Aos gritos de “Fora PT” e “Temer presidente”, PMDB abandona governo Dilma

Após aliança de 13 anos, PMDB desembarca de olho no impeachment da presidente

bancada pmdb
Observado por Eduardo Cunha, o senador Romero Jucá anuncia a decisão do diretório nacional do partido Divulgação/PMDB

O PMDB decidiu nesta terça-feira (29), em Brasília, deixar a base do governo Dilma Rousseff. O desembarque rompe uma aliança de 13 anos com o PT, iniciada no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006).

A sessão-relâmpago do diretório nacional durou pouco mais de dois minutos e foi presidida pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Ele leu uma moção apresentada pelo diretório da Bahia e pediu, em seguida, para que os mais de cem parlamentares presentes se levantassem para a aprovação.

— [A moção] requer a imediata saída do PMDB do governo com a entrega dos cargos de todas as esferas do Executivo federal.

Os peemedebistas então se levantaram e aprovaram a moção por aclamação. Em meio a aplausos, eles gritaram palavras de ordem como “Fora PT’ e “Brasil pra frente, Temer presidente”.

A sessão de hoje, que aconteceu na Câmara dos Deputados, mostra que o partido aposta no impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que poderia conduzir o presidente do partido e vice-presidente da República, Michel Temer, à Presidência.

A reunião contou com alguns caciques peemedebistas, como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-ministro da Aviação Civil Moreira Franco, o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) e Ibsen Pinheiro, que preside o PMDB gaúcho.

Nenhum dos sete ministros peemedebistas que integram o governo compareceu à sessão, nem o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL).

O líder do PMDB na Câmara, deputado federal Leonardo Picciani (RJ) — que foi eleito com o apoio do Palácio do Planalto —, também não esteve presente.

O desembarque

A decisão fará o PMDB entregar sete ministérios e outros 600 cargos na máquina pública federal, como explicou Jucá em sua apresentação.

Mas a forma como ocorrerá esse desembarque ainda não está certa. Na segunda-feira (28), o ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) entregou o comando do Ministério do Turismo. Até o momento, contudo, ele foi o único a efetivar essa decisão.

Há a expectativa de que três ministros permaneçam em seus cargos: Kátia Abreu (Agricultura), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Marcelo Castro (Saúde).

Segundo Jucá, “ninguém do partido pode ocupar nenhum cargo no governo federal”. O senador não falou em “expulsão” daqueles que quiserem permanecer nos cargos, mas ressaltou que a situação será analisada “caso a caso”.

O senador não falou em adotar uma postura de oposição, mas afirmou que o partido irá agir de forma “independente” e “de acordo com o que for melhor para o país”.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, réu de uma ação penal no Supremo Tribunal Federal decorrente da Operação Lava Jato, declarou que seu partido levou tempo demais para se afastar do governo.

— O PMDB já deveria ter saído do governo há muito tempo. Eu rompi com o governo em julho, portanto estou oito meses adiantado. O PMDB serviu para votar matérias que o governo decidia. Nunca participou de nenhuma decisão, nenhuma política pública.

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Dilma cancela ida aos EUA e evita que Temer assuma após desembarque do PMDB

dilma + temerA presidente Dilma Rousseff decidiu nesta terça-feira (29) cancelar a viagem que faria aos Estados Unidos na próxima quinta (31) para participar da 4ª Cúpula Sobre Segurança Nuclear, que acontecerá em Washington.

A decisão foi tomada no momento em que o PMDB oficializa o desembarque definitivo do governo federal e a crise política que a petista enfrenta se acirra com a possibilidade de que outros partidos aliados também se afastem do governo.

Interlocutores da presidente afirmam que ela ainda pode mudar de ideia e comparecer ao evento, mas Dilma ordenou que a viagem da equipe precursora -responsável por verificar questões de segurança e de logística para o presidente da República em qualquer tipo de evento-, marcada para esta terça, também fosse cancelada.

Inicialmente, Dilma viajaria aos Estados Unidos na quinta-feira de manhã mas, com o agravamento da crise, já havia pedido que o embarque fosse realizado à noite.

O cancelamento da viagem também evitará que o vice-presidente Michel Temer, presidente nacional do PMDB e principal articulador do rompimento, assuma o comando do país por dois dias.

De acordo com a Constituição, o vice-presidente da República assume o posto de presidente sempre que o titular sai do território nacional.

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Três ministros do PMDB estão indecisos sobre saída do governo

Caso os ministros não peçam a saída, podem se arriscar a enfrentar processos de expulsão

katia nao saiA decisão de deixar o governo não está sendo fácil para alguns ministros do PMDB. De acordo com o blog do Josias, do UOL, dos sete ministros que representam o PMDB no governo Dilma Rousseff, três estão resistentes na ideia de se exonerar dos respectivos cargos: Marcelo Castro (Saúde), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Kátia Abreu (Agricultura).

A publicação destaca que eles estariam sob risco de serem expulsos do partido, caso não peçam demissão. A senadora Kátia (TO) foi escolha de Dilma e cogita deixar o PMDB.

Já os ministros Castro (PI) e Pansera (RJ) são deputados federais. Eles se tornaram ministros numa articulação concebida para fazer do neogovernista Leonardo Picciani (RJ) líder do PMDB na Câmara. No entanto, o apoio de Picciani ao governo é nulo, pois o diretório do PMDB do Rio, comandado por Jorge Picciani, pai do deputado, decidiu romper com o governo.

Celso Pansera esteve nesta segunda-feira (28) no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente e informou Temer sobre sua pretensão de permanecer ao lado de Dilma. Temer teria dito a Pansera que, mantida a decisão, não terá como impedir a legenda de abrir um processo de expulsão contra ele.

Ainda de acordo com o blog, entre os outros quatro ministros filiados ao PMDB, um já entregou sua carta de demissão para Dilma: Henrique Eduardo Alves (Turismo). Alves deixou o govenro na véspera da aprovação do rompimento, que ocorrerá em reunião marcada para esta terça-feira.

Além dele, outros três manifestaram a intenção de pedir exoneração: Eduardo Braga (Minas e Energia), Helder Barbalho (Portos) e Mauro Lopes (Aviação Civil), que foi empossado ha 12 dias.

No entanto, segundo a publicação, uma eventual permanência de Castro e Pansera no governo pode ser mais constrangedora para a própria Dilma do que para o PMDB.

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Marina Silva diz que Temer na Presidência provocaria “bololô”

Ex-ministra voltou a defender que melhor saída seria impugnação da chapa Dilma-Temer

marinaA ex-ministra Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, disse na madrugada desta terça-feira (29), durante entrevista ao apresentador Jô Soares, no Programa do Jô, que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, se aprovado, cumpriria uma “formalidade”, mas não sua “finalidade”.

Se o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assumisse, segundo ela, ocorreria um “bololô”.

A expressão foi usada antes pelo apresentador, para se referir à possibilidade de afastamento da presidente e do vice, que provocaria, segundo ele, uma confusão ainda maior que o impeachment.

Para Marina, no entanto, Dilma e Temer têm responsabilidades equivalentes pela atual crise.

— Os dois partidos [PT e PMDB] estão implicados igualmente.

A ex-ministra voltou a defender que a melhor saída para a crise seria a impugnação da chapa Dilma-Temer pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o que provocaria novas eleições se ocorresse ainda em 2016.

Jô tratou a entrevistada como candidata e perguntou se ela já teria escolhido nomes para o Ministério. Marina negou que já tenha tomado qualquer decisão.

— Não é uma mentira branca nem mentira negra ou preta. É a mais profunda verdade e pago um preço muito alto quando digo que não sei se serei candidata. Meu objetivo de vida não é ser presidente, é ver o Brasil melhor.

A líder da Rede Sustentabilidade afirmou que pensa na possibilidade de concorrer ao Planalto, mas que não quer “instrumentalizar” a crise.

— O mais importante é dar contribuição genuína. (…) Não fico ligada em pesquisa de opinião. É um registro de um momento. E é um momento muito delicado da vida do nosso País, com inflação, desemprego, juros altos e descrença nas lideranças políticas.

Marina foi candidata a presidente em 2010, pelo PV, e em 2014, pelo PSB — na vaga herdada de Eduardo Campos, morto em desastre aéreo durante a campanha.

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Com rompimento do PMDB, Planalto quer separar ‘joio do trigo’ no partido

POR PAINEL

Quem é quem Depois de esgotar todas as tentativas de adiar o rompimento do PMDB, decisão que deve se confirmar nesta terça-feira, o Planalto prepara uma ofensiva para separar o “joio do trigo” no partido e ter certeza de quem são os que estão ao seu lado. Confiante de que ainda pode contar com parte da legenda na batalha contra o impeachment de Dilma Rousseff, o governo quer personalizar as críticas nos nomes que já são considerados “perdidos”, mas evitar ataques ao partido de maneira geral.

Esfinge Mesmo após a cisão, Renan Calheiros deve se manter no figurino de presidente do Senado — sem vestir o de dirigente peemedebista.

Inimigo íntimo Petistas lamentam uma ironia: muitos ajudaram Eliseu Padilha a desenhar o mapa de cargos do governo quando ele assumiu a articulação política. Agora, o trabalho é munição contra a própria presidente.

De volta Padilha diz que, ao romper, o PMDB recupera seu protagonismo. “O partido acerta ao seguir suas bases como fazia ao tempo do MDB.”

Dá igual O governo não fez nesta segunda a reunião com ministros de toda a base. Com o corpo mole que alguns vinham fazendo, diz um petista, não fará diferença.

Dentro e fora Além das tarefas de articulação, Lula inicia no fim de semana suas viagens pelo país. Tem agenda em Fortaleza no sábado e em Salvador no domingo.

Respiro Se as negociações para as delações na Odebrecht seguirem os prazos de outras semelhantes, como a da Andrade Gutierrez, as revelações da empreiteira só viriam à tona dentro de alguns meses, depois, portanto, de o processo de impeachment já ter passado pela Câmara.

Muita calma A Corregedoria do CNJ recusou pedido de senadores petistas para investigar Sergio Moro, mas nem sequer chegou a analisar o mérito. Eles se esqueceram de anexar cópia das identidades na peça. Agora, têm 15 dias para corrigir.

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Simples Peemedebistas viram um jeito de Dilma barrar o impeachment: “É só editar medida provisória aumentando os ministérios para 172”, brinca um deles, sobre o número de votos necessários.

Microcosmo No PT, as tratativas do ex-tucano Andrea Matarazzo com o PSD estão sendo vistas como uma derivação do afastamento de Gilberto Kassab do Planalto.

Olha eles Advogados contrários ao pedido de impeachment da OAB diziam que, por coerência, a Ordem deveria pedir investigação de Michel Temer, também citado na delação de Delcídio do Amaral.

Visita à Folha Paula Bellizia, presidente da Microsoft Brasil, visitou ontem a Folha, onde foi recebida em almoço. Estava acompanhada de Katia Gianone, diretora de Comunicação e Responsabilidade Social, e de Adélia Chagas, vice-presidente da agência Máquina Cohn & Wolfe.


TIROTEIO

O PMDB não pode deixar a luta política paralisar o país neste momento tão duro. Que o embate se dê no Legislativo.

DO MINISTRO CELSO PANSERA, sobre a possibilidade de o PMDB exigir que seus filiados abandonem os cargos que exercem no governo.


CONTRAPONTO

Ao gosto do freguês

Ainda no início dos trabalhos do Conselho de Ética, o presidente do colegiado, José Carlos Araújo, disse a deputados do PSOL que acataria a anulação de uma das sessões para não dar margem a mais atrasos no processo sobre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

— Sou baiano, e aprendi com mestre Bimba que, na capoeira, recuo também é golpe. Às vezes vale dar um passo atrás para dar dois à frente depois.

Ivan Valente (PSOL-SP) brincou:

— Mas isso é puro Lenin, presidente!

Entre as duas, Araújo ficou com a primeira versão. Disse preferir a sabedoria popular.

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Propina pagou Dior e Chanel a mulher e filha de Cunha, aponta denúncia

cunha e filha
© Foto: Divulgação Claudia Cunha e Danielle Dytz serao investigadas sob a tutela do juiz Sérgio Moro.

A denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aponta que as compras de luxo da mulher e da filha do deputado, no exterior, ‘foram pagos com parte do dinheiro de propina’. Os gastos de Claudia Cruz e Danielle Dytz da Cunha Doctorovich com as marcas de renome Chanel, Dior, Balenciaga e Louis Vuitton somam cerca de US$ 86 mil, entre dezembro de 2012 e julho de 2015, e serão investigados pela força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.

Cláudia e Danielle estão sob a tutela do temido juiz federal Sergio Moro, algoz de doleiros, empreiteiros e políticos. O próprio Eduardo Cunha já foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro perante o Supremo Tribunal Federal. Como não são detentoras de foro privilegiado Claudia e Danielle agora estão sob investigação dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato.

Em janeiro de 2014, durante uma estadia em Paris, Claudia Cruz gastou US$ 17.483,84 em três dias. Foram US$ 7.707,37 na loja da Chanel, US$ 2.646,05 na Christian Dior, US$ 4.184,94 na Charvet Place Vendôme e US$ 2.945,48 na Balenciaga.

“Todos estes valores foram pagos com parte do dinheiro de propina recebido por Eduardo Cunha”, diz a denúncia sobre os valores relacionados ao próprio presidente da Câmara, sua mulher e sua filha. “As despesas pagas em cartão de crédito com as quantias ilícitas recebidas podem se verificadas nos extratos dos cartões de créditos da Corner Card. Referidos extratos demostram despesas completamente incompatíveis com os lícitos declarados do denunciado e de seus familiares.”

Segundo a Procuradoria-Geral da República, Claudia Cruz e Danielle Dytz se favoreceram de valores de uma propina superior a US$ 5 milhões que Eduardo Cunha teria recebido ‘por viabilizar a aquisição de um campo de petróleo em Benin, na África, pela Petrobrás’.

A investigação aponta que Cláudia Cruz é a única titular da conta Kopec, na Suíça – pela qual ‘transitou dinheiro ilícito’. Desta mesma conta aparece como beneficiária do cartão de crédito, segundo a Procuradoria, Danielle Dytz. A denúncia sustenta que o rastreamento do cartão de crédito mostra gastos sequenciais de grandes valores em restaurantes, hospedagens e viagens ao exterior.

Na terça-feira, 15, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu mandar para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba, o processo na Lava Jato contra Cláudia Cruz e Danielle Dytz. A determinação atendeu a uma manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sob a justificativa de que elas não têm foro privilegiado para serem investigadas pelo Supremo.

“Claudia Cordeiro Cruz, nada obstante tenha declarado ser “dona de casa” nos documentos bancários suíços, gastou US$ 7.707,37 na loja da Chanel em Paris (09.01.2014), US$ 2.646,05 na loja da Christian Dior (11.01.2014), USD 4.184,94 na Loja Charvet Place Vendôme em Paris (11.01.2014), US$ 2.945,48 na loja de roupas Balenciaga (11.01 2014), também em Paris; US$ 4.497,93 na Loja da Prada, em Roma (02.03.2014), US$ 3.536,39 na loja Louis Vuitton em Lisboa (08.03.2014), US$ 3.799,03 na Chanel em Dubai (12.04.2014); US$ 1.482,11 na Louis Vuitton em Paris (15.02.2015), US$ 2.879,51 na Chanel em Paris (16.02.2015), US$ 6.537,77 na Charvet Place Vendô e em Paris (16.02.2015), US$ 1.676,65 na loja Hermes (16.02.2015), USD 960,58 na loja de roupas Balenciaga (16.02.2015), US$ 1.178,11 na loja Chanel, em Paris (18.07.2015)”, contabilizou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que subscreve a denúncia.

O documento registrou ainda os gastos da filha de Eduardo Cunha. “Efetuou diversos gastos, inclusive em lojas de grife, tais como US$ 1 mil na loja de sapatos Christian Loubouti (em 27.12.2012), US$ 1.685,40, na Prada (02.01.2013); US$ 2.090,22 na Burberry (02.01.2012), US$ 1.526,67 na Ermenegildo Zegna (02.01.2013), US$ 1.246,54 na Alexander Macqueen (22.01.2013), US$ 1.267,09 na mesma loja (Alexander Macqueen), em 24.01.2013, US$ 1.774,77 (em 19.02.2013) e US$ 2.398,47 (02.03.2013) na loja de roupas feminina Santa Eulalia, em Barcelona; US$ 1.506,64 na loja Yves Saint Laurent em Barcelona (13.03.2013); US$ 2.666,51 na Burberry em Barcelona (16.03.2013), US$ 2.939,63 na Chanel em Nova Iorque (21.07.2013), US$ 5.243,00 na Chanel nos EUA (30.01.2014), US$ 1.853,07 na Bloomingdale’s em Orlando (18.04.2014), US$ 2.759,43 e US$ 5 mil na loja Neiman Marcus, em Orlando (18.04.2014), US$ 2.659,30 na Hermès em Cannes e US$ 4.627,11 na loja Fendi em Nova Iorque”.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu denúncia contra o deputado Eduardo Cunha, em 4 de março, pelo recebimento de propina na Suíça, em valor superior a R$ 5 milhões, por viabilizar a aquisição de um campo de petróleo em Benin, na África, pela Petrobras. Segundo a acusação, o dinheiro é fruto de corrupção e houve lavagem de dinheiro.

A denúncia sustenta que Cunha atuou para garantir a manutenção do esquema ilícito na Diretoria Internacional da Petrobrás e para facilitar e não colocar obstáculos na aquisição do Bloco de Benin. O bloco foi adquirido da Compagnie Béninoise des Hydrocarbures Sarl (CBH), por US$ 34,5 milhões (R$ 138.345 milhões). A acusação aponta que Cunha era um dos responsáveis do PMDB pela indicação e manutenção do então diretor da Área Internacional no cargo, Jorge Zelada, e por isso recebia um percentual dos negócios.

O processo foi transferido do Ministério Público Suíço para a Procuradoria-Geral da República do Brasil considerando que o deputado é brasileiro, está no país e não poderia ser extraditado para a Suíça. Além disso, como a maioria das infrações foram praticadas no Brasil, a persecução penal será mais eficiente no território nacional. Para a Procuradoria-Geral, a documentação enviada pela Suíça permite compreender todo o esquema.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE CLAUDIA CRUZ

A parte da investigação referente a Claudia Cruz foi remetida ao primeiro grau e está sob sigilo, razão pela qual não podemos tratar do mérito. Porém, esclarecemos que Claudia Cruz nada tem a ocultar, já apresentou as declarações de seus bens e está à disposição da justiça pra esclarecer tudo o que for necessário, já que não praticou delito algum.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE DANIELLE DYTZ

Adefesa não retornou ao contato da reportagem. Em 8 de março, em petição ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Danielle Dytz sustentou que a filha de Eduardo Cunha ‘é apenas indicada como beneficiária da conta Kopek, cuja titularidade é atribuída a sua madrasta, e que teria sido, segundo a acusação, alimentada com valores transferidos a partir de outras contas controladas por seu pai’.

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Com força-tarefa, Lula tenta evitar impeachment

Ex-presidente articula com deputados e senadores próximos para abater processo contra Dilma

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Ex-presidente Lula: orientação a senadores para que meçam votos contra Dilma em comissão

Brasília – Articulador informal do governo, o ex-presidente Lula conta com uma força-tarefa para tentar evitar o impeachment da presidente Dilma Rousseff e salvar o projeto do PT. Na Câmara e no Senado, parlamentares mais ligados ao ex-presidente, e que conversam com ele com frequência, se organizaram para atuar em várias frentes para abater o processo em curso na Câmara.
A atuação junto ao Palácio do Planalto para conter o impeachment é liderada pelos ministros Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), José Eduardo Cardozo (AGU) e agora também por Eugênio Aragão, novo ministro da Justiça. Os oito deputados titulares da Comissão do Impeachment se reúnem semanalmente com eles e também já se encontraram com Aragão, que assumiu a pasta há pouco menos de duas semanas.

A “tropa” de Lula é composta majoritariamente por parlamentares de São Paulo, berço político do PT, e do Rio Grande do Sul, onde os petistas ainda possuem considerável capital político.
Os deputados mais ligados ao ex-presidente – entre eles Paulo Teixeira (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ), um dos escalados por Lula para defender o governo e que foi alçado à titular na Câmara por articulação do ex-presidente – montaram um grupo e dividiram a bancada em três frentes de atuação.

A jurídica, na qual trabalham Damous, ex-presidente da OAB do Rio, Teixeira e José Mentor (PT-SP); a de Orçamento, para destrinchar e tentar desmontar, na Comissão do Impeachment, os pontos mais ligados a denúncia das pedaladas fiscais, sob a tutela de Pepe Vargas (RS) e Henrique Fontana (RS); e a frente política, que mede os votos dos parlamentares da base, na qual atuam Arlindo Chinaglia (SP), Marco Maia (RS), Paulo Pimenta (RS) e Carlos Zarattini (SP).

As questões de ordem apresentadas nas reuniões do órgão e discursos contra o impeachment ficam mais a cargo dos partidos mais fiéis da base: PCdoB, PDT e Silvio Costa (PTdoB-PE), vice-líder do governo na Câmara. Mas Pimenta e Damous também costumam fazer discursos inflamados da tribuna, como na última segunda-feira, quando Damous chamou o QG da força-tarefa da Lava-Jato de “Guantánamo de Curitiba”. Ele também criticou a OAB, que se posicionou a favor do impeachment, e disse em 1964 a entidade também “embarcou na canoa do golpe”.

Partideco

“Diversos órgãos de imprensa estão denunciando mundo afora que há em curso neste país um golpe midiático, espetacularizado, com participação de determinados setores do sistema de Justiça brasileiro localizado na nossa Guantánamo chamada Curitiba. Isso não fica assim, não somos um partideco. Somos movimentos sociais e partidos políticos enraizados na população brasileira e não vamos aceitar o golpe”, bradou.

Lula costuma se reunir com os senadores e pedir mobilização contra o impeachment, orientando que procurem os integrantes da comissão na Câmara e tentem medir os votos. Nesta semana, em encontro em Brasília, Lula também pediu que já preparem o terreno no Senado, mas parlamentares admitiram que, caso o processo seja aprovado na Câmara, ele vai gerar um “efeito bola de neve” que não poderá ser contido no Senado. “Ele está energizado contra o impeachment”, contou um senador petista.

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Por que o impeachment anda mais rápido que o processo de Cunha?

Líder da Câmara pode retardar e acelerar o funcionamento do plenário e das comissões da Casa conforme seus interesses

A tentativa de cassar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por meio de um processo no Conselho de Ética começou em 13 de outubro, 50 dias antes de ele aceitar um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, em 2 de dezembro – dando início ao trâmite que pode culminar na derrubada do governo petista.

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Agência Brasil Processo contra Cunha foi aberto em 2 de março, após vários recursos do presidente da Câmara

Apesar disso, a presidente corre risco real de ser afastada do cargo antes de o julgamento de Cunha ser concluído.

O ritmo de análise dos dois procedimentos tem variado em grande parte devido aos interesses do presidente da Câmara, cujo cargo lhe confere poder de acelerar ou retardar o funcionamento do plenário e das comissões da Casa – apontam parlamentares tanto da base governista como de partidos independentes.

Diante disso, muitos têm questionado a legitimidade de Cunha para conduzir o processo contra Dilma.

“Um deputado que é réu (em processo no Supremo Tribunal Federal) é isento para conduzir o processo de impeachment da presidente? Eu acho que não”, disse o deputado José Carlos Araújo (PR-BA), presidente do Conselho de Ética da Câmara.

Após adotar medidas que atrasaram a instalação da comissão especial de impeachment, o presidente da Câmara agora trabalha para acelerar seu funcionamento, convocando sessões plenárias também às segundas e sextas-feiras – o que é incomum no Congresso, que em geral funciona de terça a quinta.

O objetivo é apressar os prazos para a apresentação da defesa da presidente (dez sessões plenárias) e para a comissão especial de impeachment votar seu parecer (cinco sessões). A expectativa da oposição é que essas duas etapas sejam concluídas na segunda semana de abril.

Em seguida, o parecer será submetido ao plenário, que avaliará se aprova a abertura de um processo contra a presidente no Senado.

Está em discussão proposta do líder do Solidariedade, Paulo Pereira, o Paulinho da Força, de realizar essa votação no domingo, 17 de abril, com objetivo de atrair manifestantes contra o governo para a frente do Congresso.

Se mais de dois terços dos deputados votarem pela abertura de um processo de impeachment, tal decisão ainda terá que passar pelo crivo da maioria dos senadores. Se uma eventual decisão nesse sentido passar nas duas Casas, Dilma fica automaticamente afastada do cargo enquanto é julgada pelo Senado.

O processo contra Cunha foi aberto em 2 de março, após sucessivos recursos de aliados do presidente da Câmara terem protelado a decisão do conselho.

Para alguns parlamentares, a atuação inicial de Cunha no sentido de atrasar a instalação da comissão de impeachment teve como objetivo tirar o foco dos trabalhos no Conselho de Ética. Ele poderia ter instalado a comissão especial de impeachment no início de fevereiro, mas preferiu recorrer da decisão do STF que definiu em dezembro o rito de impeachment – como esperado, os recursos não foram aceitos.

“Ele (Cunha) não estava preocupado com o futuro do país, com a economia. Quis acirrar os ânimos para sair da vitrine”, criticou o deputado Julio Delgado (PSB-MG).

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Agência Brasil Após adotar medidas para atrasar instalação da comissão de impeachment, Cunha trabalha para acelerar seu funcionamento

Apoio da oposição?
O líder do PSOL, deputado Chico Alencar, por sua vez, acusa a oposição de ter apoiado essa estratégia: “O importante para eles é protelar (o processo do Cunha) até resolver o caso da Dilma aqui na Câmara. Eles priorizaram. A questão principal é derrubar a Dilma, e Cunha é o fiador da celeridade dos trabalhos da comissão especial e da apreciação (do impeachment) em plenário”.

Deputados de oposição reagem às acusações. O líder do DEM, Pauderney Avelino, diz que seu partido mantém posição pelo afastamento de Cunha.

“Nós temos que abordar uma coisa de cada vez. Independentemente do Cunha, o processo de impeachment anda. O Cunha não tem mais nada a ver com o processo de impeachment, a questão hoje é institucional”, afirmou.

“O processo dele caminha em paralelo ao de impeachment da presidente, e eu não vejo nenhuma dificuldade nisso. O primeiro que chegar ao plenário vai ser votado”, acrescentou.

Um dos principais aliados de Cunha, Paulinho da Força disse que o rito do impeachment e o funcionamento do Conselho de Ética são coisas diferentes.

“No caso da comissão do impeachment, o rito foi determinado pelo Supremo. Então você tem uma regra bem definida. No caso do Eduardo Cunha, o que acontece é que o presidente do Conselho de Ética comete uma série de irregularidades, não cumprindo o regimento da Casa e, consequentemente, o processo acaba voltando (ao início, devido aos recursos que questionaram essas supostas irregularidades)”, disse Paulinho.

O problema é que parte desses recursos foi julgada por aliados de Cunha que ocupam cargos na Mesa Diretora da Câmara. Araújo, o presidente do Conselho, nega que tenha desrespeitado o regimento.

“Na fase inicial, que avaliou a admissibilidade (da denúncia contra Cunha), usaram tudo o que podiam e não podiam para retardar. Foram eles (os aliados de Cunha) que retardaram”, disse o presidente do conselho.

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Agência Brasil Expectativa da oposição é que Dilma se defenda e comissão especial de impeachment vote parecer até meados de abril

Próximos passos
O processo contra Cunha que corre no Conselho de Ética pede sua cassação pois ele teria mentido na CPI da Petrobras, quando foi questionado sobre se possuía contas no exterior.

Dados repassados pela Suíça à Procuradoria-Geral da República no ano passado revelaram milhões de dólares em contas naquele país ligadas ao presidente da Câmara.

Cunha apresentou na segunda-feira sua defesa. Ele tem dito que não é dono das contas, mas apenas beneficiário dos recursos.

Após a apresentação de sua defesa, começou a correr o prazo de 40 dias úteis para o conselho levantar provas e ouvir testemunhas. Cunha apontou oito pessoas para serem ouvidas, sendo dois advogados seus na Suíça.

Depois disso, haverá mais dez dias para o relator do processo, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), apresentar seu relatório. Aliados de Cunha trabalham para que o conselho adote uma punição mais branda do que a recomendação de cassação.

Os deputados ouvidos pela BBC Brasil dizem acreditar que o risco de Cunha conseguir protelar a conclusão do processo agora seja menor.

“Tudo é possível. Onde puderem fazer questionamento, eles (aliados de Cunha) farão. Mas acho que o potencial de retardamento está no fim”, disse Alencar, do PSOL.

“Agora o processo do Cunha deve correr tranquilamente no Conselho de Ética. O julgamento deve ser por volta do mês de junho ou julho”, afirmou Paulinho da Força.

STF
Paralelamente ao processo no Conselho de Ética, Cunha enfrenta ações no STF.

No início do mês, ele se tornou réu em um processo criminal, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, dentro do esquema de corrupção da Petrobras.

Há ainda outros dois inquéritos contra ele na Operação Lava Jato que podem resultar em outras ações.

Além disso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou em dezembro que o Supremo determine o afastamento de Cunha da Câmara dos Deputados sob o argumento de que ele usa o mandato para atrapalhar investigações contra si. No entanto, não há previsão de quando o STF analisará esse pedido.

http://www.bbcbrasil.com/http://ultimosegundo.ig.com.br/

‘É guerra e quem tiver artilharia mais forte ganha’, dispara Lula

São Paulo- SP- Brasil- 09/04/2015- Ex-presidente Lula e o governador argentino Daniel Scioli. O encontro aconteceu na sede do Instituto Lula, em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Declaração foi dada em conversa telefônica com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ)

 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou-se ao general Vo Nguyen Giap, comandante do Exército do Povo do Vietnã, emblemático estrategistas militar que fez tombar em batalha tropas francesas, norte-americanas e chinesas, ao declarar “guerra” aos investigadores da Operação Lava Jato – que investiga supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo o petista e sua família.
“É o seguinte meu filho, eu tô com a seguinte tese: é guerra, é guerra e quem tiver artilharia mais forte ganha”, declara Lula, em conversa por telefone com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), monitorada com autorização da Justiça Federal, do Paraná. O parlamentar responde ser aliado nessa batalha. “Presidente estamos nessa guerra também, não tenho nada a perder.”
Os dois falam da persecução criminal em andamento em Curitiba e em Brasília contra o ex-presidente Lula e pessoas ligadas a ele, incluindo seus filhos. Os grampos foram autorizados pelo juiz federal Sérgio Moro – dos processos em primeira instância da Lava Jato – na fase que antecedeu a Operação Aletheia. Deflagrada em 4 de março, o ex-presidente foi o principal alvo. Levado coercitivamente para depor, reagiu publicamente com ataques aos investigadores, a quem classificou de “um bando de loucos”.
Lula faz referência ao estrategista de guerra vietnamita: “Você pode me chamar até de general Giap. Nós já derrotamos os americanos, os chineses, os franceses e estamos para derrotar a Globo agora”.
O ex-presidente e sua defesa têm atacado meios de comunicação, em especial a Rede Globo. Além perseguição política, no grampo da Lava Jato o ex-presidente conta ao senador ter conhecido o lendário general Giap. “Foi lá no Vietnã, estava bem velhinho já, levei a Dilma (Rousseff) para conversar com ele.”
Giap ficou conhecido como Napoleão Vermelho, foi considerado herói nacional em busto histórico situado abaixo, apenas, do ex-presidente Ho Chi Minh – o pai da independência vietnamita. Os dois se conheceram no exílio no sudeste da China. No Vietnã, recrutaram guerrilheiros para a insurgência vietcongue. Giap trabalhou como jornalista, antes de entrar para o Partido Comunista Indochinês. “Vamos levar essa luta”, responde o senador petista – também alvo de investigação da Lava Jato e com o nome citado por delatores.
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CLÁUDIA DEFENDE HOSPITAL DE URGÊNCIA EM PALMAS

claudia lellisA pré-­candidata à prefeitura de Palmas pelo PV, a vice­-governadora do Estado, Cláudia Lélis, percorrer os corredores e dependências do Hospital Geral de Palmas (HGP), e decidiu para averiguar como estão as condições e atendimento; acompanhada pelo secretário de Saúde, Marcos Musafir, a vice recebeu diversas reclamações, um dia especialmente ruim, pela queda da qualidade da comida servida pela empresa Litucera no Hospital; ela defendeu que Palmas tenha seu hospital de emergências; “Dá para assumir os traumas, por exemplo, de acidentes de trânsito, acidentes domésticos. Coisa de baixa complexidade. O que for de alta, e apenas esses casos, deveriam ser encaminhados ao HGP”

A pré-­candidata à prefeitura de Palmas pelo PV, a vice­-governadora do Estado, Cláudia Lélis,percorrer os corredores e dependências do Hospital Geral de Palmas (HGP), e decidiu para averiguar como estão as condições e atendimento. Acompanhada pelo secretário de Saúde, Marcos Musafir, a vice recebeu diversas reclamações terça­-feira (22), um dia especialmente ruim, pela queda da qualidade da comida servida pela empresa Litucera no Hospital.

A vice-governadora disse ter recebido do secretário a garantia de que está trabalhando “para regularizar essa situação, mas o que a gente pode ver é que por mais que se faça, esse hospital não foi projetado para o atendimento que está fazendo. Não dá, ele não suporta”.

“A informação que eu tive no começo da semana é de que não existiam pacientes no corredor. Já ontem, quando eu estive lá, já tinha 26 pacientes nessas condições. Por que isso? Porque não pára de chegar gente, e muitos casos poderiam ser resolvidos por um hospital de emergências,que a prefeitura poderia assumir”, disse Claudia.

Apesar de ter sido informada de que o município tem um convênio com o Estado para atendimento das emergências, ela defendeu que Palmas tenha seu hospital de emergências. “Dá para assumir os traumas, por exemplo, de acidentes de trânsito, acidentes domésticos. Coisa de baixa complexidade. O que for de alta, e apenas esses casos, deveriam ser encaminhados ao HGP”, defendeu.

A promessa da construção de um Hospital de Urgências havia sido feita pelo prefeito da capital tocantinense, Carlos Amastha, durante a última campanha para prefeitura de Palmas. Mas ele recuou quando soube do custo de manutenção de um hospital desta envergadura.

“Aí é uma questão de opção, de escolha de uma gestão. O que eu entendo, é a mesma coisa que eu tenho ouvido de profissionais da área da Saúde: não tem governo que dê conta de um hospital sobrecarregado como o HGP. O município tem recursos e pode buscar outros recursos federais para assumir essa responsabilidade. Entendo que é possível sim”, defendeu.

Outro lado

Em nota enviada ao T1 Notícias, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou “que já realizou o pagamento de mais de R$ 15,9 milhões este ano para a empresa Litucera LTDA, responsável pela alimentação nas unidades hospitalares”.

“Destes R$ 2,5 milhões foram pagos na última sexta­feira, 18/03. A Sesau informa ainda que o contrato com a empresa está sendo revisto e que já solicitou que esta retome o fornecimento regular da alimentação nos hospitais”.

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