Enfim, ouro. Brasil vence a Alemanha nos pênaltis

Seleção vence Alemanha nos pênaltis

Já rolou a bola no Maracanã pela final do futebol masculino. É a segunda final seguida do Brasil e a quarta na história, mas nenhum título. Já os alemães vêm com uma equipe forte e tenta impedir o primeiro ouro dos brasileiros

Na torcida, muita provocação e lembranças do 7 a 1 na Copa do Mundo. Os estádio está lotado. Mais cedo, cambistas cobravam até R$ 6 mil pelos ingressos.

O Brasil dominou o jogo no primeiro e, aos 27, de falta, Neymar colocou a bola no ângulo para abrir o placar. Os alemães assustaram com três bolas na trave.

Na segunda etapa, aos 13 minutos, Meyer deixou tudo igual ao chutar no canto direito de Weverton. E assim terminou a partida.

Na prorrogação, as duas equipes optaram pela cautela. O Brasil, com um pouco mais de vontade, atacou mais. A única chance real de gol ficou a cargo de Luan, que chutou na defesa. Mais uma vez, empate. E decisão de pênaltis.

Todos marcaram os quatro primeiros. No fim, Peterson errou. Weverton foi mais ágil e defendeu a cobrança do alemão em seguida Neymar marcou para Brasil. Enfim, o ouro. E em casa.(fonte:notícias ao minuto)

Futebol masculino: busca do ouro do Brasil já parou três vezes na final

O jogo contra Alemanha neste sábado (20) é a quarta vez que o futebol masculino brasileiro chega à final do torneio olímpico. Nas outras três vezes, a seleção bateu na trave e ficou com a prata em Los Angeles 1984 (contra a França), Seul 1988 (diante da União Soviética) e em Londres 2012 (contra o México). Em comum, nas três derrotas os brasileiros levaram dois gols. Por outro lado, a seleção, apenas em 1984, não marcou um gol. Nas finais seguintes, na Coreia do Sul, Romário descontou, e na Inglaterra, o gol foi de Hulk.

Ao todo, o futebol olímpico brasileiro participou 11 vezes do torneio. Nas quatro primeiras vezes, em 1952 (em Helsinque, Finlândia), em 1964 (em Tóquio, Japão), em 1968 (na Cidade do México) e em 1972 (em Munique, Alemanha), a seleção não passou da primeira fase. Entre 1936 e 1980, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) só autorizava que o torneio masculino fosse disputado por jogadores amadores, levando a uma supremacia dos países socialistas no pódio olímpico.

Nos Jogos de Los Angeles 1984, a Fifa passou a permitir que atletas que não tivessem jogados Copas do Mundo participassem das Olimpíadas. Somente a partir dos Jogos de Barcelona 1992, que teve início as regras atuais, que limitou a competição para jogadores de até 23 anos, abrindo uma execeção para apenas três atletas mais experientes.

Em Montreal 1976, foi quando pela primeira vez a seleção chegou perto da medalha, ficando em  quarto lugar. Perdeu, naquela ocasião, por 2 a 0 para a União Soviética na disputa do quarto lugar. Em 1996, conseguiu o bronze ao vencer Portugal por 5 a 0, em um time que tinha Bebeto e Ronaldo. Mas, em 2000, um novo fiasco. Caiu para a seleção de Camarões nas quartas (perdeu por 2 a 1). Em 2008, o Brasil conquistou o segundo bronze ao derrotar a Bélgica por 3 a 0. Antes, a seleção havia sido derrotada pela Argentina por 3 a 0 nas semifinais.(fonte:agência brasil)

As Olimpíadas, o zika e a farsa na imprensa nacional

Enquanto sobram promessas e repelentes na Vila Olímpica no Rio, as mulheres pobres de Pernambuco seguem sem proteção. A mídia silencia uma vez mais

A epidemia do zika já contabiliza 1.638 casos confirmados de bebês com microcefalia como provável resultado da infecção pelo vírus e mais 3.061 bebês sob investigação. Foram confirmados 87 óbitos fetais ou neonatais por microcefalia e/ou alteração no sistema nervoso central em função do zika e 184 casos seguem sob investigação.

O ministro da Saúde interino foi à TV dizer que estava preparando uma ação para proteger os cidadãos brasileiros e estrangeiros de uma infecção pelo vírus. Sob os holofotes das Olimpíadas 2016 e para acalmar os estrangeiros, Ricardo Barros se reuniu com os embaixadores de todos os países que contariam com delegações de atletas no Rio.

Em junho, Barros anunciou o investimento de R$ 64 milhões para combater o zika durante as Olimpíadas. Contou aos correspondentes estrangeiros que pretendia comprar testes rápidos que pudessem ser feitos durante os Jogos e repelentes para as delegações – para as grávidas de baixa renda brasileiras também, acrescentou.

A promessa de distribuir insumos básicos para proteção das grávidas mais pobres é, entretanto, antiga, indo dos anticoncepcionais e camisinhas para não-engravidar ou não contrair a infecção do companheiro aos tão falados repelentes. Em dezembro de 2015, o governo já havia declarado que negociava a produção de repelentes com o exército brasileiro. Em janeiro deste ano, a imprensa também repercutiu o anúncio de que o governo negociava com a indústria de higiene e limpeza a compra dos tais repelentes para as beneficiárias do Bolsa Família.

Em abril, Dilma Rousseff assinou um decreto que instituiu o programa de prevenção e proteção individual de gestantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica contra o Aedes aegypti. Em julho, o Senado aprovou uma Medida Provisória que liberou R$ 420 milhões para ações de combate à microcefalia. Desse total, R$ 300 milhões seriam direcionados à compra de repelentes para grávidas do Bolsa Família.

Acontece que, já em novembro, a alteração do padrão de ocorrências de microcefalias no País levou o Brasil a decretar Emergência em Saúde Pública de Situação Nacional. Tal estado, segundo a Lei 8.666/1993, dá ao governo autorização para comprar insumos que assegurem a saúde dos cidadãos sem licitação. A mesma medida foi utilizada, por exemplo, para contratar serviços e comprar equipamentos sem licitação à época da Copa do Mundo de 2014.

Mas ninguém da imprensa lembrou do ocorrido e pensou em questionar o governo brasileiro sobre a não necessidade de uma medida provisória ou um decreto para que a compra de repelentes para as mulheres carentes deixasse de ser um discurso e se efetivasse na prática, rapidamente. Ficaram, todos os veículos, na repercussão das declarações de boas intenções das fontes oficiais.

Repelentes nas Olimpíadas

Chegamos a agosto – portanto, dez meses após instaurado o estado de emergência em saúde pública – e a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde de Pernambuco (um dos estados mais afetados pela tríplice epidemia de zika, dengue e chikungunya), questionada por esta jornalista, informa que não há recursos adicionais para a compra de repelentes.

Enquanto isso, preservativos e os mesmos repelentes são distribuídos em pontos de circulação de turistas no Rio de Janeiro. A informação é a de que sobram repelentes distribuídos gratuitamente na Vila Olímpica. E a imprensa brasileira com isso? Se limita a repercutir releases e a replicar novas promessas.

Um exemplo ocorreu com a divulgação, pelo governo de São Paulo, de que o teste de zika seria oferecido para grávidas no estado. O próprio governador Geraldo Alckmin foi à TV dizer que São Paulo seria o primeiro a ter o exame disponível para no sistema de saúde público. Mas em maio esta jornalista questionou pessoalmente o chefe da Coordenadoria de Controle e Doenças do Estado de São Paulo, Marcos Boulos, que alegou que o teste sorológico para o zika, que seria eficiente em grávidas, ainda não estaria à disposição por apresentar reações cruzadas com a dengue.

A imprensa seguiu sem questionar Alckmin e ignorando o fato de que a Anvisa tem pelo menos quatro testes sorológicos para a infecção por zika aprovados, todos eles à disposição do Ministério da Saúde.

Quando a Agência Nacional de Saúde (ANS) obrigou as operadoras de saúde a incluírem em seus planos dois exames de diagnóstico do zika, nenhum jornal lembrou de dizer que apenas 30% dos brasileiros têm planos de saúde. Tampouco lembraram os gestores públicos, que seguem fingindo que não é obrigação do Estado garantir o exame sorológico para as mulheres de baixa renda.

A própria Empresa Brasil de Comunicação (EBC) teve de rever sua cobertura sobre a epidemia e ir além das fontes oficiais, após ser cobrada por meio de seus canais de interlocução com o público. Hoje, a empresa pública de comunicação produz spots de rádio educativos sobre o tema, para distribuição gratuita em todas as emissoras do País.

tecnicosMas praticamente nada se problematiza sobre o direito ao aborto. Pelo contrário, a mídia se esforça em mostrar casos de adultos com microcefalia que vivem próximos à “normalidade”, ignorando que os problemas que se desenvolvem num bebê que nasce com a Síndrome Congênita do zika são muito diversos.

A Folha de S. Paulo fez uma pesquisa questionando o direito ao aborto no caso da grávida ser infectada pelo zika. O título da reportagem informou que a maioria dos brasileiros ainda não é favorável ao abortamento nesses casos. O jornal, porém, não destacou que 10% a mais da população defendem o direito da mulher a interromper a gravidez por conta da epidemia de zika.

O sujeito da epidemia

Tanto a ausência de políticas públicas de prevenção minimamente adequadas quanto a cobertura superficial e enviesada dos meios de comunicação tem a ver com o sujeito desta epidemia de zika: mulheres pobres, em sua maioria negras e nordestinas

São elas que não têm acesso a métodos contraceptivos via SUS, mas que ouvem declarações de gestores públicos e profissionais de saúde à imprensa dizendo que elas não deveriam engravidar.

São elas que não podem pagar por repelentes e não têm acesso a eles por meio do sistema público de saúde. São elas que estão sem saber se a gravidez pode gerar crianças com a Síndrome Congênita porque não há exames adequados; que não têm acesso ao aborto em caso de má formação; que após terem bebês notificados com microcefalia esperam meses por uma resposta sobre o diagnóstico.

São elas que podem ter suas vidas transformadas em cuidadoras em um país sem estrutura, em meio uma doença cujos desdobramentos ainda são desconhecidos.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Patricia Galvão revelou que as mulheres grávidas sabem que epidemias causadas por mosquitos não se resolvem com a simples retirada da água acumulada nos vasos das plantas. Os especialistas em epidemiologia também o sabem.

No Brasil, falta coleta de lixo universal e regular e saneamento básico com água encanada para todos, para que não seja necessário estocar esta água. Cerca de 76% das mulheres pesquisadas acreditam que o governo põe a culpa na população pela dificuldade em combater o zika, mesmo onde não há coleta de lixo e água encanada.

Mesmo assim, a comunicação oficial continua gastando recursos com foco nos sujeitos, no vasinho de planta, na limpeza da caixa d’água. É quase dinheiro jogado fora.

A mesma pesquisa do Patrícia Galvão aponta que 90% das mulheres gostariam de fazer um exame para saber se tiveram infecção por zika. Mas a imprensa segue ignorando a falta de testes na rede pública. A realidade enfrentada pelas brasileiras que utilizam o sistema público não aparece.

A verdade é que momentos de epidemia como este evidenciam problemas estruturais e estruturantes do País. Para além das deficiências do SUS, do machismo e do racismo institucional por trás da não priorização a essas mulheres, o zika vírus joga na nossa cara a ausência de uma mídia que cumpra o seu papel de cobrar do poder público a garantia de direitos a todos os cidadãos e cidadãs.

A (não) cobertura do problema do zika coloca assim, em evidência, a urgência da democratização dos meios de comunicação e a construção de uma imprensa de fato plural e diversa em nosso país.(fonte:carta capital)

Brasil vence a Colômbia e está na semifinal

Neymar abriu o placar de falta na primeira etapa. Luan fechou a conta

Antes dúvida por conta de lesão, Neymar abriu o placar para o Brasil contra a Colômbia pelas quartas de final.

O craque chegou a ficar fora do treino de sexta e passou por tratamento intensivo após se machucar contra a Dinamarca, na última quarta.

Apesar do bom início, o Brasil não teve muitas chances de marcar no primeiro tempo, que terminou com uma pancadaria generalizada e um arbitragem omissa, que distribuiu cartões amarelos e perdeu o controle da partida.

No segundo tempo, o Brasil conseguiu o domínio do jogo e, no fim, Luan marcou um golaço de fora da área e fechou o placar.

Neymar e companhia enfrentam agora Honduras, no Maracanã, pela semifinal.(fonte:notícias ao minuto)

Brasil vence nos pênaltis e vai a semifinal no futebol feminino

O próximo jogo da seleção feminina será na próxima terça-feira (16), contra o time da Suécia, no Maracanã

A seleção feminina de futebol do Brasil ganhou da Austrália por 7 a 6, nos pênaltis, após empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. O resultado levou o time para a semifinal nos Jogos Olímpicos, na próxima terça-feira (16), contra o time da Suécia, no Maracanã.

Uma das craques do time Marta, desperdiçou a quinta cobrança, mas a goleira Bárbara defendeu duas em seguida, pegando o quinto pênalti do time rival, cobrado por Katrina Gorry e salvou o Brasil da eliminação.

O primeiro tempo, as duas melhores chances de gol da seleção brasileira foram da atacante Debinha. Aos 15 minutos, ela desceu com velocidade ao ataque, chutou de fora da área, mas a goleira espalmou.

O Brasil continuou no segundo tempo com boas chances de chutes a gol, mas não conseguiu acertar a rede. Já a Austrália teve a sua maior possibilidade de vitória em um chute de fora da área aos 41 do segundo tempo por Logarzo de fora da área, que explodiu no travessão.

Em declaração a TV Globo, a goleira Bárbara falou da importância da sua atuação na vitória do time. “É de suma importância para a minha carreira (as defesas). Eu que venho almejando um espaço na seleção, fui iluminada duas vezes. Depois que a Marta perdeu, a gente não poderia ser injustiçada e sair da competição dessa forma”, afirmou.(notícias ao minuto)

‘Aprendi a não me desesperar com más notícias’: Atleta faz bicos de pedreiro e vence até tumor para chegar à Rio 2016

Depois de lesões debilitantes, um tumor e dificuldades financeiras, muitas pessoas teriam simplesmente desistido do sonho olímpico. Mas não foi o caso de Kieran Behan

Como esperado, o ginasta irlandês de 27 anos sequer chegou perto do pódio olímpico em sua participação na Rio 2016. Mas o que realmente impressiona não é seu resultado, e sim sua história para chegar aos Jogos – e também para completar a rotina da competição de solo do último sábado, depois de machucar o joelho esquerdo logo no primeiro movimento.

Esse mesmo joelho já havia sido “condenado” por um médico depois de uma lesão em 2010.

Àquela altura, Behan já tinha ficha médica de veterano em lesões.

Aos 11 anos, uma cirurgia para a retirada de um tumor benigno na perna esquerda resultou em complicações neurológicas e ele ficou um ano sem poder andar.

Em 2003, ele sofreu uma queda nos treinos nas barras paralelas, e uma pancada na cabeça causou danos suficientes para o diagnóstico de que jamais andaria novamente.

Behan desafiou os médicos: nove anos mais tarde, tornou-se, na Olimpíada de Londres, o segundo ginasta irlandês na história a representar o país nos Jogos.

Ainda assim, com drama de sobra: levou dois tombos nos exercícios de solo e ficou apenas em 53º lugar. Na ocasião, ele prometeu que tentaria chegar ao Rio, mesmo que que outros tipos de dificuldade aparecessem no caminho.

"Queria provar que ainda tinha condições de ser atleta", diz o irlandês
“Queria provar que ainda tinha condições de ser atleta”, diz o irlandês

Construção civil

“A Irlanda não é um país de destaque da ginástica e passou por uma crise econômica nos últimos anos. Não havia dinheiro ou patrocínios para que eu pudesse me dedicar somente aos treinos. Para chegar ao Rio, eu tive que trabalhar”, contou Behan à BBC Brasil na Zona Internacional da Vila dos Atletas, dias antes das competições de ginástica, e em que várias vezes acariciou o joelho esquerdo, como se quisesse incentivar a articulação a não desapontá-lo.

Trabalhar foi o que ele fez. Além de dar aulas de ginástica, Behan se juntou ao pai, Phil, em trabalhos na construção civil, incluindo tarefas mais pesadas. Perdeu a conta das vezes em que o cansaço foi um adversário mais assustador que um salto sobre o cavalo.

“O corpo doía, mas eu precisava continuar acreditando. Era a única maneira de seguir na ginástica e de realizar o sonho de chegar novamente a uma Olimpíada. Fui ao inferno e voltei”.

Em abril de 2016, Behan obteve, justamente no evento-teste da ginástica no Rio, a classificação olímpica. Sua segunda chance tinha chegado.

“Tudo o que queria era a chance de cumprir minha rotina de solo sem queda. Passei por muita coisa na vida que me fez pensar se não valia simplesmente ter ido fazer outra coisa. Mas não teria me perdoado se não tivesse tentado”.

Behan ficou fã incondicional do café brasileiro
Behan ficou fã incondicional do café brasileiro

Risco para chegar à final

Behan veio sozinho para o Rio, pela dificuldade em custear a viagem dos pais do Reino Unido (a família mora em um subúrbio de Londres) à capital fluminense.

“As passagens aéreas são bem caras nesta época do ano, ainda mais em ano olímpico”, disse, resignado.

As chances de fazer uma final na Arena Olímpica do Rio eram pequenas, e Behan sabia que precisaria arriscar uma série mais complexa no solo para tentar chegar o mais perto possível dos primeiros colocados.

Acabou deixando a instalação de muletas por causa do joelho e preocupado com seu futuro como atleta, algo que ainda precisará debater com os médicos quando voltar para casa e fizer novos exames no velho joelho esquerdo.

“Aprendi a não me desesperar com as más notícias. Você sempre encontra algo de positivo em qualquer situação”.

Neste caso, a 38ª colocação individual geral que ele obteve no Rio foi uma recompensa. Behan melhorou em 15 postos seu resultado de Londres.(fonte:bbc notícias)

Seleção surpreende a torcida, vence e se classifica nos Jogos

Com gols dos atacantes Gabriel (2), Luan e Gabriel Jesus, o time comandado por Rogério Micale goleou a fraca Dinamarca, por 4 a 0, na noite desta quarta, e avançou nos Jogos

A seleção finalmente venceu nos Jogos Olímpicos. Com gols dos atacantes Gabriel (2), Luan e Gabriel Jesus, o time comandado por Rogério Micale goleou a fraca Dinamarca, por 4 a 0, na noite desta quarta-feira (10), em Salvador, e obteve a classificação para as quartas de final do torneio olímpico.

Depois de dois empates seguidos em Brasília contra times sem expressão (África do Sul e Iraque), o Brasil conseguiu se reencontrar com a vitória e fugir do vexame.

Neste sábado (13), a seleção enfrenta a Colômbia, no Itaquerão.Se fosse eliminada em Salvador, seria a pior campanha da história do time nacional desde que o COI (Comitê Olímpico Internacional) permitiu a participação de atletas profissionais. A primeira edição com brasileiros neste modelo foi em Los Angeles-84.

A equipe sempre passou com facilidade pela fase de grupos. Na noite em que seus companheiros de ataque desencantaram, Neymar manteve o jejum de quase um ano sem fazer um gol pela seleção.

A última vez que ele fez um gol pelo time brasileiro foi em setembro num amistoso contra os EUA. Foi a oitava partida do atacante do Barcelona sem balançar a rede.

Mesmo assim, o ex-santista teve uma boa atuação. Ele se movimentou bem e fez um belo lançamento para Luan na jogada do terceiro gol.

No segundo tempo, Neymar ainda ganhou o carinho da torcida. Ele foi o único jogador que teve o nome gritado pelos torcedores na Fonte Nova, realidade bem diferente de Brasília. No Mané Garrincha, ele foi obrigado a escutar os torcedores pedirem Marta no time em protesto.

O esquema ofensivo prometido por Micale acabou funcionando. O time foi criativo, conseguiu fazer as triangulações e manteve a posse de bola.

Em Salvador, ele mexeu no time, mas permaneceu com o esquema com três atacantes. Em campo pela primeira vez como titulares, os gremistas Luan e Wallace fizeram a diferença no meio campo e devem ser mantidos. Os dois e Renato Augusto se destacaram.

A partida em Salvador também marcou o reencontro da seleção com a torcida. Em Brasília, o time saiu duas vezes de campo vaiado. Já na Fonte Nova, os torcedores aplaudiam e cantavam “o campeão voltou” ainda no final do primeiro tempo.

No final, os baianos festejaram a goleada gritando “olé” a cada troca de passe.

DINAMARCAHojbjerg; Puggaard (Kasper Larsen), Gregor, Gomes e Blabjerg; Borsting (Rasmussen), Maxso, Jonsson e Vibe; Bruun Larsen e Brock-Madsen (Skov). T.: Niels Frederiksen

BRASILWeverton; Zeca (William), Marquinhos (Luan Garcia), Rodrigo Caio e Douglas Santos; Renato Augusto (Rodrigo Dourado) e Walace; Gabriel, Luan e Gabriel Jesus; Neymar. T.: Rogério Micale

Gols: Gabriel, aos 25min, e Gabriel Jesus, aos 40 min do 1º tempo; Luan, aos 5min, e Gabriel, aos 36min do 2º tempo

Cartões amarelos: Maxso (D); Gabriel Jesus (B)Estádio: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)Árbitro: Alireza Faghani (IRÃ)

Com informações da Folhapress.(fonte:notícias ao minuto)

Desconfiança tomou conta da Família Olímpica

No Rio, nadadoras trocam farpas e não se cumprimentam, e atletas que já foram flagrados no antidoping são vaiados

Um clima de Guerra Fria domina o pódio. Na entrevista para a imprensa, as americanas Lilly King e Katie Meili estão sentadas ao lado da colega russa Yulia Efimova e nem mesmo olham para ela. Nem uma troca de palavras, nem mesmo o tradicional aperto de mão de parabéns. A era do gelo domina o Estádio Aquático do Rio.

“Eu acho que atletas que foram flagrados na antidoping não devem voltar a competir. Mas entendo que a minha opinião não tenha nenhuma importância”, diz King, e todos sabem a quem ela se refere: Efimova.

Na sua curta carreira, a russa já ganhou uma suspensão de 16 meses (esteroides) e, no começo do ano, teve novamente um teste positivo (meldonium). A Federação Internacional de Natação (Fina) suspendeu a atleta de 24 anos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) queria excluí-la dos Jogos do Rio, mas a Corte Arbitral do Esporte (CAS) derrubou a regra definida pelo COI de que todos os atletas russos que já foram flagrados no antidoping seriam excluídos da competição – uma tremenda confusão.

O esporte internacional se enredou nas próprias regras, e ninguém parece saber qual é a saída. E isso acontece bem no meio da maior festa esportiva do mundo – uma situação vergonhosa. A desorientação total da assim chamada Família Olímpica é visível no Estádio Aquático. Efimova é vaiada pelo público antes das competições. No final, ela consegue uma medalha de prata nos cem metros peito e, mesmo assim, está arrasada.

Aos prantos, ela deixa a piscina e se esconde na cabine. Depois de receber a medalha, ela comparece à entrevista para a imprensa, que é obrigatória. “Foi muito difícil nadar hoje”, diz, e luta mais uma vez contra as lágrimas. “É uma pena quando a política destrói o esporte. Talvez certas forças estejam tentando prejudicar a Rússia e utilizam o esporte para isso.”

Claro que isso é teoria da conspiração. O sistema de doping estatal da Rússia é extensamente documentado. Mas o caso de Efimova também mostra a situação em que dirigentes esportivos colocaram o esporte e os atletas.af990606-626c-4d67-8c21-0e0ec9fe2186

O sentimento geral é de desconfiança, e isso é um veneno para o clima dos Jogos do Rio. Por exemplo, o campeão olímpico australiano Mack Horton declarou, numa referência clara ao chinês Sun Yang, que “não tem tempo para trapaceiros” e nem “respeito por eles”. Yang venceu a prova dos 200 metros estilo livre e também foi vaiado pelo público.

O motivo: em 2014, ele foi flagrado fazendo uso de uma substância estimulante proibida e ganhou uma suspensão ridícula de apenas três meses – válida para um período em que não havia competições.

São decisões estranhas como essa que prejudicam de forma duradoura o esporte. O COI, as federações internacionais e mesmo algumas agências antidoping agem de forma arbitrária, empurram a responsabilidade uns para os outros e criam, assim, um clima de desconfiança. O nadador alemão Paul Biedermann foi direto ao ponto: “A culpa não é dos atletas, mas do sistema”.

Ele está certo. A luta internacional contra o doping mais parece uma loteria: ninguém sabe dizer que resultado sairá dela. Quase todos os atletas russos podem participar dos Jogos Olímpicos, mas nenhum pode participar dos Paralímpicos. É hora de existirem regras unificadas, de uma ação coerente e consequente e, sobretudo, de uma instância independente que puna todos os casos de doping, em todos os esportes.(fonte:carta capital)

Depois de alguns anos em Goiânia, Denílson Oliveira retorna a cidade de Minaçú-Go

Durante os últimos quatro anos o presidente do Minaçu Crisotila FC, Denílson Antonio Oliveira esteve em Goiânia, onde graduou em educação física licenciatura/bacharelado pela Universidade Salgado de Oliveira. Com vasta experiência e com serviço prestado ao futebol de Minaçu, ele agora é preparador físico e relata que durante todo seu trabalho no que tange ao futebol foi prestado a sua terra natal Minaçú. Sobretudo ocupando a presidência do maior clube de futebol do norte goiano. Denílson conta que a necessidade de conhecimento sistematizado e fisiológico em relação ao esporte de alto rendimento, que caracteriza o futebol atual, foi uns dos fatores que o levou a se graduar para seu crescimento profissional.

Denílson disse ainda que a grande virtude de bacharelar em educação física, é que para o futebol moderno será indispensável, obtendo o conhecimento teórico, cientifico e pedagógico. Sobretudo, as adaptações crônicas e agudas do exercício e o conhecimento dos tipos de fibras muscular, e energia necessária para cada volume e intensidade do treinamento. No entanto, vários outros fatores serão necessários para futebol de alto rendimento.

Experiência no futebol da capital. 

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Equipe Jaó Universo sub-20

Em Goiânia, atuou como preparador físico nas categorias de bases do Universo Jaó por três anos consecutivos. Onde realizou um ótimo trabalho nas equipes sub 13 e 17 reconhecido pelos coordenadores do clube, e conseqüentemente chamado para atuar na equipe sub 20, á última categoria do clube, onde disputou o campeonato goiano categoria sub 20.

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Comissão técnica:Edilson,Denilson,Luís Dário

Em entrevista ao MN Denilson disse que a vasta experiência adquirida durante o processo de aprendizagem em sua passagem pelo universo Jaó, foi em relação á comissão técnica onde tinha como treinador o decando e ídolo Vilanovense o técnico Luiz Dário. O lendário de tantas glórias no futebol goiano, e o treinador de goleiro professor Welton Brasília com vasta experiência no futebol nacional com passagens pelo flamengo do Rio de janeiro. A comissão técnica ainda contava com o auxiliar de goleiro Wildson Barbosa e o auxiliar técnico Edilson Gonçalves.

Denílson Oliveira frisou que, “com a graduação em educação física retornei a cidade natal, e em breve  vou abrir uma escola de iniciação esportiva e contribuir em prol de um maior crescimento e desenvolvimento do esporte. Trabalhar de forma geral na cidade e nas mais variadas modalidades, especial na modalidade do futebol, com a parceria/e franquia que tenho junto ao ATLÉTICO CLUBE GOIANIENSE de Goiânia. Tal franquia que se fez acontecer pela pessoa do meu amigo e diretor de futebol profissional  Adson Batista e o deputado Federal e presidente do conselho deliberativo do Atlético GO Jovair Arantes.  A parceria com o clube da capital pretende fortalecer não somente meu projeto pessoal a (escolinha de futebol), como também firmar uma parceria a favor do Minaçú Crisotila Futebol Clube. Que na qual sempre representou a cidade de Minacú, não somente no cenário profissional como também na região norte de Goiás”. Destacou,,,

Denilson é presidente da diretoria executiva do Minacú Crisoltila FC, desde 2003. Porém esta parceria se consolida com o Atlético através do empréstimo de atletas profissionais que servirá ao clube, e assim ajudar complementar o elenco, com os demais atletas de nossa cidade.

Com essa junção, o objetivo é a formação de um grupo forte para representar a cidade de Minacú dentro da competição da terceira divisão do campeonato goiano de futebol profissional em 2017. E tão logo o retorno do Minacú Crisotila á elite do futebol profissional (primeira divisão goiana). “O principal objetivo do meu retorno, é, poder contribuir e ajudar a erguer o futebol da cidade do amianto”. Frisou.

Denílson Oliveira concluiu dizendo que, sempre contou e sempre tive apoio da empresa SAMA mineração de amianto, prefeitura, e empresários locais, e nesse projeto não será deferente.

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Presidente do Minaçú Futebol Clube: Denílson Oliveira

Da redação: Edilson Gonçalves

Seleção masculina de futebol volta a decepcionar e torcida perde a paciência

Os torcedores que lotaram o Estádio Mané Garrincha, em Brasília, para as duas primeiras partidas da Seleção Brasileira Masculina de Futebol tentaram incentivar o time, mas não viram um bom resultado e nem mesmo uma boa atuação. Durante os 360 minutos dos quatro jogos na capital federal, a rede balançou apenas uma vez. E não foi durante um jogo do Brasil, mas sim da Dinamarca sobre a África do Sul, ontem (7) à tarde.

Para assistir às duas apresentações dos jogadores brasileiros, muitos torcedores se programaram com antecedência, reservaram ingressos para suas famílias e compraram passagens para Brasília. Mas não foi desta vez que a cidade, sem tradição de futebol, entrou para a história da Olimpíada. Na última quinta-feira (4), antes da abertura oficial dos jogos, quase 70 mil pessoas saíram do estádio sem gritar nem uma única vez a palavra mais importante da partida: gol.

Nesse domingo (7), nem a magra vitória da Dinamarca sobre a África do Sul foi suficiente para empolgar a torcida. Os presentes no estádio, em sua maioria brasileiros, estavam claramente do lado dos africanos e vibraram com as duas vezes em que a bola ficou na trave de Jeppe Højbjberg, o goleiro adversário.

O estádio chegou a agradecer e comemorar o gol do dinamarquês Robert Skov, mas menos de dez minutos depois uma torcedora brasileira foi vista jogando “Paciência” em seu celular. Assim como na última quinta-feira (4), muitos torcedores preferiram chegar apenas para a segunda partida, da seleção brasileira. Durante o primeiro jogo havia mais cadeiras vazias que ocupadas.

Pouco antes da esperada disputa, os torcedores acolheram novamente entusiasmados a seleção brasileira. Eles aproveitaram que era noite e acenderam as luzes de seus celulares enquanto cantavam, de pé, o Hino Nacional. As arquibancadas estavam lotadas e, mais uma vez, os torcedores tiveram a decepção do empate sem gols.

Inicialmente, o jogo teve bastante apoio dos brasileiros, que dirigiram ao goleiro Mohammed Hameed as duras críticas do primeiro tempo. Isso porque toda vez que ele ia cobrar o tiro de meta, demorava tanto que o chute era precedido de uma vaia e um xingamento. Quando Octavian Sovre, aos 28 minutos da primeira etapa, anulou o que seria o primeiro gol brasileiro na competição, o bandeirinha também passou a ser alvo de críticas dos torcedores.

Nos 45 minutos finais, o clima de paz e paciência começou a mudar. Por diversas vezes, o nome de Marta, a craque da seleção feminina de futebol, foi ovacionado pelos torcedores, em uma provocação à equipe masculina. Com duas vitórias e oito gols marcados, as meninas já estão classificadas para a próxima fase e vêm dando show dentro de campo.

Do camarote, foram ouvidos xingamentos direcionados aos atacantes Neymar e Gabigol. Nos acréscimos, mais uma decepção: sem goleiro, o Brasil perde uma de suas melhores chances. O meio-campista Renato Augusto, inacreditavelmente, mandou a bola para fora depois de receber livre um cruzamento.

Antes do fim da partida, desanimado com o resultado, o público começou a deixar o estádio. O apito final foi acompanhado de vaias. A seleção iraquiana, ao contrário, foi aplaudida e retribuiu o carinho da torcida descontente.

Pedindo desculpas ao público de Brasília que não deixou de apoiar a seleção, o técnico Rogério Micale disse, em entrevista, que estava muito triste e apelou aos baianos para que mantenham o incentivo no jogo decisivo da próxima quarta-feira (10).

“Não conseguimos aqui fazer o nosso melhor futebol. O povo nos apoiou muito hoje, empurrou a equipe o tempo todo. Então, isso gera o sentimento de que frustramos o torcedor. Infelizmente, a gente não conseguiu dar a resposta. Nós gostaríamos de ter presenteado essa torcida com algo melhor, coisa que esperamos fazer em Salvador”, disse.

Uma vitória simples contra a Dinamarca é suficiente para o Brasil se classificar.(fonte:agência brasil)