Rodrigo Maia prevê aprovação da terceirização total até quarta-feira

O texto em votação, que legaliza a terceirização irrestrita, é de 1998. Se aprovado, seguirá para sanção de Michel Temer

O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou nesta segunda-feira 20 que os parlamentares devem aprovar a terceirização total do trabalho até esta quarta-feira 22.

O projeto de lei 4.302, que permite a terceirização de todas as atividades da empresa, foi criado em 1998 e aprovado em 2002 pelo Senado. Se passar pela Câmara, como previsto, só dependerá da sanção de Michel Temer (PMDB). 

“Acredito que nesta semana a gente tenha condições de aprovar, entre terça e quarta-feira, a terceirização na Câmara dos Deputados. É um passo importante porque milhões e milhões de empregos hoje são gerados por terceirização”, disse o presidente da Casa durante evento da Câmara Americana de Comércio em São Paulo.

A reforma trabalhista, por ser um projeto de lei ordinária, depende apenas de maioria simples para ser aprovada (metade dos deputados votantes, com quórum mínimo de 257). Basta o apoio de 129 parlamentares.

Em 2015, a Câmara aprovou outro projeto de terceirização, mas não é este que será votado. Um acordo entre Maia e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), priorizou o projeto de 1998, cujo relator é o deputado Laercio Oliveira (SD-SE). 

O acordo se deu a pedidos do governo, uma vez que este projeto de lei está mais próximo de ser sancionado do que o aprovado em 2015, que ainda precisa passar pelo Senado.

Rodrigo Maia também se diz “confiante” sobre a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária apresentadas pelo governo Michel Temer. Elas também devem ser votadas na Câmara, nesta sequência, nos próximos meses.Com informações de Carta Capital. 

Explicações não foram suficientes, dizem embaixadores da China e União Europeia; suspensão de importação não é descartada

Embaixador da União Europeia afirmou que dados precisos são essenciais para que o bloco possa tomar qualquer decisão. Já, chinês deixou claro também que o país espera “mais explicações”.

As medidas anunciadas pelo governo brasileiro nesse domingo, 19, para acalmar os principais mercados da carne do país após as descobertas da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, não surtiram, de imediato, o efeito desejado.

Ao Estadão, os embaixadores da União Europeia, João Gomes Cravinho, e da China, Li Jinzhang, deixaram claro ao sair da reunião que as explicações não foram suficientes. Ambos disseram que ainda aguardam uma “explicação técnica” oficial “detalhada” do governo. Cravinho não descartou a possibilidade da suspensão da compra de carne. 

O embaixador da União Europeia afirmou que dados precisos são essenciais para que o bloco possa tomar qualquer decisão. “Ainda não temos informações técnicas que nos permitam avaliar se os problemas foram pontuais (como diz o Brasil), já que não se sabe exatamente que unidades sofreram alterações indevidas e para que países esses produtos foram exportados.”

Outros embaixadores ouvidos pelo Estadão, ao término da reunião, adotaram o mesmo tom. O embaixador chinês, deixou claro também que as informações passadas ontem não bastaram e que o país espera “mais explicações”. “A segurança dos alimentos é muito importante para a segurança e a vida do povo.” 

Em seu pronunciamento a uma plateia formada por quase 40 embaixadores e representantes de países compradores, o presidente Michel Temer procurou passar a mensagem de que as irregularidades são casos isolados. O presidente argumentou que, das 4.837 unidades sujeitas à inspeção federal, apenas 21 estão supostamente envolvidas em irregularidades. “E dessas 21, 6 exportaram nos últimos 60 dias”, disse o presidente. De acordo com Temer, o Ministério da Agricultura deverá tornar pública qual a empresa exportadora do produto sob suspeita, o lote e o comprador. Temer afirmou ainda que a auditoria para investigar as denúncias deverá ser iniciada nesta segunda-feira.Fonte:Norte Agropecuário.

Na reforma da Previdência, políticos e cidadãos não falam a mesma língua

De costas para o povo, os gestores ignoram impactos nas economias locais e amedrontam os incautos com projeções nada confiáveis

Michel Temer e sua equipe não têm medido esforços e recursos públicos para convencer a população da necessidade de sua draconiana reforma da Previdência. Bancadas pelo Erário, as peças publicitárias alarmistas do governo federal, suspensas pela Justiça na quarta-feira 15 por não terem caráter educativo ou informativo, como exige a Constituição, parecem produzir um efeito contrário ao desejado. No mesmo dia, dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas em 22 capitais para protestar contra o projeto do peemedebista. 

Em São Paulo, a Avenida Paulista foi fechada por manifestantes, mais de 150 mil, segundo estimativas da Central Única dos Trabalhadores. Nem mesmo a paralisação do Metrô, com transtornos à mobilidade na capital paulista, diminuiu o apoio popular.

Na Estação Jabaquara, zona sul da cidade, os metroviários chegaram a ser aplaudidos. Entre os presentes nos protestos houve até quem trajasse camisas verde-amarelas, símbolos das manifestações contra Dilma Rousseff. 

Ao contrário do congelamento dos gastos públicos por 20 anos, projeto aprovado sem muita resistência no fim do ano passado, a insatisfação com as mudanças nas regras da aposentadoria, demonstrada nas ruas, evidencia o distanciamento entre a classe política, aferrada a catastróficas (e suspeitas) projeções de déficit no setor, com os trabalhadores, cada vez mais cientes de que chegarão à velhice sem a devida proteção da Previdência.

Temer acusou o golpe. No dia das manifestações, admitiu que a reforma poderá passar por “uma ou outra adaptação”. Ameaçou, porém, sacrificar o salário dos trabalhadores. Sócio de uma distribuidora de combustíveis a figurar na lista de devedores do INSS, o relator da reforma da Previdência na Câmara, Arthur Maia (PPS), manteve-se inflexível: disse que os atos “não mudam absolutamente nada” na tramitação da proposta.

Desde que assumiu o Ministério da Fazenda, Henrique Meirelles prega o “colapso” da Previdência sem uma reforma drástica. A proposta do governo iguala as exigências para trabalhadores rurais e urbanos, homens e mulheres: mínimo de 65 anos de idade e 25 anos de contribuição. Ou 49 anos de trabalho contributivo para ter acesso à aposentadoria integral.

Em novembro de 2016, Meirelles disse que as despesas do setor atingiriam 17,5% do PIB em 2060. Não deu uma explicação plausível para o número mágico. Não é de hoje que o governo federal tem o hábito de subestimar as receitas e superestimar o déficit em suas projeções para o setor, como veremos adiante.

Embora os atos de resistência à reforma tenham se concentrado nas capitais, o impacto das mudanças propostas pelo governo promete ser ainda maior para a economia dos pequenos municípios.5a7083bb-bccc-45ee-a564-1fb738ee96d1

Segundo dados levantados pelo site Compara Brasil a pedido de CartaCapital, em quase um terço das cidades brasileiras, o pagamento de aposentadorias, pensões e outros amparos assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada, supera a receita corrente das prefeituras.

Município de 12,4 mil habitantes, Santa Mariana, no Paraná, surge no topo da lista das cidades onde os repasses previdenciários têm maior peso que a arrecadação local. Em 2015, os pagamentos da Previdência superaram em mais de oito vezes a receita corrente do município paranaense. Na lista das dez cidades onde a dependência da Previdência se mostra mais radical, apenas uma delas possui mais de 50 mil habitantes.

O debate sobre o peso da Previdência na economia dos municípios reforça a distância entre as planilhas e os interesses da população. Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios, diz apoiar “incondicionalmente” a reforma de Temer pelo impacto positivo que ela gerará para o caixa das prefeituras. “Como cidadão, pode-se até ter outra opinião, mas para os gestores a reforma é muito importante.”

Segundo Ziulkoski, o beneficiário gasta em consumo, mas as prefeituras não recolhem Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. “Esse consumo não tem qualquer impacto sobre o Erário do município”, diz. “Quase um terço do caixa das cidades é destinado ao pagamento da Previdência. Se reduzirmos para 25%, haverá mais recursos para investimentos e para estimular a retomada da atividade econômica.”

Para diferentes especialistas consultados por CartaCapital, não faz sentido falar em volta do crescimento com diminuição do poder de compra da população. “O maior patrimônio do País são os 205 milhões de brasileiros. É um mercado interno poderoso, principalmente num momento de crise como o de agora, no qual há retração da economia mundial”, observa Tereza Campello, ex-ministra do Desenvolvimento Social de Dilma. “Achatar o salário mínimo, cortar aposentadorias e benefícios do BPC significa destruir o mercado doméstico.” 

Um estudo liderado pelo economista Marcelo Neri, ex-presidente do Ipea, divulgado em 2013, por ocasião do aniversário de dez anos do Bolsa Família, revelou os efeitos macroeconômicos das transferências da Previdência e Assistência Social.

Para cada real investido na Previdência em 2009, 65 centavos retornavam à economia pelo consumo das famílias, e pouco mais de 50 centavos eram incorporados ao PIB. No caso do BPC, que contempla os idosos mais pobres, o efeito multiplicador era maior. Para cada real transferido, agregava-se 1,32 real no consumo final e 1,19 real ao PIB nacional.

Lula
‘Se incluir o pobre no Orçamento ele será parte da solução’, afirma Lula (Foto: Paulo Pinto/Agência PT)

Uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, publicada em 2016, destaca o efeito redistributivo da Previdência no campo. “Mais de dois terços do valor total dos benefícios rurais foram destinados a municípios de até 50 mil habitantes, o que significou uma injeção de 5,6 bilhões de reais na economia dessas pequenas cidades em janeiro de 2016”, alertam os autores, Alexandre Arbex Valadares e Marcelo Galiza.

Nada disso parece sensibilizar os gestores das três esferas de poder, mais preocupados com os caixas que administram. As previsões do governo federal são, porém, alvo de fortes contestações. O livro A Previdência Social em 2060: As inconsistências do modelo de projeção atuarial do governo brasileiro, recém-lançado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais (Anfip), expõe uma série de imprecisões nos cálculos feitos nos últimos 15 anos, além de revelar as falsas premissas utilizadas pela gestão Temer ao estimar o déficit do setor. 

Na obra, organizada pelos economistas Claudio Castelo Branco Puty, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e Denise Lobato Gentil, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os autores fazem um estudo comparativo entre o resultado esperado nas projeções para a Previdência presentes nas Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDOs) desde 2002 e o que foi efetivamente realizado. Em vários anos, as receitas são subestimadas e os déficits, superestimados.

A LDO de 2004, para citar um exemplo, projetou receita 146 bilhões de reais inferior para 2012. Da mesma forma, previu 170 bilhões a menos em 2013, 192 bilhões inferior para 2014 e 155 bilhões menor em 2015. Distorção semelhante verificou-se na projeção de despesas, mas em escala menor.

Ao cabo, o déficit projetado foi muito maior do que o verificado na realidade. Superestimou-se a necessidade de financiamento do Regime Geral da Previdência Social em 26,4 bilhões de reais para 2012, 22,1 bilhões para 2013 e 19,9 bilhões de reais para 2014. Apenas a previsão para 2015 ficou próxima da realidade.

De modo geral, as distorções persistiram até a LDO de 2012. Uma exceção à subestimação foram as projeções de receita para o ano de 2015 verificadas nas LDOs de 2013 em diante, quando ocorre superestimação, por conta da desaceleração econômica iniciada em fins de 2013.

“À parte o alto grau de erro estatístico gerado por projeções de longo prazo, agride-se frontalmente a boa-fé dos cidadãos brasileiros”, diz o economista Eduardo Fagnani, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e colaborador da obra.

Na LDO de 2017, com projeções para a Previdência até 2060, os autores identificam uma série de erros no tratamento das variáveis do mercado de trabalho. Elas foram consideradas constantes com base no cenário de 2009, ano de grave retração em razão dos impactos da crise internacional. 

Tabela

As manobras suspeitas não param por aí. De 2020 em diante, o modelo fixa o reajuste do salário mínimo em 6,09%, muito acima dos 3,5% previstos para a taxa anual de inflação (INPC) e da variação real do PIB – estimada em escala decrescente, de 3,86%, em 2020, para 1,07%, em 2060. Ao sobrevalorizar o salário mínimo, o déficit da Previdência dispara.

A CartaCapital, horas antes de apresentar o estudo à Comissão da Reforma da Previdência na Câmara, na quarta-feira 15, Puty criticou a falta de transparência e confiabilidade da metodologia usada para as projeções atuariais do governo.

“O resultado previdenciário depende muito das condições econômicas, mas o debate está sendo feito a partir de modelos que levam em conta quase exclusivamente elementos populacionais”, diz o especialista, Ph.D. em Economia pela New School for Social Research (EUA). “Eles preveem um aumento do número de idosos, uma diminuição da população ocupada e, a partir dessa projeção, extrapolam o resultado previdenciário, sem levar em conta a dinâmica monetária.”

Para Puty, deveria ser obrigatório indicar a probabilidade de erro de tais projeções. “Se for de 25 pontos porcentuais para cima e para baixo, é melhor admitir que a chance de acerto é a mesma de girar uma moeda para o alto e prever se vai dar cara ou coroa. Vende-se como científico algo que, no fundo, serve a um propósito político: promover uma reforma drástica.”

Para Fagnani, os problemas de financiamento não devem ser resolvidos unilateralmente pelo corte de benefícios. É preciso adotar medidas que estimulem o crescimento econômico, a formalização do trabalho, o crescimento da produtividade e o aumento das receitas da Previdência Social, explica.

Análise semelhante foi feita pelo ex-presidente Lula, em discurso durante o ato ocorrido na Avenida Paulista: “Quando a gente consegue incluir o pobre no Orçamento da União, ele passa a ser a solução ao invés do problema”.Fonte:Carta Capital.

Com a crise econômica, fiado volta a ganhar força

No ano passado, 14,1 milhões de famílias usaram ao menos uma vez a caderneta para ir às compras nos mercadinhos de bairro

A velha e tradicional compra na caderneta para pagar só no final do mês voltou a ganhar força no último ano por causa da recessão. Em 2016, até meio milhão de famílias começaram a adotar o pagamento fiado para abastecer a despensa com itens básicos, como alimentos e produtos de higiene e limpeza, e driblar o aperto no orçamento doméstico.

No ano passado, 14,1 milhões de famílias usaram ao menos uma vez a caderneta para ir às compras nos mercadinhos de bairro, padarias e açougues, segundo pesquisa da consultoria Kantar Worldpanel, que visita mensalmente 11,3 mil domicílios. A amostra retrata os hábitos de consumo das 52 milhões de famílias do País. No ano anterior, 13,5 milhões de famílias tinham usado ao menos uma vez a caderneta como forma de pagamento.

“A tendência era de o fiado ir desaparecendo, mas voltou a crescer no último ano”, afirma a diretora Comercial e de Marketing da consultoria, Christine Pereira. Ela lembra que, apesar de porcentualmente o aumento ser pequeno, de 26% para 27% das famílias pesquisadas, nove anos atrás esse número era bem maior: 45% das famílias faziam as compras de itens básicos anotando na caderneta e quitavam a conta no fim do mês.

O avanço do fiado também é apontado pela consultoria Nielsen, que visita duas vezes ao mês 8,2 mil domicílios. Com metodologia diferente, os números das duas pesquisas ficam distantes, mas a tendência de crescimento é a mesma. “Identificamos que 1,178 milhão de donas de casa compraram fiado ao menos uma vez ao longo de 2016 em todo Brasil”, diz Raquel Ferreira, especialista em Conhecimento do Consumidor da consultoria. Ela observa que, deste total, 226,5 mil novos consumidores também passaram a adotar essa forma de pagamento no último ano.

A especialista lembra que até 2015 essa modalidade de pagamento caía, em média, 6% ao ano. Ela atribui a virada ao aumento do desemprego. Christine concorda com Raquel e ressalta que a volta do fiado é uma alternativa do consumidor ao bolso apertado por causa da crise. Segundo ela, quando o tripé renda, emprego e inflação estavam bem, o consumo ia de vento em popa. Mas nos dois últimos anos os três pilares fracassaram e as compras recuaram. A saída foi buscar alternativas como a compra por caderneta. Esse movimento, segundo ela, explica o avanço do fiado por conta da crise.

De toda forma, Christine considera muito grande ainda o uso da caderneta no País. Pesquisa da Kantar Worldpanel aponta que a caderneta é o quarto meio de pagamento escolhido pelo brasileiro nas compras de produtos básicos, perdendo para o dinheiro, o cartão de crédito e o cartão de débito, mas ainda à frente do cheque e do tíquete alimentação.

As duas pesquisas mostram que o uso da caderneta no último ano foi mais intenso nas camadas com menor renda, que são as mais afetadas pelo desemprego e pela recessão. De acordo com os dados, 38% das classes D/E e 28% da classe C informaram que fizeram uso do fiado no ano passado, ante 27%, que foi a média nacional.

Geograficamente, a maior utilização do fiado em 2016 e ocorreu nas regiões mais pobres, Norte e Nordeste, com 39% de participação, e nas cidades do interior do País (32%). Já na Grande São Paulo, no Sul e no Centro-Oeste, onde a renda média é maior, o uso do fiado foi menor do que a média.(F0nte:Noticias ao Minuto)

Repercussão de escândalo da carne nos EUA pode prejudicar exportações

Caso pode afetar a imagem nos EUA da JBS, que na última segunda-feira (13) deflagrou uma nova etapa de expansão no país

Os jornais americanos repercutiram em suas edições deste sábado (18) a operação da Polícia Federal deflagrada na véspera contra um esquema de corrupção na fiscalização de frigoríficos no Brasil.

“O Brasil está investigando algumas das maiores empresas de processamento de carne do mundo por supostamente subornarem fiscais sanitários”, diz a chamada na capa do “The Wall Street Journal” neste sábado.

Na reportagem publicada, o jornal destaca que, entre as empresas que foram alvo da operação, estão a JBS e a BRF, “ambas com importantes operações fora do Brasil”. “JBS, a maior empresa de processamento de carne bovina do mundo, controla a Swift Foods e a maior parte da Pilgrim’s, ambas marcas americanas conhecidas”.

O jornal ressalta ainda que o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novack , afirmou que “a maior parte” da carne adulterada foi provavelmente vendida no Brasil, mas que o órgão ainda vai investigar quanto da carne afetada e de seus derivados foram exportados.

O “Wall Street Journal” afirma que é “relativamente pequena a quantidade de carne produzida no Brasil que é importada pelos EUA”. No ano passado, o Brasil passou a exportar carne bovina in natura para o país -segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), foram 846 toneladas vendidas para os EUA em 2016 (contra 181 mil toneladas para Hong Kong, o maior importador).

“Uma porta-voz do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) disse que o órgão está em contato com as autoridades brasileiras e monitorando a situação. Segundo ela, agentes federais têm salvaguardas para proteger o suprimento de alimentos para os EUA através de inspeções de todas as importações”, diz o texto.O “New York Times” também traz a operação da Polícia Federal na sua versão impressa, destacando que fiscais sanitários “são acusados de permitir que alimentos estragados fossem servidos em escolas públicas e que carne contaminada com salmonela fosse exportada para a Europa”.

Segundo o jornal, a investigação lança dúvidas sobre a agroindústria no Brasil, “um pilar relativamente resiliente na fraca economia do país”. “A JBS é um dos maiores produtores de carne do mundo, que tem a empresa americana de processamento de carne de frango Pilgrim’s Pride como uma de suas subsidiárias no exterior”, ressalta a reportagem.

O escândalo pode afetar a imagem nos EUA da JBS, que na última segunda-feira (13) deflagrou uma nova etapa de expansão no país, anunciando um acordo para comprar a fabricante norte-americana de produtos suínos Plumrose por US$ 230 milhões.

Segundo a JBS, a aquisição envolve cinco fábricas de produtos preparados nos Estados de Indiana, Iowa (2), Mississippi e Vermont e dois centros de distribuição. A receita líquida anual da Plumrose é de cerca de 500 milhões de dólares.(Fonte:Noticia ao Minuto)

Veja o que fazer se a empresa não depositou o FGTS de contas inativas

Quase 199 mil empresas não depositaram corretamente o valor do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço de 7 milhões de trabalhadores.

Dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional mostram que quase 199 mil empresas não depositaram corretamente o valor do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de 7 milhões de trabalhadores, referentes a contas ativas e inativas, totalizando R$ 24,5 bilhões em débitos.

Até o dia 31 de julho, trabalhadores com contas inativas até 31 de dezembro de 2015 poderão sacar o dinheiro do FGTS, seguindo um calendário de acordo com a data de nascimento do beneficiário. No entanto, se acontecer de o trabalhador descobrir que o dinheiro não foi depositado pelo empregador, ele deverá entrar em contato com a empresa e cobrar o depósito dos valores atrasados.

Em caso de não haver acordo com o empregador, o trabalhador pode buscar auxílio nas Superintendências Regionais do Trabalho (antigas DRTs), ligadas ao Ministério do Trabalho, que podem determinar que os depósitos sejam feitos; ou ainda procurar o sindicato da sua categoria. A fiscalização sobre os recolhimentos de FGTS, conforme a lei 8.036/90, é de responsabilidade do Ministério do Trabalho, segundo a Caixa.​ A rede de atendimento do Ministério do Trabalho está disponível no site http://trabalho.gov.br/rede-de-atendimento.

O trabalhador deve ter em mãos o extrato da conta vinculada que comprove que os depósitos não foram realizados. Esse extrato pode ser obtido em qualquer agência da Caixa com a carteira de trabalho, o Cartão do Cidadão ou o número do PIS.

De acordo com o Ministério do Trabalho, se o trabalhador constatar que não teve o fundo de garantia depositado corretamente, deve formalizar denúncia contra a empresa.

É possível ainda buscar a Justiça do Trabalho e cobrar até cinco anos de FGTS não depositado.

O prazo para entrar com uma ação é de até dois anos após o desligamento da empresa. Ou seja, só os trabalhadores que saíram da empresa entre março e dezembro de 2015 é que conseguirão ingressar no Judiciário trabalhista para requisitar o depósito dos valores referentes ao FGTS inativo.

Nos casos em que a empresa não existe mais, o trabalhador também pode ingressar com ação na Justiça do Trabalho para pedir o pagamento do FGTS.

 

Monitore os depósitos

O trabalhador pode monitorar os depósitos do FGTS feitos pela empresa para evitar surpresas na hora de sacar o benefício. As opções são optar por receber o saldo por SMS, serviço oferecido pela Caixa; pedir para a Caixa enviar o extrato pelo correio; instalar o aplicativo FGTS no smartphone e consultar os depósitos; ou tirar o extrato nas agências, casas lotéricas ou correspondentes bancários da Caixa, levando a carteira de trabalho com número do PIS.

Saques

O saque obedecerá a um calendário de acordo com a data de nascimento do beneficiário. Devido à liberação do dinheiro, a Caixa Econômica Federal disponibilizou o site exclusivo para informações e consultas de saldos somente das contas inativas: www.caixa.gov.br/contasinativas, e o telesserviço 0800 726 2017. O interessado pode ainda acessar as informações pelo aplicativo da Caixa, mas nesse caso aparecerão também as contas ativas do FGTS.

De acordo com o governo, são mais de R$ 43 bilhões parados nessas contas e o governo calcula que, desse total, R$ 34 bilhões serão sacados por trabalhadores.

As agências da Caixa Econômica Federal vão abrir em mais três sábados, até julho, para atender somente aos interessados em sacar o dinheiro. Serão 1.841 agências abertas nos seguintes sábados: 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho. O horário de funcionamento será das 9h às 15h. A relação das agências consta no site http://www.caixa.gov.br/beneficios-trabalhador/fGTS/contas-inativas/agencias/Paginas/default.aspx

Calendário do FGTS  (Foto: Arte/G1)
Calendário do FGTS  (Foto: Arte/G1)
Calendário do FGTS (Fonte: G1/Foto:Arte/G1)

 

Colheita de grãos: Expectativa de safra cheia anima produtores a expandir área na região sul do Tocantins

Produtor plantou 120 hectares de soja no município de Peixe (a 70 km de Gurupi). Até o ano passado a família lidava apenas com pecuária. Eles têm um total de 790 hectares de terras (já contando os 120 com grãos nessa temporada).

Depois de acumular prejuízos nas últimas três safras por causa da seca, os produtores de soja da região de Gurupi, no Sul do Tocantins, respiram aliviados. Com poucos sustos do clima ao longo do ciclo, este, de longe, deve ser um dos períodos de maior produtividade nos cerca de 150 mil hectares cultivados no local. E todo esse otimismo se reflete no ritmo de expansão da soja. Em 2017/18, os agricultores do estado, que integra a “nova” fronteira agrícola do Brasil, prometem dedicar ainda mais área ao cultivo do grão.

Carlos Henrique Naves Júnior, produtor e diretor do Sindicato Rural de Gurupi, plantou 120 hectares de soja no município de Peixe (a 70 km de Gurupi). A colheita está prevista para começar até o final de março. Mas isso é só o começo. Até o ano passado, a família de Júnior, lidava apenas com pecuária. Eles têm um total de 790 hectares de terras (já contando os 120 com grãos nessa temporada). Com uma produtividade da leguminosa estimada em 45 sacas (sc) por hectare (ha) já no primeiro ano de plantio, no próximo ciclo os planos dele são de dobrar essa área.

“Depois que eu me formei em agronomia, no ano passado, eu queria muito plantar soja. No começo, meu pai ficou receoso, porque nos últimos três anos foi muito ruim aqui para o pessoal da região. Mas eu disse: ‘pai, esse ano vai ser bom’. Depois de insistir, decidimos apostar e graças a Deus deu tudo certo até agora. Para o próximo ciclo, o plano é plantar 240 hectares e seguir com a integração lavoura-pecuária”, conta Júnior.(Fonte:Norte Agropecuário)

Nascidos em maio e junho recebem benefício do PIS nesta quinta

Os trabalhadores nascidos nos meses de maio e junho, que recebem até dois salários mínimos, poderão sacar o abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) a partir de hoje (16). A retirada poderá ser feita nas agências da Caixa Econômica Federal, nos caixas eletrônicos por meio do Cartão do Cidadão, nas casas lotéricas e nos correspondentes bancários.

O banco também pagará os rendimentos das cotas do PIS para os trabalhadores cadastrados no programa antes de 4 de outubro de 1988. Nesse caso, os rendimentos variam conforme o saldo existente na conta do PIS vinculada ao trabalhador.

Quem é correntista da Caixa teve o dinheiro depositado na última terça-feira (14) na conta-corrente. Para saber se tem direito a receber o benefício, de até um salário mínimo, o trabalhador pode consultar o site do banco ou ligar no 0800 726 0207, opção 1.

O abono é pago ao trabalhador com pelo menos cinco anos de cadastro no PIS/Pasep, que recebeu uma média mensal de dois salários mínimos e trabalhou pelo menos 30 dias em 2015. Os dados do trabalhador precisam ter sido informados corretamente pela empresa ao Ministério do Trabalho, na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do ano-base 2015.

Pelas novas regras estabelecidas pelo governo federal, o valor do benefício agora é associado ao número de meses trabalhados no exercício anterior. Quem trabalhou um mês em 2015 receberá um doze avos do salário mínimo. Quem trabalhou dois meses receberá dois doze avos e assim por diante. Só receberá o valor total quem tiver trabalhado todo o ano de 2015.(Fonte:Agência Brasil)

Novo golpe pode consultar movimentação de contas inativas do FGTS

A Caixa se pronunciou sobre o caso

Um golpe por e-mail tem monitorado a movimentação de quem tenta ver saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Logo após que o saque em contas inativas é feito, uma mensagem eletrônica informa que há R$ 5.850,30 na conta do destinatário. Ao abrir o link, automaticamente é instalado um programa para monitorar a conta do beneficiário.

O e-mail encaminhado pelos criminosos vem intitulado de “EXTRATO FGTS 2017”. Segundo informações do G1, pelo fato de a mensagem conter o valor exato do saldo, muitas pessoas têm caído no golpe. A reportagem ainda ressalta que é possível visualizar quanto tem na conta, mas o banco não envia mensagens sobre o assunto.

“A pessoa deve ter muito cuidado, porque os oportunistas, nessas horas, se aproveitam da situação”, alertou o superintendente Regional da Caixa Clayton Rosa.(Fonte:Noticias ao Minuto)

Aposta no Tocantins: Produtores rurais devem plantar 6 mil hectares da safrinha na região de Pedro Afonso

Em dez municípios da região de Pedro Afonso já foram colhidos cerca de 35% da soja da safra 2016/2017. O trabalho termina no próximo mês de abril.

Em dez municípios da região de Pedro Afonso já foram colhidos cerca de 35% da soja da safra 2016/2017. O trabalho termina no próximo mês de abril. Com a expectativa de alcançar boa produtividade e rentabilidade com a produção da oleaginosa, muitos agricultores também apostam no plantio da Safrinha, principalmente, com o cultivo de milho, sorgo e milheto.

A maioria dos produtores iniciou o plantio em fevereiro e a colheita deve acontecer até o final de julho.

Cerca de 50 produtores ligados a Coapa (Cooperativa Agroindustrial do Tocantins) estimam plantar 6 mil hectares nos municípios de Pedro Afonso, Bom Jesus do Tocantins, Santa Maria do Tocantins, Itapiratins, Itacajá, Recursolândia, Centenário, Tupirama, Rio Sono e Tocantínia.

Depois de cultivar 800 hectares de soja – com a meta de alcançar 30 mil sacas em três propriedades no município de Pedro Afonso – Manoel  Miranda espera colher 6 mil sacas de sorgo e 4 mil de milheto nas mesmas áreas.

O produtor, que também é doutor em Agronomia e cultiva grãos na região desde 1996, acredita em bons resultados, pois a regularidade das chuvas, um fator importante que fez bastante falta no último ano agrícola, é positivo no atual momento. “É pouca a possibilidade de haver frustração de safra, pois estamos plantando em uma época favorável. O clima tem contribuído e a previsão é que não ocorram mudanças neste cenário”, diz o pesquisador e um dos fundadores da Coapa.

Em Tupirama, depois de cultivar 1.542 hectares de soja, o agricultor Walter de Souza Oliveira usará a Safrinha para fazer a rotação de culturas. Pretende plantar 1.100 hectares de milheto e 430 hectares de milho. Com a experiência de quem trabalha com grãos no município desde 2001 e viu os estragos causados pela estiagem na Safra 2015/2017, o produtor aposta na continuidade das chuvas até o final de abril, quando deve concluir a semeadura dos grãos.

PRODUTIVIDADE DA SOJA

O presidente da Coapa, Ricardo Khouri, lembra que as cultivares precoces de soja estão praticamente colhidas e a safrinha de milho em plantio acelerado até  o final da primeira quinzena deste mês, quando o “grosso” da safrinha passa para a semeadura de sorgo.

Khouri também explica que a produtividade de soja é satisfatória revertendo o cenário de quebra da safra de 2015/2016, porém existe a preocupação com a redução das margens devido à queda dos preços internacionais e o custo elevado dos insumos agrícolas.

“Foi observado um acréscimo do custo de produção nessa safra é uma queda das cotações na Bolsa de Chicago, formando um contexto de margens bem mais estreitas que as três últimas safras.  A atividade agrícola é superavitária, porém estamos com sinal de alerta ligado”, explicar o presidente da Coapa.

MERCADO DO AGRONEGÓCIO

Ainda não há um volume definido, mas das culturas produzidas na Safrinha o milho é a que tem maior comercialização.

A produção da região de Pedro Afonso além de abastecer o mercado local, também é vendida para a região Nordeste do país para suprir granjeiros, fábricas de ração e confinamentos de aves e suínos, além de ser exportada através das tradings. (Do Norte Agropecuário)