Liberado para todas as idades, saque do PIS/ Pasep soma R$ 6,3 bilhões

Em oito dias já foram pagos R$ 6,3 bilhões a 7,4 milhões de pessoas.

Apenas na última semana, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil pagaram R$ 6,3 bilhões a 7,4 milhões de pessoas que têm direito ao saque do fundo do PIS/ Pasep, que desde o dia 8 de agosto foi ampliado para todas as idades.

Com isso, a liberação total dos recursos do fundo, que começou em outubro do ano passado, quase dobrou e já alcançou R$ 12,8 bilhões pagos a 12,2 milhões de pessoas, segundo informações do Ministério do Planejamento.

O saque é permitido para servidores públicos e trabalhadores com carteira assinada entre 1971 e 4 de outubro de 1988 que ainda não sacaram os valores.

Inicialmente, a liberação foi feita para mulheres e homens com mais de 62 anos e 65 anos, respectivamente. Interessado em injetar mais recursos na economia, que demora a se recuperar, o governo decidiu pela ampliação da idade permitida para saques, o que passou a ocorrer a partir deste mês.

Restam no fundo R$ 29,4 bilhões disponíveis, que podem ser sacados por 16,4 milhões de cotistas até o dia 28 de setembro nas agências da Caixa e do Banco do Brasil.

Dos R$ 6,3 bilhões pagos entre o dia 8 de agosto e esta quarta-feira (15), cerca de R$ 4 bilhões foram depositados diretamente na conta dos cotistas com conta na Caixa ou no BB.

O restante foi sacado nas agências dos dois bancos por cotistas que não são correntistas.

Segundo o Planejamento, somente nesta terça-feira (14), primeiro dia em que os saques de não correntistas foram liberados, mais de R$ 1 bilhão foram retirados.

A partir de 29 de setembro, o benefício volta a ser concedido exclusivamente aos trabalhadores que atenderem a um dos critérios habituais: idade igual ou acima de 60 anos, aposentados, pessoas em situação de invalidez (inclusive os seus dependentes), herdeiros de cotistas e participantes no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC).

ABONO X FUNDO

A cota do PIS/ Pasep é um benefício diferente do abono salarial, que é pago todos os anos a uma parcela dos trabalhadores.

O fundo foi constituído entre 1971 e 1988, e o direito ao saque se restringe aos trabalhadores que contribuíram nesse período. Depois disso, a Constituição remanejou a contribuição para o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que passou a sustentar, entre outras despesas, o abono.

Herdeiros também podem fazer saques em nome de cotistas já falecidos. Na maioria dos casos, uma declaração de dependente do INSS é suficiente para permitir o saque.

Não é incomum, segundo o Ministério do Planejamento, que cotistas do fundo não recebam o crédito em conta, já que muitas vezes o CPF não foi registrado na época da contribuição. Nesses casos, a situação pode ser regularizada com a apresentação de documentos.

Como conferir o seu saldo

Na Caixa Econômica Federal:

Os trabalhadores da iniciativa privada devem acessar o site da Caixa A consulta também pode ser feita pelo telefone 0800-7260207, nos caixas eletrônicos, com Cartão do Cidadão, e na internet; é preciso informar CPF ou NIS (Número de Identificação Social) e data de nascimento

No Banco do Brasil:

Os servidores devem acessar o site do BB A consulta também pode ser feita nos caixas eletrônicos; será preciso informar o CPF e a data de nascimento

Herdeiros:

Para saber se têm direito aos valores, os herdeiros podem consultar a Caixa ou o Banco do Brasil Para o saque, será preciso ir a uma agência bancária com um dos seguintes documentos:

Documento de identificação do herdeiro

Documento de identificação do cotista que já morreu

Comprovante de inscrição no PIS ou no Pasep

Comprovante do vínculo com o titular, que pode ser:

Certidão ou declaração de dependente habilitado à pensão por morte do INSS

Atestado fornecido pelo órgão público, no caso de servidor

Alvará judicial designando o sucessor ou representante legal

Formal de partilha ou escritura pública de inventário e partilha

Entenda as regras:

– O fundo PIS/Pasep contém o dinheiro que foi depositado por empresas e órgãos públicos em nome dos trabalhadores entre 1971 e 1988

– Até 2017, os saques só eram permitidos nos casos de aposentadoria, idade mínima de 70 anos, invalidez, morte e algumas doenças específicas

– Medida provisória do governo do ano passado permitiu o saque para mulheres a partir de 62 anos para homens com 65 anos ou mais

– Essas regras foram sendo flexibilizadas pelo governo. Entre os dias 8 de agosto e 28 de setembro, os saques serão permitidos a cotistas de qualquer idade. Com informações da Folhapress.

Por notícia ao minuto

Consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda abre hoje

Mais de 2,8 milhões de contribuintes vão receber R$ 3,6 bilhões no próximo dia 15.

O contribuinte que quiser saber se teve a declaração liberada deve acessar a página da Receita Federal na internet, na qual também é possível, por meio do serviço e-CAC, ter acesso ao extrato da declaração e corrigir eventuais inconsistências nos dados informados com o envio de declaração retificadora.

O cidadão também pode verificar se receberá ou não a restituição nesse lote por meio do Receitafone 146. Há ainda um aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones para consulta sobre a liberação das restituições e a situação cadastral do contribuinte.

O saque dos valores disponibilizados pode ser feito pelo banco em até um ano. Após esse período, o contribuinte precisará fazer o pedido por meio de Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição ou pelo e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF. Com informações do Portal Brasil.

Por Noticia ao Minuto

Mega-Sena acumula e pode chegar a R$ 56 milhões no próximo sorteio

Números sorteados neste sábado (14) foram os seguintes: 04, 05, 36, 40, 44 e 56.

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.059 da Mega-Sena. Os números sorteados neste sábado (14), em São Miguel do Oeste (SC), foram os seguintes: 04, 05, 36, 40, 44 e 56. O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 18, é de R$ 56 milhões.

Confira o rateio oficial:

Sena – 6 números acertados – Não houve acertador

Quina – 5 números acertados – 77 apostas ganhadoras, R$ 39.904,70

Quadra – 4 números acertados – 5562 apostas ganhadoras, R$ 789,19

QUINA

O concurso 4.724 da Quina também não teve nenhum ganhador neste sábado (14). Os números sorteados foram os seguintes: 14, 17, 30, 48 e 58. O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 16, é de R$ 1,2 milhão.

Confira o rateio oficial:

Quina – 5 números acertados – Não houve acertador

Quadra – 34 apostas ganhadoras, R$ 9.259,57

Terno – 3 números acertados – 3817 apostas ganhadoras, R$ 124,02

Duque – 2 números acertados – 102477 apostas ganhadoras, R$ 2,54

TIMEMANIA

Nenhum apostador acertou as sete dezenas do concurso 1.205 da Timemania. Os números sorteados neste sábado (14) foram os seguintes: 07, 23, 29, 54, 69, 70 e 75. O time do coração é o Ponte Preta/SP. O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 17, é de R$ 950 mil.

Confira o rateio oficial:

7 números acertados – Não houve acertador

6 números acertados – 3 apostas ganhadoras, R$ 20.002,95

5 números acertados – 113 apostas ganhadoras, R$ 758,64

4 números acertados – 2021 apostas ganhadoras, R$ 6,00

3 números acertados – 19068 apostas ganhadoras, R$ 2,00

Time do Coração: Ponte Preta/SP – 4083 apostas ganhadoras, R$ 5,00

DUPLA-SENA

Duas apostas vencedoras acertaram as seis dezenas do 1º e 2º sorteio da Dupla-Sena. A aposta do 1º sorteio saiu para Feira de Santana (BA) e levará o prêmio de R$ 1.381.980,39, já a 2ª, de Brasília (DF), vai levar o valor de R$ 49.726,75.

Os números do concurso 1.813 sorteados neste sábado (14) foram os seguintes: 1º sorteio – 03, 14, 18, 23, 43 e 46; 2º sorteio – 05, 09, 12, 27, 34 e 43. O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 17, é de R$ 120 mil.

Confira o rateio oficial:

Premiação – 1º Sorteio

Sena – 6 números acertados – 1 aposta ganhadora R$ 1.381.980,39

Quina – 5 números acertados – 7 apostas ganhadoras R$ 6.458,02

Noticia ao Minuto

Mais de R$ 8 milhões de FGTS não repassados ao trabalhador são recuperados no TO

Fiscalização foi feita pelo Ministério do Trabalho e resgatou R$ 4,2 bilhões em todo o país. Dinheiro deixou de ser depositado por empresas na conta do trabalhador.

Mais de R$ 8,5 milhões relativos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que deixaram de ser depositados nas contas dos trabalhadores foram resgatados pelo Ministério do Trabalho no Tocantins.

Esse número refere-se ao exercídio de 2017. O dinheiro foi recuperado após uma fiscalização feita pela Auditoria Fiscal do Trabalho em empresas que deixaram de fazer o depósito.

Em todo o país, o Ministério do Trabalho recuperou R$ 4,2 bilhões. O valor é 35,4% maior do que em 2016, quando foram arrecadados R$ 3,1 bilhões pela Inspeção do Trabalho.

Ao todo, 50.596 estabelecimentos foram fiscalizados. Deste total, 19.497 foram autuados por causa da irregularidade.

O maior número de autuações foi no setor do comércio, que teve 5.348 notificações em 16.948 estabelecimentos fiscalizados.

O diretor de Fiscalização do Ministério do Trabalho explica que os procedimentos eletrônicos detectam que o FGTS não foi repassado.

Depois, a empresa recebe um comunicado e tem um prazo para se regularizar. Se não for feito o depósito, é lavrada a notificação.

G1 Tocantins

Pobres e Classe Média sustentam os Super Ricos no Brasil

De acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Heritage Foundation, de 2014 e 2015, a carga tributária média mensal brasileira é a quinta mais baixa entre as 20 maiores economias do mundo e está longe de figurar como a mais elevada do planeta.

“Quando a gente avalia, na comparação com outros países, vemos que os cerca de 36% de carga tributária [em relação ao PIB] do Brasil está na média dos outros lugares. O problema é que temos aqui uma situação de injustiça fiscal que penaliza os pobres e a classe média”, diz Grazielle Custódio David, especialista em Orçamento Público e assessora do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

Segundo ela, essa situação de desigualdade acontece basicamente por duas razões. Primeiro, porque grande parte da estrutura tributária do país está baseada em impostos indiretos, ou seja, que incidem sobre o consumo de bens e serviços e não sobre a renda e a propriedade.

“O problema de ter uma grande taxação de consumo é que, proporcionalmente, quem acaba pagando mais são os mais pobres. Por exemplo, se vai comprar arroz no supermercado, um pobre paga o mesmo imposto que um rico. Mas, quando a gente relaciona com o salário que aquela pessoa recebe, a proporção que o pobre paga é muito maior que a da pessoa rica. Isso configura uma situação de injustiça fiscal”, aponta Grazielle.

Carga pesada para quem?

O outro entrave à justiça fiscal, diz Grazielle, está relacionado à forma de tributar a renda no país. “A gente tem uma situação em que a classe média, a faixa que recebe entre 20 e 40 salários mínimos, é a que paga mais imposto de renda hoje no Brasil. Já quem recebe, por exemplo, acima de 70 salários mínimos, praticamente não paga imposto”, compara.

No país, hoje, as rendas do trabalho são submetidas à cobrança de imposto de acordo com uma tabela progressiva com quatro tipos de alíquotas (7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%). Já nas rendas do capital o leão dá apenas uma mordiscadinha, uma vez que as rendas decorrentes da distribuição de lucros e dividendos são isentas de Imposto de Renda. E outras, como ganhos financeiros ou de capital, estão sujeitas a alíquotas exclusivas, inferiores àquelas cobradas sobre a renda do trabalho.

“Se a gente compara um assalariado que paga na alíquota máxima de 27% com alguém que recebe mais do que o limite do imposto de renda, há uma situação terrível. Porque a maioria deles [os mais ricos] recebe por lucros e dividendos e, quando a gente avalia quanto eles pagam em imposto de renda, normalmente chega em 6%. Olha a situação: um grupo, que é a classe média, paga 27,5% de IR. E quem ganha muito mais que este grupo paga muitas vezes só 6%, porque existe a isenção de cobrança do Imposto de Renda sobre lucros e dividendos”, lamenta Grazielle.

Segundo dados da Receita Federal, em 2014, um grupo com cerca de 71 mil brasileiros ganhou quase R$ 200 bilhões sem pagar nada de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). Foram recursos recebidos, em sua maioria, como lucros e dividendos.

Essa isenção da tributação sobre lucros e dividendos foi instituída no país em 1995, durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Entre todos os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), só o Brasil e a Estônia têm essa isenção. É uma vergonha, um vexame que o Brasil tenha aprovado uma lei como esta, que acaba punindo muitos de seus cidadãos, e beneficiando muito poucos”, critica Grazielle.

Os pesquisadores Sérgio Gobetti e Rodrigo Orair, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), estimam que o governo poderia arrecadar mais de R$ 43 bilhões ao ano com a cobrança de imposto de 15% sobre lucros e dividendos recebidos por donos e acionistas de empresas.

Em um momento de ajuste fiscal, no qual o governo faz malabarismos para cortar gastos e aumentar a arrecadação, o valor seria mais que bem-vindo.

As manipulações da Fiesp

Os ricos brasileiros não têm mesmo do que se queixar. De acordo com Grazielle, o Brasil tem ainda um dos mais baixos impostos sobre patrimônio. “Hoje, no Brasil, a arrecadação com impostos sobre patrimônio está na faixa de 3%. A média mundial é entre 8 e 12%”, informa, apontando a falácia no argumento de quem cita a carga tributária como abusiva.

A assessora do Inesc criticou o discurso de combate aos tributos, que interessa, especialmente, aos super-ricos, sobre quem menos pesam os impostos. Ela aponta a Fiesp como grande representante desse grupo – em grande parte possuidor de empresas e recebedor de lucros e dividendos não tributados.

Para ela, a entidade mente e manipula informações, de forma a conseguir a adesão da população para suas campanhas pela redução da carga tributária.

Ao propalarem desinformação, as iniciativas terminam conseguindo apoio entre as classes baixa e média, que de fato sentem no bolso o preço dos impostos.

“A Fiesp, através de sua atuação, inclusive de lobby com o Legislativo, grandes campanhas e articulação, representando os interesses dos super-ricos, tem formulado um discurso fácil de ser assimilado, porque as pessoas percebem uma carga pesada para elas e acatam esse discurso. Mas o problema é que eles [da Fiesp] contam uma mentira, ou uma verdade incompleta. Manipulam as informações, e o pobre e a classe média acabam sentindo, sim, o peso, porque todo o peso da carga tributária está sobre eles. Enquanto isso, os ricos praticamente não pagam imposto. É um discurso forjado, manipulador, para enganar a população”, acusa.

Para que serve o imposto

De acordo com Grazielle, a maior consequência deste tipo de campanha é que, ao insistir que a carga tributária é alta, distancia as pessoas de uma compreensão real sobre a importância dos impostos.

“A gente vai então ignorando o que determina uma carga tributária, que são as demandas sociais”, ressalta. Segundo ela, cria-se um quadro de contradição, em que as pessoas pleiteiam melhores serviços públicos, mas combatem a forma que o Estado tem de promovê-los.

“É isso que leva as pessoas para as ruas. É saúde, educação, segurança, promoção de direitos fundamentais, direitos humanos. E são essas demandas e necessidades sociais que vão determinar qual é a carga que um país tem que ter de tributos para garantir esse tipo de assistência à sua população. Se a gente quer que essas demandas sejam atendidas, os impostos são necessários. Agora, a forma como esse imposto vai ser cobrado da sociedade, aí é que entra a questão da justiça fiscal, que precisa melhorar no país”, diz.

Ela avalia que o debate sobre a importância dos tributos não interessa à parcela mais rica da população – a mesma que faz críticas ao tamanho do Estado. “Esses super-ricos não têm muito interesse de que essas demandas sociais sejam atendidas para o coletivo, porque muitos deles, por exemplo, recorrem a um plano de saúde, a uma escola privada, muitos contratam segurança privada, e esquecem que a maioria da população não tem como recorrer a isso e necessita que o Estado garanta.”

Para ela, mais que um debate sobre ter mais ou menos impostos, é preciso redistribuir a carga já existente.

“Isso pode ser feito com a diminuição de impostos indiretos e com redistribuição do imposto de renda. A gente pode, por exemplo, criar mais faixas, com diferentes alíquotas, diminuindo a incidência do Imposto de Renda até os 40 salários mínimos, e aumentando a partir daí, desde que se revogue a lei que isenta de taxação os lucros e dividendos. Além disso, a gente pode trabalhar muito na questão dos impostos sobre patrimônio”, sugere.

A especialista em Orçamento Público defende que, com esta série de medidas, é possível aumentar a arrecadação – e, consequentemente, o orçamento público –, diminuir o peso da carga tributária sobre os mais pobres e a classe média e, ainda, atender melhor às demandas sociais e promover políticas públicas com melhor financiamento, o que acabaria por gerar melhor qualidade nos serviços.

Grandes fortunas

Outra medida que vem sendo discutida como forma de aumentar a justiça fiscal no país é a implantação do imposto sobre grandes fortunas, que está previsto na Constituição, mas precisa ser regulamentado. Grazielle, contudo, avalia que a medida enfrenta dificuldades para avançar.

“Uma grande resistência a esse tipo de taxação é de quem diz que vai haver fuga de capitais do país. Outra questão é que, quando se fala em imposto, significa que a União não pode compartilhar. Então existe uma resistência de estados e municípios para avançar nisso, se for em formato de imposto. Se fosse, por exemplo, no formato de uma taxa, ou outro formato de cobrança, talvez tivesse mais apoio de governadores e prefeitos”, avalia.

Segundo ela, nesse sentido, a adesão dos estados e municípios é maior à proposta de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). “Como a CPMF é uma contribuição, ela pode ser compartilhada. Talvez por isso, o debate sobre a taxação de grandes fortunas perca um pouco de força”, explica.

Cobrar de quem não paga

Segundo ela, por causa da resistência que foi forjada na sociedade em relação a novos tributos, talvez seja melhor o governo trabalhar com as possibilidades que já existem, eliminando desonerações e aumentando a fiscalização e cobrança, de forma a recuperar recursos que estão na Dívida Ativa da União ou foram sonegados.

“Hoje as renúncias tributárias são altíssimas no Brasil, concedidas ao setor privado, sem que haja um controle adequado de qual retorno existe. Você desonera uma grande empresa, falando que ela vai garantir mais empregos, que vai melhorar a economia, mas não tem depois nenhum estudo que avalie se isso de fato aconteceu”, condena.

Ela lembra que a Dívida Ativa da União ultrapassa hoje R$ 1 trilhão. “Porque não investir na capacidade de fiscalização e cobrança dessas dívidas?”, questiona, acrescentando que outros R$ 500 bilhões anualmente se perdem na sonegação.

Grazielle cita ainda manobras feitas por grandes empresas, com o objetivo de pagar menos impostos. “A gente fez um estudo com a Vale, no qual foi possível observar a série de planejamentos tributários que eles fazem. Vendem, por exemplo, minério a preço muito abaixo do valor de mercado para países que são paraísos fiscais. Lá eles revendem e redistribuem para outros países, já com preço de mercado. Quando o minério sai daqui com preços baixos, eles já estão pagando menos impostos.

Chega no paraíso fiscal, não vão pagar imposto também. E, como vendem de lá com valor normal, então ganharam de novo. São manobras que tentam ficar dentro da lei, mas que acabam por sonegar, porque deixam de pagar os impostos devidos”, explicou.

De acordo com ela, de certa forma, há certos estímulos à sonegação no Brasil. “Sou uma empresa, tenho que pagar Cofins, por exemplo, e não pago. Pego esse dinheiro e invisto [no mercado financeiro]. O dinheiro fica rendendo juros. Depois de um tempo, vou para a Dívida Ativa, espero vir o Refis [programa de refinanciamento fiscal], aí negocio a dívida para pagar um valor ainda mais baixo do que eu devia. Quer dizer, ganho duas vezes, com os juros e pagando menos imposto”, exemplifica.

Além disso, a certeza da impunidade é algo que não ajuda a coibir os crimes fiscais, afirma. “No Brasil, pela lei, se depois você paga o que deve, o crime tributário deixa de existir. Não existe punição. Em outros países não existe essa revogação. Se a pessoa fez, além de ter que pagar o valor, muitas vezes com correção, ela ainda pode ser punida penalmente. A certeza da impunidade, a coisa do Zé Malandro, é que reforça a sonegação”, ressalta, defendendo que é preciso fortalecer as instâncias governamentais de fiscalização, controle e cobrança.

“A gente fica falando que em 2015 fizemos um orçamento deficitário de R$ 30 bi. Mas espera aí! A gente tem uma sonegação de R$ 500 bi, mais uma desoneração tributária de mais R$ 500 bi, mais uma dívida ativa de quase R$ 1,5 trilhão. Será que a gente tem um orçamento negativo de fato como nação ou poucas pessoas estão, aí, ficando com nosso dinheiro, deixando de pagar o que devem, e a gente sofrendo as consequências, sofrendo um ajuste fiscal?”, indaga.

Que reforma queremos?

Atualmente funciona no Legislativo uma Comissão Especial da Reforma Tributária, tema que deve estar muito em pauta este ano. Contaminado pelas meias verdades difundidas pela Fiesp, o debate deve refletir o cabo de guerra entre os interesses de super-ricos e trabalhadores, observa Grazielle.

“Se existe intenção de fazer a reforma tributária andar? Existe interesse dos dois lados, inclusive”, opina. De acordo com ela, um grupo dentro da Câmara, que tem entre seus integrantes o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), tem a intenção de fazer uma reforma que promova redução da carga tributária. Enquanto isso, do outro lado, setores progressistas defendem a justiça fiscal.

“Há pressão dos dois lados para que a reforma tributária aconteça. Acho que esse é um ano em que se vai discutir muito isso. Agora, por qual desses dois caminhos nós vamos acabar trilhando é a grande incógnita. Nossa defesa é que seja o caminho de uma reforma tributária com justiça fiscal”, encerra. (Joana Rozowykwiat do Vermelho via Inesc)

Por Carta Campinas/Gazetadocerrado

Salário mínimo ideal deveria ser R$ 3.752,65, diz Dieese

Valor é 3,93 vezes o salário mínimo em vigor no último mês.

Uma estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta quarta-feira (7) revela que o salário mínimo ideal deveria ter sido R$ 3.752,65 em janeiro.

O valor é 3,93 vezes o salário mínimo em vigor no último mês. A estimativa leva em conta os custos com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência Social.
Noticias ao Minuto

Mega-Sena vai sortear R$ 48 milhões neste sábado

Apostas podem ser realizadas até as 19h (horário de Brasília).

Mega-Sena poderá pagar R$ 48 milhões para quem acertar as seis dezenas no concurso 2.010, que vai ocorrer neste sábado (3), às 20h (horário de Brasília), em Macapá (AP).

A aposta mínima custa R$ 3,50 e pode ser feita em qualquer casa lotérica do Brasil, até as 19h.
Noticias ao Minuto

Petrobras anuncia aumento de 1,4% na gasolina e de 2,3% no do diesel

A mudança na política de valores dos combustíveis passou a ser adotada pela estatal no início de julho nas refinarias.

APetrobras anunciou um novo reajuste para os combustíveis, com aumento de 1,4% no preço da gasolina nas refinarias e elevação de 2,3% no preço do diesel.

Os novos valores valem a partir desta quinta-feira (25). A mudança na política de valores dos combustíveis passou a ser adotada pela estatal no início de julho nas refinarias.

Desde então, os preços da gasolina e do diesel estão sendo alterados, às vezes, de um dia para o outro. A estatal afirma que a ideia é repassar com maior frequência as flutuações do câmbio, do petróleo e, com isso, permitir “maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo”, dando condições de competir “de maneira mais ágil e eficiente”. Com informações do Estadão Conteúdo.
Noticias ao Minuto

Temer: reforma protegerá pobres e cortará regalias do servidor público

Em discurso durante o prêmio Brasileiros do Ano, presidente também disse haver informações equivocadas sobre a mudança no sistema previdenciário, mas evitou detalhar o assunto.

Opresidente Michel Temer defendeu a necessidade da aprovação da reforma da Previdência, durante o Prêmio Brasileiros do Ano 2017, da Revista Istoé

Temer disse que, em seu governo, a inflação e os juros caíram e algumas reformas foram aprovadas, mas destacou a importância da reforma da Previdência, no momento em que não teria os votos necessários para sua aprovação.

“A reforma da Previdência, na verdade, visa precisamente a combater os privilégios. Porque, na verdade, o que a reforma da Previdência faz é proteger os pobres que, na verdade, pagam pelos que ganham muito no serviço público. A ideia da igualdade é a força motriz da reforma da Previdência”, defendeu o presidente.

Segundo o portal G1, Temer também disse em seu discurso haver informações equivocadas sobre a mudança no sistema previdenciário, usando como exemplo a exigência dos 65 anos para se aposentar. “Valeria a pena, talvez, dizer que, na verdade, hoje se aposenta o homem com 55 anos e a mulher, com 53. E que ao longo de 20 anos é que se vai atingir a idade limite de 60 anos”, afirmou.

Logo em seguida, no entanto, Temer deixou de detalhar o assunto e disse que “não vale a pena tratar desses temas”, para voltar a falar da premiação.

Noticias ao Minuto

Desemprego fica em 12,6% em agosto e atinge 13,1 milhões, diz IBGE

O desemprego ficou em 12,6% no trimestre encerrado em agosto, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, o Brasil tinha 13,1 milhões de desempregados, uma queda de 4,8% em relação ao trimestre terminado em maio.

Assim como no período anterior, a melhora na ocupação ainda é puxada pela informalidade e pelas contratações no setor público, de acordo com o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, porém, houve aumento de 9,1%. Ou seja, segundo o IBGE, em agosto deste ano o Brasil tinha 1,1 milhão de desempregados a mais que no mesmo período do ano passado.

 (Foto: Arte/G1)

(Foto: Arte/G1)

“Dizer que o pior já passou é precipitado. Temos um cenário exógeno, que é uma crise política que está em curso. Essa crise pode reverter todo esse processo de recuperação que a gente vem observando”, ponderou Azeredo.

Segundo o pesquisador, a grande expectativa é saber se o ano de 2017 vai terminar com mais ou menos desemprego do que havia no ano passado. “O que se vem se desenhando até aqui é de uma recuperação desse mercado de trabalho. Mas, para se saber até que ponto esse processo vai avançar, a gente precisa de mais PNADs contínuas para podermos avaliar”, disse.

O pesquisador apontou que o principal indicador de que há melhora no mercado de trabalho é o fato de que, em relação ao trimestre terminado em maio, a população em idade de trabalhar aumentou em 2,1 milhão de pessoas, enquanto a população na força de trabalho (ocupados e desocupados) aumentou em 2 milhões no período.

“Isso mostra que estamos com um nível de ocupação acompanhando o aumento da população em idade de trabalhar”, destacou.

Desemprego no Brasil recua pela quinta vez seguida

Desemprego no Brasil recua pela quinta vez seguida

População ocupada

No trimestre terminado em agosto, o Brasil tinha 91,1 milhões de pessoas ocupadas, um aumento nas duas bases de comparação. A ocupação, segundo Azeredo, está próxima do que foi observado entre em 2013 e 2014.

Na comparação com maio deste ano, 1,4 milhão de pessoas a mais estavam ocupadas (1,5%). Em relação a agosto do ano passado, o contingente aumentou em 1 milhão de pessoas (1%).

O número de trabalhadores por conta própria (22,8 milhões de pessoas) cresceu 2,1% em relação ao trimestre terminado em maio. Também houve variação positiva, de 2,8%, ante o mesmo período de 2016, representando um aumento de 612 mil pessoas.

População ocupada
Com carteira assinada: 34.176Sem carteira: 10.204Trabalhador doméstico: 6.122Setor público: 11.361Empregador: 3.946Conta própria: 22.235Familiar auxiliar: 2.093
Fonte: IBGE

Carteira assinada e informalidade

Segundo o IBGE, o número de carteiras de trabalho assinadas se manteve estável na comparação com maio (33,4 milhões). Se comparado com o mesmo período do ano passado, porém, houve queda de 2,2%, o que equivale a 765 mil trabalhadores a menos com carteira assinada neste ano.

O número de empregados sem carteira assinada cresceu em 2,7% na comparação com maio e 5,4% na comparação com agosto do ano passado. “O que a gente percebe agora é um crescimento do emprego sem carteira assinada, com quase 70% dos novos postos de trabalho sendo criados na informalidade“, destacou Azeredo.

Segundo o pesquisador, historicamente, o retorno de toda crise financeira no mercado de trabalho se dá com o aumento de postos de trabalho não registrados.

 (Foto: Arte/G1)

(Foto: Arte/G1)

Massa salarial

A massa de rendimento recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas ficou estável em relação ao trimestre móvel de março a maio e também frente ao mesmo trimestre do ano passado, em R$ 186,7 bilhões, segundo o IBGE.

Questionado sobre o que de fato vai configurar a plena recuperação do mercado de trabalho, Azeredo afirmou que é a geração de vagas formais acompanhadas de aumento nos salários.

“A geração de vagas vai apontar que esse mercado está em avanço. Mas que essas vagas sejam de qualidade, ou seja, vagas voltadas para o mercado mais formal e que sejam vagas que façam o rendimento crescer acompanhando, pelo menos, a inflação”.

Destaques da Pnad de agosto:

  • O desemprego ficou em 12,6% no trimestre encerrado em agosto; o país tinha 13,1 milhões de desempregados, uma queda de 4,8% em relação ao trimestre terminado em maio.
  • Houve aumento de 9,1% frente ao mesmo trimestre do ano anterior, com 1,1 milhão de desempregados a mais.
  • No trimestre terminado em agosto, o Brasil tinha 91,1 milhões de pessoas ocupadas. Na comparação com maio deste ano, 1,4 milhão de pessoas a mais estavam ocupadas (1,5%). Em relação a agosto do ano passado, o contingente aumentou em 1 milhão de pessoas (1%).
  • O número de carteiras assinadas ficou estável ante maio (33,4 milhões). Mas frente ao mesmo período do ano passado, houve queda de 2,2%, ou 765 mil trabalhadores a menos com carteira assinada neste ano.
  • O número de empregados sem carteira assinada cresceu em 2,7% na comparação com maio e 5,4% na comparação com agosto do ano passado.

Fonte: G1.com