Projeto da CBF prevê banir os maus árbitros

Coronel Marinho promete ser rígido na avaliação e assegura que o protecionismo não terá vez no futuro

A Comissão Nacional de Arbitragem planeja lançar na primeira quinzena de dezembro um plano nacional com o objetivo de melhorar o nível dos integrantes da área no futebol brasileiro. Pelo projeto, árbitros, assistentes e analistas de desempenho vão passar a ser treinados e avaliados com base em critérios mais rígidos e quem não apresentar o nível desejado de qualidade será afastado do quadro nacional e até da Fifa.

O trabalho é uma tentativa de dar resposta ao mau momento da arbitragem – a cada rodada do Campeonato Brasileiro muitos erros estão sendo cometidos – e está sendo elaborado pelo coronel Marcos Marinho de Moura, que completa nesta sexta-feira um mês à frente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF.

Homem de confiança do presidente da entidade, Marco Polo Del Nero – o coronel comandou a arbitragem na Federação Paulista de Futebol (FPF) entre 2005 e janeiro desde ano – Marinho substituiu o desgastado Sergio Corrêa na CBF e, desde que chegou, está debruçado sobre o projeto.

Marinho defende os árbitros, atualmente sob uma saraivada de críticas. Apesar de dizer que são bem preparados, reconhece que estão longe do ideal. “Existe um espaço muito grande ainda para a gente melhorar. Pelos próprios resultados que vemos hoje, é inegável que existe certa deficiência na aplicação da regra em termos de uniformidade, na parte disciplinar e até na parte interpretativa”, disse, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.

Ele admite ter constatado que, por mais boa vontade que tenham, alguns têm dificuldade de fazer bom trabalho. “Não têm o talento que a gente quer”. Essa notória deficiência está balizando o projeto, cujo formato ainda não está fechado. Mas a CBF estuda participar da formação dos árbitros e assistentes desde a base – atualmente são as federações estaduais as responsáveis pela formação, mas muitas não têm os cursos necessários. “Vamos buscar descobrir talentos. Se unir talento, com treinamento e observação, num período de três a quatro anos você tem um árbitro de qualidade, de nível”, acredita.

A ideia é implantar o novo método já em 2017 e a formação e o aperfeiçoamento dos árbitros irá além dos ensinamentos técnicos e da preparação física e psicológica. De acordo com Marinho, será feito um trabalho de monitoramento, de análise de desempenho, com base em vídeos, relatórios, observações in loco e estabelecimento de critérios que deverão ser cumpridos. E quem não atingir o nível mínimo estabelecido, será rebaixado – o que significa sair do quadro nacional e também da Fifa, se for o caso.

“Vamos criar uma central para que possamos acompanhar todos os jogos e que todos (árbitros e assistentes) tenham no máximo em 48 horas um feedback do que foi a sua atuação, o que precisa ser melhorado, com imagem para ilustrar. Aí, vai ter cobrança muito mais efetiva, porque nós vamos ter uma análise de desempenho real”, afirmou o chefe da arbitragem.

Marinho promete ser rígido na avaliação e assegura que o protecionismo não terá vez no futuro. “Ao chegar ao final do ano, se aquele árbitro não correspondeu, cai de ranking e pode até sair do quadro da CBF. Tudo com análise de desempenho. Quem não estiver dentro das nossas expectativas vai sair”.(fonte:notícias ao minuto)

Brasil dá show e goleia a Bolívia por 5 a 0 nas Eliminatórias da Copa de 2018

O resultado mantém o Brasil na segunda posição do qualificatório do Mundial de 2018

A volta da seleção brasileira para Natal, nesta quinta-feira, após 34 anos teve exibição parecida aos velhos tempos em que se recebia a Bolívia por Eliminatórias de Copa do Mundo. Foi com massacre e a expectativa por mais e mais gols que a equipe aplicou o 5 a 0, na terceira vitória em três jogos do técnico Tite no cargo, resultado que mantém o Brasil na segunda posição do qualificatório do Mundial de 2018, que será na Rússia, com 18 pontos.

O prestígio do técnico lhe rendeu ter o nome gritado pelos 30 mil presentes na Arena das Dunas em noite que a goleada permitiu a torcida apreciar o 300.º gol da carreira de Neymar e se divertir com Roberto Firmino. O atacante ouviu os gritos de “Vai Safadão”, em referência ao penteado semelhante ao do cantor Wesley Safadão. E ainda deixou o dele na goleada.

O Brasil atual não é mais só Neymar, outros 10 e acabou. Trata-se agora de uma equipe com variado repertório e o adicional de ter o craque do Barcelona para desequilibrar. Contra a Bolívia, por exemplo, o gol dele e a assistência para outros dois logo no primeiro tempo decidiram, é claro, para a construção do placar. Mas não foi só isso. A equipe encarnou o espírito coletivo pedido por Tite.

A cobrança insistente do treinador pelo jogo coletivo, marcação desde os atacantes e respeito ao adversário foi ingrediente principal para cativar a torcida na Arena das Dunas. Uma roubada de bola de Neymar no zagueiro Raldes iniciou o show brasileiro, com o gol do camisa 10.

Antes que parecesse a suspeita de “Neymardependência”, o time parou de só jogar pela esquerda, desbravou o lado direito e chegou ao segundo, após ótima jogada de Giuliano para o gol de Philippe Coutinho.

Os bolivianos ficaram atordoados. Não chutaram a gol no primeiro tempo. Moradores da altitude, pareceram sentir o litoral nordestino pela euforia dos potiguares e o futebol de triangulações e posicionamento tático impecável da seleção brasileira.

Como Tite tanto pede, não houve menosprezo ao adversário, apesar da facilidade. O Brasil jogou como favorito e justificou essa condição. Até o intervalo foram mais dois. Neymar distribuiu um gol para Filipe Luís e outro para Gabriel Jesus. Com tamanha fartura, poucos se deram conta que o cartão amarelo para o craque o deixa suspenso do jogo contra a Venezuela, nesta terça-feira, em Mérida.

A fragilidade boliviana fez o Brasil diminuir o ritmo no segundo tempo. Foi a hora de tirar Neymar, antes que ele arrumasse uma expulsão, e fazer testes. A aposta em Roberto Firmino rendeu um gol de cabeça do atacante do Liverpool, já aos 29 minutos.

O quinto gol foi a senha para os gritos de “olé” no estádio. Na Arena das Dunas, o Brasil de Tite teve nova atuação convincente, capaz de fazer a torcida exagerar no fim, a ponto de gritar “o campeão voltou”. Eliminatórias, porém, não vale título, mas pelo menos a equipe, com as boas atuações, esteja reconquistando o principal: o apoio e o gosto do povo.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 5 x 0 BOLÍVIA

BRASIL – Alisson; Daniel Alves, Miranda, Marquinhos e Filipe Luís; Fernandinho; Philippe Coutinho, Renato Augusto, Giuliano (Lucas Lima) e Neymar (Willian); Gabriel Jesus (Roberto Firmino). Técnico: Tite.

BOLÍVIA – Lampe; Rodriguez, Zenteno, Raldes e Bejarano; Azogue, Meleán, Campos (Vaca) e Arce (Ramallo); Duk (Pablo Escobar) e Marcelo Moreno. Técnico: Angel Hoyos.

GOLS – Neymar, aos 10, Philippe Coutinho, aos 25, Filipe Luís, aos 38, e Gabriel Jesus, aos 43 minutos do primeiro tempo; Roberto Firmino, aos 29 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Neymar (Brasil); Meleán e Azogue (Bolívia).

ÁRBITRO – Wilson Lamouroux (Fifa/Colômbia).

RENDA – R$ 4.307.145,00.

PÚBLICO – 30.013 pagantes.

LOCAL – Arena das Dunas, em Natal (RN).

Fonte:mais goiás notícias

Seleção brasileira vence a Colômbia na Arena da Amazônia

A vitória da Seleção Brasileira de Futebol contra a Colômbia, por 2 a 1, nessa terça-feira (6), na Arena da Amazônia, em Manaus, colocou o Brasil na segunda colocação das eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. O Brasil contabiliza 15 pontos, apenas um a menos que o Uruguai, que venceu o Paraguai por 4 a 0 também na noite passada. A Argentina, que estava na liderança, empatou com a Venezuela e caiu para a terceira posição, com 15 pontos.

Após o jogo, o técnico Tite disse que o desempenho da seleção foi acima do que ele esperava. “É um peso e uma responsabilidade muito grandes. Ma, posso dizer com tranquilidade que foi acima do que eu imaginava, estou feliz sim porque o desempenho foi acima daquilo que eu esperava”, declarou.

Tite também fez um balanço do jogo e preferiu não ter o mérito pelas duas últimas vitórias. “Um grupo todo de trabalho que se mobilizou. Fui convencido de uma ideia para que, em tão curto espaço de tempo, eles pudessem tentar implantar, ainda com falhas, mas de uma maneira muito consistente. Quando você tem que vencer, tem que vencer com desempenho porque isso te dá confiança”.

O Brasil fez a rede balançar logo no primeiro minuto com Miranda. A Colômbia empatou aos 35 minutos com um gol contra de Marquinhos. No segundo tempo, o técnico Tite colocou Philipe Coutinho no lugar de William, substituiu Paulinho por Giuliano e Gabriel Jesus por Taison. O desempate saiu aos 28 minutos com um gol de Neymar.

O técnico brasileiro também destacou o alto nível da partida. “Nós saímos desse jogo de alto nível, um jogo em que estávamos muito perto de fazer o segundo gol e tomamos o gol de empate na única bola. O técnico Pekerman (da Colômbia) ajustou o time, inverteu o lado do James e nos deu uma dificuldade maior de saída para o lado esquerdo, onde já era para ter feito o segundo o gol”, afirmou.

Tite disse ainda que pediu concentração à equipe no intervalo, quando o Brasil ainda estava empatado em 1 a 1 com a Colômbia. “Até o momento do gol da Colômbia, uma equipe só jogou. Depois, equilibrou. Eu cheguei no intervalo, falei: este jogo tem que ter um nível de concentração muito alto. Porque fizemos um grande primeiro tempo, ficamos muito perto do segundo gol, aí tomamos o empate. Aí o o atleta entra no intervalo do jogo e pergunta: o que vou fazer? Eu disse: “Pessoal, concentração”. E, dentro de uma característica que nós temos, que é muita triangulação, porque os jogadores têm essas características”, explicou o técnico.

O músico de Manaus Neemias Barros está confiante de que o Brasil vai garantir a vaga para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. “A gente veio em todos os jogos da Copa, minha esposa e eu. E voltamos para dar sorte ao Brasil nas eliminatórias. O resultado poderia ser muito melhor, mas creio que o Brasil vai se classificar com segurança para a gente estar no Mundial de 2018”, disse o torcedor.

Para a assistente social Valda Rodrigues, o resultado foi bom, mas ela acredita que a seleção pode ter ainda melhor desempenho. “Estou feliz porque ganhamos, mas acho que não mostramos o nosso melhor porque sei que somos capazes. Mas está bom. O Neymar jogou e veio para nossa terra maravilhosa, nossa cidade, nesse estádio maravilhoso”.

A Arena da Amazônia recebeu 36.609 torcedores e arrecadou cerca de R$ 5,8 milhões, valor considerado recorde.(fonte:agencia brasil)

Vila Nova e Atlético-GO empatam em clássico com poucas emoções na Série B

O Vila Nova chegou ao segundo jogo sem vitória, mas continua no meio da tabela, com 30 pontos. Por outro lado, o Atlético tem 39 e, em terceiro lugar

Um resultado que não foi bom para ninguém. É assim que pode ser considerado o empate sem gols entre Vila Nova e Atlético-GO, em clássico realizado na tarde deste sábado, no estádio Serra Dourada, e válido pela 23.ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Ambos os times acertaram uma bola na trave do adversário.

O Vila Nova chegou ao segundo jogo sem vitória, mas continua no meio da tabela, com 30 pontos, a seis do Bragantino, primeiro time da zona de rebaixamento. Por outro lado, o Atlético tem 39 e, em terceiro lugar, pode perder mais duas posições no complemento da rodada ainda neste sábado e deixar o G4 (zona de acesso).

A primeira etapa começou com o Vila Nova criando duas boas oportunidades. Na melhor delas, Moisés cabeceou dentro da pequena área e Kléver executou um milagre. Depois dos sustos, o Atlético acordou e passou a chegar com perigo, principalmente por meio de Júnior Viçosa. Aos 45, o atacante bateu colocado e a bola explodiu no travessão.

Apesar de precisar da vitória para não correr o risco de deixar no G4 no complemento da rodada, o Atlético pouco produzia, tanto que foi chegar com perigo apenas aos 22 minutos, em chute cruzado de Júnior Viçosa. A resposta do Vila veio na sequência. Moisés arriscou de fora da área e viu a bola explodir na trave de Klever.

O Vila Nova volta a campo no próximo sábado, contra o CRB, às 21 horas, no estádio Rei Pelé, em Maceió, enquanto o Atlético-GO recebe o Luverdense na terça-feira, às 19h30, no Serra Dourada. Os dois jogos são válidos pela 24.ª rodada.

FICHA TÉCNICA
VILA NOVA 0X0 ATLÉTICO

Local: Estádio Serra Dourada
Data: 03 de setembro de 2016
Horário: 16h
Árbitro: Héber Roberto Lopes (SC)
Assistentes: Kléber Lúcio Gil (SC) e Carlos Berkenbrock (SC)

Cartões amarelos: Jorginho, Lino, Romário (ACG)

Público Pagante: 7.626
Renda: R$ 114.330,00

VILA NOVA: Saulo; Magno Silva (Jefferson Feijão), Guilherme Teixeira, Vinícius Simon e Roger; Geovane, Victor Bolt, Fagner e Everton (Marcelo Cordeiro); Patrick Leonardo (Fabinho) e Moisés.
Técnico: Guilherme Alves.

ATLÉTICO: Kléver; Matheus Ribeiro, Marllon, Lino e Romário; Pedro Bambu, William Schuster (Luiz Fernando), Jorginho (Silva), Magno Cruz e Gilsinho (Lucas Crispim); Júnior Viçosa.
Técnico: Marcelo Cabo.(fonte:mais goiás notícias)

Atlético-GO derruba Brasil em Pelotas e assume vice-liderança da Série B

Com 37 pontos, o Atlético fica atrás apenas do líder Vasco, com três pontos a mais e um jogo a menos

O Atlético-GO levou a melhor contra o Brasil de Pelotas em confronto direto na briga por uma vaga no G4 da Série B do Campeonato Brasileiro. Pela 21ª rodada da competição, o time goiano venceu por 1 a 0 no estádio Bento Freitas, em Pelotas (RS) e assumiu a segunda colocação da tabela, na noite desta terça-feira.

Com 37 pontos, o Atlético fica atrás apenas do líder Vasco, com três pontos a mais e um jogo a menos. O Brasil, com 33, é o primeiro time fora do G4, mas ainda está na briga. O CRB, atual quarto colocado, tem a mesma pontuação e só fica à frente pelo número de vitória: 10 a 9. A rodada, no entanto, está apenas começando e sete jogos serão disputados na próxima sexta-feira e no sábado.

Empurrado pela torcida, o Brasil começou jogando para cima e buscando o gol de abertura do placar, mas acabou cedendo muito espaço para os contragolpes do Atlético. E foi justamente assim que o time goiano marcou aos 15 minutos. Michel cruzou rasteiro da direita e o meia Magno Cruz pegou de primeira e acertou o canto esquerdo para anotar o único gol da partida.

Em vantagem, o Atlético recuou ainda mais e deu campo para o time da casa pressionar em busca do empate. Aproveitando jogadas de bola parada e levantamentos para a área, o Brasil de Pelotas levava perigo e só não igualou o marcador na primeira etapa porque o goleiro Klever foi decisivo com importantes defesas.

A pressão do Brasil continuou durante toda a segunda etapa. Se segurando como pôde, o Atlético contou com mais intervenções de Klever em chutes de longa distância, cabeçadas à queima-roupa e até mesmo uma bicicleta de Felipe Garcia. Substituto do ídolo Márcio, que foi negociado com o rival Goiás, o goleiro foi o grande destaque da partida e garantiu a importante vitória atleticana.

Na próxima rodada, o Atlético recebe o Ceará às 20 horas da segunda-feira, dia 29, no Serra Dourada, em Goiânia (GO). E o Brasil de Pelotas visita o Bragantino às 21h30 da terça (30) no Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP).

FICHA TÉCNICA:
BRASIL DE PELOTAS 0 x 1 ATLÉTICO-GO

BRASIL DE PELOTAS – Eduardo Martini; Weldinho, Leandro Camilo, Teco e Marlon; Washington, Leandro Leite, Diego Oliveira (Clébson) e Elias (Nathan); Felipe Garcia e Ramon (Gustavo Papa). Técnico: Rogério Zimmermann.

ATLÉTICO-GO – Klever; Matheus Ribeiro, Marllon, Lino e Romário; Michel, Pedro Bambu, Jorginho (Ricardo Silva) e Magno Cruz (Júnior Viçosa); Gilsinho e Alison (Bruno Barra). Técnico: Marcelo Cabo.

GOL – Magno Cruz, aos 15 minutos do primeiro tempo.

CARTÃO AMARELO – Marlon (Brasil de Pelotas).

ÁRBITRO – Grazianni Maciel Rocha (RJ).

RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.

LOCAL – Estádio Bento Freitas, em Pelotas (RS).

Fonte:mais goiás notícias

“Oh, o Walterror voltou”: leal, atacante cumpre promessa e retorna ao Goiás

Conhecido por declarações que nem sempre se sustentaram, Walter honra a palavra
e torna real compromisso de vestir a camisa esmeraldina novamente: “Feliz pra car***”

Enquanto cerca de 200 esmeraldinos faziam ecoar no saguão do Aeroporto Santa Genoveva os gritos de “Oh, o Walterror voltou”, o alvo do coro desembarcava sorridente em Goiânia ciente de que acabara de cumprir uma promessa, algo que nem sempre conseguiu fazer na carreira. Vide o alardeado desejo de defender o Sport, fato que jamais se concretizou. Desta vez, porém, prevaleceu a forte lealdade ao Goiás. No fim de 2013,Walter se despediu do Esmeraldino prometendo voltar. Nesta segunda-feira, honrou a palavra e, inocente, até soltou um palavrão na hora de relembrar o velho compromisso de quase três anos atrás.

Walter cumpre promessa e volta a vestir a camisa esmeraldina: até o fim de 2017 (Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás E.C.)
Walter cumpre promessa e volta a vestir a camisa esmeraldina: até o fim de 2017 (Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás E.C.)

(Estou) feliz, feliz pra car***. Eu falei quando saí daqui que um dia eu iria voltar. E hoje estou aqui. Não vejo a hora de estrear logo – disse o jogador ao cruzar no desembarque a porta eletrônica que o colocou frente a frente com imprensa e cerca de 200 torcedores que o aguardavam.

Para que a transferência desse certo, Walter precisou aceitar trocar um clube que atualmente luta pelo G-4 da Série A por um que tenta escapar da zona de rebaixamento da Série B. No caso, Atlético-PR e Goiás, respectivamente. Como o desejo de voltar a vestir a camisa esmeraldina era grande, o atacante disse que não hesitou ao decidir pelo retorno.

– Com certeza vale a pena. Como sempre falei, meu amor pelo Goiás é muito grande. Não importa se é na Série B ou até Série C. Importa é o jogador se sentir bem. Isso fez a diferença.

Porém, o tom otimista deu lugar à cautela quando Walter foi perguntado se ainda é possível sonhar com acesso. O atacante evitou falar em G-4, objetivo inicial do Goiás antes do início da Série B, e lembrou que o clube ainda está colado ao Z-4.

– Olha, primeiro temos que sair de vez dessa zona de rebaixamento. Depois lá na frente vamos ver o que mais dá para fazer – ponderou o atleta, que pareceu mais magro que o de costume.

Em solo goiano, Walter vai realizar exames médicos e assinar contrato de empréstimo até o término de 2017. Os direitos econômicos do atacante de 27 anos ainda pertencem ao Porto, embora o Goiás deva adquirir uma parcela aproximada de 10%. Pelo Alviverde, ele tem 45 gols em 81 jogos.(fonte:g1/esportesgo)

Após ouro olímpico, Tite anuncia convocados para as Eliminatórias da Copa

Veja a lista de convocados para a partida contra o Equador, marcada para setembro

Rio de Janeiro — Com sete campeões olímpicos, o técnico Tite divulgou na manhã desta segunda-feira na sede da CBF, na Barra da Tijuca, a lista dos 23 convocados para as partidas contra o Equador, em 1º de setembro, em Quito, e contra a Colômbia, cinco dias depois, em Manaus, ambas pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia-2018. Os dois jogos vão marcar a estreia de Tite à frente da amarelinha. O treinador herdou o cargo de Dunga, demitido após a eliminação na fase de grupos da Copa América Centenário, nos Estados Unidos. O goleiro Weverton, os zagueiros Marquinhos e Rodrigo Caio, o meia Renato Augusto e os atacantes Neymar, Gabriel Jesus e Gabriel Barbosa, o Gabigol, são os heróis do ouro relacionados.

A convocação tem novidades. Homem de confiança de Tite nas conquistas da Libertadores e do Mundial de Clubes nos tempos de Corinthians, o volante Paulinho retorna à Seleção, assim como o lateral-esquerdo Marcel, que andava esquecido por Dunga. Outras novidades são as inclusões de Fágner, Rafael Carioca, Giuliano e Taison. As ausências de Thiago Silva e Douglas Costa foram justificadas pelo treinador por contusões e pouco tempo para recuperação.

“Todos os atletas machucados se autoexcluíram, ou em processo de recuperação que não poderiam jogar. Queria atletas para jogar as duas partida. E o Douglas está inserido nestes atletas machucados — e boto todos os outros nesse contexto”, afirmou o treinador.

Tite aceitou o pedido de Neymar para não ser mais o capitão da Seleção. Revelou que o jogador o comunicou da decisão ao ser abraçado por ele no vestiário do Maracanã depois da conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 e citou nomes dos possíveis herdeiros da braçadeira. “Eu não vou dar uma resposta categórica em cima disso. A tendência é o Miranda, que já foi capitão, Daniel Alves, também foi. Nesses primeiros jogos, a tendência é estar em cima desses profissionais. Vamos dividir as responsabilidades”, disse o adepto do rodízio nos tempos do vitorioso trabalho à frente do Corinthians.

A Seleção vive um momento delicado nas Eliminatórias. Dunga deixou o time em sexto lugar, ou seja, fora da zona de classificação. Hoje, o único país que participou de todos os mundiais não participaria sequer da repescagem. O Uruguai divide a liderança com o Equador, ambos com 13 pontos. Argentina (11) e Chile (10) completam o G-4. A Colômbia (10) ocupa o quinto lugar, que dá direito a uma repescagem contra um representante da Oceania. Com nove pontos, o Brasil está à frente apenas de Paraguai, Peru, Bolívia e Venezuela.

Embora o país viva a euforia da conquista da medalha de ouro, Tite deixou claro que, agora, a missão é classificar o Brasil para a Copa da Rússia. Logo, beleza não é fundamental neste início de trabalho. “Eu não gosto de ser o cara que quer ser o pessimista, mas também não quero ser o otimista irresponsável, dizer que está tudo bem e ficar fascinado pelo posto que estou no momento. O real é que a gente precisa entrar na zona de classificação, ter resultado. Mas antes do resultado vem o desempenho, jogar bem. Que a equipe tenha ofensividade, criação e também consistência de marcação. Esses três fatores têm que andar juntos”, disse.

Como a partida contra o Equador é na altitude de 2.800m, o coordenador Edu Gaspar antecipou que o elenco vai se apresentar na casa do adversário para se adaptar ao local. Antes do anúncio da lista, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, fez um pronunciamento sobre a conquista da medalha de ouro. “Temos que falar neste momento da alegria da conquista da seleção olímpica. Queremos dizer que foi uma disputa espetacular. Nossos jogadores se comportaram como homens valentes, guerreiros e venceram. O projeto olímpico da CBF não começou ontem ou há 30 dias atrás. Teve início após a Copa do Mundo de 2014. Foram dois anos de intenso trabalho e observação, acompanhamento de dezenas de atletas em seus clubes”, disse o cartola.

A seguir, a lista de Tite, a agenda da Seleção e a entrevista na íntegra…

Goleiros

Alisson (Roma), Marcelo Grohe (Grêmio) e Weverton (Atlético-PR);

Zagueiros

Gil (Shandong Luneng), Marquinhos (PSG), Miranda (Inter de Milão) e Rodrigo Caio (São Paulo);

Laterais

Daniel Alves (Juventus), Fagner (Corinthians), Filipe Luís (Atlético de Madrid) e Marcelo (Real Madrid);

Volantes e meias

Casemiro (Real Madrid), Giuliano (Zenit), Lucas Lima (Santos), Paulinho (Guangzhou Evergrande), Philippe Coutinho (Liverpool), Rafael Carioca (Atlético-MG), Renato Augusto (Beijing Guoan) e Willian (Chelsea)

Atacantes

Gabigol (Santos), Gabriel Jesus (Palmeiras), Neymar (Barcelona) e Taison (Shakhtar Donetsk)

AGENDA DAS ELIMINATÓRIAS

Equador x Brasil

1/9 – Quito (Equador)

Brasil x Colômbia

6/9 – Manaus

A COLETIVA DE TITE

CONVOCADOS
“Alguns atletas europeus, por estarem retomando as atividades, ficam prejudicados nessa avaliação e retomada de ritmo. E alguns com lesão. Em relação à convocação, é para os próximos dois jogos. Não quero ser o otimista irresponsável ou pessimista que vê só o negativo. Neste momento não estamos classificados e queremos estar entre os classificados. E aí surge outro momento. Esses dois jogos, no melhor momento de cada atleta. Ser justo neste aspecto. Mas é inevitável, por ser humano”

LISTA
“Essa lista foi feita há sete dias e foi firmada já na Fifa, pois havia essa necessidade pelo regulamento. Tivemos um cuidado em termos de equipe para deixar a seleção olímpica focada. Eles estavam pré-convocada desde o jogo contra Honduras. O legado fica com um senso de equipe forte, no momento difícil que enfretamos, o carinho do torcedor que senti na arquibancada assistindo ao jogo. O carinho que o torcedor passou para a seleção brasileira no jogo final. Precisamos desse carinho e compreensão. Estou falando de sentir que o atleta sinta, saber a dimensão. Quando se olha para o lado e vê um carinho, um abraço. Eu me entendo como torcedor, sentindo toda essa emoção. Fica esse legado. E um pedido também”

AUSÊNCIAS
“Existe uma série de jogadores que poderiam estar convocados, um pequeno detalhe acaba determinando uma convocação. É assim com relação a Geromel, Fernandinho, do City, Elias em uma retomada, Luan que fez uma sequência do trabalho. O Arão do Flamengo, que está crescendo. Não estou dando bala Juquinha para ninguém. Mas é um acompanhamento de trabalho, em vídeo e nos jogos. Na conversa com seus técnicos. Tem toda essa conotação”

CAPITÃO
“Acabou o jogo e fomos cumprimentar os atletas e eu estava dando um abraço no Rodrigo Caio. Falei que foi legal lembrarem do Rodrigo Caio. Aí dei um abraço no Neymar, e ele disse “Não quero ser capitão”. Eu disse: “Curte com sua família e deixa isso para depois”. A liderança tem muitos aspectos técnicos. Ele é um líder técnico. Tem o aspecto de falar com o público. Muitos podem ser dentro dessas diversas facetas”

DOUGLAS COSTA
“Todos os atletas machucados se autoexcluíram, ou em processo de recuperação que não poderiam jogar o jogo. Queria atletas para jogar os dois jogos. E o Douglas está inserido nestes atletas machucados – e boto todos os outros nesse contexto. O Rafael Carioca vem fazendo um grande campeonato, foi eleito um dos melhores da posição no ano passado. É merecedor da convocação. Citei o Fernandinho que está jogando no 4-1-4-1 do City. Hoje conversamos com o Vieira e com o auxiliar do Guardiola. Existe o acompanhamento destes atletas. O Fagner fez um grande campeonato e vem fazendo. O Paulinho a carreira dele fala por si só. Ele é campeão da Copa das Confederações, participou do Mundial no final desse ano, foi acompanhado in loco. Mostra o desempenho atual”

GOLEIRO
“Todo o acompanhamento de jogos e treinamentos do Weverton, do técnico de goleiros da Seleção, junto com o Taffarel. E esse primeiro filtro é uma responsabilidade dada ao Taffarel, que busca atletas para que haja uma definição minha. O contato com todos os profissionais que trabalharam com o Weverton fecharam nas características de atleta e pessoa de qualidade. Acrescido da seleção olímpica, mas já vinha fazendo um grande campeonato. Já estava, sim, dentro do nosso projeto de acompanhamento”

NORDESTINOS
“Eu busco dentro da minha qualificação profissional ser extremamente isento. Humanamente alguma influência vai acontecer. Se eu filtrar sem colocar região, se é europeu, qualquer que seja. Eu terei uma grande oportunidade. Eu estou vindo para o Rio de Janeiro e poderia convocar atletas do Rio para fazer média. Vou errar e acertar, mas quero procurar ser justo. Isso não está ligado a região ou local. Não tenho essa pretensão. A gente fica acompanhando essa evolução, independentemente do local”

EQUADOR
“Eu não posso trabalhar em cima do ideal, tenho que trabalhar em cima do fato real, que é o Equador. Se tiver altitude, é altitude. Monta-se estratégia, condições. Jogar bem ao longo desse tempo, ter uma evolução, e ter um bom resultado”

HIERARQUIA DOS CONVOCADOS
“Eu gostaria que tivesse uma conotação diferente de “parças”. Tem uma conotação de privilégio, e eu não busco. Talvez um outro adjetivo. Tu acompanha. Eu acompanhei o Taison in loco, ele joga numa posição que me dá a possibilidade de jogar com uma forma, com dois atacantes centralizados, com jogo apoiado e ter triangulações. É assim que ele tem jogado. E o Giuliano há duas temporadas tem jogado bem. O Paulinho fala por si só. Se eu tivesse assim, falando de “Parças”, eu traria o Elias. Não foi fácil deixar ele de fora, foi meu jogador até ontem. Mas falando de um ritmo e retomada de seu padrão normal. Tento, na medida do possível, ser justo e avaliar o momento”

SISTEMA TÁTICO
“Eu tenho ideias de futebol. Temos uma ideia brasileira, de que mais do que sistema, números de meio-campistas ou atacantes, a ideia principal está um pouco mais além, mais acima. Como a dinâmica da equipe responde. Uma ideia que está em compreensão além de que uma equipe ofensiva tem dois ou três defensores ou três ou quatro atacantes. Eu busco ser equilibrado, se for com três atacantes ou quatro meio-campistas… Uma ideia é clara: seis jogadores liberadores para o ataque. Se são os laterais, dois meias, isso é outro aspecto. “Eu vi uma entrevista do Antonio Conte. Ele disse que a seleção mais ofensiva da Europa é a Itália porque faz 64 ataques no jogo. Ele diz que libera cinco jogadores para o ataque. A maioria dos clubes brasileiros libera seis jogadores para atacar. Busco tudo isso para dizer que a seleção olímpica atacou com seis também. O campo e as qualidades de cada um vão falar”

EQUADOR E COLÔMBIA
“São duas equipes que estão acima da gente na classificação. Já estão montadas, tem nível de confiança, qualidade técnica. Com relação à Colômbia tem o James jogando parecido como joga no Real Madrid ou mais centralizado, jogando na frente. A partir daí está bom. Vamos pensar no Equador antes. É um grau de dificuldade muito alto. Eu gosto de olhar para a equipe em estágio inicial, e aí acaba olhando as virtudes do adversário”

POSIÇÃO DO NEYMAR
“Dois jogadores foram trabalhados para esse função de 9, o Jesus e o Gabigol. Há um legado dentro da Seleção com relação ao Dunga e ao trabalho realizado. O Gabigol de 9 teve um grande desempenho. Teve o jogo contra o Peru e uma parte que jogou contra Equador e Haiti. Buscamos todos esses aspectos. O Neymar pode trabalhar em uma ou outra, onde ele tenha uma rotina maior no lugar. Nos clubes onde esteve, onde se sente mais confortável é do lado esquerdo. Mas pode ser utilizado de forma central, dependendo do jogo. Mas sempre observado e deixando o atleta onde ele se sente mais confortável, pois ali ele produz mais”

GABRIEL JESUS
“Jogando de 9, ele permanece como goleador do campeonato. Ele pode jogar pelo lado, mas de 9 ele tem sido o goleador com o tamanho da dificuldade que é o Campeonato Brasileiro”

INFORMAÇÕES
“Buscar o maior número de informações possível. E ter o feeling de deixar os atletas mais confortáveis nas posições que exercem em seus clubes. E se puder ser porta-voz de um carinho externado a eles. A pressão é grande. Estamos falando de um Brasil que precisa e quer estar classificado para a Copa do Mundo. Mas antes da responsabilidade, fazer as coisas com orgulho. Transmitir a eles um pouco de confiança. Talvez essa coletiva passe a eles o objetivo”

OURO OLÍMPICO
“Eu não gosto de ser o cara que quer ser o pessimista, mas também não quero ser o otimista irresponsável, dizer que está tudo bem e ficar fascinado pelo posto que estou no momento. O real é que a gente precisa entrar na zona de classificação, ter resultado. Mas antes do resultado vem o desempenho, jogar bem. Que a equipe tenha ofensividade, criação e também consistência de marcação. Esses três fatores têm que andar juntos”

7 x 1
“Eu não gosto de ser o cara que quer ser o pessimista, mas também não quero ser o otimista irresponsável, dizer que está tudo bem e ficar fascinado pelo posto que estou no momento. O real é que a gente precisa entrar na zona de classificação, ter resultado. Mas antes do resultado vem o desempenho, jogar bem. Que a equipe tenha ofensividade, criação e também consistência de marcação. Esses três fatores têm que andar juntos. Agora é hora de dar um passo à frente com relação a isso. Para construirmos um futebol melhor. Estou tentando fazer isso. Meu legado, em não sei quantos anos de atividade. tento olhar para o processo. Isso pesa. Confesso que olhei lá para baixo no Maracanã e pensei: “É muita paixão e um misto de loucura”. Mas a paixão e a coragem é maior que um frio na barriga, como em todos os clubes que passei. E agora essa responsabilidade de desenvolver o trabalho e me aperfeiçoar

RODÍZIO DE CAPITÃES
“Eu não vou dar uma resposta categórica em cima disso. A tendência é o Miranda, que já foi capitão, Daniel Alves, também foi, e o Neymar, que foi na Olimpíada. Nesses primeiros jogos a tendência é estar em cima desses profissionais. Vamos dividir as responsabilidades”

AMOR À CAMISA
“De longe, e agora de dentro, sem jogar para o alto. Quem não gostaria de estar na seleção brasileira como atleta hoje em dia. Seja atletas por 30 segundos. Quem não gostaria de representar o país? Eu estou realizando um sonho meu, pessoal e profissional. Não é a grana que o cara tem. Porque se fosse grana, tem muitas pessoas que já estão prontos. Poderiam falar: “Não vou assumir a responsabilidade”. Poder ver as pessoas felizes com teu trabalho… Esse carinho, essa emoção, o quanto a gente se sente feliz. Quantas pessoas gostariam de estar no meu lugar. Quero deixar um legado, assim como deixou Dunga, Felipe, Parreira, Zagallo. Quero poder contribuir de alguma forma. O que mais realiza um profissional é estar na seleção brasileira. Às vezes a gente não tem dimensão do quanto é impressionante isso. Não é por falta de mobilização, de carinho. Não é porque a seleção olímpica foi campeã que deixou de ter mais carinho que a seleção feminina. Então a Marta tem mais amor ao Brasil que o Neymar? Não, gente… Cuidado para não misturar o lado profissional com o lado humano do cara”

CAMPEÕES MUNDIAIS NA SELEÇÃO
“Nesse primeiro momento quero estabelecer o treinamento, aquilo que é nosso objetivo, passa a ser prioridade. Mas na sequência do trabalho, que eu possa estar mais tranquilo, aí posso abrir espaço para que esses ícones e lendas possam passar essa experiência”

INTERCÂMBIO COM CLUBES
“Eu preciso saber, ver e entender para julgar e orientar. Busco com todos os atletas esse padrão, no dia a dia e agora. Com os profissionais do Brasil e fora, busquei canais de comunicação. Alguns que em algumas equipes não estão mais. Conversei com os 20 clubes da Série A e alguns outros. A maioria dos atletas de fora, eu assisti ou alguém da comissão assistiu. O Edu conversou com o Zidane, do Real. O Sylvinho conversou bastante com o auxiliar técnico do Liverpool, o acompanhamento dos jogos. Então, a gente discute sempre essa aproximação, de acompanhamento. Uns mais receptivos, outros nem tanto. Respeitando cada um”.(fonte:correio brasiliense)

EM CASA DA SELEÇÃO
“Não, só contra estrear”

Enfim, ouro. Brasil vence a Alemanha nos pênaltis

Seleção vence Alemanha nos pênaltis

Já rolou a bola no Maracanã pela final do futebol masculino. É a segunda final seguida do Brasil e a quarta na história, mas nenhum título. Já os alemães vêm com uma equipe forte e tenta impedir o primeiro ouro dos brasileiros

Na torcida, muita provocação e lembranças do 7 a 1 na Copa do Mundo. Os estádio está lotado. Mais cedo, cambistas cobravam até R$ 6 mil pelos ingressos.

O Brasil dominou o jogo no primeiro e, aos 27, de falta, Neymar colocou a bola no ângulo para abrir o placar. Os alemães assustaram com três bolas na trave.

Na segunda etapa, aos 13 minutos, Meyer deixou tudo igual ao chutar no canto direito de Weverton. E assim terminou a partida.

Na prorrogação, as duas equipes optaram pela cautela. O Brasil, com um pouco mais de vontade, atacou mais. A única chance real de gol ficou a cargo de Luan, que chutou na defesa. Mais uma vez, empate. E decisão de pênaltis.

Todos marcaram os quatro primeiros. No fim, Peterson errou. Weverton foi mais ágil e defendeu a cobrança do alemão em seguida Neymar marcou para Brasil. Enfim, o ouro. E em casa.(fonte:notícias ao minuto)

Futebol masculino: busca do ouro do Brasil já parou três vezes na final

O jogo contra Alemanha neste sábado (20) é a quarta vez que o futebol masculino brasileiro chega à final do torneio olímpico. Nas outras três vezes, a seleção bateu na trave e ficou com a prata em Los Angeles 1984 (contra a França), Seul 1988 (diante da União Soviética) e em Londres 2012 (contra o México). Em comum, nas três derrotas os brasileiros levaram dois gols. Por outro lado, a seleção, apenas em 1984, não marcou um gol. Nas finais seguintes, na Coreia do Sul, Romário descontou, e na Inglaterra, o gol foi de Hulk.

Ao todo, o futebol olímpico brasileiro participou 11 vezes do torneio. Nas quatro primeiras vezes, em 1952 (em Helsinque, Finlândia), em 1964 (em Tóquio, Japão), em 1968 (na Cidade do México) e em 1972 (em Munique, Alemanha), a seleção não passou da primeira fase. Entre 1936 e 1980, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) só autorizava que o torneio masculino fosse disputado por jogadores amadores, levando a uma supremacia dos países socialistas no pódio olímpico.

Nos Jogos de Los Angeles 1984, a Fifa passou a permitir que atletas que não tivessem jogados Copas do Mundo participassem das Olimpíadas. Somente a partir dos Jogos de Barcelona 1992, que teve início as regras atuais, que limitou a competição para jogadores de até 23 anos, abrindo uma execeção para apenas três atletas mais experientes.

Em Montreal 1976, foi quando pela primeira vez a seleção chegou perto da medalha, ficando em  quarto lugar. Perdeu, naquela ocasião, por 2 a 0 para a União Soviética na disputa do quarto lugar. Em 1996, conseguiu o bronze ao vencer Portugal por 5 a 0, em um time que tinha Bebeto e Ronaldo. Mas, em 2000, um novo fiasco. Caiu para a seleção de Camarões nas quartas (perdeu por 2 a 1). Em 2008, o Brasil conquistou o segundo bronze ao derrotar a Bélgica por 3 a 0. Antes, a seleção havia sido derrotada pela Argentina por 3 a 0 nas semifinais.(fonte:agência brasil)

As Olimpíadas, o zika e a farsa na imprensa nacional

Enquanto sobram promessas e repelentes na Vila Olímpica no Rio, as mulheres pobres de Pernambuco seguem sem proteção. A mídia silencia uma vez mais

A epidemia do zika já contabiliza 1.638 casos confirmados de bebês com microcefalia como provável resultado da infecção pelo vírus e mais 3.061 bebês sob investigação. Foram confirmados 87 óbitos fetais ou neonatais por microcefalia e/ou alteração no sistema nervoso central em função do zika e 184 casos seguem sob investigação.

O ministro da Saúde interino foi à TV dizer que estava preparando uma ação para proteger os cidadãos brasileiros e estrangeiros de uma infecção pelo vírus. Sob os holofotes das Olimpíadas 2016 e para acalmar os estrangeiros, Ricardo Barros se reuniu com os embaixadores de todos os países que contariam com delegações de atletas no Rio.

Em junho, Barros anunciou o investimento de R$ 64 milhões para combater o zika durante as Olimpíadas. Contou aos correspondentes estrangeiros que pretendia comprar testes rápidos que pudessem ser feitos durante os Jogos e repelentes para as delegações – para as grávidas de baixa renda brasileiras também, acrescentou.

A promessa de distribuir insumos básicos para proteção das grávidas mais pobres é, entretanto, antiga, indo dos anticoncepcionais e camisinhas para não-engravidar ou não contrair a infecção do companheiro aos tão falados repelentes. Em dezembro de 2015, o governo já havia declarado que negociava a produção de repelentes com o exército brasileiro. Em janeiro deste ano, a imprensa também repercutiu o anúncio de que o governo negociava com a indústria de higiene e limpeza a compra dos tais repelentes para as beneficiárias do Bolsa Família.

Em abril, Dilma Rousseff assinou um decreto que instituiu o programa de prevenção e proteção individual de gestantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica contra o Aedes aegypti. Em julho, o Senado aprovou uma Medida Provisória que liberou R$ 420 milhões para ações de combate à microcefalia. Desse total, R$ 300 milhões seriam direcionados à compra de repelentes para grávidas do Bolsa Família.

Acontece que, já em novembro, a alteração do padrão de ocorrências de microcefalias no País levou o Brasil a decretar Emergência em Saúde Pública de Situação Nacional. Tal estado, segundo a Lei 8.666/1993, dá ao governo autorização para comprar insumos que assegurem a saúde dos cidadãos sem licitação. A mesma medida foi utilizada, por exemplo, para contratar serviços e comprar equipamentos sem licitação à época da Copa do Mundo de 2014.

Mas ninguém da imprensa lembrou do ocorrido e pensou em questionar o governo brasileiro sobre a não necessidade de uma medida provisória ou um decreto para que a compra de repelentes para as mulheres carentes deixasse de ser um discurso e se efetivasse na prática, rapidamente. Ficaram, todos os veículos, na repercussão das declarações de boas intenções das fontes oficiais.

Repelentes nas Olimpíadas

Chegamos a agosto – portanto, dez meses após instaurado o estado de emergência em saúde pública – e a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde de Pernambuco (um dos estados mais afetados pela tríplice epidemia de zika, dengue e chikungunya), questionada por esta jornalista, informa que não há recursos adicionais para a compra de repelentes.

Enquanto isso, preservativos e os mesmos repelentes são distribuídos em pontos de circulação de turistas no Rio de Janeiro. A informação é a de que sobram repelentes distribuídos gratuitamente na Vila Olímpica. E a imprensa brasileira com isso? Se limita a repercutir releases e a replicar novas promessas.

Um exemplo ocorreu com a divulgação, pelo governo de São Paulo, de que o teste de zika seria oferecido para grávidas no estado. O próprio governador Geraldo Alckmin foi à TV dizer que São Paulo seria o primeiro a ter o exame disponível para no sistema de saúde público. Mas em maio esta jornalista questionou pessoalmente o chefe da Coordenadoria de Controle e Doenças do Estado de São Paulo, Marcos Boulos, que alegou que o teste sorológico para o zika, que seria eficiente em grávidas, ainda não estaria à disposição por apresentar reações cruzadas com a dengue.

A imprensa seguiu sem questionar Alckmin e ignorando o fato de que a Anvisa tem pelo menos quatro testes sorológicos para a infecção por zika aprovados, todos eles à disposição do Ministério da Saúde.

Quando a Agência Nacional de Saúde (ANS) obrigou as operadoras de saúde a incluírem em seus planos dois exames de diagnóstico do zika, nenhum jornal lembrou de dizer que apenas 30% dos brasileiros têm planos de saúde. Tampouco lembraram os gestores públicos, que seguem fingindo que não é obrigação do Estado garantir o exame sorológico para as mulheres de baixa renda.

A própria Empresa Brasil de Comunicação (EBC) teve de rever sua cobertura sobre a epidemia e ir além das fontes oficiais, após ser cobrada por meio de seus canais de interlocução com o público. Hoje, a empresa pública de comunicação produz spots de rádio educativos sobre o tema, para distribuição gratuita em todas as emissoras do País.

tecnicosMas praticamente nada se problematiza sobre o direito ao aborto. Pelo contrário, a mídia se esforça em mostrar casos de adultos com microcefalia que vivem próximos à “normalidade”, ignorando que os problemas que se desenvolvem num bebê que nasce com a Síndrome Congênita do zika são muito diversos.

A Folha de S. Paulo fez uma pesquisa questionando o direito ao aborto no caso da grávida ser infectada pelo zika. O título da reportagem informou que a maioria dos brasileiros ainda não é favorável ao abortamento nesses casos. O jornal, porém, não destacou que 10% a mais da população defendem o direito da mulher a interromper a gravidez por conta da epidemia de zika.

O sujeito da epidemia

Tanto a ausência de políticas públicas de prevenção minimamente adequadas quanto a cobertura superficial e enviesada dos meios de comunicação tem a ver com o sujeito desta epidemia de zika: mulheres pobres, em sua maioria negras e nordestinas

São elas que não têm acesso a métodos contraceptivos via SUS, mas que ouvem declarações de gestores públicos e profissionais de saúde à imprensa dizendo que elas não deveriam engravidar.

São elas que não podem pagar por repelentes e não têm acesso a eles por meio do sistema público de saúde. São elas que estão sem saber se a gravidez pode gerar crianças com a Síndrome Congênita porque não há exames adequados; que não têm acesso ao aborto em caso de má formação; que após terem bebês notificados com microcefalia esperam meses por uma resposta sobre o diagnóstico.

São elas que podem ter suas vidas transformadas em cuidadoras em um país sem estrutura, em meio uma doença cujos desdobramentos ainda são desconhecidos.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Patricia Galvão revelou que as mulheres grávidas sabem que epidemias causadas por mosquitos não se resolvem com a simples retirada da água acumulada nos vasos das plantas. Os especialistas em epidemiologia também o sabem.

No Brasil, falta coleta de lixo universal e regular e saneamento básico com água encanada para todos, para que não seja necessário estocar esta água. Cerca de 76% das mulheres pesquisadas acreditam que o governo põe a culpa na população pela dificuldade em combater o zika, mesmo onde não há coleta de lixo e água encanada.

Mesmo assim, a comunicação oficial continua gastando recursos com foco nos sujeitos, no vasinho de planta, na limpeza da caixa d’água. É quase dinheiro jogado fora.

A mesma pesquisa do Patrícia Galvão aponta que 90% das mulheres gostariam de fazer um exame para saber se tiveram infecção por zika. Mas a imprensa segue ignorando a falta de testes na rede pública. A realidade enfrentada pelas brasileiras que utilizam o sistema público não aparece.

A verdade é que momentos de epidemia como este evidenciam problemas estruturais e estruturantes do País. Para além das deficiências do SUS, do machismo e do racismo institucional por trás da não priorização a essas mulheres, o zika vírus joga na nossa cara a ausência de uma mídia que cumpra o seu papel de cobrar do poder público a garantia de direitos a todos os cidadãos e cidadãs.

A (não) cobertura do problema do zika coloca assim, em evidência, a urgência da democratização dos meios de comunicação e a construção de uma imprensa de fato plural e diversa em nosso país.(fonte:carta capital)