Desfile será na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e governo espera recorde de público. Esta deve ser a última aparição pública do presidente antes da cirurgia à qual será submetido.

O presidente Jair Bolsonaro participa neste sábado do primeiro desfile de 7 de setembro desde que tomou posse no cargo.

O desfile em homenagem ao Dia da Independência acontecerá na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e o governo diz esperar recorde de público. O tema deste ano será “Vamos valorizar o que é nosso”.

Bolsonaro é capitão reformado do Exército e nos últimos dias passou a pedir em discursos que as pessoas fossem assistir ao desfile deste sábado vestidas de verde e amarelo. Em eventos com o presidente, ministros também enalteceram a data e fizeram discursos a favor do que chamam de “patriotismo”.

Além de Bolsonaro, são militares o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e mais seis ministros, entre os quais Bento Albuquerque (Minas e Energia), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

O Palácio do Planalto prevê até 40 mil pessoas na Esplanada neste sábado para assistir ao desfile. No ano passado, 30 mil estiveram no local.

Nas arquibancadas, montadas na via N1 da Esplanada dos Ministérios (sentido Congresso-Rodoviária), há lugares para 20 mil pessoas sentadas, além de 920 autoridades em seis palanques. Também foram instalados dez telões para as pessoas que não conseguirem assento.

Participação de Bolsonaro

Embora não haja confirmação oficial, há a expectativa de Bolsonaro chegar à Esplanada dos Ministérios no tradicional Rolls-Royce da década de 1950, o mesmo utilizado pelos presidentes da República na cerimônia de posse.

Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff usavam o carro no dia do desfile de 7 de setembro, mas o ex-presidente Michel Temer, não.

No palanque montado na Esplanada, o presidente terá neste sábado a companhia da primeira-dama, Michelle, do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) – filhos dele –, do bispo Edir Macedo e do empresário Silvio Santos.
Bolsonaro não deve fazer discurso na cerimônia. Até a noite de sexta (6), integrantes do Palácio do Planalto avaliavam a possibilidade de o presidente fazer um pronunciamento em rede nacional, à noite.

Custo do desfile

Segundo o edital publicado no “Diário Oficial da União”, o desfile deste ano custará R$ 971,5 mil aos cofres públicos. O valor é 19% superior ao de 2018, orçado em R$ 816,8 mil.
O governo federal afirma que, além da inflação acumulada, o desfile ficou mais caro porque haverá mais banheiros químicos, mais espaço para portadores de necessidades especiais e mais telões para o público fora das arquibancadas.

Cirurgia

O desfile deste sábado deve ser a última agenda pública de Bolsonaro antes da cirurgia à qual o presidente será submetido neste domingo (8).
O presidente corrigirá uma hérnia em cicatriz em razão das cirurgias pelas quais passou por ter sofrido uma facada no ano passado, ainda na campanha presidencial.

Roteiro do desfile

O desfile seguirá o roteiro de anos anteriores, com cerca de 3 mil militares e 1,5 mil civis em um percurso de 2 km. As tropas desfilarão a pé e em veículos oficiais, além da cavalaria do Regimento Montado da Polícia Militar do Distrito Federal.

Uma das atrações mais esperadas, a Pirâmide Humana do Exército de Brasília também está confirmada. O batalhão policial é detentor do recorde mundial, por colocar 47 militares em deslocamento em uma única moto.

O desfile será encerrado pela Esquadrilha da Fumaça, seguindo a tradição.

G1.

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