Jovem que matou ex para não ter vídeo íntimo divulgado é preso

O suspeito relatou que teve um relacionamento de seis anos com a vítima e após o término passou a ser chantageado pelo pedreiro.

Um jovem de 19 anos foi preso nesta segunda-feira (19) em Simões Filhos, acusado de matar o pedreiro Natelis Sousa Santana, 36 anos. David Airam Ribeiro Conceição cometeu o crime em maio, em Vila de Abrantes, e confessou o assassinato alegando que matou a vítima porque ele ameaçava mostrar para a família um vídeo dos dois mantendo relações sexuais.

Segundo informa o Correio 24 horas, o suspeito relatou que teve um relacionamento de seis anos com a vítima e após o término passou a ser chantageado pelo pedreiro.

O corpo de Natelis foi achado na tarde do dia 26 de maio, em uma casa perto do Colégio Marques, em Vilas de Abrantes, Camaçari.

David Conceição foi preso temporariamente e será encaminhado ao sistema prisional, autuado por homicídio.

Noticias ao Minuto

Eunício se reúne com Fachin para discutir afastamento de Aécio

Encontro aconteceu depois para distensionar a relação entre o Senado e o STF sobre o episódio envolvendo o tucano.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) se reuniu na noite desta terça-feira (13) com o relator da Lava Jato, ministro Luiz Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal). Os dois trataram da decisão tomada em maio pelo magistrado e que determinou o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

O encontro aconteceu depois para distensionar a relação entre o Senado e o STF sobre o episódio envolvendo o tucano. Para justificar a ausência de um ato da Mesa Diretora da Casa Legislativa, Eunício disse que não existe uma previsão constitucional e nem regimental para o afastamento de parlamentares. Apesar de uma decisão de afastamento estar em vigor há mais de 20 dias, o nome de Aécio ainda consta na lista de senadores em exercício e no painel de votação.

Eunício esteve mais cedo com a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, para tratar da transposição do rio São Francisco. Ao final do encontro, ele conversou com a ministra, que sugeriu um novo encontro, envolvendo Fachin.

O presidente do Senado negou aos magistrados que esteja descumprindo decisão judicial. Já Fachin, que deixou a relatoria do caso, sugeriu que o peemedebista procurasse o ministro Marco Aurélio, novo relator do caso.

Ao ser questionado sobre o não cumprimento de uma decisão judicial, Eunício afirmou nesta terça-feira que aguardaria uma nova manifestação do STF sobre o caso. “Imediatamente eu determinei o cumprimento. A decisão do ministro (Edson) Fachin, de afastar [Aécio] foi liminarmente cumprida por essa presidência”, disse, embora reconheça que cumprirá uma “decisão complementar” se receber novas informações da Justiça.

No dia 18 de maio, Fachin determinou que o tucano fique proibido de exercer o cargo, além de qualquer outra função pública. O magistrado tomou como base um diálogo entre Aécio e o empresário Joesley Batista, do grupo JBS, no qual o parlamentar fala em medidas para frear a Operação Lava Jato e pede R$ 2 milhões.

A Mesa Diretora do Senado se reuniu na manhã desta terça, para quando estava prevista a discussão sobre a situação de Aécio. Contudo, ao deixar o encontro, Eunício não quis comentar o assunto e nenhuma decisão foi anunciada. A Casa não respondeu a reportagem sobre se o tucano continua recebendo remuneração normalmente e se permanece com direito a benefícios.

O Senado tem se apoiado na argumentação de que não existe previsão regimental e nem na Constituição para afastamento de um parlamentar. O STF, contudo, entende diferente, que não há necessidade de esclarecimentos adicionais. À Folha de S.Paulo, o ministro Marco Aurélio, que assumiu a relatoria do caso, cobrou o cumprimento da decisão.

A cúpula do Senado começou a fazer reverberar o discurso de que a decisão judicial não tem previsão constitucional e que, por isso, a Casa não tem como estabelecer medidas como a suspensão de salário do parlamentar, por exemplo.

A tese é uma espécie de vacina para o não cumprimento da ordem do STF de afastar Aécio do mandato e não deliberar sobre determinadas sanções em relação ao senador, inclusive porque diversos caciques do Senado, como presidente e o ex-presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Renan Calheiros (PMDB-AL), respectivamente, são alvos da Lava Jato.

DEFESA

A defesa de Aécio protocolou nesta terça um documento no STF para informar que o tucano está afastado das funções parlamentares.

No documento, a defesa afirma que Aécio “jamais esteve nas dependências do Senado Federal e nem exerceu qualquer atividade parlamentar” e tampouco “esteve no plenário e nem em qualquer comissão daquela Casa”.

“Em suma, nesse período, o defendente não praticou qualquer ato inerente ao exercício do mandato de senador da República em total respeito e reverência” à decisão, diz o texto.

O ministro Marco Aurélio, relator do caso de Aécio, cobrou o cumprimento da decisão judicial que determinou o afastamento.

Ele pretende ainda levar o caso no próximo dia 20 para análise dos outros quatro integrantes da Primeira Turma do STF. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou que aguarda uma nova manifestação do Supremo sobre como a Casa deve cumprir a determinação.

Também nesta terça, por três votos a dois, a Primeira Turma manteve a prisão da jornalista Andrea Neves, irmã de Aécio. Ela está detida desde 18 de maio por envolvimento em crimes apontados por delatores da JBS. Com informações da Folhapress e noticias ao minuto.

Lula seria mentor da morte de Celso Daniel, diz Marcos Valério

A revelação foi feita pela deputada Mara Gabrilli, que disse ter conversado com Marcos Valério na prisão.

Uma suposta conversa entre o publicitário Marcos Valério – preso desde 2011 e condenado por envolvimento no mensalão – e a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) foi divulgada pela revista Veja.

Os dois teriam conversado em outubro do ano passado no presídio onde Marcos Valério está preso. Na ocasião, Marcos Valério teria falado para a deputada sobre o envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel.

“Ele (Valério) deixou muito claro que o senhor Ronan Maria Pinto ia entregar o senhor Luiz Inácio Lula da Silva para a polícia como mentor do assassinato do prefeito Celso Daniel”, escreveu a deputada em um ofício enviado ao procurador de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, narrando as conversas com o publicitário e pedindo andamento às investigações do crime.

Mara é filha de um empresário que foi extorquido pela quadrilha que atuava na Prefeitura de Santo André e acredita que o depoimento de Valério pode ajudar a desvendar o crime.

De acordo com a publicação, Marcos Valério disse que o empresário Ronan Maria Pinto exigia 6 milhões de reais para não divulgar informações relacionadas ao caso Santo André, envolvendo o presidente Lula, o ex-ministro José Dirceu e o então assessor particular Gilberto Carvalho.

O publicitário teria garantido à deputada que possui provas da chantagem e vem negociando acordo de delação premiada com três promotores de Minas Gerais e dois procuradores da República.

Segundo revelou Marcos Valério, o ex-prefeito Celso Daniel pretendia entregar um dossiê para a Polícia Federal e para o presidente Lula, envolvendo petistas com o crime organizado. A deputada enviou um ofício sobre o caso ao procurador de Justiça de São Paulo em 3 de abril e, depois disso, dois promotores foram Marcos Valéria na prisão. Ainda conforme a Veja, o publicitário quer depor somente à Polícia Federal.

A reportagem entrou em contato com a defesa de Ronan e o advogado informou que o empresário jamais cometeu chantagens. A assessoria do ex-presidente Lula não se manifestou.

Noticias ao Minuto

Delegado da PF que investigava morte de Teori é assassinado

Adriano Antonio Soares era o chefe da Polícia Federal em Angra dos Reis desde 2009 e era delegado da PF desde 1999.

O delegado da Polícia Federal Adriano Antonio Soares, morto na madrugada desta quarta-feira (31) em uma casa noturna em Florianópolis, era responsável por investigar a morte do então ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, morto em janeiro num acidente de avião em Paraty-RJ.

Segundo informações do “Zero Hora”, Adriano estava na companhia de outro delegado da PF, identificado como Elias Escobar, quando teriam sido mortos após desentendimento no local.

De acordo com a publicação, Adriano era o chefe da Polícia Federal em Angra dos Reis desde 2009 e era delegado da PF desde 1999. Junto com Adriano estava Elias Escobar, que chefiou a PF em Niterói e Volta Redonda e investigou envolvimento de policiais civis com o tráfico de drogas e ação de milícias.

Em janeiro, Soares assumiu o inquérito sobre o acidente aéreo que causou a morte do ministro Teori Zavascki, então relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, Soares decretou o sigilo da apuração.

As vítimas estavam em Florianópolis participando de um curso.

Noticias ao Minuto

Perito da PF morre após ingerir produto tóxico em latinha de cerveja

Stefenson Marcus participava do encontro de lanchas “Brasília Yatch Day”, no Lago Paranoá, no Distrito Federal, quando bebeu o produto.

O perito da Polícia Federal Stefenson Marcus, de 41 anos, morreu após ingerir uma substância tóxica, ainda não identificada, acreditando se tratar de cerveja.

Segundo informações do Dia, Stefenson participava do encontro de lanchas “Brasília Yatch Day”, no Lago Paranoá, no Distrito Federal, quando bebeu o produto.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o perito teve uma parada cardiorespiratória e, após 23 minutos de processo de reanimação, foi declarado morto pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Testemunhas relataram que Stefenson pegou uma latinha e ingeriu a substância. Uma outra versão do caso conta que uma pessoa que estava na festa teria oferecido o líquido para o policial como se fosse energético.

Por meio de nota, a Associação Nacional dos peritos Criminais lamentou o ocorrido. A investigação do caso está a cargo da 1ª Delegacia de polícia de Brasília.

Noticias ao Minuto

Pai vai com filha de 9 anos a encontro com pedófilo e suspeito é preso

O homem, de 47 anos, mandava mensagem assediando a criança.

Um homem de 47 anos foi preso em flagrante na tarde dessa terça-feira (23) após assediar uma criança de 9 anos por mensagens enviadas para o celular da vítima. O pai da garota, que descobriu o crime, compareceu, junto com a polícia, ao encontro marcado que o suspeito havia marcado com a menina, em Várzea Grande, na Grande Cuiabá.

“O pai procurou a delegacia sem saber o que fazer, afirmando que a filha iria se encontrar com um homem mais velho, que a levaria para um motel. O estupro foi impedido no último momento”, afirmou o delegado Cláudio Alvarez, em entrevista ao G1. Ele ainda acrescentou que o homem confessou o crime e sabia que se tratava de uma criança.

O encontro foi marcado em um local próximo à casa da vítima. Ele a aguardava em um carro quando a polícia chegou e o surpreendeu.

Troca de mensagens

Tudo começou quando o suspeito inciou uma conversa com a vítima pelo bate-papo do Facebook. Após trocar mensagens, pediu o número de telefone dela e a adicionou ao WhatsApp. “Queria uma ‘censual’, com menos roupa”, escrevia, constantemente, o homem para a garota. De acordo com a reportagem, nas conversas, ele chegou a pedir que a menina tomasse um anticoncepcional da mãe e que fosse sem calcinha ao encontro. 

Noticias ao Minuto

Irmã de Aécio joga ‘culpa’ para o senador e pede para ser solta

A defesa de Andrea quer que a prisão preventiva seja convertida em medidas alternativas.

Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) foi presa preventivamente em razão da delação de executivos do frigorífico JBS e agora pede para o Supremo Tribunal Federal (STF) revogar a sua prisão. A defesa de Andrea quer que a prisão preventiva seja convertida em medidas alternativas. Marcelo Leonardo, advogado de Andrea Neves, alega que a cliente não tem participação nos supostos crimes e atribui a responsabilidade ao irmão dela, Aécio.

“O pedido do PGR (procruador-geral da República, Rodrigo Janot), e a decisão agravada (do ministro do STF, Edson Fachin), em verdade, apontam razões que, se existentes, poderiam ser aplicadas para a pessoa física do senador Aécio Neves, nunca para sua irmã Andrea, residente na região de Belo Horizonte e sem qualquer ação política pessoal”, argumentou o advogado.

Em outro trecho do documento apresentado pela defesa de Andrea, o advogado cita que “a jurisprudência dos Tribunais Superiores rejeita a tentativa de justificar prisão preventiva de uma pessoa com fundamentos aplicáveis a outra, por violação do princípio pessoalidade da responsabilidade penal, do qual decorre a imperiosa necessidade de individualização da fundamentação da prisão preventiva”.

Como destaca o jornal O Globo, o ministro do STF Edson Fachin autorizou na última quinta-feira, uma operação deflagrada pela Polícia Federal que prendeu várias pessoas, entre elas Andreia.

Aécio Neves não foi preso mas também é um dos citados na delação de Joesley Batista. Em uma gravação feita pelo empresário da JBS, Aécio aparece pedindo R$ 2 milhões ao dono da empresa, sob a justificativa de que precisava da quantia para pagar despesas com sua defesa na Lava Jato.

A investigação indica que Andrea teria sido a responsável pela primeira abordagem ao empresário Joesley Batista, por telefone e via WhatsApp. No entanto, a defesa da irmã de Aécio afirma que ela nunca participou de questões financeiras das campanhas de Aécio, como arrecadação de recursos.

“O único e isolado episódio que teve participação de Andrea Neves foi a sua conversa com o delator premiadíssimo Joesley, pessoa que até então ela não conhecia, como reconhecido pelo mesmo, quando lhe fez a solicitação de ajuda para custeio de despesas lícitas, mediante a oferta do imóvel de sua mãe, que foi recusada pelo delator premiadíssimo Joesley, que preferiu conversar, diretamente, com o senador Aécio Neves, cujo encontro foi marcado, com conhecimento de Andrea, a qual não teve mais nenhuma participação nos fatos, tendo cessado sua intervenção neste ponto”, diz trecho do pedido da defesa de Andrea.

Noticias ao Minuto

Crise política: revelações sobre Temer racham base do governo

Saiba como se posicionou cada partido, após revelações sobre Michel Temer.

A delação premiada dos donos da JBS causou grandes impactos na política brasileira. O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a abertura de inquérito contra o presidente Michel Temer (PMDB) e a base do governo federal sofreu duas baixas. Os partidos PPS e Podemos (ex-PTN) anunciaram o rompimento com o Planalto. Um ministro, do PPS, se demitiu por conta da repercussão das revelações.

Como destaca o UOL, foram protocolados oito pedidos de impeachment desde a noite desta quarta (17). Parlamentares do PSDB assinaram um dos pedidos e o partido anunciou a permanência no governo até segunda ordem, depois de reuniões de avaliação de cenário.

O senador Aécio Neves (MG) foi afastado do cargo pelo STF e pediu licença da presidência do PSDB “para provar sua inocência”.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, pediu, em nota, que Fernando Coelho Filho, entregue o Ministério de Minas e Energia e volte a exercer o mandato de deputado federal pelo partido, o que não ocorreu até o fim de quinta-feira (18).

A reportagem do UOL listou a posição adotada pelos partidos que compõem o Congresso:

Podemos (ex-PTN) 

O ex-PTN tem uma bancada de 13 deputados e anunciou oficialmente o rompimento com o governo Temer. O partido prometeu assumir posição de “independência” a partir de agora. A deputada federal Renata Abreu (SP), presidente da sigla, afirmou que o partido deverá entregar todos os cargos que possui atualmente no governo federal, entre eles o da presidência da Funasa (Fundação Nacional de Saúde).

PPS 

O PPS anunciou a decisão de deixar o governo federal, “tendo em vista a divulgação do conteúdo da delação premiada de sócios da JBS envolvendo o presidente Michel Temer e a gravidade da denúncia” e defende a renúncia de Temer. A sigla comandava dois ministérios, tem nove deputados federais e um senador, Cristovam Buarque (DF). Roberto Freire, agora ex-ministro da Cultura, entregou o cargo na tarde de quinta. Já o ministro da Defesa, Raul Jungmann, “irá permanecer na função pela relevância de sua área de atuação de segurança do Estado brasileiro neste momento de crise e indefinições”, segundo nota assinada pelo presidente da legenda, Davi Zaia.

PSB 

O PSB, que conta com 35 deputados e sete senadores, divulgou uma nota na qual pede a saída do ministro Fernando Bezerra Coelho Filho. O presidente do partido disse que a sigla não pode “admitir” que um de seus membros faça parte de um governo “antipopular que perdeu, por inteiro, sua legitimidade para governar o Brasil”.

PSDB 

É o segundo partido com maior número de ministros no governo Temer, são quatro. O PSDB até ameaçou desembarcar do Planalto, mas decidiu permanecer na base por conta de “sua responsabilidade com o país, que enfrenta uma crise econômica sem precedentes”.

DEM 

O partido no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse que o presidente fez a pior das opções para ele e para o país “ao insistir em permanecer no cargo mesmo admitindo o quadro já instalado de ingovernabilidade”. O senador pediu a renúncia de Temer, admitiu apoiar um processo de impeachment caso ele não renuncie e disse que o peemedebista “desafiou a crise”. Já o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) deve rejeitar todos os pedidos de abertura de processo de impeachment contra o presidente.

PP 

O partido tem dois ministérios. O senador Ciro Nogueira (PI) defendeu “um rápido esclarecimento dos fatos por parte da Justiça, para que o país volte o mais breve possível à normalidade e recupere sua estabilidade política e econômica”. “O PP reafirma o seu compromisso com o Brasil e acredita que as políticas adotadas pelo atual governo do presidente Michel Temer são necessárias para a retomada e consolidação do crescimento do nosso país”, diz o comunicado.

PR 

O PR conta com um ministro no governo e divulgou uma nota assinada pela direção nacional da sigla. “Reiteramos a condição de partido da base governista no Congresso Nacional, na oportunidade em que renovamos a confiança no trabalho do presidente Michel Temer”.

PTB

Com um representante na Esplanada dos Ministérios, o PTB se posicionou por meio de comunicado do líder do partido na Câmara, Jovair Arantes (GO): “em nome da bancada do PTB na Câmara dos Deputados, reiteramos o apoio dos parlamentares do Partido Trabalhista Brasileiro ao governo do presidente Michel Temer”.

PMDB 

A bancada do PMDB da Câmara declarou confiar na palavra de Temer. “No seu pronunciamento, o presidente defendeu a celeridade das investigações comandadas pelo Supremo Tribunal Federal e deixou claro que irá responder a todos os questionamentos. Neste momento, a Constituição Federal tem de ser nosso guia, a fim de garantir o funcionamento das instituições democráticas em favor do povo”, diz a nota assinada pelo líder, o deputado Baleia Rossi (SP). O partido tem oito ministérios.

A reportagem não conseguiu contato com o PRB, PV e PSD.

Noticias ao Minuto

PSDB deve romper com governo Temer e defender eleições indiretas

O rompimento está sendo discutido pelos líderes tucanos.

O principal partido aliado ao governo Michel Temer (PMDB) deverá entregar seus cargos, defender a saída do presidente por renúncia ou impeachment e a realização de eleições indiretas no Congresso Nacional. A decisão deve ser tomada na tarde desta quinta (18), e alguns líderes defendiam que apenas era preciso esperar a divulgação do áudio da gravação em que Temer apoia a compra de silêncio de delatores da Lava Jato.

O rompimento está sendo discutido pelos líderes tucanos, que deverão divulgar uma nota com a posição final ainda nesta quinta (18). O consenso que se forma é de que só isso garantirá a sobrevivência mínima do partido. O partido tem quatro ministros no governo, e um deles (Bruno Araújo, Cidades) já defendia o desembarque na noite de quarta (17).

A gota d´água, além do escândalo envolvendo diretamente Temer, foi a operação da Lava Jato contra Aécio Neves (MG). O senador afastado deixou o comando do partido, que dominava desde a campanha de 2014, na qual quase foi eleito presidente contra Dilma Rousseff (PT).

Aécio foi o principal fiador da união entre PSDB e PMDB desde o começo do governo Temer, após a abertura do processo de impeachment de Dilma no ano passado. Foi citado em inúmeras delações e tem inquéritos abertos contra si. Com a delação da JBS, acabou sua condição de continuar liderando os tucanos, o que precipitou a discussão sobre o rompimento.

O outro defensor da aliança, o senador José Serra (SP), já havia deixado o governo em que era chanceler e está se defendendo de acusações na Lava Jato. O principal candidato a assumir a liderança do partido é, ironicamente, o senador Tasso Jereissati (CE), que foi adversário histórico de Serra durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Se romper mesmo, como é provável, o PSDB vai defender o cumprimento da Constituição e defender eleições indiretas. Entre outros motivos, porque Luiz Inácio Lula da Silva (PT) certamente seria candidato em um momento em que as acusações na Lava Jato ainda não erodiram totalmente sua popularidade.

Com Lula candidato, o único rival tucano que poderia batê-lo, avaliam líderes, é o prefeito paulistano João Doria. Como o nome do prefeito não é consenso na cúpula do partido, que ainda gostaria de tentar apostar no governador Geraldo Alckmin (SP), que também se defende na Lava Jato, o ideal para os tucanos seria postergar o tempo político de decisões para 2018. Com informações da Folhapress.

Noticias ao Minuto.

 

Clima para reforma da Previdência mudou, diz Temer

Apesar do discurso confiante, Temer disse que não há plano alternativo em caso de derrota da reforma no Congresso.

O presidente Michel Temer voltou a salientar a importância da reforma da Previdência e disse ter certeza da sua aprovação, em entrevista exibida na noite desta segunda-feira (15) pela Rede Vida.

Apesar do discurso confiante, Temer disse que não há plano alternativo em caso de derrota da reforma no Congresso. “Parece que agora ou a (reforma da) Previdência é aprovada, ou então não tem governo. Não é verdade. Eu acho que a reforma da Previdência é fundamental e será aprovada com apoio do Congresso Nacional, mas não é o único fato que nós levamos adiante no governo”, afirmou.

Para ir ao Senado, a proposta precisa da aprovação de três quintos dos 513 deputados, ou seja, 308 votos favoráveis. O Placar da Previdência, publicado pelo Grupo Estado, mostra que apenas 82 deputados apoiam a reforma. Os contrários são 225, segundo dados atualizados nesta segunda-feira.

“Neste momento, nós estamos trabalhando politicamente. Os partidos estão contando os votos e nós vamos ao plenário quando houver pelo menos os 308 ou mais votos contados. Eu acho que nós teremos (maioria) porque já mudou o clima, tanto na sociedade como no Congresso”, afirmou.

Como exemplos de conquistas de seu governo, Temer citou a melhor relação do Executivo federal com os Estados e com o Congresso Nacional, além da aprovação do teto para as contas públicas.

Lava Jato

O presidente também foi questionado sobre o instrumento de delação premiada, que vem sendo amplamente utilizado na Operação Lava Jato. Sem citar a construtora Odebrecht, Temer disse que “só uma empresa tinha 77 delatores, aí banalizou um pouco”.

“A delação é algo importante, mas claro que é algo também excepcional. A pessoa vai chamar um delator para ter dados investigatórios, não dados condenatórios. As delações precisam ser confirmadas”, reforçou. Com informações do Estadão Conteúdo.

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