estufa na atmosfera a partir da métrica do carbono. Assim como amostras de gelo na Antártica nos permitem percorrer a história de centenas de milhares de anos da concentração desses gases na massa de gelo. A métrica do carbono nos permite dizer que em pelo menos 4 milhões de anos nunca houve tanta concentração de carbono na atmosfera como hoje”, lembrou.

“Os padrões de produção e consumo atuais precisam ser modificados. Infelizmente, não vamos mudar as bases do capitalismo com todos os seus efeitos perversos a tempo de solucionar o problema das mudanças climáticas. Temos seis anos e dois terços de chance de limitar o aquecimento global a 1,5º. Precisamos mudar drasticamente essa trajetória”, afirmou Hittl.

O diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), André Guimarães, argumentou que o fato de haver projetos ruins não inviabiliza a ideia original da comercialização de créditos de carbono. “Precisamos separar a forma do conteúdo. A forma realmente deve ser aprimorada, transparente, não deve ser um projeto imposto de cima para baixo”, disse. “Precisamos combater o mau uso do dinheiro, a apropriação de direitos das populações tradicionais, mas preservar a floresta e o desenvolvimento sustentável custa dinheiro. Se a forma está errada, melhoremos a forma, mas não deixemos de investir”.

A presidente do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), Suzana Kahn, acredita que o mercado de carbono pode ser muito útil se não priorizar apenas a redução de carbono. “É interessante encarecer o processo produtivo que utilize carbono. Mas é preciso criar uma série de condicionantes, determinando os projetos elegíveis para entrar no mercado e mecanismos de controle eficazes”, disse ela.

O único consenso aparente é de que justiça social e democracia forte são os caminhos mais seguros para o desenvolvimento sustentável. “Se não melhorarmos nossa democracia, com reforma política abrangente, vamos continuar discutindo, debatendo, e todos vão perder. E aqueles que sempre ganharam com a exploração predatória dos recursos naturais vão continuar ganhando”, observou Carlos Hittl.(fonte:agencia brasil)

Maior patrimônio dos goianos já tem data para ser leiloado

A Celg, maior patrimônio de Goiás, já tem data para ser leiloada. O leilão deve ocorrer no dia 30 de novembro, de acordo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério de Minas e Energia (MME).

O processo de privatização da empresa ocorrerá na sede da BM&FBovespa, em São Paulo. A expectativa é que a negociação atraia investidores chineses.(fonte:goias real)