Fidel Castro morre aos 90 anos

O ex-presidente cubano Fidel Castro, um dos mais importantes líderes mundiais, morreu na noite desta sexta-feira aos 90 anos. Seu irmão mais novo e atual presidente, Raúl Castro, anunciou a morte em um anúncio oficial na TV estatal.

O comandante-em-chefe da revolução cubana morreu às 22h29 desta noite (01h29 de sábado em Brasília)”, disse o presidente, que terminou o anúncio gritando o slogan: “Até a vitória, sempre”.

O governo cubano decretou sete dias de luto nacional.

Nas quase cinco décadas em que esteve à frente do governo de Cuba, Fidel Castro viu dez presidentes americanos se revezarem na Casa Branca. Inimigo declarado de todos eles, o líder comunista fez de sua ilha uma base de resistência ao poder dos Estados Unidos, que nunca conseguiram dobrar o regime incômodo a apenas 144 quilômetros de seu território.

Nascido em uma família de latifundiários, em 1926, o jovem advogado se tornou líder revolucionário, dirigente comunista e terminou seus dias em uma casa confortável em Havana, opinando sobre os mais diferentes temas, na coluna que mantinha no jornal Granma.

Durante este período, sofreu várias tentativas de assassinato, foi acusado de violar direitos humanos, viu sua principal aliada, a União Soviética, entrar em colapso. Reconheceu, ao fim, erros na condução da economia cubana, que só sobreviveu nos últimos tempos graças ao apoio de outro amigo, o venezuelano Hugo Chávez, morto em março de 2013.

Para os Estados Unidos, Fidel sempre foi uma lembrança constante e incômoda das idéias comunistas que, apesar de praticamente abandonadas no resto do mundo, permaneceram vivas na ilha vizinha. Para setores da esquerda mundial, tornou-se um símbolo de resistência.

Revolução

Fidel Castro liderou uma invasão ao quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, no dia 26 de julho de 1953. Apesar de fracassada, a iniciativa marcou o começo da revolução que acabaria levando-o ao poder.

Depois de breve período preso, Fidel foi anistiado e se exilou no México, onde organizou uma expedição que voltou a Cuba.

Ao lado do argentino Ernesto “Che” Guevara, que conheceu durante o exílio, o jovem cubano montou uma campanha de guerrilha a partir de sua base, na Serra Maestra.

Em 1959, Fulgêncio Batista deixou o país e Fidel estabeleceu um novo governo que prometia devolver a propriedade da terra aos agricultores e defender o direito dos pobres.

Fidel comunista

Desde o começo, Fidel insistiu que sua ideologia era, acima de tudo, cubana. “Não há comunismo nem marxismo em nossas ideias, só democracia representativa e justiça social”, dizia.

Criticado pelos Estados Unidos pela nacionalização de empresas de americanos, foi alvo do embargo comercial que vigora até hoje.

Fidel disse que assim foi empurrado para os braços da União Soviética, liderada por Nikita Kruchev. Com o novo aliado, Cuba virou mais um campo de batalha da Guerra Fria.

Os Estados Unidos tentaram derrubar o governo de Fidel em abril de 1961, apoiando um grupo de exilados cubanos em uma desastrosa invasão à praia de Girón, na baía dos Porcos.

A CIA, central de inteligência americana, foi acusada pelo líder cubano de tentar assassiná-lo várias vezes, inclusive com um charuto explosivo.

Em 1962, aviões de reconhecimento dos Estados Unidos detectaram um carregamento de mísseis soviéticos rumo a Cuba, criando um impasse entre o presidente americano, John F. Kennedy, e Kruchev.

Depois de 13 dias de impasse, os soviéticos desistiram de instalar mísseis com potencial nuclear em Cuba, em troca de uma promessa secreta americana de retirar suas armas da Turquia.

Colapso soviético

Cuba “exportou” a sua revolução para outras partes do mundo na forma do apoio às guerrilhas marxistas em Angola e Moçambique. Sob embargo econômico dos Estados Unidos, recebeu, em todo o tempo, ajuda soviética.

O colapso da União Soviética, em 1991, foi um duro golpe na economia cubana, apoiada na cooperação com o antigo regime comunista.

A crise na qual o país mergulhou fez milhares de cubanos se lançarem ao mar em embarcações precárias nos anos 1990, na esperança de chegar a Miami.

O caso do menino Elián González ganhou as manchetes do mundo inteiro. Ele perdeu a mãe em uma viagem perigosa e, depois de uma longa batalha legal entre parentes em Miami e o pai, que morava em Cuba, foi levado de volta para a ilha.

Entre os bons resultados domésticos de Fidel Castro estão o serviço de saúde cubano, considerado um dos melhores da região, e o baixo índice de mortalidade infantil, comparável ao dos países mais desenvolvidos.

O governo de Fidel, no entanto, foi acusado por organismos internacionais de perseguição política contra os opositores do regime e de violações dos direitos humanos.

Aposentadoria

Nos últimos anos, Fidel deu sinais de que teria moderado suas posições. Em 1998, recebeu no país o papa João Paulo 2º.

Após anos de grave crise social, o regime voltou a ganhar fôlego na virada do milênio, com os generosos acordos de cooperação fechados com a Venezuela do presidente Hugo Chávez, grande admirador de Fidel.

Em 31 de julho de 2006, Fidel surpreendeu o mundo ao deixar temporariamente o poder por motivos de saúde.

Por meses, sua saúde foi segredo de Estado, com rumores sobre sua morte. Em fevereiro de 2008, a Assembleia Nacional de Cuba aprovou a aposentadoria de Fidel, que oficialmente passou o poder ao irmão, Raúl Castro.

Fidel trocou o traje militar por roupas casuais. Continuou a provocar polêmica com suas opiniões sobre assuntos mais variados, publicados em uma coluna no jornal Granma.

Nesse tempo, recebeu várias celebridades políticas em sua casa, como o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2011, foi visitado pelo ex-presidente americano Jimmy Carter. Hugo Chávez sempre foi uma visita frequente.

Em setembro de 2010, em uma entrevista à revista The Atlantic, Fidel reconheceu que o modelo cubano já não funcionava. No período, seu irmão, Raúl, já esboçava uma série de reformas econômicas, aprovadas posteriormente.

Diferentemente dos países do leste europeu, cujos governos ruíram após o colapso da União Soviética, Fidel conseguiu manter Cuba sob o regime comunista até sua morte. Apesar da transferência de poder ao irmão, Raúl, a saída de cena de Fidel volta a jogar incertezas sobre o futuro da ilha.(fonte:bbc noticias)

Protestos continuam em cidades dos Estados Unidos

Pela quinta noite consecutiva, manifestantes voltaram a marchar nesse domingo (13) pelas ruas das principais cidades norte-americanas em protesto contra as políticas de Donald Trump, o empresário que ganhou as eleições para a presidência  dos Estados Unidos na última terça-feira (8). A vitória de Trump ocorreu depois de uma campanha eleitoral em que ele prometeu expulsar imigrantes sem documentos e construir um muro na fronteira com o México.

Os manifestantes fizeram protestos no centro de Nova York, em Los Angeles e em San Francisco, no estado da Califórnia, e na Filadélfia, maior cidade do estado da Pensilvânia.

Em Nova York, os manifestantes gritaram refrãos contra as políticas do novo presidente. Um dos cartazes, no meio da multidão, dizia: “O ódio não nos fará grandes”. Na Filadélfia, os manifestantes gritaram palavras de ordem a favor da democracia e carrregaram cartazes com os dizeres: “Donald Trump tem de ir”.

Em Los Angeles, os manifestantes se reuniram nas proximidades da sede local da rede de televisão CNN e, em San Francisco, 8 mil pessoas marcharam pelo centro da cidade cantando “O amor supera o ódio”.  Em Oregon, a polícia informou que prendeu 71 pessoas no início do domingo durante os protestos contra Trump em Portland, a maior cidade do estado. Os manifestantes foram acusados de “má conduta” pela polícia.(fonte:agência brasil)

Donald Trump é eleito presidente dos EUA

Republicano contraria pesquisas e vence a democrata Hillary Clinton

O republicano Donald Trump venceu a candidata democrata Hillary Clinton na disputa pela presidência dos EUA, nesta quarta-feira 9. Contrariando diversas pesquisas de opinião, o bilionário foi eleito o 45º presidente dos EUA. Até o momento, ele atingiu 279 delegados, dos 270 necessários. Clinton tem 218. 

Trump surpreendeu ao vencer em importantes estados onde os eleitores ainda estavam indecisos: Carolina do Norte, Carolina do Sul, Flórida e Ohio. Com isso, sua campanha ganhou força. 

O chefe de campanha de Clinton, John Podesta, anunciou na madrugada desta quarta-feira 9 que a candidata democrata não discursará esta noite (no horário dos EUA), por considerar que o resultado da eleição ainda é incerto.

“Ainda estão contando votos e cada voto conta. Não teremos nada a dizer esta noite. Então me escutem: todos devem ir para casa agora, dormir um pouco. Teremos mais a falar amanhã”, disse Podesta no edifício em que a equipe de Hillary Clinton preparava uma festa.

Na prática, a declaração de Podesta significa que Hillary não planeja admitir de maneira imediata o resultado da eleição, uma tradição respeitada por todos os candidatos.

Desde que os resultados mostraram a clara tendência de uma vitória de Donald Trump na eleição presidencial, o clima no edifício Javits Center era claramente de espanto e frustração. 

Podesta disse aos eleitores presentes que eles devem saber que “suas vozes e seu entusiasmo significam muito para ela, e todo a equipe. Estamos muito orgulhosos de vocês. Estamos muito orgulhosos dela. Fez um trabalho fantástico, e ainda não terminou”.

Apoiadores de Hillary Clinton em Nova York reagem com apreensão aos resultados parciais da eleição
Apoiadores de Hillary Clinton em Nova York reagem com apreensão aos resultados parciais da eleição

Mercados reagem

Os resultados favoráveis a Trump derrubam os mercados nos EUA e na Ásia nesta quarta-feira. Em Nova York, o índice S&P 500 perdia 5,01% às 05H10 GMT (03H10 Brasília) e o tecnológico Nasdaq recuava 5,08%.

Wall Street havia fechado em alta na terça-feira 8, no rastro de pesquisas favoráveis à candidata democrata, Hillary Clinton.

A Bolsa de Londres recuava 4,44% no mercado a termo, horas antes da abertura do pregão, acompanhando a tendência geral dos mercados.

Em Tóquio, a Bolsa fechou em queda de 5,36%, com o índice Nikkei dos 225 principais valores recuando 919,84 pontos, a 16.251,54 unidades, em um pregão particularmente movimentado. Hong Kong perdia 2,3%, Xangai, 0,7%, Sidney, 2,4%, Seul, 2,8%, Cingapura, 1,4%, e Mumbai, 6%.

O ministério japonês das Finanças, a Agência de Serviços Financeiros e o Banco do Japão (BoJ) fizeram uma reunião de emergência para analisar a situação dos mercados diante da perspectiva da vitória de Trump.

O iene e o euro dispararam diante do dólar no final da manhã em Tóquio, com a moeda americana valendo 101,46 ienes, contra 105,47 antes dos resultados favoráveis ao republicano. O euro era cotado a 1,1222 dólar, contra 1,0989 dólar.

O peso mexicano desabou à medida em que os resultados mostravam Trump com desempenho superior ao de Hillary Clinton.(fonte:carta capital)

Impunidade em crimes contra jornalistas preocupa a ONU

Durante a última década, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 800 jornalistas foram assassinados por cumprir a sua tarefa de informar ao público. É preocupante que apenas 10% destes crimes tenham levado a condenações. A impunidade encoraja os criminosos e ameaça toda a sociedade e, principalmente, os jornalistas. Hoje (2), é o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas.

O relator especial da ONU para a liberdade de expressão, David Kaye, emitiu ontem (1º) um comunicado aos países para que tomem medidas de proteção que garantam a segurança dos profissionais da comunicação.

“Os ataques a jornalistas e as ameaças a sua segurança têm várias formas: atentados a sua integridade física, interferência na confidencialidade de suas fontes e acosso mediante vigilância, para citar apenas algumas”, disse.

Kaye ressaltou que a proteção contra estas ameaças é fundamental para que os jornalistas possam fazer seu trabalho, mas também para que a sociedade tenha acesso à informação e para que os governos prestem contas de suas ações.

O relator considerou particularmente preocupantes as crescentes ameaças à segurança digital dos jornalistas, posta à prova com bloqueios de páginas da internet e leis que proíbem ou limitem a codificação de mensagens.

De acordo com o Comitê para a Proteção de Jornalistas, 52 profissionais dos meios de comunicação foram assassinados este ano e, na maioria dos casos, os governos não tomaram as medidas para responsabilizar os criminosos.

Brasil em nono lugar na lista de impunidade

O Brasil figura em 9º lugar na lista de impunidade do comitê, com 15 jornalistas assassinados com absoluta impunidade na última década. Entre os avanços atribuídos ao Brasil está a condenação de suspeitos em seis casos de assassinatos nos últimos 3 anos, mais do que qualquer outro país em que houve registro de mortes de jornalistas. No entanto, o Brasil perdeu duas posições no ranking da impunidade devido a novos casos de assassinatos.

De acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras (Reporters Sans Frontieres – RSF), com quatro jornalistas mortos este ano, o Brasil é o quarto país do mundo com mais mortes desses profissionais em 2016, ficando atrás do México, que contabiliza 12 mortes, da Síria (7 mortes), do Iêmen (5 mortes) e empatado com o Iraque (4 mortes).

Segundo dados da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), entre maio de 2013 e setembro de 2016, foram contabilizados 300 casos de agressões a jornalistas durante a cobertura de manifestações. Policiais, guardas municipais, guardas legislativos e seguranças privados foram responsáveis por 224 violações.

Em 18 de dezembro de 2013, a Assembleia Geral da ONU aprovou a primeira resolução relativa à segurança dos jornalistas e à impunidade, condenando todo tipo de ataques contra os trabalhadores dos meios de comunicação e proclamando o dia 2 de novembro como o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas.(fonte:agência brasil)

‘Uma foto nua pode levá-las à morte’: como a internet virou um campo minado para mulheres em países conservadores

Uma investigação da BBC revelou que milhares de jovens mulheres em sociedades conservadoras do norte da África, do Oriente Médio e do sul da Ásia estão sendo humilhadas ou chantageadas com imagens privadas suas, às vezes de conteúdo explícito. Nesta reportagem, Daniel Silas Adamson investiga como os smartphones e as redes sociais estão entrando em conflito com as noções tradicionais de vergonha e culpa nestes países.

Em 2009, uma jovem egípcia de 18 anos, Ghadeer Ahmed, mandou um vídeo para o namorado pelo celular. O clipe mostrava ela dançando na casa de uma amiga. Não havia nada de pornográfico nele, mas ela estava usando um vestido de alça e dançando sem qualquer inibição.

Três anos depois, para se vingar do fim do relacionamento, seu agora ex-namorado publicou o vídeo no YouTube. Ghadeer entrou em pânico. Ela sabia que toda a situação – a dança, o vestido, o namorado – seriam totalmente inaceitáveis para seus pais e vizinhos e para uma sociedade que exige que mulheres cubram seus corpos e se comportem com modéstia.

Mas, nos anos após ter enviado o vídeo, Ghadeer se envolveu na revolução egípcia, deixando de cobrir o rosto com um hijab e defendendo os direitos das mulheres. Revoltada que um homem havia tentado humilhá-la publicamente, ela acionou a Justiça.

Apesar de conseguido condenar o ex-namorado por difamação, o vídeo permaneceu no ar no YouTube – e Ghadeer se viu atacada nas redes sociais por homens que a criticavam por seu ativismo e diziam que ela queria corromper os jovens.

Em 2014, cansada desse tipo de abuso e de se preocupar com quem poderia ver as imagens, Ghadeer tomou a uma decisão corajosa: publicou o clipe em seu perfil no Facebook. No post, dizia que estava na hora de parar de usar o corpo feminino para envergonhar ou silenciar mulheres. “Vejam o vídeo”, disse ela. “Sou uma boa dançarina. Não tenho motivo para sentir vergonha”

Ex-namorado de Ghadeer Ahmed foi condenado por difamação por ter compartilhado vídeo em que ela aparecia dançando
Ex-namorado de Ghadeer Ahmed foi condenado por difamação por ter compartilhado vídeo em que ela aparecia dançando

Ghadeer aprendeu a lidar bem com a situação, mas casos assim não são incomuns. Uma investigação da BBC descobriu que milhares de pessoas – a maioria delas garotas e mulheres – são ameaçadas, chantageadas ou humilhadas com imagens digitais delas próprias, que vão de flertes inocentes a conteúdos sexualmente explícitos.

Obtidas por homens – algumas vezes com consentimento, outras por meio de abuso sexual – as imagens são usadas para extorquir as vítimas, coagi-las a enviarem mais imagens explícitas ou forçá-las a se submeterem a um abuso sexual.

O pornô de vingança é um problema em qualquer país do mundo, mas a força de imagens sexuais como armas de intimidação deriva da sua capacidade de humilhar e envergonhar mulheres. E, em algumas destas sociedades, a vergonha é um assunto grave.

“No Ocidente, a cultura é diferente”, diz Inam al-Asha, psicóloga e ativista feminista em Amã, na Jordânia. “Uma foto nua pode humilhar uma garota ocidental. Mas, em nossa sociedade, uma foto nua pode levar uma mulher à morte. E, mesmo que não deem cabo de sua vida fisicamente, ela está acabada social e profissionalmente. As pessoas se distanciam, e ela acaba no ostracismo, isolada.”

Os casos, em sua maioria, não são denunciados porque as mesmas forças que deixam as mulheres vulneráveis também trabalham para que elas permaneçam em silêncio. Mas advogados, policiais e ativistas em uma dezena de países disseram à BBC que a chegada de smartphones e redes sociais criou uma epidemia de chantagem e humilhação online.

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Segundo especialista, muitas das fotos não têm contaúdeo sexual; nessas sociedades, a imagem de uma menina sem o hijab já pode causar problemas

A advogada jordaniana Zahra Sharabati afirmou que, nos últimos dois ou três anos, cuidou de ao menos 50 casos envolvendo o uso de imagens digitais para ameaçar ou humilhar mulheres. “Mas acho que o número é ainda maior, acima de 1 mil, em todo o país. Mais de uma menina, acredito, morreu como resultado disso.”

Louay Zreiqat, uma policial da Cisjordânia, disse que, no ano passado, a unidade de cibercrime da polícia palestina teve 502 casos de crimes, muitos dos quais envolviam fotos privadas de mulheres. Seu compatriota Kamal Mahmoud, que tem um site anti-extorsão, afirmou receber mais de 1 mil pedidos de ajuda por ano vindos de todo o mundo árabe.

“Às vezes, as fotos não são sexuais… Uma foto de uma menina sem o hijab pode ser escandalosa. Um homem poderia usá-la para pressionar a garota a mandar mais fotos”, afirmou ele.

“A chantagem ocorre em grande escala nos países do Golfo, especialmente com jovens da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes, do Kuwait, do Catar e do Bahrein. Algumas delas dizem: ‘Se essas fotos forem a público, corro perigo de verdade’.”

Chantagem

Na Arábia Saudita, o problema é tão sério que a polícia religiosa criou uma unidade especial para ir atrás dos chantageadores e ajudar mulheres ameaçadas. Em 2014, o então chefe da polícia religiosa do país, Abdul Latif al-Sheikh, disse a um jornal saudita: “Recebemos milhares de ligações todos os dias de mulheres sob chantagem”.

Mais ao leste, Pavan Duggal, um dos principais especialistas em cibercrime da Índia e advogado autorizado a atuar na Suprema Corte do país, falou sobre a “avalanche” de casos envolvendo imagens digitais de mulheres. “Minha estimativa é que há milhares de processos assim (na Índia) diariamente.”

E, no vizinho Paquistão, Nighat Dad, diretora de uma ONG dedicada a tornar a internet mais segura para mulheres, disse que de duas a três garotas e mulheres por dia – cerca de 900 por ano – entram em contato com sua organização por estarem sendo ameaçadas.

 

“Quando estão em um relacionamento, as mulheres compartilham fotos e vídeos”, disse ela. “E, se o relacionamento não termina bem, a outra pessoa faz um mal uso disso para chantageá-las – não só para manter a relação, mas para fazer uma série de outras coisas bizarras.”

Cultura do estupro

Os casos vão além da chantagem. Nighat Dad está começando a ver um elo perturbador entre smartphones e violência sexual. “No início, eram fotos íntimas, mas, agora, há uma ligação grave com estupros”, afirmou.

“Antes destas tecnologias, quando os criminosos estupravam, não tinham ideia de como podiam fazer a mulher ficar calada. Mas, agora, a tecnologia gera um aspecto novo da cultura do estupro. Para silenciá-las, o ato é filmado, e elas depois são ameaçadas. Se denunciarem, o vídeo será publicado na internet.”

Quanto mais devastadora a consequência da exposição pública, maior é o poder do criminoso sobre a vítima.

Amal, uma jovem do interior da Tunísia, contou à BBC sua história enquanto estava presa na costa norte do país. Tudo começou quando ela foi estuprada e fotografada nua por um amigo de seu pai. As imagens a deixaram à mercê do homem, que a sujeitou a meses de violência sexual enquanto também a extorquia.

Mas, quando ele ameaçou estuprar sua irmã mais nova, Amal chegou ao seu limite. A jovem convidou o amigo de seu pai à sua casa e o matou a facadas. Ela agora cumpre uma pena de 25 anos.

Outra jovem, vítima aos 16 anos de um estupro coletivo no Marrocos, ateou fogo em si mesma em julho passado, após seus estupradores ameaçarem compartilhar pela internet imagens do abuso. Logo após o crime, os oito acusados tentaram intimidar a família da garota para que fosse retirada a queixa. Mas o caso todo acabou em suicídio: ela sofreu queimaduras de terceiro grau e morreu no hospital.

Vídeos de estupros

Mas é na Índia e no Paquistão que o uso de celulares para registrar estupros parece estar mais difundido.

Em agosto de 2016, o jornal Times of India descobriu que centenas – talvez milhares – de vídeos de estupros estavam sendo vendidos diariamente em lojas do Estado de Uttar Pradesh, no norte do país. Um lojista da cidade de Agra disse: “Pornô saiu de moda. Esses crimes reais é que estão em alta”. Outro lojista foi ouvido pela reportagem dizendo a clientes que a garota do vídeo “mais quente do momento” poderia ser uma conhecida sua.

Em um exemplo investigado pela BBC, uma profissional da saúde de 40 anos se matou após um vídeo em que era estuprada por um grupo começou a ser compartilhado entre moradores de seu vilarejo pelo aplicativo de mensagens WhastApp. A mulher pediu ajuda aos anciãos locais, mas, segundo um colega seu, não recebeu qualquer apoio da comunidade, para quem o vídeo a manchava socialmente – já que, na visão deles, ela era a culpada pelo ocorrido.

Mas a força destas imagens em sociedades conservadoras pode ser uma faca de dois gumes.

Algumas mulheres compreenderam que, se elas podem ser usadas para envergonhar mulheres, também poderm ser usadas como armas para atacar e desafiar uma cultura patriarcal.

Quando Ghadeer Ahmed postou o vídeo em que aparecia dançando no Facebook, ela não só estava minando as tentativas de humilhá-la, mas rejeitando a noção de que o clipe era motivo de vergonha.

“Um grupo de homens tentou me envergonhar ao compartilhar um vídeo privado em que dançava com amigos. Estou escrevendo isso para anunciar que, sim, era eu no vídeo, e, não, não tenho vergonha do meu corpo”, escreveu.

Amina Sboui publicou uma foto no Facebook com os seios à mostra e seguinte mensagem escrita no peito: 'Meu corpo pertence a mim'
Amina Sboui publicou uma foto no Facebook com os seios à mostra e seguinte mensagem escrita no peito: ‘Meu corpo pertence a mim’

Em 2011, outra jovem do norte da África, Amina Sboui, foi além e publicou fotos com os seios à mostra no Facebook. Em seu peito nu, escreveu: “Meu corpo pertence a mim – não é alvo da honra de ninguém”. A imagem gerou uma grande controvérsia em seu país, a Tunísia.

Mais recentemente, Qandeel Baloch, originalmente de um vilarejo da região de Punjab, no Paquistão, usou as redes sociais para publicar selfies em poses sociais acabou ficando famosa. Conhecida como a “Kim Kardashian do Paquistão”, em referência à socialite e celebridade americana, ela desafiou as regras sociais do país ao adotar a cultura sexualizada da internet – até ser estrangulada por seu irmão em julho passado. Segundo ele, ela levou vergonha à família.

O poder dos smartphones e das redes sociais parece não estar sendo ignorado pelas autoridades da Arábia Saudita, que estão combatendo agressivamente o uso de imagens de mulheres por homens chantagistas e criminosos. Autoridades também estão realizando campanhas para educar jovens sobre o perigo de compartilhar fotos online.

Por um lado, é uma medida importante para proteger as mulheres sauditas, mas a rapidez dessa reação também reflete um reconhecimento de que a tecnologia tem poder para mudar padrões de comportamento e pensamento – e que já está criando um novo front da batalha sobre o que as mulheres podem ou não fazer com seus próprios corpos.(fonte:bbc noticias)

Acusado de esquartejar família se entrega à polícia da Espanha

François Patrick Gouveia embarcou de João Pessoa (PB) em direção a Madrid, onde foi preso

François Patrick Gouveia, de 19 anos, suspeito de assassinar família na Espanha, embarcou de João Pessoa (PB) em direção a Madrid e se entregou à polícia espanhola, na manhã de quarta-feira (19). Ele é acusado de esquartejar o tio, a esposa deste e dois filhos do casal.

De acordo com o advogado que defende o suspeito, Eduardo de Araújo, o jovem saiu de João Pessoa na noite da terça-feira (18), e foi preso assim que desembarcou no aeroporto de Madri. As informações são do portal G1.

“Quando eu voltei da Espanha, conversei com a família e com ele, relatando o que eu vi do processo lá. Ele entendeu que seria melhor voltar para a Espanha e responder ao processo lá do que esperar abrir um aqui no Brasil. Inclusive, ele destaca que resolveu voltar para lá justamente para ver que ele não estava foragido, como as pessoas falavam”, disse Eduardo de Araújo.

As vítimas de François Patrick foram os paraibanos Marcos Nogueira e Janaína Santos Américo, de 39 anos, e os filhos deles, uma menina também paraibana, de 4 anos, e um menino que nasceu na Espanha, de 1 ano. (fonte:noticias ao minuto)

Homem com máscara de palhaço ataca vítima na Suécia

Onda de palhaços assustadores parece percorrer o mundo

Um homem foi esfaqueado por uma pessoa com máscara de palhaço, indicou nesta sexta-feira (14) a polícia sueca. Recentemente uma onda de histeria sobre palhaços “sinistros” e “assassinos” parece estar assustando o mundo.

“Um homem nascido em 1997 foi esfaqueado no ombro por um desconhecido que fugiu”, escreveu a polícia do condado de Halland, no sul da Suécia, na sua página da internet.

O incidente ocorreu na quinta-feira (13) à noite, depois de duas pessoas vestidas de palhaço terem ameaçado matar uma mulher, no centro do país.

“Ela estava extremamente assustada”, disse um porta-voz da polícia ao jornal Aftonbladet, acrescentando que esta mania em expansão “não tem nada de engraçado”.

Também na quarta (12), um grupo de homens vestidos de palhaço cercou quatro crianças de dez anos e ameaçou-os com o que depois se concluiu serem falsas motosserras.

 Nos Estados Unidos, o alarme em torno dos disfarces de palhaço alimentado pelas redes sociais levou a cadeia de hambúrgueres McDonald’s a anunciar esta semana que iria recuar no uso do seu sorridente palhaço Ronald McDonald.

A loucura também alastrou ao Reino Unido, onde as forças policiais foram chamadas para atender a diversos incidentes envolvendo pessoas vestidas de palhaços, que assustavam pessoas na rua.

A polícia do Reino Unido e dos Estados Unidos teme que a moda aumente na contagem decrescente para o Halloween. Até a Casa Branca interveio e avisou que as forças da autoridade estão levando estes incidentes a sério.

O fenômeno também atingiu a Holanda, onde foram vistas duas pessoas envergando disfarces de palhaço e empunhando armas de fogo.

As supostas aparições de palhaços sinistros no Brasil também foi assunto nessa semana. Com informações da Agência Lusa.(fonte:noticias ao minuto)

Morre rei da Tailândia, o monarca há mais tempo no poder no mundo

O rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, morreu hoje (13), aos 88 anos de idade, de acordo com um anúncio oficial da Casa Real. O monarca estava no poder há 70 anos e era o soberano há mais tempo no trono, no mundo. As informações são da Agência Ansa.

Adulyadej morreu às 15h52 locais, no hospital Siriraj de Bangkok, onde estava internado há tempos. Ele reinava com o título Rama IX e subiu ao poder em 1946.

O novo rei da Tailândia, Rama X, será o príncipe hereditário Maha Vajiralongkorn, de 64 anos, disse o premier Prayuth Chan-ocha. O nome dele será apresentado ainda hoje ao Parlamento para aprovação, como prevê a Constituição. Prayuth Chan-ocha também anunciou um luto nacional de um ano. “A morte do rei Bhumibol é a maior perda da história da Tailândia”, disse o premier, em um discurso em cadeira nacional.

Embora fosse um monarca constitucional, Bhumibol Adulyadej realizou intervenções na política do país quando houve derramamentos de sangue ou conflitos. Ele facilitou a transição da Tailândia à democracia na década de 1990, mesmo tendo apoiado alguns regimes militares, como o de Sarit Dhanarajata e, mais recentemente, o Conselho de Segurança Nacional.

O rei também utilizou sua influência para acabar com golpes de Estado, incluindo as tentativas de 1981 e 1985.

Um dos monarcas mais ricos do mundo, Adulyadej era muito popular na Tailândia e reverenciado como um semi-deus pelo povo, em parte devido à crença budista.(fonte:agência brasil)

Pais do suspeito de matar família na Espanha contrataram advogado após a descoberta dos corpos

Sobrinho de uma das quatro vítimas antecipou volta ao Brasil quando o crime veio à tona

A família de Patrick Nogueira Gouveia, o único suspeito do assassinato de uma família brasileira no povoado de Pioz(em Guadalajara, província próxima a Madri), contratou um advogado para o jovem no dia 20 de setembro. Dois dias antes a polícia espanhola tinha encontrado os restos de Marcos Campos, Janaína Santos Américo – de 30 anos – e seus dois filhos pequenos – de um e quatro ano – no chalé que haviam alugado. Nesse mesmo dia, Patrick tomou às pressas um voo de volta ao Brasil. O suspeito, de 19 anos, é sobrinho de Marcos e conviveu com eles durante quatro meses em Madri, antes de a família se mudar para o chalé de Guadalajara onde foram degolados, esquartejados e abandonados em seis sacos de plástico.

O objetivo da família naquele momento não era defendê-lo da acusação de assassinato múltiplo – a polícia espanhola ainda levaria dias para tornar públicas suas suspeitas – mas para proteger a reputação do jovem depois de a família de Janaína ter sugerido na imprensa local a hipótese de que o sobrinho poderia ser o culpado. Patrick esteve internado num centro de detenção juvenil durante 45 dias por esfaquear um professor quando tinha 16 anos. Seu advogado explicou que o jovem sofria bullying e se sentia “perseguido” pelo professor, que sobreviveu ao ataque.

Naquele dia 20, o advogado Eduardo de Araújo Cavalcanti pensou que tinha nas mãos um tedioso caso de calúnia, mas conforme passaram os dias o nome e a foto de Patrick começaram a aparecer cada vez mais nos jornais de ambos os lados do Atlântico. A Guarda Civil afirmou que tinha “muitas evidências e provas irrefutáveis” de que Patrick, “de caráter psicopata, narcisista, egoísta e sem apego à vida humana”, era o autor do crime.

De acordo com Cavalcanti, Patrick sempre negou seu envolvimento, de modo que o advogado decidiu levá-lo, no dia 30 de setembro, à Polícia Federal para que ele prestasse depoimento. O acusado contou como era a convivência com seus parentes, negou a existência de problemas e que estivesse apaixonado ou obcecado pela tia, uma das hipóteses para justificar um crime passional. Patrick também contou que ajudava financeiramente em casa e que, inclusive, cuidava das crianças. Como a polícia espanhola tinha afirmado haver encontrado DNA do suspeito na cena do crime, os policiais brasileiros pediram a Patrick amostras de sangue e de saliva. Este aceitou e foi embora com os pais para uma de suas casas em João Pessoa (capital do Estado da Paraíba).

A liberação do suspeito causou desconforto entre os investigadores espanhóis, que estão convencidos de terem resolvido o caso. Mas a ordem de prisão internacional decretada por um juiz espanhol não tem validade no Brasil e, sem provas concretas na mão, a lei brasileira não permite que a polícia prenda um acusado em outro país. A Guarda Civil acaba de ampliar a comissão rogatória e viajará ao Brasil para apresentar aos seus colegas, que já abriram uma investigação e localizaram o acusado, as provas do caso.

A revelação de que havia um quinto membro da família que, ademais, poderia ser o assassino, levantou muitas interrogações. O que Patrick fazia na Espanha? Qual sua ocupação? Por que não denunciou o desaparecimento de seus familiares, considerando que os corpos estavam se decompondo havia um mês quando foram encontrados? Por que antecipou a viagem para o Brasil que estava marcada para 19 de novembro e retornou ao seu país logo depois que os corpos foram encontrados?

O advogado explica que o objetivo de Patrick era ser jogador de futebol profissional e para tanto morou uma temporada em Londres e em Portugal antes de ir viver com seu tio na Espanha em março. Segundo a versão do jovem, a família decidiu se mudar de Torrejón de Ardoz para Pioz, em Guadalajara, mas ele não sabia o novo endereço. O advogado explica que quando Marcos levou a mulher e os filhos para o chalé prometeu que iria buscá-lo, mas nunca mais apareceu. Poucos dias depois Patrick deixou o apartamento e foi dividir outro apartamento com um brasileiro e um casal de espanhóis, perto do clube de futebol onde treinava em Torrejón de Ardoz (Madri).

Seu advogado diz que ele só soube da descoberta dos corpos e de que se tratava de seus tios e sobrinhos porque sua família telefonou do Brasil para informá-lo. “Ele afirma que não tinha lido na imprensa”, diz Cavalcanti. Foi então que decidiu mudar a data de sua passagem e voltar mais cedo do que o previsto para o Brasil. “Patrick disse que depois de ter ficado sabendo do que aconteceu teve medo e pensou que poderia ser o próximo”, continua o advogado. O jovem disse à polícia que não sabe quem poderia ser o autor do crime.

Patrick não trabalhava e vivia do dinheiro enviado pelo pai, um radiologista de prestígio. Sua rotina era treinar e ir para a academia de ginástica. O advogado vê seu cliente como uma pessoa “extremamente tranquila”, que algumas vezes se mostrou “nervoso” e “afetado” durante suas conversas. “Não chora, mas se emocionou muitas vezes ao falar sobre sua família”.

Diante do caso mais midiático de sua carreira, Cavalcanti não tem uma estratégia para defender seu cliente. “Não tivemos acesso a nada, tudo o que sabemos é pela imprensa. Estive na Polícia Federal várias vezes para pedir detalhes, mas eles também não sabem nada. É difícil construir uma estratégia sem acesso às provas”, lamenta.

Entre essas provas, como divulgou a Guarda Civil, estão as amostras do DNA de Patrick na cena do crime. O advogado recorda que, como disse seu cliente, Patrick nunca esteve no chalé. Também salienta que aceitou voluntariamente dar amostras de sangue e saliva, embora a lei brasileira não obrigue a produzir provas contra sua própria inocência (por exemplo, não é obrigatório fazer um teste de bafômetro). “Você acha que alguém que fosse culpado se prestaria a colaborar assim?”, pergunta o advogado. E ele mesmo responde: “Só se fosse um perturbado”.(fonte:el país)

Parte de cidade alemã é evacuada e bloqueada após ameaça terrorista

De acordo com o porta-voz da polícia de Chemnitz, ruas e estradas estão fechadas

A cidade de Chemnitz, na Alemanha, está sob alerta após a ameaça de um atentado. De acordo com o Independent, parte da cidade precisou ser evacuada e a polícia investiga o ocorrido.

A Polícia da Saxônia fez um pedido à população para que não publicassem fotos nas redes sociais da operação realizada pelos agentes.

De acordo com o porta-voz, ruas e estradas estão fechadas e um grande contingente de policiais foi enviado à região de Fritz Heckert, um enorme bloco de moradia construído durante o período comunista que acabou sendo abandonado após a reunificação alemã.

A imprensa do país relata que explosivos teriam sido encontrados em um prédio, mas a polícia ainda não confirmaram a informação.(fonte:notícias ao minuto)