GOVERNO GASTA MAIS EM SALÁRIOS DO QUE INVESTE EM SAÚDE

GESTÃO TEMER INVESTE MENOS EM SAÚDE PARA PRIORIZAR SALÁRIOS

Apesar da crise financeira e do déficit de R$139 bilhões previsto para as contas públicas em 2017, os reajustes sancionados pelo presidente Michel Temer no ano passado, para diversas carreiras do serviço público, terão impacto médio de R$ 17,6 bilhões por ano nas contas públicas até 2019. O valor é 76% maior que o aumento de só R$ 10 bilhões no Orçamento previsto para os investimentos em Saúde. A informação é do colunista Claudio Humberto.

Os salários dos servidores federais custarão ao País R$ 306,9 bilhões, em 2017, quase três vezes o orçamento do Ministério da Saúde.

Só aumentos concedidos a servidores do Judiciário, MPU, PF e DPU já superam os R$ 10 bilhões de impacto nas contas deste ano.

Com aumento de 40%, o chefe da Defensoria Pública da União passará a ganhar o teto constitucional de R$ 33.763.

Apesar de parcelados em até oito vezes, os reajustes de Michel Temer nos custarão R$ 52,9 bilhões nos próximos três anos.(fonte:diário do poder)

Com 4,4 milhões de toneladas,Tocantins deve ter produção recorde de grãos nesta safra, aponta estimativa da Conab

Conforme expectativa da Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro) a Safra 2016/2017 de grãos no Tocantins se recupera e deve bater recorde de produção. É o que apresenta o 5º levantamento de Estimativa de Produção de Grãos no Tocantins, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira, 09.

Segundo a estimativa, o Tocantins terá uma área plantada de 1,3 milhão de hectares, um aumento de 6,6%, com relação à safra passada. Já a produção, que teve perdas de cerca de 30%, para esta safra a expectativa é de aumento de mais de 50,8%, saindo de 2,9 milhões de toneladas para mais de 4,4 milhões, ultrapassando o número recorde da Safra 2014/2015 que foi de 4,2 milhões.

A soja, grão mais cultivado no Estado, com área de 953 mil hectares, deve colher mais de 2,7 milhões de toneladas segundo a estimativa da Conab, um crescimento de mais de 64%. Já o milho, principalmente o safrinha que houve grande perda, pois foi pouco plantado ou deixou de ser plantado em decorrência da estiagem, tem expectativa de plantar 174 mil hectares e colher mais de 833 mil toneladas, um crescimento de 54,3% em relação à safra passada.

Segundo o secretário da Agricultura, Clemente Barros, esse recorde favorece em primeiro lugar os produtores, que estavam com resultados negativos da safra passada. “Esse recorde de 4,4 milhões de toneladas vem recuperar as percas que aconteceram em 2016, e, sobretudo, favorece a movimentação financeira, quer seja no volume exportado ou no volume que vai ser consumido aqui, abastecendo as esmagadoras instaladas em nosso Estado”.

Clemente Barros ressalta ainda que com esse recorde o setor vislumbra um panorama mais otimista para 2017. “E mais uma vez o setor do agronegócio contribui de forma positiva e significativa para o desenvolvimento do país”, completa.(fonte:norte agropecuário)

Correios vão reduzir total de agências

Fusão de agências faz parte de um plano de economia que está sendo implementado pela direção para tentar reverter crise

Com quatro anos seguidos de prejuízo, os Correios estudam fechar agências próprias em grandes centros urbanos de todos os Estados brasileiros. A fusão de agências faz parte de um plano de economia que está sendo implementado pela direção para tentar reverter a crise que a Empresa Brasileira dos Correios e Telégrafos (ECT) enfrenta, mais de dez anos após ser o palco inaugural do escândalo do mensalão.

O número ainda não está fechado, mas a estatal – que registrou em 2016 prejuízo em torno de R$ 2 bilhões, patamar semelhante ao de 2015 – vai fundir agências consideradas “superpostas”, ou seja, muito próximas. Um exemplo: na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, num raio de 10 km, existem 20 agências próprias da empresa, uma a menos de um km da outra.

“O processo está sendo feito em consonância com o Ministério das Comunicações, porque sabemos as reverberações que a medida vai trazer”, disse o presidente dos Correios, Guilherme Campos, ao Estado. Segundo ele, a estatal trabalha contra o tempo para colocar em prática o processo de “otimização e racionalização” dos serviços.

Atualmente, os Correios contam com 6.511 agências próprias. Responsável pela condução do estudo de fusão das agências, o vice-presidente da rede de agência e varejo, Cristiano Morbach, adianta que o “número vai cair bastante”.

A estratégia da empresa será ampliar a rede de agências franqueadas, pouco mais de mil hoje. Campos ainda planeja criar a figura de microempreendedor postal, uma pequena empresa que assumiria os serviços postais em localidades menores.

Com o fechamento de agências próprias, os Correios economizam nos custos de manutenção ou aluguel dos imóveis e no enxugamento do quadro de funcionários. As agências franqueadas são selecionadas por meio de uma oferta pública e remuneradas com um porcentual das receitas dos serviços. Atualmente, oferecem quase todos os serviços postais das agências próprias, mas não atuam como correspondentes bancários. Há negociações para que os franqueados possam também oferecer serviços financeiros por meio do Banco Postal.

Para o representante dos trabalhadores no conselho de administração dos Correios, Marcos César Alves Silva, a parceria da estatal com empresas privadas na rede franqueada, a princípio, não é ruim, mas é preciso que o processo seja feito com cautela. “É preciso cuidado, planejamento e responsabilidade nessa hora”, alerta. “Alternativas de atendimento precisam ser bem testadas antes de serem amplamente utilizadas, pois um modelo teórico pode não funcionar bem na prática. A população não pode ficar mal atendida e menos ainda desassistida.”

Os outros dois pontos do plano de economia tocado por Campos são o plano de demissão voluntária (PDV) oferecido aos funcionários e a revisão da política de universalização dos serviços postais, que obriga a estatal a estar presente em todos os municípios. Segundo o presidente dos Correios, o PDV já tem adesão de 2 mil pessoas nesses primeiros 15 dias – a estatal espera a adesão de 8,2 mil empregados e prevê economia anual entre R$ 700 milhões e R$ 1 bilhão. O prazo termina no dia 17. O fechamento das agências está em consonância, segundo Campos, com o enxugamento do número de funcionários.

Para o representante dos trabalhadores, em vez dessas medidas, os Correios deveriam investir em inovação e novos negócios. Ele critica acabar com o princípio da universalização. “Em muitos municípios, os Correios são a única representação do governo federal. Manter esse ponto em funcionamento é importante para a comunidade”, afirmou.

De acordo com Campos, o prejuízo de R$ 2 bilhões de 2016 foi impactado pelo rombo de R$ 1,8 bilhão da Postal Saúde, plano de assistência médica dos funcionários. “Ou reformulamos o plano ou ele acaba com a empresa”, disse. Hoje, os funcionários não pagam mensalidade para ter direito ao Postal Saúde. Em média, são descontados na folha 7% dos gastos individuais com assistência médica, hospitalar ou odontológica.(fonte:noticias ao minuto)

Cartão de crédito: saiba o que muda com as novas regras do rotativo

Objetivo das novas regras é evitar o endividamento do consumidor, que paga altas taxas quando não quita o valor integral da fatura no vencimento

As novas regras para utilização do crédito rotativo do cartão entram em vigor no dia 3 de abril, de acordo com a Folha de S. Paulo. O objetivo das mudanças é evitar o endividamento do consumidor, que paga altas taxas quando não quita o valor integral da fatura no seu vencimento. Os juros aplicados sobre o valor remanescente multiplicam a dívida em pouco tempo. Para evitar isso, após a mudança, o valor será parcelado pelo banco automaticamente, a taxas bem mais baixas.

Saiba o que muda e como utilizar as novas regras a favor do seu bolso.

Por que o juro do cartão de crédito é tão caro?

O crédito rotativo é uma linha pré-aprovada, disponibilizada para emergências. Como o risco de calote é maior, os bancos precisam fazer uma reserva para cobrir os casos de inadimplência. E isto aumenta os juros.

Depois de quanto tempo a minha dívida será automaticamente parcelada pela instituição financeira?

Os clientes que não pagarem o valor integral da fatura do cartão poderão utilizar o crédito rotativo por no máximo 30 dias. Passando este prazo, a dívida será parcelada a taxas mais baixas. Como a medida entra em vigor no dia 3 de abril, os parcelamentos começarão a acontecer já no começo de maio.

Quais serão as características do parcelamento?

As regras serão estabelecidas por cada instituição financeira. No geral, o cliente poderá escolher em quantas vezes quer pagar. Os bancos deverão divulgar as suas condições de parcelamento e enviar os novos contratos dos cartões de crédito até março. Se o cliente não concordar com as condições, poderá cancelar o cartão e buscar por outro que mais se adeque às suas necessidades.

O parcelamento será automático ou tenho que solicitar?

Será automático. Aliás, é esta a principal mudança. Atualmente, os clientes já têm a opção de parcelar a dívida, mas acabam não aderindo ao parcelamento na esperança de conseguir quitar o montante pouco depois. No entanto, como o valor residual é submetido a altas taxas, o pagamento se torna, muitas vezes, inviável.

E se eu não quiser parcelar?

Terá de pagar a fatura integralmente dentro de 30 dias do seu vencimento.

Posso escolher a linha de crédito que quero utilizar?

Vai depender do banco. Contudo, se o cliente optar por um consignado ou qualquer outra linha de crédito pessoal, já pode fazê-lo como funciona hoje. Basta procurar o banco para solicitar um empréstimo, antes que a dívida do cartão seja parcelada automaticamente, e usar o valor para pagar a fatura.

Poderei usar o crédito rotativo novamente se estiver com um parcelamento ativo?

Sim, o crédito rotativo continuará disponível para os valores não parcelados. Ou seja, se o cliente não pagar o parcelamento, a dívida não será incluída no rotativo. Então, o cliente terá de pagar a parcela, mais, ao menos, 15% do valor da fatura.

O que acontece se eu não conseguir pagar o parcelamento?

Será considerado inadimplente e terá o cartão bloqueado.

Quais as vantagens da medida?

Para os consumidores, a dívida para de crescer, facilitando o pagamento. Para os bancos, cai o risco de calote, que é exatamente o que torna o crédito rotativo mais caro.(fonte:noticias ao minuto)

CERCA DE 120 MIL SERVIDORES VÃO SE APOSENTAR ANTES DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

ESSES SERVIDORES TÊM DIREITO GARANTIDO AO BENEFÍCIO PELAS REGRAS ATUAIS

Cerca de 120 mil servidores civis da União já reúnem condições de se aposentarem sem serem alcançados pelas mudanças da Reforma da Previdência. Mesmo que eles se aposentem depois de aprovada a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de reforma, esses servidores já têm o direito garantido de acesso ao benefício pelas regras atuais.

Por isso, no governo não se espera uma corrida desses servidores para pedir a aposentadoria. Os cálculos foram apresentados ao Estado pelo secretário de Previdência Social do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, que ressaltou que o servidor que já completou os requisitos poderá se aposentar pelas regras antigas quando entender conveniente. Isso vale para aqueles servidores que completarem os requisitos durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional.

“Não estamos alterando de quem recebe a aposentadoria ou já completou as condições”, disse Caetano, que foi um dos principais responsáveis pela elaboração da proposta de reforma. “Não há necessidade de uma corrida para aposentadoria”, acrescentou.

Segundo ele, há Estados que também têm um contingente grande de servidores que já podem se aposentar. Isso pode levar a uma situação de aumento dos gastos com o pagamento dos benefícios à medida que esses servidores se aposentem. Isso vale para os Estados que tenham uma malha de servidores com idade mais madura.

Estados

O secretário, porém, destacou a importância da reforma paras contas dos Estados, que hoje enfrentam desequilíbrios – em boa parte deles por causa das despesas com a Previdência de seus servidores.

Pela proposta de reforma, todos os entes federativos que possuem regime próprio de aposentadoria, inclusive municípios, serão obrigados a instituir regime de previdência complementar para seus servidores e a limitar os benefícios ao teto de benefícios do INSS, hoje de R$ 5.531,31. A medida deverá ser atendida em até dois anos depois de aprovada a reforma.

Pelas regras atuais, os servidores podem trabalhar até 75 anos. A partir dessa idade, a aposentadoria é compulsória. O governo paga um abono de permanência para os servidores que estão em condição se aposentar, mas optam em continuar trabalhando.

Esse bônus tem o valor equivalente à contribuição previdenciária devida pelo servidor. A proposta de reforma manteve esse bônus e a idade da chamada compulsória.

De acordo com os dados do Ministério do Planejamento, o contingente total da União é de 1,233 milhão. Desse total, 370,51 mil são militares. Os servidores civis somam 862,86 mil.

Pela proposta, as regras de aposentadoria do servidor público e do INSS passam a convergir entre si, como idade mínima para aposentadoria, tempo de contribuição mínimo para aposentadoria, forma de cálculo dos benefícios de aposentadoria e pensão, forma de reajuste dos benefícios de aposentadoria e pensão.

A expectativa do governo é aprovar a proposta de reforma ainda no primeiro semestre desse ano. O Palácio do Planalto aposta na aprovação da proposta no plenário da Câmara dos Deputados em primeiro turno no dia 22 de março.(fonte:diário do poder)

Inativo da União custa 13 vezes mais que o beneficiário do INSS

Governo gasta R$ 73,7 mil por funcionário para bancar benefícios do sistema de previdência de servidores, contra R$ 5,4 mil por segurado do setor privado

O governo gasta 13 vezes mais para garantir a aposentadoria dos servidor público do que com os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), conforme dados do Tesouro Nacional. O cálculo leva em conta o rombo de R$ 144,9 bilhões acumulado pela Previdência Social de janeiro a novembro para pagar benefícios a 26,8 milhões de segurados e a necessidade de financiamento de R$ 71,8 bilhões, registrada no mesmo período, para garantir as aposentadorias de 973.707 servidores inativos.
Para bancar o rombo do Regime Próprio de Previdência dos Servidores (RPPS), o Tesouro gastou R$ 73,7 mil por segurado. No Regime Geral de Previdência Social (RGPS), o valor foi de R$ 5,4 mil por beneficiário. Essas distorções devem ser coibidas a longo prazo e têm potencial para diminuir caso a reforma da Previdência seja aprovada pelo Congresso Nacional, avaliam especialistas.
Para Leonardo Rolim, consultor legislativo da Câmara dos Deputados e ex-secretário de Políticas de Previdência Social, as propostas que serão debatidas pelo Congresso são essenciais para acabar com as diferenças brutais entre o custo dos dois regimes. Ele destacou que, além do deficit financeiro, é importante analisar o rombo atuarial, que tende a crescer, se nada for feito.
Nas contas de Rolim, o custo do governo com a aposentadoria de cada servidor público chegará a R$ 3,3 milhões até 2090. Para os militares, o deficit atuarial por segurado alcançará R$ 4,9 milhões. No caso dos trabalhadores do setor privado, avançará para R$ 879,2 mil. O especialista tomou como base os dados previdenciários compilados até 2015.  “As duas reformas já feitas restringiram alguns direitos para servidores e trabalhadores do setor privado. No caso dos militares, quase não houve mudanças. Com isso, fica claro que regras iguais para todos são necessárias”, disse.
As regras permissivas que permitem aos servidores garantir uma aposentaria de valor semelhante ao do salário da ativa justificam parte do custo maior com os benefícios do funcionalismo público, avaliou o especialista em previdência Renato Follador. Segundo ele, alterar essas normas é essencial para que o país equilibre as contas públicas e tenha condições de manter os regimes previdenciários sustentáveis a médio e longo prazos.(fonte:correio braziliense)

Prefeitura é entregue sem móveis, com arquivos apagados e queimados

Pagamentos foram agendados pela gestão anterior para o dia 2 de janeiro.
Calendário letivo pode ser prejudicado porque ônibus estão quebrados.

A nova gestão de Lizarda, região leste do Tocantins, recebeu uma prefeitura praticamente sem mobilha, computadores com arquivos apagados e até encontrou supostos documentos queimados. É o que denuncia a prefeita Suelene Lustosa (PSD) e os secretários de governo. O calendário de aulas no município, inclusive, pode ser adiado porque apenas dois dos cinco ônibus escolares estão funcionando.

Supostos documentos queimados pela gestão anterior (Foto: Prefeitura de Lizarada/Divulgação)
Frota está totalmente sucateada, segundo secretário (Foto: Prefeitura de Lizarada/Divulgação)

Lizarda fica a cerca de 317 quilômetros de Palmas e tem cerca de 3,8 mil habitantes. “Primeiro não houve a disponibilização de vários tipos de informações como contas bancárias e saldos. Encontramos os computadores do financeiro todos limpos e restos de documentos queimados”, afirmou o secretário de administração, Laércio Batista Nunes.

A fonte ligou para o ex-prefeito Wilmar Soares Pugas (PSD) na noite desta quinta-feira (5), mas a pessoa que atendeu os telefonemas disse não conhecer o homem. O ex-secretário de finanças do município, Fernando Pugas, também foi procurado, mas não atendeu as ligações.

Segundo o secretário, toda a frota de veículos está sucateada. Inclusive os ônibus, que transportam cerca de 400 alunos da rede municipal, além de estudantes da rede estadual.

“A gestão não regularizou documentos de veículos, que estão sendo protestados. Além disso, apenas dois ônibus estão funcionando para atender alunos de quatro povoados. A prefeitura tem três tratores, mas só recebemos um e os outros não sabemos onde estão. E o que recebemos não tem condições de atender os produtores”, afirmou o secretário.

Ainda segundo o Nunes, toda a verba da repatriação que o município recebeu em dezembro foi usada para saldar dívidas. Os pagamentos, porém, foram agendados para o dia 2 de janeiro, após a troca de gestão.

“De todo o dinheiro da repatriação, cerca de R$ 174 mil, não ficou nada. Vários pagamentos foram agendados no dia 30 e 31. Agora que estamos vendo para quem foram destinados estes valores”, afirmou.

Frota está totalmente sucateada, segundo secretário (Foto: Prefeitura de Lizarada/Divulgação)
Frota está totalmente sucateada, segundo secretário (Foto: Prefeitura de Lizarda/Divulgação)

Por G1/To

Preço de materiais escolares pode variar até 330% em GO, diz Procon

Mesma lapiseira foi encontrada com valor que varia de R$ 2,30 a R$ 9,90.
Em geral, elevação média em um ano chegou a quase 10%.

A Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon) divulgou nesta quinta-feira (5) uma pesquisa que mostra a variação de preço de materiais escolares em Goiânia. De acordo com o levantamento, a diferença entre alguns itens idênticos pode chegar a 330%.

Este percentual foi verificado no preço de um tipo de lapiseira de mesma marca e modelo encontrada em lojas diferentes. No estabelecimento mais barato, ela custava R$ 2,30. Já na mais cara, o produto saia a R$ 9,90.

A situação, segundo o Procon Goiás, indica a necessidade de pesquisar bastante antes de fazer as compras, pois até mesmo materiais iguais podem ter diferenças consideráveis nos valores.

O órgão também comparou os preços em um ano de diferença. Em geral, a elevação foi de 9,28% se comparados 2016 e 2017. Um tipo de massinha de modelar teve o maior aumento no período: 21,17%.

Para acessar a planilha com os preços de todos os itens nas várias papelarias pesquisadas, basta entrar no site do Procon.(fonte:g1/go)

Caixa quer cortar 10 mil funcionários com plano de demissão voluntária

Empresa prevê economizar R$ 1,5 bi por ano como as demissões

A Caixa Econômica Federal prevê poder economizar até R$ 1,5 bilhão por ano, a partir de 2018, com o plano de demissão voluntária (PDV) desenhado para este ano. A ideia do banco estatal é conseguir o desligamento de 10 mil funcionários, ou quase 10% do total de empregados atual.

O banco ainda negocia com a União, sua controladora, os detalhes do plano. Para incentivar a adesão, a Caixa deve pagar 10 salários extras e garantir o plano de saúde por um tempo que ainda está em discussão – neste período, se o funcionário reunir condições de se aposentar, o plano de saúde fica pelo resto da vida. O PDV será oferecido a todos os funcionários, e não apenas aos que já puderem se aposentar.

No último ano, a Caixa cortou o número de funcionários de 100,3 mil para 97 mil. No acumulado de janeiro a dezembro de 2016, o banco gastou R$ 15,6 bilhões com pessoal, ante R$ 14,3 bilhões do mesmo período de 2015, crescimento de 9,2%. O impacto maior no gasto foi com o aumento do salário dos funcionários, definido em convenção coletiva.

Eficiência

O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, colocou como principal desafio do banco em 2017 melhorar a eficiência, reduzindo despesas e aumentando a geração de receitas. O banco também monitora o desempenho de cem agências deficitárias.

A Caixa foi usada nos últimos anos pelo governo do PT como locomotiva do crédito no País, estratégia para impulsionar a atividade econômica. Dessa forma, a instituição conseguiu aumentar sua participação no mercado, mas essa expansão do crédito também provocou efeitos colaterais, como o aumento do nível de calotes.

O alto número de agências deficitárias também é consequência dessa política. Desde 2010, a Caixa abriu 1.329 agências. A análise da direção do banco é que não se faz mais necessária toda essa estrutura, ainda mais com a mudança dos hábitos dos clientes, que cada vez mais optam pelos serviços pelo computador ou pelo smartphone.

Um empecilho para o fechamento das agências é o fato de as unidades serem usadas para o pagamento de benefícios sociais, como o Bolsa Família, mas a avaliação é de que esse serviço poderia ficar restrito às casas lotéricas. O banco tem atualmente 4,2 mil agências e pontos de atendimento e 25 mil correspondentes Caixa Aqui e Lotéricos.

Para Eduardo Araújo, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), o banco terá de contratar novos funcionários para repor esses servidores que aderirem ao PDV, senão haverá prejuízo no atendimento à população. “As agências da Caixa têm forte atendimento social. Sempre estão cheias, com filas. Ainda mais agora, com o saque das contas inativas do FGTS. Se não houver reposição, vai ficar insuportável”, afirma.

Banco do Brasil

No ano passado, o BB conseguiu a adesão de 9,4 mil funcionários ao plano de aposentadoria incentivada que ofereceu a 18 mil servidores. Para o pagamento dos incentivos – 12 salários mais indenização que variou de um a três salários, a depender do tempo de serviço – o banco teve despesas de R$ 1,4 bilhão em 2016. Para este ano, a estimativa de redução de despesas com pessoal é de R$ 2,3 bilhões. Para aderir, o funcionário tinha de estar aposentado pelo INSS ou ter 50 anos de idade e, no mínimo, 15 anos de banco.

Os Correios também vão oferecer PDV aos funcionários em 2017. O plano já foi aprovado pelo Ministério do Planejamento no fim do ano passado. A expectativa é que entre seis e oito mil servidores deixem a estatal, dentre os 13 mil que estariam em condições de aderir à saída voluntária da empresa. O plano, antecipado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, prevê complementação salarial a ser paga durante oito anos aos servidores que se desligarem.

De acordo com informações obtidas pelo Estado, os Correios estimam que, se for bem-sucedido, o PDV trará economia de R$ 850 milhões a R$ 1 bilhão por ano para a estatal. A estatal tem como foco funcionários com mais de 55 anos, aposentados ou com tempo de serviço para requerer a aposentadoria. Segundo os dados da empresa, os funcionários nessa faixa etária representam pouco mais de 15% dos 117,4 mil empregados.

Para incentivar a adesão ao plano, a ideia é que a empresa ofereça uma espécie de “salário demissão”. Os funcionários que aderirem ao programa vão receber uma parcela do salário por oito anos. O porcentual ainda não está fechado, mas a expectativa é que fique em torno de 35% para a adesão dos funcionários mais velhos: a partir de 58 anos. A partir daí, o porcentual iria caindo.(fonte:noticias ao minuto)

Incertezas ameaçam recuperação da economia brasileira em 2017

Crise do governo Temer, turbulências causadas pela Lava Jato e até início da era Trump geram dúvidas entre investidores e empresas

Em 2016, as notícias ruins sobre a economia brasileira não foram poucas. Juntamente com a crise política, a turbulência econômica não deixou de causar, entre vários números negativos, recessão e aumento do desemprego. Mas, apesar das expectativas de recuperação da economia do País estarem hoje melhores do que no passado, o início do ano de 2017 não sinaliza o fim da crise.

Segundo o Boletim Focus – pesquisa realizada semanalmente junto a instituições financeiras e economistas pelo Banco Central – divulgado na segunda-feira 2, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá fechar 2016 com uma retração de 3,49%. Já para 2017, ele deverá ter uma alta de 0,5% – apontando, assim, uma lenta recuperação da economia.

“Famílias, empresas e governos se endividaram muito nos últimos anos e, neste momento, passam por uma fase de ajuste”, diz o economista Silvio Campos, da Tendências Consultoria. “O consumo continuará menor por causa do endividamento das famílias e do alto desemprego; o governo não tem espaço fiscal para ampliar gastos, e as empresas também estão em situação muito delicada, o que sugere uma retomada de investimentos também muito lenta.”

A crise política foi um dos principais motivos da turbulência econômica em 2016. Porém, muitos agentes do mercado e especialistas acreditavam que, com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e o início da gestão do presidente Michel Temer, os investidores internacionais ganhariam mais rapidamente a confiança para investir no país. Mas, para analistas, a atual crise política vivenciada por Temer neutraliza esse efeito.

“O cenário político está muito complicado, entre outros motivos, por conta das delações da Odebrecht na Operação Lava Jato e as chances de o Tribunal Superior Eleitoral votar pela cassação da chapa Dilma-Temer”, afirma João Luiz Mascolo, professor de economia do Insper. “E existe também a dúvida: se Temer está fraco, será que ele vai conseguir aprovar reformas e medidas fiscais? Isso traz muitas incertezas para a economia e os investidores.”

Por outro lado, a entrada do republicano Donald Trump na Casa Branca também poderá afetar a retomada do crescimento brasileiro. Mesmo que o magnata não coloque em prática um protecionismo do mercado americano, como prometido durante a campanha eleitoral, a “incógnita Trump” gera dúvidas para o Brasil. Isso porque os EUA são um dos principais destinos das exportações brasileiras.

“É um governo ainda cercado por muitas incertezas. Então, dependendo do radicalismo quanto ao protecionismo perante outros países, isso poderá gerar uma turbulência global mais forte, principalmente se pensarmos na relação entre EUA e China”, afirma Campos. “E, aí sim, os efeitos para o Brasil, via aversão ao risco e a mercados, seriam mais intensos.”

Especialistas explicam que o mercado de trabalho é um dos últimos a reagir (Gilson Abreu/FIEP/ANPr)
Especialistas explicam que o mercado de trabalho é um dos últimos a reagir (Gilson Abreu/FIEP/ANPr)

Desemprego deverá subir em 2017
Apesar da expectativa de que a economia registre um pequeno crescimento em 2017, o desemprego deverá continuar elevado e ter até mesmo uma leve alta em comparação com 2016. Isso porque o mercado de trabalho tem a característica de reagir por último aos movimentos de baixa e alta da economia.

Dessa forma, analistas esperam que 2017 seja mais de estabilização do que de recuperação do mercado de trabalho, com  geração de empregos ainda insuficiente para derrubar a taxa de desemprego que, segundo o IBGE, ficou em 11,9% no trimestre encerrado em novembro, com cerca de 12,1 milhões de desempregados.

“Quando a economia começar a dar sinais melhores ao longo de 2017, o mercado de trabalho precisará de mais um tempo para sentir essa recuperação, até porque sabemos que as empresas ainda estão operando com um nível de ociosidade elevado”, explica Campos. “O desemprego terá uma leve elevação no primeiro semestre, atingindo um pico um pouco acima de 13%. Mas, no segundo semestre, volta a ceder e deve fechar em 12,1%.”

Já em relação à inflação, o Boletim Focus aponta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá fechar 2016 em 6,38% – dentro da meta oficial, de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos para cima ou para baixo. Para 2017, a pesquisa feita com instituições financeiras aponta que a inflação deverá alcançar 4,87% e se aproximar mais ainda do centro da meta. Quanto aos juros da taxa Selic, há a expectativa que o índice termine o ano em 10,25%.

PEC do teto de gastos
O Senado aprovou em meados de dezembro, em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 55, também chamada de PEC do teto de gastos. A medida, uma das propostas do governo Temer para reequilibrar as contas públicas e que começa a valer em 2018, estipula que os gastos públicos sejam, pelo período de 20 anos, limitados à variação da inflação do ano anterior.

A PEC é uma freada histórica no aumento dos gastos públicos e pode elevar a confiança de empresas e investidores, mas qualquer efeito real da medida não será imediato. “O efeito imediato é na precificação de ativos do mercado, como, por exemplo, as taxas de juro futuras, que vão cair porque os agentes já incorporam nos preços dos ativos a perspectiva de que, ao longo dos próximos anos, a necessidade de financiamento do governo também vai cair”, explica Campos. “Mas, no caso de impactos mais reais, isso leva mais tempo para aparecer nos números das contas públicas.”(fonte:carta capital)