Kátia Abreu afronta PMDB, diz aliado de Temer em pedido de expulsão

katia abreuPresidente do diretório do PMDB na Bahia e aliado do vice-presidente Michel Temer, o ex-ministro Geddel Vieira Lima finalizou ação em que pede que seu partido expulse a ministra Kátia Abreu (Agricultura), que prega a permanência dos quadros do partido no governo Dilma Rousseff.

No documento, ele afirma que a ministra pratica “notória afronta” à “deliberação suprema”, que decidiu no último dia 29 romper com o governo, determinando que todos os peemedebistas com cargo na administração federal abandonem os postos.

Amiga pessoal de Dilma, Kátia Abreu tem trabalhado para permanecer no posto e chegou a ventilar que havia sido convidada a se filiar ao PR, notícia que desagradou a cúpula da legenda.

Na peça, Geddel cita mensagens enviadas por Kátia Abreu logo após a decisão do desembarque do PMDB. A ministra foi flagrada pela Folha de S.Paulo avisando a um interlocutor que “todos os seis” ministros do PMDB que ainda estão no governo pediriam licença da sigla e permaneceriam em seus cargos.

O estatuto da legenda, no entanto, não contempla licença partidária.”Por todos os atos e fatos versados e comprovados nesta representação, à obviedade se conclui da violação pela representada [Kátia Abreu] nos tipos legais acima transcritos, cuja consequência normativa é aplicação concreta da medida disciplinar de expulsão, com o cancelamento da filiação peemedebista”, conclui o texto.

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Afastamento de presidente eleito só pode ocorrer em situações extremas, diz Cardozo

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O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, afirmou, há pouco, que o afastamento de um presidente eleito no regime presidencialista só pode ocorrer em “situações extremas” e “hipóteses excepcionalistas”.

“A cassação do mandato do presidente da República, no Estado Democrático de Direito, equipara-se à intervenção da União nos estados e aos estados de sítio e de defesa”, disse Cardozo, ao apresentar a defesa da presidente Dilma Rousseff na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o pedido de impeachment da chefe do governo.

Para Cardozo, no presidencialismo, o impeachment só pode ser usado em “absoluta excepcionalidade institucional, justamente por força das garantias que marcam esse sistema de governo. [Seria] uma gravidade afrontosa aos princípios basilares do sistema”.

Ao entregar a defesa à comissão especial, Cardozo disse que demonstraria “de forma clara e indiscutível” a improcedência do pedido de afastamento de Dilma. Ele explicou que a defesa está dividida em três partes: contextualização institucional, questões preliminares e análise do mérito das denúncias contra Dilma. “A defesa é longa, exaustiva. Quase 200 páginas de texto, onde são feitas considerações políticas, jurídicas, econômicas e financeiras.”

“[Na defesa] está clara e indiscutível a absoluta improcedência dos crimes de responsabilidade, que são, em tese, imputáveis à presidente da República. Não existem crimes, a peça é marcada por profundos vícios, e a defesa mostrará isso, com profunda clareza e rigor”, afirmou o ministro.

Antes de Cardozo iniciar sua fala, o presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF), informou que não seriam permitidas manifestações ou interpelações ao ministro.

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Se Dilma resistir ao impeachment, Cunha já tem ‘plano B’

cunha aCaso a oposição não consiga os 342 votos necessários para retirar a presidente Dilma Rousseff da presidência, ainda sim ameaça do impeachment está longe de cabar.

Segundo a ‘Gazeta do Povo’, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adiantou, para aliados e líderes partidários, que vai instaurar um novo processo caso o primeiro seja derrotado. O “plano B”  seria o pedido de impedimento apresentado nesta semana pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O maior temor da ala pró-impeachment não está na possibilidade de o Palácio do Planalto conseguir os 172 votos que garantiriam o mandato a Dilma, mas na ausência de deputados em número suficiente para minar a oposição.

Ainda segundo a publicação, a ala anti-Dilma trabalha com a certeza do impeachment, numa estimativa de que ela não terá mais do que 140 votos a favor. No entanto, caso a batalha seja perdida, a guerra continuará. Para João Arruda (PMDB), a única chance de novos processos de impeachment não serem abertos é se o governo conseguir uma votação favorável expressiva, acima de 200 votos. “Do contrário, na semana seguinte a esse primeiro pedido, o Cunha instaura outro processo. E vai ser assim ao longo de todo o ano”, disse ao jornal.

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Dilma exonera vice-diretor da Caixa indicado por Temer

Presidente também exonerou o diretor da Casa da Moeda do Brasil

dilma tiaau
Presidente Dilma Rousseff

A presidenta Dilma Rousseff exonerou mais um funcionário do governo indicado pelo PMDB. O vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Roberto Derziê de Santanna, foi desligado do cargo nesta sexta-feira (1º). O PMDB decidiu deixar o governo em decisão na última terça-feira (29).

Indicado pelos peemedebistas Moreira Franco e Geddel Vieira Lima, Derziê é funcionário de carreira da Caixa e trabalhou com o vice-presidente Michel Temer, que é presidente do PMDB, durante o período em que Temer atuou na articulação política do governo, até agosto do ano passado.

A exoneração foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União. Ainda não há indicação oficial de substituto. O governo também publicou nesta sexta-feira a destituição de Paulo Ricardo de Mattos Ferreira da diretoria da Casa da Moeda do Brasil. Para o lugar de Mattos, foi nomeado Jehovah de Araújo Silva Júnior.

Embora nos últimos dias outros nomes indicados pelo PMDB também tenham sido exonerados, como o diretor-geral do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), Walter Gomes de Sousa; e o diretor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rogério Luiz Abdalla; o governo aceitou ontem (31) a indicação do partido e nomeou Luiz Otávio Oliveira Campos para o cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Campos foi senador e era secretário-executivo da Secretaria de Portos da Presidência da República, comandada pelo também peemedebista Helder Barbalho. A nomeação para o comando da agência precisa ser apreciada pelo Senado.

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Requião expõe racha no PMDB: ‘Governo Temer seria desastre igual ao de Dilma’

Agência Senado
Image copyrightAgencia Senado Image captionRoberto Requião diz que se sente isolado no partido, mas que não pensa em desfiliação

O senador paranaense Roberto Requião está no PMDB há mais de 30 anos, desde a época do MDB, e foi pela sigla deputado, governador do Paraná e prefeito de Curitiba. Hoje, diante da saída do partido da base aliada, diz não reconhecer o PMDB em que entrou, considera a reunião de terça-feira “uma piada” e reprova Temer no poder: “sem proposta, seria um desastre igual ao que está sendo o da Dilma”.

Para Requião, o partido não pode sair do governo, porque nunca entrou efetivamente. “Ele (o PMDB) nunca se sentiu representado.”

Duro crítico do plano batizado de Uma Ponte para o Futuro, prévia do que seria um governo Temer na área econômica, o senador afirma que as medidas causariam a “maior crise social da história do Brasil”.

O plano de reformas liberais inclui relaxamento de leis trabalhistas, privatizações, concessões e custos salariais menores. “É uma espécie de protocolo dos sábios do mercado”, diz.

Isolado no partido, não pensa em se desfiliar. “Não tenho outras opções melhores. Você não propõe que eu vá para o PT, né?”

Leia os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil – O senhor esteve na reunião da terça-feira (que decidiu pela saída do PMDB do governo)?

Roberto Requião – Não, o Paraná não compareceu à reunião.

BBC Brasil – Como avalia a saída do partido?

Roberto Requião – Em primeiro lugar, a saída de um partido do governo é uma coisa normal no sistema democrático. Mas, tudo isso tem que ter um pressuposto: por que vamos sair? O que queremos ao sair? O que propomos para o país? Não vi nada nisso. Vi na mesa o (Eduardo) Cunha, o (Eliseu) Padilha e o (Romero) Jucá comandando uma reunião em que não sei quem votou, porque não havia identificação de eleitores, foi por aclamação. Logo não se pode nem saber se era o PMDB que estava lá.

E não há nenhuma proposta alternativa, pelo contrário. O Jucá é o porta-voz de um documento que se chama Uma Ponte para o Futuro, que é uma espécie de protocolo dos sábios do mercado. É mais radical do que toda a operação fiscal do (ex-ministro da Fazenda) Joaquim Levy, que beneficia o capital especulativo e prejudica duramente o trabalho. É pior do que o que se propôs para Grécia, Itália, Portugal e Espanha. Mas esse documento não é do partido.

BBC Brasil – Ele não pode ser considerado uma proposta?

Roberto Requião – Claro que não. Não tem proposta. Esse documento foi levado a uma reunião nacional da Fundação Pedroso Horta (órgão de formulação política do PMDB) e foi rejeitado. Nem puseram em votação porque havia uma rejeição absoluta da base partidária.

Não entendo o que significa sair do governo. Por quê? Para quê? Propondo o quê? Digo isso com conforto, porque me manifesto contra a política econômica do governo desde o primeiro dia.

AP
Image captionPara senador, PDMB não tem projeto para o país e reunião de terça foi “uma piada”

BBC Brasil – Na sua visão, o Ponte para o Futuro seria pior do que a política econômica do governo?

Roberto Requião – Seria um verdadeiro horror e é uma contradição com a história do PMDB. O documento base do PMDB é Esperança e Mudança. É um documento de retomada do desenvolvimento, de ativamento das garantias sociais. É o Estado social, do meio ambiente, do respeito às leis trabalhistas, que protege o trabalho interno.

Esse (Ponte para o Futuro) nem o FMI faria tão ruim. Nos coloca numa situação de primarização da economia.

BBC Brasil – Quais suas principais críticas em relação ao documento?

Roberto Requião – Ele não é para ser colocado num contexto de disputa eleitoral para o povo brasileiro. É para o mercado, para os banqueiros, porque ele teria uma rejeição absoluta no país. Agora o PMDB sai do governo. E tem mais ainda: será que o PMDB já foi governo? Acho que não foi.

Se o PMDB estivesse no governo, se os ministros da Dilma representassem o partido, a convenção não sairia do governo, os ministros teriam o controle da sigla, estariam representando suas bases. Mas o partido nunca se sentiu representado. Como sete ministros não têm influência alguma? Porque não eram ministros do partido. O meu PMDB nunca foi governo. Isso foi um produto de um acordo congressual.

BBC Brasil – Então, para o senhor, o PMDB não está representado no documento e nem na reunião?

Roberto Requião – O PMDB que conheço não estava representado nisso e muito menos nesse documento. O PMDB poderia sair do governo, claro que poderia. Monta convenções no Brasil inteiro, formula uma proposta e diz: olha, o governo da Dilma está indo por um caminho neoliberal que não satisfaz os caminhos traçados ao longo da nossa história. Mas esse pessoal estava fazendo exatamente o contrário.

BBC Brasil – Mas o senhor é a favor da saída do governo dadas as atuais circunstâncias?

Roberto Requião – Não. Sou favorável à mudança da política econômica do Brasil. Não posso falar em sair do governo porque nunca entrei.

BBC Brasil – Como vê a posição de Michel Temer hoje?

Roberto Requião – Ele não foi à reunião (de terça-feira). A carta dele (à presidente Dilma Rousseff, que veio a público em dezembro) mostra que ele se sentia isolado, que não era parte de nada, não era parte das discussões econômicas. Isso é fato.

AP
Image captionSenador diz que não houve crime de responsabilidade e Dilma deve acabar mandato

BBC Brasil – Para o senhor, a saída do PMDB aumenta as chances de um impeachment?

Roberto Requião – Não acho que uma coisa tem a ver com a outra. O impeachment legal é o julgamento de um crime de responsabilidade. E não houve esse crime. Não é uma questão de acreditar ou não: não houve.

E eu sou contra a política econômica da Dilma, talvez eu seja o maior opositor dentro do Congresso. Esse crime de responsabilidade atinge o comportamento de 16 governadores do Brasil. Tem algum impeachment contra eles, que fizeram a mesma coisa?

BBC Brasil – Como vê a campanha pró-impeachment?

Roberto Requião– É uma jogada de quem perdeu eleição, e do capital financeiro, que quer comandar o Brasil. Dentro do Congresso propõem o fim das estatais, transformá-las em sociedades anônimas; propõem colocar limite no endividamento – se os Estados Unidos tivessem limite para o endividamento teriam fechado na última crise.

É um pacote que marcha paralelamente à derrubada do governo da Dilma: a entrega do petróleo; a liquidação da Petrobras; corte de investimentos do Minha Casa Minha Vida… (sendo que) a maior indústria brasileira é a construção civil. Está caminhando a entrega do país. E, do meu ponto de vista, há um autismo social da Dilma. Ela não está enxergando nada, está repetindo políticas liberais: primeiro o Joaquim Levy, depois trocado pelo Barbosa.

BBC Brasil – Como avalia a política econômica?

Roberto Requião – (Dilma) está perdidíssima. O Levy era uma sinalização para o mercado, que levou a um arrocho fiscal e fez o governo perder completamente seu apoio sindical. Foi minando suas bases. E quem votava a favor de todos os erros da Dilma no Congresso? O PMDB e o PSDB. A favor do Levy, a favor das bobagens do Barbosa.

BBC Brasil – É uma posição contraditória?

Roberto Requião – Claro! Acho que, em defesa da democracia, a Dilma tinha que terminar seu mandato.

BBC Brasil – O senhor falou em ameaça à democracia. Acha que os caminhos que estamos percorrendo na política arriscam o sistema democrático?

Roberto Requião – (Os caminhos) são imprevisíveis. Há uma campanha amplíssima de desmoralização, em parte merecida, da política e dos políticos. Isso pode abrir espaço para vir um super-herói, dependendo das circunstâncias, da direita ou da esquerda.

Image captionAdmirador de Moro no início de seu trabalho, Requião diz que juiz passou os limites da legalidade

BBC Brasil – Quem seria esse super-herói?

Roberto Requião – Pode vir um Bolsonaro, um general salvador. Por isso prefiro que as coisas sejam resolvidas dentro do processo democrático. Sérgio Moro, por exemplo. Achava um sujeito extraordinário no começo do seu trabalho, mas extrapolou os limites do direito.

Sem o trabalho dele e dos procuradores, nós não saberíamos de nada. Só que são juízes e não percebem a utilização de seus exageros para a dominação do capital financeiro sobre o país. Eles estão sendo instrumentalizados e (ficam) satisfeitíssimos pela própria vaidade. Agora, o trabalho deles é muito bonito.

BBC Brasil – Mas é questionável?

Roberto Requião – Porque está atropelando espaços do garantismo jurídico. Acho que o Moro é quem menos acredita na Justiça no Brasil. Porque ele provoca esses vazamentos para pressionar o Supremo Tribunal Federal. Mas Moro tem que ver o que aconteceu primeiro com Weimar (república estabelecida na Alemanha após a Primeira Guerra Mundial), que, num esforço moralizante, só punia os progressistas e a esquerda. E deu margem para o surgimento do Hitler. O que aconteceu na Itália quando surge o Berlusconi. Quer dizer, estão embalados pela sua visão paladina e estão abrindo espaço para a direita brasileira.

Não quero que parem. Mas não podem passar do limite legal.

BBC Brasil – Quais seriam esses limites? A condução coercitiva do Lula?

Roberto Requião – Não. A condução coercitiva foi um espetáculo para a mídia, não foi um ato de justiça. O vazamento dos grampos é uma tentativa de comoção nacional. O limite é da razoabilidade, que a lei estabelece. Como é que você joga na mídia uma conversa pessoal de um presidente com um ex-presidente, que é seu amigo? Quando não tem nada a ver com o processo. Fui um entusiasmado incentivador no começo. Mas estão provocando um conflito social que não podem segurar. E outra coisa: o país não está debatendo nada. Tudo está vindo embalado na movimentação moralizante.

BBC Brasil – E o diálogo dentro do PMDB?

Roberto Requião – O PMDB não discute. Sou da bancada do Senado e ela não se reúne. Há uma ausência de projeto.

BBC Brasil – Isso vem se intensificando nos últimos anos?

Roberto Requião – O PDMB tem documentos magníficos. (A falta de diálogo) Foi parte da captura do PMDB pelos empregos, pela fisiologia, com a parte corrompida do PT. É o que eu digo: se esse pessoal que está no ministério é PMDB, por que não tinha um apoio no diretório nacional? Chegaram pelos acordos com o PT. Há uma vontade de poder, com um projeto capenga. A “Ponte para o Futuro” causaria a maior crise social da história do Brasil.

Agencia Brasil
Image captionTemer não está pensando no país, está pensando no poder, diz senador

BBC Brasil – Como seria um governo do PMDB?

Roberto Requião – Acho que, sem uma proposta, seria um desastre igual ao está sendo o da Dilma. O Temer deveria estar pensando no Brasil e ele está capturado por aquele pessoal da extrema direita. Ideologicamente, ele está capturado, está bancando esse projeto louco. Ele é vice-presidente da República e está pensando no poder. Ele acredita que aquele seja um projeto nacional, mas não é, é um desastre nacional.

Estamos no caminho de uma crise. Com Temer, sem Temer, com Dilma, sem Dilma e não há um projeto nacional. A reunião do PMDB foi uma piada. Saímos do governo e não tiveram coragem para colocar em discussão a Ponte para o Futuro, porque acho que, mesmo lá naquela farsa, não passava. Aquilo foi uma piada. E terminou com Padilha, Jucá e Cunha de mãos dadas para cima, para o alto e para a glória. Não é o PMDB em que eu entrei, muito tempo atrás.

BBC Brasil – O senhor pensa em desfiliar-se?

Roberto Requião – Eu não! Acho que a briga é dentro do partido. Sou uma frente de resistência, desde que nasci. Não tenho outras opções melhores. Você não propõe que eu vá para o PT, né?

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Grupo se reúne na Praça Cívica em apoio à Dilma

De acordo com a organização, 5 mil pessoas estão no local. Já a Polícia Militar falou em 300 manifestantes. O grupo se reuniu por volta de 17h.

praça civica“A Dilma é honesta, o povo é testemunha, quem vai sair é o cunha”. Esse é um dos gritos do grupo de manifestantes pró-Dilma que estão reunidos desde às 17h na Praça Cívica, em Goiânia, na noite desta quinta-feira (31). Os manifestantes vão dar a volta na Praça Cívica e seguir pela Rua Dez até a Praça Universitária.

Há outras manifestações sendo realizadas em diversas cidades do Brasil.

Em Goiânia, os manifestantes usam adesivos e empunham cartazes e faixas em apoio à presidente Dilma. Muitos deles usam coletes da Central Única dos Trabalhadores de Goiás (CUT-GO).

O prefeito Paulo Garcia, a deputada Adriana Acorsi, pessoas ligadas ao SindSaude, Movimento dos Sem Terra (MST) e Movimento Camponês Popular (MCP) também participam do ato.

A Praça Cívica não foi interditada e a Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) controla o trânsito no local.

Empresários redobram pressão contra Dilma e cobram o Congresso

pagar o pato
© Fernando Bizerra Jr. Campanha da Fiesp em Brasília contra o Governo Dilma.

Se o Brasil fosse comparado a uma panela de pressão poderia se dizer que os empresários resolveram, de uma vez, aumentar fogo. Impacientes por se sentar à mesa do crescimento, já não escondem a torcida para que a presidenta Dilma vá para casa e o vice, Michel Temer, assuma. O sinal mais claro e recente foi dado pela Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP) que, em representação de centenas de entidades da indústria, comércio, serviços e agricultura, ocupou nesta terça-feira os principais jornais do país com uma ostensiva campanha publicitária. Os lemas “Impeachment já” e “Chega de pagar o pato” imprimiram-se em 16 rodapés de página que chegaram às bancas de todo o país e apareceram no fundo da tela de um jornal brasileiro. A ofensiva de marketing soma-se à onda de campanhas anti-Governo que a federação já vinha patrocinando há meses e simboliza a mudança de postura dos empresários paulistas que apostam hoje, não pela renúncia de Dilma Rousseff, e sim por pressionar deputados e senadores para que priorizem o impeachment da presidenta.

Mais sutis, mas na mesma linha, mostraram-se os empresários que participaram nesta terça-feira de um seminário sobre como destravar os investimentos em infraestrutura, celebrado na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Nos corredores, dava-se por certo, e com naturalidade, o final político de Dilma Rousseff no curto prazo, sobretudo após o rompimento do PMDB com o Governo. A sensação é de pressa. “Ela não chega no final de abril. Ela vai cair porque passou por cima da lei e porque o povo está cheio. Há uma paralisia irremediável na economia, 2015 foi o pior ano para minha empresa em três décadas. Nunca vi nada igual”, critica um dos participantes que não quer ser identificado por manter contratos com o Governo. “O impeachment é um caminho sem volta. Nós não conseguimos ter a confiança do mercado, nem ter um mínimo de governabilidade”, explicou um dos participantes, funcionário de uma empresa pública federal.

Para Claudio Frischtak, da Consultoria Internacional de Negócios Inter.B e palestrante do evento, o Brasil vive o “fenômeno da bola de neve”. “Quando a bola começa a rodar você desconhece o tamanho que pode adquirir, mas chega um momento em que pode se tornar irreversível. Nós ainda não chegamos nesse ponto, mas já estamos no começo de um processo de irreversibilidade. A dinâmica pró-impeachment é tão forte que fica difícil de reverter”, explica Frischtak, que não lembra precedentes de um envolvimento similar do empresariado brasileiro em uma questão política. “E não é só o grande empresariado que é a favor, é também o médio e o pequeno empresário, o que faz uma enorme diferença. Nunca há unanimidade, mas se fizermos um levantamento hoje, veríamos que 95% dos empresários não querem o Governo atual”, completa Frischtak.

Essa unanimidade, no entanto, não existia há cerca de quatro meses entre os donos do dinheiro. Enquanto o foco da FIESP era exigir a renúncia de Dilma Rousseff, a Firjan rechaçava o impeachment da presidenta. Em dezembro, a federação que representa os empresários do Rio sustentava que o processo de impeachment estava gerando “tumulto” e dificultava ainda mais o esforço do empresariado para encontrar um interlocutor no Governo que ajudasse a destravar a economia. Em mais um exemplo de como o cenário atual de crise é dinâmico e imprevisível, a sede da federação fluminense está forrada, desde a última manifestação do 15 de março, de adesivos verde amarelo com a legenda pró-impeachment na mesma linha que os colegas de São Paulo: “Todos nós falamos, agora o Congresso precisa ouvir”.

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Kátia Abreu diz que os seis ministros do PMDB permanecerão no governo

Ministra da Agricultura informou que não se licenciará do partido.
Nesta terça, PMDB determinou que filiados se desliguem de cargo no governo.

A ministra dA ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirma no Twitter que permanecerá no governo Dilma (Foto: Reprodução / Twitter)a Agricultura usou sua conta no Twitter para informar que permanecerá no governo Dilma (Foto: Reprodução / Twitter)

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, informou nesta quarta-feira (30), por meio de sua assessoria de imprensa, que ela e os outros cinco ministros da cota do PMDB decidiram permanecer no governo sem se licenciar do partido.

Kátia Abreu, entretanto, ressaltou que todos os ministros peemedebistas colocaram seus cargos à disposição da presidente Dilma Rousseff caso ela necessite das pastas para negociar com outros partidos aliados.

A ministra da Agricultura fez a afirmação um dia após o Diretório Nacional do PMDB ter anunciado o rompimento com o Palácio do Planalto e determinar que todos os integrantes do partido entreguem seus cargos no Executivo federal.

Atualmente, das 32 cadeiras da Esplanada dos Ministérios, o PMDB comanda seis. Além da Agricultura, os peemedebistas estão à frente de Saúde, Ciência e Tecnologia, Portos, Minas e Energia e Aviação Civil.

O G1 procurou os ministros Eduardo Braga (Minas e Energia), Helder Barbalho (Portos) e Mauro Lopes (Aviação Civil), mas as assessorias dos três disseram que não tinham informações sobre o assunto.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, também já declarou publicamente que permanecerá à frente da pasta, mesmo com a determinação partidária para deixar o cargo.

Segundo o G1 apurou, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, também já informou a interlocutores que continuará no governo.

Twitter
Mais cedo, em sua conta pessoal no microblog Twitter  , Kátia Abreu já havia afirmado que permanecerá no comando do Ministério da Agricultura.

“Continuaremos no governo e no PMDB. Ao lado do Brasil no enfrentarmos [sic] da crise. Deixamos a presidente à vontade caso ela necessite de espaço para recompor sua base. O importante é que na tempestade estaremos juntos”, escreveu a ministra na rede social.

Até a última segunda (28), o Ministério do Turismo também era chefiado pelo PMDB, mas o ministro Henrique Eduardo Alves – um dos aliados mais próximos do vice-presidente Michel Temer – se antecipou à decisão partidária e pediu demissão um dia antes de a sigla determinar o afastamento de seus filiados do governo.

Apesar de já estar em vigor a determinação para se desligarem da Esplanada, Kátia Abreu, Celso Pansera e Marcelo Castro participaram, nesta quarta, do evento de lançamento da terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida no Palácio do Planalto. Na solenidade, os três ministros do PMDB se recusaram a falar com a imprensa.

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Aos gritos de “Fora PT” e “Temer presidente”, PMDB abandona governo Dilma

Após aliança de 13 anos, PMDB desembarca de olho no impeachment da presidente

bancada pmdb
Observado por Eduardo Cunha, o senador Romero Jucá anuncia a decisão do diretório nacional do partido Divulgação/PMDB

O PMDB decidiu nesta terça-feira (29), em Brasília, deixar a base do governo Dilma Rousseff. O desembarque rompe uma aliança de 13 anos com o PT, iniciada no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006).

A sessão-relâmpago do diretório nacional durou pouco mais de dois minutos e foi presidida pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Ele leu uma moção apresentada pelo diretório da Bahia e pediu, em seguida, para que os mais de cem parlamentares presentes se levantassem para a aprovação.

— [A moção] requer a imediata saída do PMDB do governo com a entrega dos cargos de todas as esferas do Executivo federal.

Os peemedebistas então se levantaram e aprovaram a moção por aclamação. Em meio a aplausos, eles gritaram palavras de ordem como “Fora PT’ e “Brasil pra frente, Temer presidente”.

A sessão de hoje, que aconteceu na Câmara dos Deputados, mostra que o partido aposta no impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que poderia conduzir o presidente do partido e vice-presidente da República, Michel Temer, à Presidência.

A reunião contou com alguns caciques peemedebistas, como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-ministro da Aviação Civil Moreira Franco, o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) e Ibsen Pinheiro, que preside o PMDB gaúcho.

Nenhum dos sete ministros peemedebistas que integram o governo compareceu à sessão, nem o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL).

O líder do PMDB na Câmara, deputado federal Leonardo Picciani (RJ) — que foi eleito com o apoio do Palácio do Planalto —, também não esteve presente.

O desembarque

A decisão fará o PMDB entregar sete ministérios e outros 600 cargos na máquina pública federal, como explicou Jucá em sua apresentação.

Mas a forma como ocorrerá esse desembarque ainda não está certa. Na segunda-feira (28), o ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) entregou o comando do Ministério do Turismo. Até o momento, contudo, ele foi o único a efetivar essa decisão.

Há a expectativa de que três ministros permaneçam em seus cargos: Kátia Abreu (Agricultura), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Marcelo Castro (Saúde).

Segundo Jucá, “ninguém do partido pode ocupar nenhum cargo no governo federal”. O senador não falou em “expulsão” daqueles que quiserem permanecer nos cargos, mas ressaltou que a situação será analisada “caso a caso”.

O senador não falou em adotar uma postura de oposição, mas afirmou que o partido irá agir de forma “independente” e “de acordo com o que for melhor para o país”.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, réu de uma ação penal no Supremo Tribunal Federal decorrente da Operação Lava Jato, declarou que seu partido levou tempo demais para se afastar do governo.

— O PMDB já deveria ter saído do governo há muito tempo. Eu rompi com o governo em julho, portanto estou oito meses adiantado. O PMDB serviu para votar matérias que o governo decidia. Nunca participou de nenhuma decisão, nenhuma política pública.

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Dilma cancela ida aos EUA e evita que Temer assuma após desembarque do PMDB

dilma + temerA presidente Dilma Rousseff decidiu nesta terça-feira (29) cancelar a viagem que faria aos Estados Unidos na próxima quinta (31) para participar da 4ª Cúpula Sobre Segurança Nuclear, que acontecerá em Washington.

A decisão foi tomada no momento em que o PMDB oficializa o desembarque definitivo do governo federal e a crise política que a petista enfrenta se acirra com a possibilidade de que outros partidos aliados também se afastem do governo.

Interlocutores da presidente afirmam que ela ainda pode mudar de ideia e comparecer ao evento, mas Dilma ordenou que a viagem da equipe precursora -responsável por verificar questões de segurança e de logística para o presidente da República em qualquer tipo de evento-, marcada para esta terça, também fosse cancelada.

Inicialmente, Dilma viajaria aos Estados Unidos na quinta-feira de manhã mas, com o agravamento da crise, já havia pedido que o embarque fosse realizado à noite.

O cancelamento da viagem também evitará que o vice-presidente Michel Temer, presidente nacional do PMDB e principal articulador do rompimento, assuma o comando do país por dois dias.

De acordo com a Constituição, o vice-presidente da República assume o posto de presidente sempre que o titular sai do território nacional.

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