O povo e a crise

Como a maioria da população interpreta as manifestações, as denúncias de corrupção e a tentativa de derrubar dilma

Em tempos confusos como os atuais, é sempre bom perguntar o que pensa o povo. Se quisermos mesmo viver em uma democracia, há coisa mais importante?

Nossa cultura política e trajetória histórica são, no entanto, tão profundamente autoritárias e antipopulares que essa regra não passa de rara exceção. Contam-se nos dedos os momentos nos quais o sistema político expressou os pontos de vista dos cidadãos comuns ou sequer se preocupou em identificá-los.

A República nasceu sob o signo do elitismo, um arranjo no qual o único papel do povo era o de espectador. Como registrou Aristides Lobo no mesmo dia de sua proclamação: “O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava”.

Andamos mais de 125 anos e estamos diante de uma situação semelhante. Os donos do poder movimentam-se para encontrar sua “solução boa” para os problemas do Brasil. Preocupam-se exclusivamente em formular aquela que mais satisfaz às suas exigências imediatas. Quanto ao povo, que fique quieto.

Não há traço mais nefasto na cultura brasileira do que o paternalismo das elites. Trata-se de uma deformidade ideológica cujas raízes estão na escravidão, mas tão forte hoje quanto nos tempos da casa-grande. Essa deformidade as leva a imaginar que têm o encargo de “orientar” o povo. Passamos por um sem-número de manifestações dessa odiosa fantasia de superioridade.

Existe a versão racista e discriminatória, de pura denúncia da incapacidade de um cidadão do povo saber o que lhe convém. Não são somente os brutamontes da direita a subscreverem-na. Quem não se lembra das “análises” do sociólogo Fernando Henrique Cardoso após a última eleição, com seu desprezo pelo voto dos pobres?

Há, porém, uma versão mais sutil: a tutela é “pedagógica” e cheia de “boas intenções”. O povo precisa ser guiado, pois não consegue perceber aquilo de que necessita e deve ser protegido das “más influências”. Para não ser enganado, tem de permanecer sempre sob a guarda de seus mentores. Como se de um lado estivessem adultos esclarecidos e do outro crianças imaturas.

São mitos construídos há tempos. Autoritários e liberais no Império e na República Velha compartilhavam a mesma crença na missão tutelar das elites e na impossibilidade de autogoverno pelo povo. Os generais de 1964 se achavam investidos da incumbência salvadora. Os magistrados e procuradores de agora são seus filhos diretos.

Na crise atual, a vasta maioria da população é simples espectadora, apesar do largo uso retórico que as oposições procuram fazer de seus sentimentos. Desde o ano passado, os partidos oposicionistas e a mídia falam a toda hora daquilo que chamam de “vontade nacional”, embora não passe, na maioria das vezes, de um desejo deles próprios.

Ao comparar pesquisas feitas nos últimos meses, é possível chegar mais perto do que pensa o povo a respeito da crise. São quatro os pontos principais:

O governo não agrada

 É consenso a grande insatisfação com o governo Dilma Rousseff. A má avaliação subiu rapidamente no início de 2015 e permanece elevada desde então, ainda que apresente pequena recuperação nos últimos meses. Os motivos para desaprová-lo são, no entanto, diferentes, de acordo com as características dos entrevistados. Em pesquisa do Instituto Vox Populi de 2015, perguntou-se aos 68% que avaliavam negativamente o governo o motivo da reprovação. Entre as razões oferecidas, de longe a mais importante, com 36% das respostas, foi: “Dilma está perdida, não sabe o que quer e o governo está uma bagunça”.

Quando se olha como cada segmento socioeconômico se posicionou, percebe-se que são os mais pobres e os de menor escolaridade que mais tendem a concordar com a frase (índices em torno de 40%). Nas camadas de maior renda e educação, a proposição que provoca maior adesão é outra: “Dilma não tem autoridade e os políticos e partidos mandam cada vez mais nela”. Atinge 35% das respostas, enquanto aquela relativa à “bagunça” cai para 20%.

A principal fonte de insatisfação entre os mais pobres parece originar-se na insegurança e na sensação de desamparo causadas pelo comportamento errático do governo no começo do segundo mandato. Entre os ricos, o motivo é mais abstrato. Vale ressaltar que a pauta da mídia, de “erros na economia” e “corrupção”, insistentemente repetida para desgastar o governo, tem adesão mais baixa: tanto entre ricos quanto entre pobres mal chegam juntas a 30% das respostas.

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Na proclamação da República, a maioria viu tudo de longe. (Proclamação da República/ Benedito Calixto)

A corrupção é um dos mais graves problemas do Brasil e não é responsabilidade de um só partido

A corrupção é considerada um gravíssimo problema desde ao menos o início dos anos 1990, e seu combate não é percebido pelo cidadão comum como maior no passado. Ao contrário. Quando se comparam os governos de Fernando Henrique Cardoso e Lula, 36% dizem que o petista “combateu mais” a corrupção, enquanto apenas 18% dizem ter sido o tucano. Ao pensar especificamente na Petrobras, apenas 7% dos entrevistados em 2015 responderam que “só o PT” estava envolvido nas irregularidades e 17% que “só o PT e os partidos da base aliada do governo”. A vastíssima maioria, de 70%, respondeu que “todos os partidos, incluindo PSDB, PSB e DEM”.

Quem protesta contra o governo?

Em pesquisas qualitativas feitas nos últimos meses, percebe-se que as manifestações contra o governo e o PT do ano passado em diante passaram a ter, aos olhos da maioria da sociedade, a imagem de movimentos de “objetivos estreitos”, que “não lutam por direitos e melhoras para todos”, o oposto dos eventos de 2013, vistos como genuinamente universais em seu recrutamento e finalidades. Para maioria da opinião pública, os protestos atuais seriam de uma “classe média contrária ao PT”, que quer “apenas defender seus próprios interesses”.

O impeachment de Dilma não é a solução

Em dezembro de 2015, em outra pesquisa do Instituto Vox Populi, perguntou-se se “o impeachment de Dilma é a solução para o País”. Disseram “sim” 34% dos entrevistados e “não” 57%. Os 9% restantes responderam não saber. Em outras palavras: apenas um terço dos eleitores acredita que a saída de Dilma (ainda que desejada pela maioria em razão das insatisfações indicadas) resolveria os problemas atuais. O que mais chama a atenção no conjunto das respostas é quão objetivamente verdadeiras são as percepções populares a respeito de nossa vida política.

Ao inverso do que supõem aqueles que se acham bem-informados e que desprezam as avaliações dos cidadãos comuns, quem está certo é o povo. De fato, Dilma errou gravemente no começo de seu segundo mandato e provocou insegurança real entre aqueles que mais precisam de um bom governo. A corrupção é grave e é de todos, embora a impunidade tenha diminuído. Quem vai às ruas gritar contra o governo não representa o País. E o impeachment de Dilma, principalmente quando se elenca quem o comanda, não é solução. Sábio o povo, o que não quer dizer que seja ouvido. Como em inúmeras situações de nossa história, quem se acha no direito de tutelá-lo está prestes a ignorá-lo outra vez. 

Fonte:Carta Capital

Ciro Gomes: “Convocar novas eleições é um contragolpe, uma marinice”

Se impeachment for aprovado, não haverá governo estável pelos próximos 20 anos, emenda o presidenciável do PDT

Crítico do governo, mas ferrenho opositor do processo de impedimento de Dilma Rousseff, o ex-ministro Ciro Gomes tornou-se mais um alvo da intolerância política. No início de abril, um grupo pró-impeachment usou seu perfil no Facebook para oferecer 1 mil reais a quem hostilizasse o presidenciável do PDT no restaurante em que ele jantava, em São Paulo.

“Esse episódio é o retrato de uma fração muito pequena da sociedade, mas bastante barulhenta, que precisa ser enfrentada”, diz Ciro, em entrevista a CartaCapital. Na avaliação do ex-ministro, não haverá governo estável no Brasil pelos próximos 20 anos, caso o impeachment seja aprovado pelo Congresso.

Ele também rechaça a proposta de convocar novas eleições para presidente, mesmo que o pleito inclua a renovação dos mandatos de deputados e senadores: “Isso é uma pura e simples marinice, um contragolpe com jeitão charmoso de chamar o povo para votar de novo”.

CartaCapital: Recentemente, o Movimento Endireita Brasil, pró-impeachment, ofereceu 1 mil reais a quem hostilizasse o senhor em um restaurante e registrasse o ataque em vídeo. Como o senhor qualifica esse ato?
Ciro Gomes: Esse episódio é o retrato de uma fração muito pequena da sociedade, mas bastante barulhenta, que precisa ser enfrentada. O autor dessa proposta provavelmente estava presente no restaurante, mas não teve coragem de me enfrentar. Então ele vai para o anonimato da internet, refúgio dos covardes, e oferece dinheiro para alguém me hostilizar, o que é uma característica do fascista, do cara que detém poder econômico e vai suprir a frouxidão dele com esse tipo de artifício.

Reagi com deboche, até porque o ataque não foi feito pessoalmente. Acho que toda a sociedade brasileira precisa recuperar um princípio da democracia e do Estado de Direito, que é o da legítima defesa. Essa turma acha que pode agredir e insultar qualquer pessoa, como fizeram com o Eduardo Suplicy, que é um homem de bem, como fizeram com o ex-ministro Guido Mantega, dentro de um hospital. Eles partem da premissa que um homem público tem que cumprir certo atributo aristocrático de não exercer a legítima defesa.

CC: Essa é a primeira vez que o senhor torna-se alvo desse tipo de ação?
CG: Diretamente comigo, sim. Outro dia aconteceu com meu irmão (Cid Gomes, ex-governador do Ceará). Ele estava chegando em casa, por volta de 1h30 da madrugada, quando cercaram o carro dele, bateram na lataria, começaram a gritar insultos e palavrões. Minha cunhada ligou chorando, para pedir socorro, e eu fui lá para acudir. É curioso, pois nem eu nem ele estamos ocupando cargo público, é preciso ter clareza. A última vez que fui candidato faz dez anos. Basicamente, a ideia dessa turma é intimidar, fazer coação moral. Isso se alimenta de um analfabetismo político muito sofrido. No fundo, são pessoas que merecem pena, não outra coisa.

Esse tipo de ação é um produto imediato da falta de escrúpulos da grande mídia, a incitar o ódio, casado com problemas da sociedade. Tem muita gente que tem problema com os pais, falta amor em casa, e extravasa esse rancor fora. Uma pessoa bem amada, que tem carinho em casa, não tem esse tipo de comportamento. É intolerante na rua porque é vítima, dentro de casa, da grosseria ou da omissão dos pais, por exemplo.

CC: Caso o processo de impeachment seja aprovado no Congresso, qual é o cenário político que o senhor vislumbra depois?
CG: Se esse golpe for consumado, não vejo mais a possibilidade de um governo estável pelos próximos 20 anos. Repare bem, a generalização da raiva e do ódio se dá por três grandes grupos. O primeiro é composto pelos eleitores frustrados do Aécio Neves, que nunca aceitaram a derrota nas urnas ou a atribuem a uma fraude, a uma mentira da campanha petista, não sem alguma dose de razão.

O segundo grupo é integrado por aqueles que sofrem as consequências da decadência econômica e da recessão, este com razões muito mais objetivas para estar insatisfeito. O terceiro grupo é o que está chocado com a novelização do escândalo pela grande mídia. Mas esses três grupos só se juntam na negação. Não tem moralidade intrínseca, não tem apego à moralidade, tanto que Eduardo Cunha se junta a essa turma na negação.

Essa coalização negativa vai se dissolver nessa dança. Quem assume o poder é alguém vinculado a tudo que mais podre e corrupto há no Brasil. Os problemas econômicos vão se agravar, porque haverá um componente de ilegitimidade do governante e de entreguismo aos interesses internacionais, flagrantemente entranhados nesse assunto, sobretudo quando falamos de petróleo. E o eleitor do Aécio vai ver de longe essa nova frente de governo. Pior: com uma grande parte do País desacreditando na linguagem da democracia e, portanto, sentindo-se autorizado a valer-se da violência e outras linguagens.

CC: Mesmo que consiga derrotar o impeachment, Dilma teria condições de recompor o governo em um ambiente tão conturbado?
CG: Tem toda a condição do mundo. Basicamente, a presidente Dilma Rousseff precisa sinalizar para esse grupo que se sentiu enganado nas últimas eleições, entre eles eu, e buscar uma reconciliação com os grupos sociais e políticos que lhe deram a vitória. Precisa mudar radicalmente os rumos da economia, assumir um compromisso com a produção brasileira, com os trabalhadores do País, e confrontar o que precisa ser confrontado.

Ela pode obter maiorias quando houver mérito das decisões dela, denunciando à população aquilo que for sabotagem de uma fração corrompida do Congresso. Aliás, ela deveria fazer isso hoje, não precisa esperar o desfecho do processo de impeachment.

CC: E o que o senhor acha da ideia de convocar novas eleições?
CG: É um contragolpe, uma marinice. Para isso prosperar, seria preciso aprovar uma emenda à Constituição, e qualquer deputado, senador ou mesmo um cidadão, que se sentir prejudicado pela interrupção dos mandatos, pode ingressar com uma ação direta de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal, que seria obrigado a intervir. Claro que é um golpe muito menos enojante, menos repugnante que este pilotado por Michel Temer e Eduardo Cunha, pois entrega ao povo a soberania final. Mas é uma pura e simples marinice, um contragolpe com jeitão charmoso de chamar o povo para votar de novo.

Fonte:Carta Capital

Governo do DF proíbe acampamentos na Esplanada até a votação do impeachment

Foi criado um Comitê de Pacificação, em parceria com movimentos sociais e organizações da sociedade civil

Os acampamentos de movimentos sociais ou outros grupos que, por vezes, ocupam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, não serão permitidos no local e nos arredores até o dia da votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados. A medida foi determinada pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal e começou a valer a partir das 18h dessa sexta-feira (8).

Segundo a secretaria, a medida é necessária para “garantir o adequado e suficiente desempenho do plano de segurança pública que será adotado para assegurar o livre direito à manifestação de grupos de diferentes matizes políticas durante o processo de votação”.

A secretaria informou que o acampamento, montado na última semana próximo à Praça dos Três Poderes, por grupo em defesa do impeachment será transferido para outro local, ainda em definição, conforme acordo com os organizadores do movimento.

Também não será permitida a montagem do acampamento organizado no estacionamento do Teatro Nacional pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em memória ao Massacre de Eldorado dos Carajás. No dia 17 de abril, completam 20 anos do massacre, quando 21 sem-terra foram mortos por policiais militares durante conflito agrário.

No início desta semana, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, reuniu-se com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e manifestou a preferência de que todo o processo de discussão e votação do impeachment ocorra durante dias úteis, para facilitar a segurança de manifestantes na Esplanada. Ao final do encontro, Rollemberg disse que foi informado por Cunha que a votação deve ser iniciada na sexta-feira, dia 15, e possivelmente se estender até o domingo, dia 17, ou, se for deixada para a semana seguinte, poderá se alongar e ir, em última hipótese, até o dia 21, no feriado do aniversário de Brasília.

Para tentar garantir manifestações pacíficas, a secretaria criou o Comitê de Pacificação, em parceria com movimentos sociais e organizações da sociedade civil.

As informações são da Agência Brasil/O Popular

Cunha restringirá acesso à Câmara na semana de votação do impeachment

Só terá acesso ao Salão Verde e ao plenário quem estiver com uma credencial específica para o período de votação.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu restringir o acesso às dependências da Casa a partir da próxima segunda-feira (11), semana em que deve ir à votação no plenário o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A partir de quinta (14), só entrarão no prédio da Câmara parlamentares, servidores, prestadores de serviços e pessoas credenciadas. Com exceção dos parlamentares, todos deverão passar por detector de metais -hoje, servidores e credenciados não precisam.

A partir de sexta (15), data prevista para o início da votação, só terá acesso ao Salão Verde e ao plenário quem estiver com uma credencial específica para o período de votação.

A previsão é de que o debate e a votação no plenário tenham início na sexta e se estendam por três dias, terminando no domingo (17).

Na sexta-feira (8), Cunha havia dito que teria que “definir um critério qualquer” para os dias de votação, já que há muitos jornalistas credenciados na casa e muitos parlamentares querem levar “filhos, esposas, maridos”.

“Você não vai conseguir atender na galeria todo mundo e vai gerar briga por ocupação, provavelmente claque, e não é esse o objetivo”, afirmou.

As visitas a todo o Congresso, que ocorrem diariamente, das 9h às 17h30, ficarão suspensas a partir deste sábado (9) até o outro domingo (17).

SEGURANÇA

Segundo o comunicado da Diretoria-Geral da Câmara, o policiamento ao redor do Congresso será feito pela polícia legislativa com apoio de “tropas designadas pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal”.

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), reuniu-se na última terça-feira (5) com Cunha na Câmara para discutir o esquema de segurança dos dias de votação.

Grupos a favor e contrários ao impeachment já se preparam para manifestações em frente ao Congresso neste período e há o temor de confronto entre os grupos.

O deputado Wadih Damous (PT-RJ) já acusou Cunha de “querer um cadáver” ao prever a votação no fim de semana -o que certamente reunirá mais gente no gramado em frente ao Congresso do que se ocorresse num dia de semana.

JORNALISTAS

Na última sexta (8), Cunha já havia dado indicações de que deve restringir bastante o acesso de jornalistas à dependências da Câmara nos dias de votação. Segundo ele, só os jornalistas credenciados já se igualam em número aos deputados (são 513).

O comunicado da Diretoria-Geral divulgado neste sábado diz que só terá acesso “ao Salão Verde e às galerias do plenário os jornalistas com credenciais específicas para cada um desses espaços”. Ainda segundo o texto, haverá um “número limitado” de credenciais “devido às questões de segurança e limitação de espaço”.

Na sexta, já tinham sido instaladas várias barreiras pela Câmara e no Anexo 1, onde ocorria a sessão da comissão do impeachment, para checar credenciais.

http://www.opopular.com.br

Operação Bonifrate: prefeito de Minaçu e outros sete têm prisão temporária prorrogada

Acolhendo pedido da Procuradoria de Justiça Especializada em Crimes Praticados por Prefeitos, a desembargadora Carmecy Rosa Maria Alves de Oliveira, do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, determinou a prorrogação da prisão temporária do prefeito de Minaçu, Maurídes Rodrigues Nascimento, e de outros sete suspeitos de envolvimento em fraudes em licitações da prefeitura. Eles permanecerão por mais cinco dias no Complexo Prisional de Aparecida, onde estão desde esta terça-feira (5/4), quando foi deflagrada a Operação Bonifrate (Veja sobre a operação no Saiba Mais).

No pedido foi destacada a importância da medida para a continuidade das investigações, tendo em vista que foi apreendido um volume considerável de documentos e materiais, que apontam fortes indícios de desvio de dinheiro público em benefício de particular, sendo necessária análise com maior precisão desse material e, consequentemente, fazer novos interrogatórios para esclarecimento dos fatos. Além disso, servidores do município ainda estão sendo ouvidos.

Ao acolher o pedido, a desembargadora reconheceu que, em liberdade, os réus poderão interferir na apuração dos fatos, seja coagindo ou orientando eventuais testemunhas a omitirem informações. (Texto e foto: Cristina Rosa / Assessoria de Comunicação Social)

http://www.mpgo.mp.br

 

Relator do impeachment diz que Dilma faz “pouco caso” do Congresso

Jovair Arantes (PTB-GO) é o relator do processo que tramita na Comissão de Impeachment na Câmara dos Deputados e afirmou ao jornal ‘Folha de S. Paulo’ que Dilma Rousseff “não gosta do Congresso”. Ele ainda disse que a culpa por grande parte da crise se deu porque ela fez “pouco caso” dos parlamentares.

“Se ela quer fazer qualquer tipo de ação que possa ser diferente do que foi aprovado, tem que pedir. E o Congresso tem que aprovar. É simples assim. O contrário é coisa de governo totalitário, absolutamente centralizado, que não quer saber dos outros. A presidente Dilma não gosta do Congresso, não tem afeto pelo Congresso”, comentou. “Você vê outros países e outros presidentes que passaram pelo Brasil. Eles têm relação próxima, conversam amigavelmente, pegam sugestão de deputados. O governo tem que ouvir o Congresso, consultar o Congresso”, continuou o deputado. E que, por conta dessa péssima relação, a crise começou a se instalar:

“O início dessa crise política foi o pouco caso que ela faz do Congresso. Para ela, o Congresso era só para votar o Orçamento para fazer do jeito que ela quisesse e depois aprovar as contas, quando viessem, do jeito que viessem. E ficou provado que não está certo”, analisa.

Ainda de acordo com Jovair, Dilma Rousseff manteve a prática das pedaladas fiscais em 2015, mesmo após ter sido duramente criticada pela conduta em 2014. Segundo o deputado, isso mostra que a presidente se sente “acima da lei”.

“é aquela velha história que se fala no sertão: ‘O governo tem coragem de mamar em onça parida’. Porque quem foi alertado que não pode, que está cometendo um crime, e continua cometendo, é porque não tem medo, está acima da lei”, afirmou.

Fonte:msn noticias

‘Ser deputado é tranquilo… Faço de conta que trabalho’, diz Paulo Maluf

Depois de ser duas vezes candidato à Presidência, prefeito de São Paulo outras duas, governador do Estado paulista e quatro vezes deputado federal, Paulo Maluf (PP-SP), aos 84 anos, diz preferir o último posto.

“Vou cumprir este mandato de deputado federal em 2018, aos 87 anos. Se estiver com boa saúde, não preciso fazer campanha para deputado. É só que dizer que sou candidato que estou eleito. Executivo não tem mais”, diz. E completa: “(Ser) deputado é tranquilo: trabalho terça, quarta e quinta metade do tempo. Faço de conta que estou trabalhando.”

Criticado por ter faltado a 8 das 10 reuniões da comissão especial que discutiu o impeachment na Câmara (“não tinha obrigação”), o político explica, em entrevista à BBC Brasil, que sua defesa pelo afastamento de Dilma Rousseff é apenas política.

“Ela é correta e decente, mas voto pelo impeachment”, diz, acusando o presidente de seu partido, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), de ter negociado apoio ao governo sem consultar os demais políticos de sua base. Para Maluf, a negociação de cargos foi “espúria, para não dizer pornográfica” e Nogueira se comportaria de maneira “monocrática”, como um “ditadorzinho do Piauí”.

O político diz ainda considerar “uma vergonha nacional” o fato de seu partido ser o recordista de citações na Lava Jato, com mais de 30 investigados. Ele também comenta os casos de corrupção em que esteve envolvido, como sua recente condenação à prisão pelo Tribunal Criminal de Paris, por lavagem de dinheiro – à qual recorre na Suprema Corte Francesa.

Leia os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil – Depois de defender o governo, o senhor anunciou que vai votar pelo impeachment. Por quê?

Paulo Maluf – Tenho muito respeito pela pessoa física da presidenta Dilma. Por todas as informações que tenho, e tenho informações na área econômica e política, ela é uma mulher correta e honesta. Sob este aspecto, deve ser inocentada.

Entretanto, no processo de votação, o meu partido (PP) e seu presidente Ciro Nogueira negociaram de maneira espúria. Toda negociação de partido tem que ser feita ou pela bancada, ou pelo diretório. Não pelo presidente. O presidente negociou presidência da Caixa Econômica Federal, Ministério da Saúde, Ministério das Relações Institucionais.

Como ele decidiu monocraticamente, pode parecer perante a opinião publica que fui parte desta negociata. Só tem uma maneira de provar que não fui: votar pelo impeachment. Portanto ela é correta e decente, mas voto pelo impeachment.

BBC Brasil – Isso significa o prenúncio de um divórcio com o PP?

Maluf – Não. O partido não fechou a questão. Se eu votasse contra uma decisão do diretório nacional eu poderia até ser punido. Mas não. Para provar que não sou base da operação de compra e venda, tenho que votar pelo impeachment.

A negociação de cargos é espúria, para não dizer pornográfica. Não é o presidente do partido que vai lá e pega uns carguinhos para seus companheiros.

© Fornecido por BBC

BBC Brasil – E qual deveria ter sido a postura do governo nesta articulação?

Maluf O governo por meio de seu ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, poderia ter procurado a executiva do partido e a bancada e ter uma discussão aberta sobre quais são os pecados ou não do governo e como ele gostaria que fôssemos parte do governo. Foram no mínimo subterrâneos. Fizeram o acordo no porão da igreja e não no altar.

BBC Brasil – Como fica o clima entre o senhor e o presidente do partido daqui para frente?

Maluf Não fica nada. Ele que vá ao governo e diga: eu decidi e não consultei o Maluf. Ponto final. Não tem clima nenhum. Uma coisa é a sua amizade pessoal, que tenho com muita gente, inclusive do PT, inclusive com o próprio Lula, que almoçou na minha casa. Mas eu sou independente. Tenho meu eleitorado.

O presidente do partido avançou o sinal e não consultou ninguém. Esse é um ditadorzinho do Piauí e quer dar ordem? Ele é senador, não vota na Câmara!

BBC Brasil – Acha que o governo vai conseguir apoio suficiente no processo de impeachment?

Maluf É muito difícil. Infelizmente, a oposição radicalizou. Recebi ontem (quarta-feira), sem exagero, cem mensagens me congratulando porque mudei de posição. Eu estou onde estava, não me influencio por mensagens que me mandam. Não preciso do fulano de Rondônia que me mandou um e-mail para conseguir votos. Mas, eu digo, tem muito deputado que se influencia. (Por isso,) Hoje, é mais problemático barrar o impeachment.

BBC Brasil – O tiro então saiu pela culatra?

Maluf Acho para Dilma o tiro foi pela culatra. Dos 49 (deputados), ela poderia ter 29 (votos contra o impeachment). Acho que hoje não tem 20.

BBC Brasil – Há pedidos de impeachment contra Dilma, contra o vice Michel Temer e contra o ministro Marco Aurélio Mello, do STF. A ferramenta estaria sendo banalizada?

Maluf Vamos falar de coisa séria! Uma entidade que não existe pede impeachment de um ministro do Supremo e você leva a sério? O ministro Marco Aurélio é um dos mais brilhantes, corretos e corajosos ministros que o Brasil já teve.

Agora, Movimento Brasil Livre eu não sei quem representa. A mim, não representa! Na minha visão, o impeachment sobre Michel Temer não vai se concretizar porque o Eduardo Cunha, que é muito esperto, pediu aos partidos para indicarem os membros (da comissão especial que avaliará o caso). Enquanto os partidos não indicarem, ele está coberto para não abrir (a comissão).

BBC Brasil – Alega-se que o pedido contra Temer é pautado pelos mesmos argumentos que os encaminhados a Dilma. Como avalia?

Maluf Veja, os argumentos contra a presidenta Dilma são fracos. Os argumentos também contra Temer são fracos, não existem. O ridículo tem que ter um limite. Acho o seguinte: Dilma é correta e não tem razão para o impeachment.

As pedaladas na minha visão não são crime. Como também para o Michel. Mas minha posição é política (no caso de Dilma). No mínimo, a minha história tem que ser respeitada. Não me consultaram, eu tomo a decisão que os meus eleitores vão achar melhor.

BBC Brasil – O senhor diz que Dilma é íntegra e que o pedido de impeachment é fraco. Seu endosso ao impeachment não seria uma retaliação na direção errada, já que suas críticas são endereçadas ao presidente do seu partido?

Maluf Não. Ela acertou na administração, mas errou na condução do processo político. Ela tinha que discutir com o partido, e não com o presidente do partido. BBC Brasil –Como vê um eventual governo Temer?

Maluf Conheço o Michel Temer há mais de 30 anos. É integro, correto e competente. Acho que fará um bom governo.

BBC Brasil – Muito se fala sobre a integridade dos deputados que fazem parte da comissão que avalia o impeachment, uma vez que mais de 30 são réus em diferentes tipos de ação. Como vê os comentários? Maluf – O que acho verdadeiramente é que o fato de ser alvo de uma ação é democrático. Ser alvo não quer dizer que estão condenados.

© Fornecido por BBC

BBC Brasil – Então têm legitimidade?

Maluf – Lógico que têm legitimidade. Olha, processos, eu saí da prefeitura com 150. Até porque eu plantei eucalipto e reclamaram que eu estava chupando água da terra. Das 150 ações, ganhei 147. O Maluf foi processado porque tem democracia. Na Rússia você não é processado… Nem no Afeganistão.

BBC Brasil – Essas três ações que restam…?

Maluf – Vou ganhar também. Você sabe que aqui tem muitos recursos. Se você ganha o Ministério Público recorre. Ganha de novo, o MP recorre. Enquanto não ganhar em última instância, não ganhou.

BBC Brasil – O senhor fala da Justiça brasileira, mas também tem processos no exterior, como na Justiça francesa, onde foi condenado a três anos de prisão por lavagem de dinheiro entre 1996 e 2005. E nestes casos?

Maluf – Também recorri. Lá é um absurdo, o mais absurdo do mundo. Abri uma conta secreta, sabe como foi? Em nome de Sylvia Lutfalla Maluf. Bem secreta: mulher do Paulo Maluf. Mais secreta ainda: mora na(ele cita seu endereço no Jardim América, bairro nobre de São Paulo) . Mais secreta ainda: na avenue George V, num banco menor da França que é o Crédit Agricole.

E mandei os recursos para lá via Banco Central. Não tem conta mais limpa! Mas o gerente lá, que é um idiota, disse “lavagem de dinheiro no Brasil”. Bom, então quem tem que me julgar é o tribunal brasileiro, não vocês! Eu vou ganhar, eu recorri. (Dizem que) Eu quase destruí o sistema cambial brasileiro porque mandei um milhão de euros. Um milhão, com M de merda. Que lavagem que eu fiz?

Maluf é dono da Eucatex, de outras grandes empresas, entendeu? Mandei esse dinheirinho lá sabe para quê? Minha mulher é um exemplo de mulher. Somos casados há 60 anos. E ela gosta de fazer comprinhas, é isso. Mandei aquilo para lá para ajudar a balança comercial francesa. E eles querem roubar meu dinheiro! Pode publicar isso.

BBC Brasil – Já que o senhor levantou essa bola: brinca-se que seu nome não apareceu na lista da Odebrecht…

Maluf – Nem Odebrecht, nem Camargo Correa, nem Andrade Gutierrez, nem mensalão, nem petrolão, nem Lava Jato e nem Panamá. Esta é a prova provada de que as outras agressões eram políticas, sem base nenhuma. Dá licença: ‘Frangogate’ (escândalo de suposta compra superfaturada de frangos para merenda escolar, do qual foi absolvido).

Minha mulher tinha no sítio quatro galinhas que vendeu para um frigorífico e o frigorífico vendeu não sei para quem. Aí dizem que Maluf está fornecendo material para merenda escolar da prefeitura. Sabe, quando se tem má-fé, tudo vale. Mas não tem problema: estou vivo. Me imploram para ser prefeito de novo. Se eu fosse nomeado, quem sabe aceitaria, porque 84 anos não são 48. Mas fazer uma campanha na minha idade, o pior que pode acontecer é ganhar a eleição. Quando é que vou me aposentar? Nunca!

BBC Brasil – Uma candidatura à prefeitura está na mira?

Maluf – De jeito nenhum. Vou cumprir este mandato de deputado federal em 2018, aos 87. Se estiver com boa saúde, não preciso fazer campanha para deputado. É só que dizer que sou candidato que estou eleito. Executivo não tem mais. Não aceito ser ministro, ser governador, ser prefeito… nada. (Ser) Deputado é tranquilo: trabalha terça, quarta e quinta metade do tempo… Faço de conta que estou trabalhando.

BBC Brasil – O senhor apoiou o prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) à prefeitura e recentemente recomendou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) como presidente em 2018. Qual é a diferença entre eles?

Maluf – Haddad tem uma grande qualidade neste mar de lama: ele é honesto. Não tem nada, posso te garantir. Então não tenho nenhum ressentimento de tê-lo apoiado. O Alckmin eu conheço desde que era secretário de Transportes, aos 40 anos, e ele tinha uns 20. Magrinho, vereador de Pindamonhangaba, que vinha despachar comigo. Acho que ele é uma das reservas morais deste país. Não querendo repetir a fala do ministro (do Supremo Luis Roberto) Barroso, mas, né? ‘Meu Deus, é isso que nos espera?’ Se o Eduardo Cunha fosse realmente amigo do Michel Temer, ele não ia aparecer naquela foto (tirada após o anúncio de rompimento do PMDB com o governo) e, portanto, subir o Michel (a uma possível Presidência). Quem propõe isso? O presidente da Câmara que é o segundo na sucessão? Aquilo não ficou bem. Tanto que o ministro do Supremo (Barroso) fez uma indiscrição que foi gravada. Você pode publicar: se Eduardo Cunha fosse realmente amigo do Michel, ele não compareceria naquela reunião, tanto que Renan Calheiros não foi.

BBC Brasil – Como avalia a operação Lava Jato e a atuação do juiz Sérgio Moro?

Maluf – Ele está imbuído de ser um justiceiro, o que para mim é uma qualidade em um juiz. São uns 20 juízes no gabinete dele. E um deles cometeu um deslize, tanto que ele reconheceu e se desculpou com o Supremo. Se eu fosse o juiz, fechava os autos das gravações de Lula e Dilma e mandava para o Supremo. Agora, tirar o segredo de justiça de uma gravação ilegal… Não acho que ele fez de maneira pensada, nunca nunca, mas ele ter pedido desculpas ao supremo já demonstra que ele sabe que errou.

BBC Brasil – Muita gente diz que a operação, apesar de sem precedentes no combate à corrupção no país, privilegiaria investigações contra o PT. Como vê os comentários?

Maluf – Não, eu acho que não. Quando você está nos holofotes, você tem 50 repórteres que querem conhecer a sua vida. Não encontraram nada dele, então até que me provem o contrário eu o acho correto.

BBC Brasil – O PP é recordista de citações na Lava Jato. Como vê?

Maluf – Isso é uma vergonha nacional. O (deputado) Jair Bolsonaro, que saiu do partido, infelizmente, porque é um homem correto, disse: na Lava Jato só não tem dois, eu e o Maluf, o resto foi tudo. Hahahaha. Eu não preciso de dinheiro para me eleger! Você anda nas marginais, Maluf que fez. Nos túneis, Maluf que fez. No metrô, Maluf que começou. Eu tenho serviços prestados. Construí 999 escolas no estado.

Fonte:bbc

Em Goiânia, Romário diz que governo “passou do limite”

Senador pelo PSB-RJ, ex-atacante está na capital para jogo beneficente e reafirma voto pelo impeachment de Dilma Rousseff

Em Goiânia nesta sexta-feira (8) para uma partida de futebol beneficente que será realizada neste sábado (9), o senador Romário (PSB-RJ) afirmou que votará a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. O relator da comissão especial na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes (PTB-GO), deu parecer favorável ao impeachment na quarta-feira (6) e agora o relatório vai a votação para que a abertura do processo seja autorizada.

“Definitivamente esse governo que nós temos já deu o que tinha de dar. Na verdade, passou até do limite. Eu já tinha dito que iria conversar, ouvir, entender esse processo, mas a conclusão é que realmente o impeachment hoje é a melhor solução para o Brasil”, comentou Romário em entrevista coletiva no centro de treinamento do Goiás. “Esse governo tem de sair, está fazendo mal ao nosso País e a todos os brasileiros. Votarei a favor (do impeachment).”

Para Romário, o ideal seria o País passar por um novo processo eleitoral. “Se não puder atingir o ideal, tem de ter atitude, que é tira esse governo daí e esperar que os que entrarem possam fazer um governo mais decente, mais justo”, disse o ex-jogador, que participará de uma partida em que seu time enfrentará os “amigos de Alex Dias”.

O senador deu sequência aos ataques à CBF e, diante da recusa de Tite em assumir como técnico do Brasil, notícia que percorreu os batidores da seleção brasileira nesta semana, disse que o treinador corintiano está certo. “O momento que vive o futebol e a CBF, aquele treinador que quer fazer um trabalho digno, decente e entrar para dirigir a seleção brasileira com nenbum tipo de peso na consciênia, tem de fazer o que o Tite fez, dar não.”

Romário voltou a dizer que Marco Polo del Nero “é a grande praga do nosso futebol” e que “a CBF está desgovernada”.

Fonte:opopular

Prefeitura de Paranã atrasa salários; alguns servidores não recebem há três meses

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Fesserto e Força Sindical reunidas com servidores da Prefeitura de Paranã

A Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos do Tocantins (Fesserto) e a Força Sindical no Tocantins preparam, para os próximos dias, uma ação na Justiça para que a Prefeitura de Paranã regularize imediatamente o pagamento dos salários dos servidores municipais. Conforme os funcionários, há algumas categorias que estão com atrasos salarias que chegam há três meses.

“O que a gente viu aqui é uma prática nociva, que, além de atrasar, a gestão escolhe uma categoria para pagar e outra não. Por exemplo, às vezes pagam os servidores do quadro geral, às vezes os da área da Saúde”, destacou o presidente da Fesserto, Carlos Augusto Melo de Oliveira (Carlão).

Os dirigentes da Força Sindical e da Fesserto estiveram na cidade no dia 1º de abril, quando ouviram as demandas dos funcionários públicos daquele município. Ao todo, cerca de 500 pessoas estão sendo prejudicadas pelos atrasos de salários.

Fonte:clebertoledo

Eleitores têm menos de 30 dias para fazer o cadastro eleitoral no Tocantins

Serviço é para quem deseja mudar de domicílio eleitoral ou pedir o título.
Prazo vai até dia 4 de maio; após esta data sistema será fechado.

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Eleitores têm até dia 4 de maio para pedirem o título de eleitor (Foto: TRE-TO/Divulgação)

Os eleitores que quiserem pedir o título eleitor ou mudarem o local de votação têm menos de 30 dias para procurar a Justiça Eleitoral. O prazo vai até o dia 4 de maio. Após essa data, o sistema de cadastro será fechado e não permitirá a realização dos serviços.

O atendimento é feito nos cartórios doTocantins. O serviço compreende também os procedimentos de atualização eleitoral, como alteração de nome (casados), de endereço, entre outros.

O prazo também vale para o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida solicitar sua transferência para seção eleitoral especial. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o Tocantins tem 6.724 eleitores portadores de necessidades especiais.

Quaisquer dúvidas poderão ser consultadas pela Ouvidoria Eleitoral, no 0800 6486 800, ou diretamente nos cartórios eleitorais, das 11 às 18 horas.

Vale lembrar que as eleições deste ano serão realizadas dia 2 de outubro. No Tocantins, devem comparecer às urnas cerca de um milhão de eleitores.

http://g1.globo.com/to/tocantins/index.html