Carlesse diz que Gurupi “não pode ficar refém de interesses pessoais”

Sobre briga de Josi e Laurez, Carlesse diz que Gurupi “não pode ficar refém de interesses pessoais”.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Carlesse (PHS), disse ao blog que a gestão de Gurupi, sua cidade, “não pode ficar refém de interesses pessoais”. É uma referência ao desentendimento entre o prefeito Laurez Moreira (PSB) e sua principal aliada, a deputada federal Josi Nunes (PMDB). Carlesse é adversário dos dois lados.
A declaração de Carlesse aponta para uma concordância com o prefeito, que disse por nota nessa segunda-feira, 29, que não pode permitir que “interesses partidários se sobreponham aos interesses da população”. Ao ser perguntado se considerava que Laurez tinha razão nessa crise de aliados, o deputado, via assessoria, não respondeu.
Carlesse afirma apenas que quer o melhor para Gurupi e que o município “precisa cobrar o que é direito da cidade e ter ajuda positiva de todos os parlamentares que queiram ajudar”.

Em seguida, o presidente da AL soltou outra frase que parece sugerir um rumo a Josi em Gurupi: “A independência é importante e é dessa forma que atuamos à frente da assembleia”.

Entenda
Laurez e Josi foram aliados nas duas últimas eleições municipais. A mãe da deputada, Dolores Nunes, inclusive, é a vice-prefeita de Gurupi pela segunda vez. Na manhã de sábado, 27, a parlamentar e o prefeito tiveram uma séria discussão em público. Então Josi foi ao Facebook e fez um desabafo no qual se afirma arrependida por não ter ouvido seu partido e sua mãe no ano passado, quando Laurez foi reeleito.

A parlamentar ainda disparou que “infelizmente tem políticos que só buscam se aproximar de você quando precisam (…) as pessoas mais cedo ou mais tarde acabam por conhecer sua índole”.

Já nessa segunda, em nota, o prefeito disse que sempre ter tido “respeito” e “gratidão” por Josi. Contudo, criticou: “Não posso permitir que interesses partidários se sobreponham aos interesses da população”.

Blog/Cleber Toledo

Auditoria não identifica participação de Lula na corrupção da Petrobras

No documento, a empresa de auditoria KPMG informa que não encontrou indícios de crime nos documentos analisados.

Em um ofício encaminhado para o juiz Sérgio Moro nesta segunda-feira (29), a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anexou à ação penal vinculada à Operação Lava Jato o resultado da auditoria feita pela KPMG sobre a participação do ex-presidente Lula na corrupção da Petrobras.

No documento, a empresa de auditoria informa que não encontrou indícios de crime nos documentos analisados.

De acordo com o Portal Paraná, na auditoria, foram analisados documentos referentes ao período de 31 de dezembro de 2006 a 31 de dezembro de 2011.

A KPMG frisa que não foi constatado em demonstrações contábeis “atos envolvendo a participação do ex-presidente Lula dentro da estatal”.

Lula é investigado pela compra de um terreno, onde ficaria a nova sede do Instituto Lula e também um apartamento vizinho ao local onde o petista mora, em São Bernardo do Campo (SP). Os dois imóveis teriam sido adquiridos pela empreiteira Odebrecht e cedidos ao ex-presidente.

Noticias ao Minuto

 

Quarto assessor de Temer deixa Planalto: dois presos e dois delatados

Ele lidava diretamente com Eduardo Cunha, hoje preso, no processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Mais um assessor do presidente Michel Temer deixou o governo nessa terça-feira. De acordo com o blog da jornalista Andréia Sadi, Sandro Mabel (PMDB-GO) despachava do mesmo andar que Temer e já é o quarto a deixar o trabalho. Anteriormente, José Yunes havia pedido demissão após ser citado em delação, e Rodrigo Rocha Loures e Tadeu Fillipelli foram demitidos por Temer depois de terem sido presos. Mabel também está sendo investigado por ter recebido propina.

Mabel trabalhava na interlocução com o Congresso Nacional e com empresários. Apesar de fontes do Planalto afirmarem que ele costumava lidar diretamente com o ex-presidente da Câmara, hoje preso em Curitiba, Eduardo Cunha, principalmente durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, ele nega.

“Nunca tive essa missão. Até porque o Eduardo Cunha tinha acesso a todos do palácio, muito mais do que eu. Portanto, a informação não é verdadeira”, escreveu Mabel ao Blog.

Jobim e Jereissati ganham força em caso de eleição indireta.

Noticias ao Minuto

Janot pede prisão de Aécio e Rocha Loures ao plenário do STF

Na semana passada, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, negou a prisão preventiva dos deputados.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recorreu ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) pela prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Na semana passada, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, negou a prisão preventiva dos deputados.

Desta vez, o recurso apresentado por Janot será apreciado pelo plenário do STF, formado pelos 11 ministros da corte.

Noticias ao Minuto

Dilma viaja a São Paulo para discutir crise com Lula

Os dois ex-presidentes também foram citados na delação da JBS.

A ex-presidente Dilma Rousseff viajou a São Paulo na manhã desta segunda (22) para discutir com Lula a crise política e a atuação que cada um deles deve ter no embate contra o governo de Michel Temer.

Lula já defendeu a saída do atual presidente e a convocação de eleições diretas.O encontro, no Instituto Lula, terá participação também do presidente nacional do PT, Rui Falcão, e do presidente estadual da legenda, Eunício de Souza.

Os dois ex-presidentes também foram citados na delação da JBS.

O empresário Joesley Batista, dono da empresa, afirmou que doou US$ 150 milhões para campanhas eleitorais tanto de Lula quanto de Dilma.

Os recursos teriam sido sacados de contas que ele mantinha no exterior. Com informações da coluna de Mônica Bergamo, da Folhapress e Noticias ao Minuto.

Crise política: revelações sobre Temer racham base do governo

Saiba como se posicionou cada partido, após revelações sobre Michel Temer.

A delação premiada dos donos da JBS causou grandes impactos na política brasileira. O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a abertura de inquérito contra o presidente Michel Temer (PMDB) e a base do governo federal sofreu duas baixas. Os partidos PPS e Podemos (ex-PTN) anunciaram o rompimento com o Planalto. Um ministro, do PPS, se demitiu por conta da repercussão das revelações.

Como destaca o UOL, foram protocolados oito pedidos de impeachment desde a noite desta quarta (17). Parlamentares do PSDB assinaram um dos pedidos e o partido anunciou a permanência no governo até segunda ordem, depois de reuniões de avaliação de cenário.

O senador Aécio Neves (MG) foi afastado do cargo pelo STF e pediu licença da presidência do PSDB “para provar sua inocência”.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, pediu, em nota, que Fernando Coelho Filho, entregue o Ministério de Minas e Energia e volte a exercer o mandato de deputado federal pelo partido, o que não ocorreu até o fim de quinta-feira (18).

A reportagem do UOL listou a posição adotada pelos partidos que compõem o Congresso:

Podemos (ex-PTN) 

O ex-PTN tem uma bancada de 13 deputados e anunciou oficialmente o rompimento com o governo Temer. O partido prometeu assumir posição de “independência” a partir de agora. A deputada federal Renata Abreu (SP), presidente da sigla, afirmou que o partido deverá entregar todos os cargos que possui atualmente no governo federal, entre eles o da presidência da Funasa (Fundação Nacional de Saúde).

PPS 

O PPS anunciou a decisão de deixar o governo federal, “tendo em vista a divulgação do conteúdo da delação premiada de sócios da JBS envolvendo o presidente Michel Temer e a gravidade da denúncia” e defende a renúncia de Temer. A sigla comandava dois ministérios, tem nove deputados federais e um senador, Cristovam Buarque (DF). Roberto Freire, agora ex-ministro da Cultura, entregou o cargo na tarde de quinta. Já o ministro da Defesa, Raul Jungmann, “irá permanecer na função pela relevância de sua área de atuação de segurança do Estado brasileiro neste momento de crise e indefinições”, segundo nota assinada pelo presidente da legenda, Davi Zaia.

PSB 

O PSB, que conta com 35 deputados e sete senadores, divulgou uma nota na qual pede a saída do ministro Fernando Bezerra Coelho Filho. O presidente do partido disse que a sigla não pode “admitir” que um de seus membros faça parte de um governo “antipopular que perdeu, por inteiro, sua legitimidade para governar o Brasil”.

PSDB 

É o segundo partido com maior número de ministros no governo Temer, são quatro. O PSDB até ameaçou desembarcar do Planalto, mas decidiu permanecer na base por conta de “sua responsabilidade com o país, que enfrenta uma crise econômica sem precedentes”.

DEM 

O partido no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse que o presidente fez a pior das opções para ele e para o país “ao insistir em permanecer no cargo mesmo admitindo o quadro já instalado de ingovernabilidade”. O senador pediu a renúncia de Temer, admitiu apoiar um processo de impeachment caso ele não renuncie e disse que o peemedebista “desafiou a crise”. Já o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) deve rejeitar todos os pedidos de abertura de processo de impeachment contra o presidente.

PP 

O partido tem dois ministérios. O senador Ciro Nogueira (PI) defendeu “um rápido esclarecimento dos fatos por parte da Justiça, para que o país volte o mais breve possível à normalidade e recupere sua estabilidade política e econômica”. “O PP reafirma o seu compromisso com o Brasil e acredita que as políticas adotadas pelo atual governo do presidente Michel Temer são necessárias para a retomada e consolidação do crescimento do nosso país”, diz o comunicado.

PR 

O PR conta com um ministro no governo e divulgou uma nota assinada pela direção nacional da sigla. “Reiteramos a condição de partido da base governista no Congresso Nacional, na oportunidade em que renovamos a confiança no trabalho do presidente Michel Temer”.

PTB

Com um representante na Esplanada dos Ministérios, o PTB se posicionou por meio de comunicado do líder do partido na Câmara, Jovair Arantes (GO): “em nome da bancada do PTB na Câmara dos Deputados, reiteramos o apoio dos parlamentares do Partido Trabalhista Brasileiro ao governo do presidente Michel Temer”.

PMDB 

A bancada do PMDB da Câmara declarou confiar na palavra de Temer. “No seu pronunciamento, o presidente defendeu a celeridade das investigações comandadas pelo Supremo Tribunal Federal e deixou claro que irá responder a todos os questionamentos. Neste momento, a Constituição Federal tem de ser nosso guia, a fim de garantir o funcionamento das instituições democráticas em favor do povo”, diz a nota assinada pelo líder, o deputado Baleia Rossi (SP). O partido tem oito ministérios.

A reportagem não conseguiu contato com o PRB, PV e PSD.

Noticias ao Minuto

Lula, Dilma, Serra e Renan são os novos alvos da JBS

Os irmãos possuem muito mais provas sobre nomes que, até o momento, estavam passando ilesos.

Nesta sexta-feira (19), delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, vai explodir no colo dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (PT), do ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) e do ex-chanceler e ex-presidenciável José Serra (PSDB), de acordo com a colunista Eliane Catanhêde, do Estadão.

Segundo a jornalista, os irmãos possuem muito mais provas sobre nomes que, até o momento, estavam passando ilesos. Como os empresários estão soltos, eles assinaram acordo no qual passariam meses gravando interlocutores e pautando os monitoramentos da Poícia Federal. Segundo a colunista, o resultado das demais gravações é devastador, não apenas para Temer e Aécio, mas em todo o mundo político.

Noticias ao Minuto

Aliados indicam renúncia de Temer nas próximas horas

Presidente deve anunciar renúncia em pronunciamento à nação, às 16h.

Aliados e conselheiros do presidente Michel Temer indicam que o mandatário pode renunciar ao cargo na tarde desta quinta-feira (18).

De acordo com diversos jornalistas, que tem acesso a membros do governo, é provável que a renúncia seja anunciada durante o pronunciamento à nação, marcado para as 16h. 

Caso o anúncio seja feito, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, assume o cargo temporariamente, como prevê a Constituição, e convoca o Congresso para que eleja um novo presidente que governará até o final de 2018.

Noticias ao Minuto

Prisão imediata de Lula pode ser evitada pelo STF

Caso o ex-presidente seja condenado em 1ª e 2ª instância, o Supremo pode evitar a prisão imediata.

A decisão sobre o destino do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não saiu, mas são muitas as especulações sobre o futuro do petista. Réu em cinco processos, Lula corre o risco de ser condenado pelo juiz Sergio Moro e, se recorrer a 2ª instância, também pode ser condenado pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). No entanto, o STF (Supremo Tribunal Federal) pode evitar que o ex-presidente seja preso de imediato.

Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, embora a maioria da corte geralmente siga a regra que permite a reclusão depois que a sentença de um magistrado é confirmada por um tribunal de 2ª instância, os ministros não são obrigados a adotar esta tese.

Alguns membros do STF avaliam que a prisão de Lula poderia causar uma grande comoção, às vésperas ou mesmo em ano eleitoral, isso poderá influenciar o Supremo a garantir que Lula aguarde em liberdade até que eventual sentença condenatória seja confirmada pelos tribunais superiores de Brasília, em última instância.

Ainda de acordo com a coluna, pelo menos cinco ministros tenderiam a adotar essa conduta: Marco Aurélio de Mello, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Estes magistrados do STF já têm decidido no sentido de permitir que réus respondam em liberdade até o julgamento de seus processos em terceira instância

No entanto, se condenado em 2ª instância, Lula não deve escapar da Lei da Ficha Limpa e ficará inelegível para 2018.

Noticias ao Minuto

Para Lula, citar seu nome é ‘senha’ para fechar acordo de delação

“Se pudesse ressuscitar o Conde de Monte Cristo, ele viria aqui falar: foi o Lula o culpado”, disse o ex-presidente em depoimento nesta quarta (10).

Em depoimento dado ao juiz federal Sergio Moro nesta quarta-feira (10), o ex-presidente Lula disse que seu nome é citado por candidatos a delator como condição para fechar acordo com o Ministério Público Federal.

“Aí, doutor, eu me desculpo com todo o respeito que eu tenho pelo seu trabalho. Esse último mês foi o mês Lula, em que a senha era Lula. Vamos chamar todo mundo. Se pudesse ressuscitar o Conde de Monte Cristo, ele viria aqui falar: foi o Lula o culpado”, afirmou o ex-presidente.

De acordo com a Folha de S. Paulo, Lula fez referência direta os casos de Léo Pinheiro e Renato Duque, que citaram seu nome durante depoimento a Moro.

“Eu vi o depoimento do Leo. Eu conheço o Leo antes e conheço o Leo naquele depoimento. Depois um cidadão condenado a 23 anos de cadeia ser chamado para a coisa mais importante que ele tem pra falar é que o Lula sabia”, disse.

“Depois de condenarem e execrarem a imagem de um pai de família que por mais errado que tenha merece respeito, como o Duque a 40 anos de cadeia e depois prometer para ele liberdade se a senha for falar: “o Lula sabia”, declarou.

O juiz rebateu a afirmação perguntando quem havia prometido liberdade a Renato Duque. Moro também declarou que o ex-presidente estava baseando suas afirmações em dados publicados pela imprensa.

“Mas eu estou vendo. Como é que não prometeu. Eu estou vendo. Isso acontece, eu estou vendo”, afirmou Lula.

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