Rozineide Gonçalves

Criminalidade: Mapa da violência desmascara discurso de Marconi

Observatório da violência no País, o Mapa da Violência, um estudo divulgado anualmente pelo governo federal, desmonta o discurso do governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) para a disparada da violência no Estado nos anos em que o tucano mantém-se à frente do Palácio das Esmeraldas. Entre os anos de 2000 e 2014, Goiás saltou de 13º para o 7º lugar entre os Estados mais violentos.

Em 2000, quando Marconi estava apenas no seu segundo ano como governador, Goiás tinha um porcentual de 15,6 mortes para um grupo de 100 mil habitantes, já em crescimento acima da curva normal dos anos anteriores. O índice considerável tolerável pela Organização das Nações Unidas (ONU) é abaixo de 10 mortes por 100 mil habitantes.

Em 2014, ano em que Marconi foi reeleito para seu quarto mandato de governador, Goiás já tinha um porcentual de 31,2 mortes por 100 mil habitantes. Ou seja, em 14 anos o número de mortes em Goiás dobrou. Desde então, o governador de Goiás passou a usar o discurso de que o problema do crescimento da violência está na legislação brasileira, considerada por ele muito branda.

Porém, uma rápida comparação com a situação de outras unidades da federação desmascara o discurso do governador de Goiás. Todos os Estados do Centro-Oeste conseguiram diminuir os índices de criminalidade e melhorar  de posição no ranking elaborado pelo Mapa da Violência. Mato Grosso do Sul, por exemplo, tinha uma média de 23,9 mortes por 100 mil habitantes em 2000 (ocupava o 7º lugar) e agora está na 23º posição entre os 27 Estados, com média de 13,6 mortes/100 mil habitantes.

Em seus discursos fantasiosos, Marconi Perillo esquece de mencionar que nesse período em que governa Goiás ele negligenciou os concursos públicos para substituição e aumento do efetivo policial Civil e Militar e os investimentos na qualificação desse efetivo e na infraestrutura e tecnologia das delegacias.(fonte:goiás real)

Paro de tomar a pílula?

Em meio à divulgação de graves reações adversas ao anticoncepcional, mulheres questionam os riscos e a falta de informação sobre o contraceptivo

Assim como outras 11 milhões de brasileiras, a gaúcha Daniela Ayubi, 34 anos, optou pelo contraceptivo hormonal oral, as chamadas pílulas anticoncepcionais, para evitar uma gravidez. A partir dos 13 anos de idade, tomou diferentes marcas desses medicamentos.

Ayubi nunca teve problemas até que, após interromper brevemente o uso por conta própria, foi ao ginecologista e voltou para casa com uma amostra grátis e com a recomendação de continuar tomando a pílula por conta dos benefícios para a pele.

Daniela tinha hipertensão e sobrepeso, mas relata que ouviu do médico que o risco de um problema mais grave era mínimo. “Hoje sei que eu tinha fatores de risco e que ele não poderia ter receitado a pílula”, conta.

Em fevereiro deste ano, Ayubi teve alguns episódios de falta de ar. “Um belo dia, deitei para dormir e não conseguia respirar”, conta a bacharel em Direito. Foi direto para o hospital. Na mesma noite, recebeu o diagnóstico de embolia pulmonar. Na sequência, descobriu que estava também com trombose. Ficou 10 dias internada.

“Fiquei no oxigênio, mal conseguia falar ou me mexer e, por cinco dias, não conseguia dormir direito”, relata ela, que credita seus problemas de saúde ao uso da pílula anticoncepcional.

Daniela não é a única. No Facebook, a página “Vítimas dos Anticoncepcionais”, que reúne relatos e promove a troca de informações sobre os possíveis efeitos adversos da pílula, tem cerca de 126 mil seguidores. Muitos dos casos viralizaram nas redes, aumentando a desconfiança de muitas mulheres com relação a um medicamento visto até então como um dos pilares da revolução sexual feminina.

A polêmica não se restringe ao Brasil. Vendida em mais de 100 países, o medicamento Diane 35 foi suspenso por três meses pela agência francesa de segurança de medicamentos em 2013, após o uso do contraceptivo ser relacionado com 125 casos e quatro mortes por trombose venosa no país desde 1987. Cerca de 315 mil mulheres consumiam o medicamento na França.

Ponta do iceberg 

Oficialmente, a correlação estatística entre o uso da pílula e a trombose é considerada pequena. Considerando uma população de 10 mil mulheres que não tomam pílula, duas ou três desenvolvem a doença por ano. Entre 10 mil mulheres que tomam a pílula, o risco aumenta em 100%, isto é, a chance passa para de quatro a seis casos.

Atualmente, a pílula anticoncepcional é utilizada por 100 milhões de mulheres no mundo todo. No Brasil, são 11 milhões de consumidoras: trata-se do método contraceptivo de preferência de 23% das mulheres em idade fértil.

Apesar de raros, os casos de reações adversas relacionadas ao anticoncepcional, quando acontecem, costumam provocar consequências graves. “A trombose pode estar localizada onde o trombo acontece, em geral nos membros inferiores”, diz César Eduardo Fernandes, presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), se referindo aos coágulos (trombos), que podem obstruir a circulação do sangue.

“Esses trombos podem ficar no local ou migrar, levados pela corrente sanguínea. Quando eles migram, denominamos tromboembolismo – um trombo que caminha pelas veias e vai se alojar à distância. A trombose pode levar a um tromboembolismo pulmonar ou cerebral. São eventos potencialmente muito sérios, que podem levar a óbito ou deixar sequelas importantes”, diz.

Quando acontecem, os efeitos adversos da pílula atingem como um raio a vida de mulheres como a da técnica de enfermagem e gestora hospitalar Janine Cavalcante, hoje com 28 anos.

Após cinco anos de uso da pílula, Janine teve uma trombose venal cerebral aos 24 anos. “Eu achava a pílula libertadora, pois era possível controlar com ela o nosso ciclo. Não deixa de ser, mas o risco não compensa o benefício que temos com ela. É um veneno”, critica.

Portadora sem saber da condição genética trombofilia, que aumenta ainda mais as chances de complicações sérias, Janine passou a sentir fortes dores de cabeça. Levada ao hospital, ficou sete dias internada. Não toma mais anticoncepcionais orais hormonais desde 2012. “Quando você vai no ginecologista ele diz que é raro (o risco de trombose), mas no pronto-socorro a primeira pergunta foi se eu usava anticoncepcional”, critica.

De maneira geral, a pílula não é recomendada para mulheres com doenças cardio-vasculares pré-existentes, cuja família tenha tendência à formação de coágulos no sangue, obesas, com alto nível de colesterol e em fumantes acima dos 35 anos.

Ainda assim, há casos de pessoas sem predisposição que sofrem com o problema, inclusive com sequelas ainda mais graves.

Após tomar o medicamento Yasmin por cinco anos, a paulista Alessandra Fernandes Costa começou a sentir dores de cabeça fortíssimas, iniciadas em janeiro de 2011. Nas três idas ao pronto-socorro, voltou para casa com o diagnóstico de enxaqueca. Em uma madrugada, deitada ao lado do marido, começou a convulsionar. Entrou em coma imediatamente.

Com o diagnóstico de AVC hemorrágico em decorrência de uma trombose, Alessandra ficou 24 dias na UTI, 12 deles em coma. Aos 36 anos, vegetariana, não-fumante e praticante de atividades físicas regulares, Alessandra não tinha antecedentes de trombose na família. Estaria, em tese, liberada para tomar o anticoncepcional.

As lembranças deixadas pelo remédio são, porém, amargas. “Eu não posso nem ver (a pílula). Todos falam que eu nasci de novo, pois a minha lesão foi muito grande, quase morri. Hoje sou aposentada por invalidez, ando com bengala e não mexo quase meu braço esquerdo”, conta ela, que resistiu durante anos à recomendação de usar a pílula, mas acabou convencida por um ginecologista a adotar a medicação por conta das cólicas fortes que sentia a cada ciclo menstrual.

“Eu me senti bem a princípio. Li a bula e lá constam os efeitos adversos, mas você nunca imagina que vai acontecer com você”, diz a ex-analista acadêmica, que também relata ainda arcar com outros problemas como depressão, epilepsia e obesidade.

Assim como outras mulheres que passaram por problemas associados à pílula, Alessandra desconfia das estatísticas apresentadas pelos médicos. “Cada dia a gente vê uma reportagem nova ou um post novo de uma pessoa que faleceu, que está internada. Os médicos falam que é raro. É raro mas acontece, né?”

Subnotificação

No Brasil, entre janeiro de 2011 e junho de 2016, a Anvisa recebeu 267 notificações envolvendo anticoncepcionais orais combinados com os princípios ativos drosperinona e etinilestradiol (comercializados pelas marcas Yaz, Iumi, Yasmin, Moliere e Elani) e a combinação de gestodeno e etinilestradiol. Dentro deste universo, o número de reações graves notificadas foi de 133 no primeiro caso e 44 no segundo (veja na tabela abaixo). Também registrou-se quatro mortes.

Há subnotificação de casos, no entanto, uma vez que médicos não são obrigados a registrá-los. De acordo com dados da Organização Pan-Americana de Saúde, apenas 10% das reações adversas ao anticoncepcional são notificadas às autoridades competentes e só 5% dos médicos notificam.

“Com certeza existe a subnotificação. Só vemos mesmo a ponta do iceberg, mas por uma amostra já podemos realizar ações regulatórias”, explica Lívia Ramalho, gerente substituta da área de Farmacovigilância da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Tabela da Anvisa sobre anticoncepcionais

Motivada, entre outros fatores, pela viralização dos casos nas redes sociais e pela cobertura realizada pela imprensa, a Anvisa recomendou, no início de agosto, o uso de pílulas anticoncepcional só após prescrição médica.

“Essa recomendação não é nova. Os contraceptivos orais são medicamentos de tarja vermelha, isto é, devem ser vendidos só com prescrição”, explica Ramalho. Ela admite, porém, que apesar dessa recomendação é comum a compra de anticoncepcionais sem qualquer receita em farmácias. “Mas isso é outro problema”.

A agência adverte que, antes do início do uso de qualquer contraceptivo, deve ser realizada minuciosa análise individual da mulher, seu histórico familiar e um exame físico, incluindo determinação da pressão arterial.

Além disso, exames das mamas, fígado, extremidades e órgãos pélvicos, além do Papanicolau, devem ser conduzidos. Tais exames clínicos devem ser repetidos pelo menos uma vez ao ano durante o uso de medicamentos contraceptivos.

Ainda que os médicos não sejam obrigados a fazê-lo, a comunicação de casos graves e de óbitos à Anvisa é obrigatória, desde 2013, para detentores do registro de medicamentos e para hospitais e serviços de saúde. Por meio de canais de atendimento e do sistema eletrônico de notificações de eventos adversos (Notivisa), qualquer pessoa pode comunicar o problema à agência de vigilância brasileira.

“Se você sentir uma dor de cabeça muito forte, vá ao médico”

O médico César Eduardo Fernandes, da Febrasgo, explica que é sabido que os anticoncepcionais hormonais orais, que contêm estrogênio e progesterona, aumentam o risco de tromboembolismo.

“As primeiras pílulas tinham um risco inicial 20 vezes maior do que os de hoje. De lá para cá, houve um progresso brutal com a síntese de novos compostos. As pílulas de hoje não são inócuas, mas melhoraram ao longo de três décadas”, afirma.

Nas primeiras versões da pílula, a dose de hormônios, em comparação com os medicamentos disponíveis hoje, era muito maior: 150 microgramas de etinilestradiol, o estrogênio sintético. Atualmente, a quantidade de hormônio nas pílulas de alta dosagem é 50 microgramas. A maioria dos contraceptivos de baixa dosagem contêm de 15 a 35 microgramas do hormônio.

Para as agências reguladoras, mesmo com esses riscos, os medicamentos anticoncepcionais atuais possuem um “perfil de segurança aceitável”. Fernandes explica que todos os remédios carregam, em princípio, algum risco ou efeito colateral. O que é preciso saber, diz o médico, é se a incidência desses eventos adversos é aceitável.

A título de comparação, Fernandes faz uma analogia com o risco de viajar de avião: a chance de morrer em um acidente aéreo é estatisticamente baixa, mas, quando ele acontece, é um tragédia.

“Do mesmo modo, quando o tromboembolismo acontece com uma usuária da pílula, jovem e saudável, é muito preocupante”, afirma. Fernandes também diz que a própria gravidez aumenta mais o risco de desenvolver trombose do que a pílula: passa para 30 casos em 10 mil mulheres. “O anticoncepcional é eficaz para evitar filhos, porém, traz um risco e isso precisa ser dito para as mulheres”.

Médica e professora associada do Departamento de Tocoginecologia do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM)/Unicamp, Ilza Maria Urbano Monteiro reafirma que a probabilidade estatística é pequena, mas admite que a orientação médica sobre os riscos não é frequente.

“A orientação deveria ser: se você notar que a sua perna ou a sua panturrilha começam a inchar, vá ao médico para ver. Se você sentir uma dor de cabeça muito forte, vá ao médico. Essas orientações o médico deve reforçar”, afirma.

Além disso, Monteiro explica que a pílula não deve mais ser a primeira opção de contraceptivo, especialmente para as mulheres jovens, já que a taxa de gravidez mesmo tomando a pílula é considerada alta (8% dos casos). Segundo ela, o método mais recomendado atualmente é o DIU de cobre ou hormonal.

“Não posso prescrever uma pílula para uma adolescente que não adere ao método e toma completamente errado o medicamento. Tenho que pensar em outras alternativas, como implante ou o anel vaginal. A gravidez na adolescência é um problema mais real e com impacto enorme na sociedade. E, atualmente, é muito mais comum do que o risco para a trombose”, explica Monteiro.

Ao mesmo tempo, de acordo com os médicos ouvidos pela reportagem, não há ainda exames eficazes para determinar se é seguro receitar o medicamento anticoncepcional. De maneira geral, é possível detectar apenas metade dos casos. O custo (em torno de R$ 2.500 por paciente) é outro entrave. “Não dá para o sistema de saúde absorver esse gasto”, explica a ginecologista.

Ana Luiza Antunes Faria, médica com especialização em Ginecologia e Obstetrícia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e pelo Hospital Pérola Byington, não acha que os casos devem motivar uma condenação da pílula. Especialmente em um país em que a gravidez de 55% das mulheres não é planejada e que 12% das adolescentes entre 12 e 19 anos já tiveram pelo menos um filho.

O ideal, segundo ela, é que os médicos avaliem caso a caso: “Pesar os riscos e os benefícios e sempre valorizar as queixas das pacientes”, diz a médica. “Se pensarmos em quantas mulheres tomam a pílula e quantas desenvolvem esses quadros, veremos que a proporção total é muito pequena. Mas para aquela família que foi afetada, os números não importam”, diz.(fonte:carta capital)

Impeachment: após 12 horas, termina fase de depoimentos; Dilma será ouvida na 2ª

Após mais de 12 horas de depoimentos neste sábado (27), foi concluída a fase de oitivas das testemunhas de defesa e de acusação do julgamento do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff. O último a depor nesta fase foi o professor de direito tributário da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Ricardo Lodi Ribeiro, que falou como informante.

Brasília - Professor de Direito da Uerj, Ricardo Lodi é ouvido na condição de informante durante o terceiro dia da sessão de julgamento do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (Marcelo Camargo/Agência
Depoimento do professor de Direito da Uerj Ricardo Lodi durou cerca de três horasMarcelo Camargo/Agência Brasil
Lodi foi questionado por 13 dos 81 senadores, além do advogado de defesa José Eduardo Cardozo e da acusação Janaina Paschoal. Na avaliação de Lodi, os decretos editados pela presidenta em julho e agosto de 2015 não eram considerados infração até aquela data pelo Tribunal de Contas da União, que só em outubro mudou seu entendimento. “Não entro no mérito dessa mudança ser positiva ou negativa. Naquela momento em que foram editados os decretos, esse entendimento não existia”, disse.

Ao ser questionado pelo senador Magno Malto (PR-ES), que Dilma teria alterado a meta e “limpado a cena do crime”, Lodi disse que não houve crime então, “não houve limpeza de cena”. O depoimento de Lodi durou cerca de três horas e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos trabalhos, Ricardo Lewandoswski pediu, no início do depoimento, para que o professor se limitasse a responder às perguntas sobre o aspecto técnico e não se manifestasse politicamente. Hoje também foi ouvido o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, que respondeu às perguntas dos senadores por mais de oito horas.

Sessão convocada

Ao término dos trabalhos, o Lewandoswski convocou a continuidade da sessão de julgamento do processo de impeachment para segunda-feira (29), quando a presidenta afastada Dilma Rousseff fará sua defesa pessoalmente no plenário do Senado. Dilma terá 30 minutos iniciais, que poderá ser prorrogado por mais 30, e cada senador poderá fazer questionamentos por até cinco minutos, as quais Dilma poderá responder, ou não, e utilizar para isso o tempo que julgar necessário.

Brasília - O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, cumprimenta o ex-ministro Nelson Barbosa durante o terceiro dia da sessão de julgamento do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (Marcelo Camargo/Agênc
O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, convocou a continuidade da sessão de julgamento do processo de impeachment para segunda-feira, quando a presidenta afastada Dilma fará sua defesa pessoalmenteMarcelo Camargo/Agência Brasil
Até o momento já se inscreveram para questionar Dilma 47 dos 81 senadores. A presidenta afastada estará acompanhada de cerca de 30 pessoas, entre ex-ministros, presidentes de partidos aliados, assessores e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Neste domingo, às 11h, os defensores doimpeachment vão se reunir no Senado para traçar estratégias sobre os questionamentos que farão a Dilma e os próximos passos do processo. Aliados de Dilma também terão reuniões neste domingo com a presidenta afastada, mas no Palácio do Alvorada, para se preparar para a sessão de segunda-feira.(fonte:agência brasil)

Polícia Civil prende suspeito de atirar contra jornalista em Santo Antônio do Descoberto

Jovem de 22 anos é filho do servidor público preso três dias após o crime

A Polícia Civil prendeu na noite de sexta-feira (26/08) o segundo suspeito pela morte do jornalista João Miranda do Carmo, ocorrida no dia 24 de julho deste ano, na casa da vítima em Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do Distrito Federal. Rooney da Silva Morais, de 22 anos, foi encontrado pela polícia na casa da avó no mesmo município.

Para o delegado Fernando Gama, titular da Delegacia Regional de Águas Lindas, as investigações apontam que o jovem foi o responsável pelos disparos que matou o jornalista.

Contra Rooney havia um mandado de prisão temporária. Ele é filho de Douglas Ferreira de Morais, de 40 anos, preso três dias após o crime e apontado por testemunhas como quem estaria dirigindo um carro com as mesmas características do usado no dia do assassinato.

O laudo cadavérico esclarece que João, de 54 anos, foi alvejado com 13 tiros. A maioria dos ferimentos foi nas costas, pernas, tórax e braços. Os dois presos, pai e filho, negam participação no crime.

A Polícia Civil deve apresentar o caso para a imprensa na próxima segunda-feira (29/08). O delegado adiantou que, a partir de agora, as investigações seguem com objetivo de descobrir a real motivação do crime.

Vingança

De acordo com a polícia, o crime pode ter sido motivado por vingança em razão da profissão da vítima. O jornalista teria sido ameaçado pelo servidor público antes do crime. Ele também teve o carro incendiado em 2014.

João tinha um site de notícias locais e postava reportagens policiais e outros temas como problemas da cidade. As intimidações contra o jornalista foram provocadas em virtude de o profissional noticiar a prisão do irmão de Rooney e também filho de Douglas.(fonte:mais goiás notícias)

Pré-selecionados no Fies têm até amanhã para se inscrever em vagas remanescentes

As inscrições para as vagas remanescentes da edição deste segundo semestre do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) termina amanhã (28). O prazo vale para estudantes graduados e não-graduados que tenham sido pré–selecionados no processo regular e não tenham firmado o contrato de financiamento pelo Fies.

Os prazos de inscrição vão até 2 dezembro e variam de acordo com a condição do estudante. Confira abaixo:

>De 22 a 28 de agosto — Estudante não graduado, pré–selecionado no processo seletivo regular do Fies 2º/2016 e que não tenha firmado contrato de financiamento;
>De 26 a 28 de agosto — Estudante graduado, pré–selecionado no processo seletivo regular do Fies 2º/2016 e que não tenha firmado o contrato de financiamento;
>De 29 de agosto a 5 de setembro — Estudante não graduado e que ainda não está matriculado;
>De 2 a 5 de setembro — Estudante graduado e que ainda não está matriculado;
>De 29 de agosto a 2 de dezembro — Estudante não graduado e que já está matriculado;
>De 2 de setembro a 2 de dezembro — Estudante graduado e que já está matriculado.

Segundo o Ministério da Educação, a iniciativa de oferecer as vagas remanescentes é inédita e visa a preencher 28 mil vagas que não foram ocupadas no processo regular.

A inscrição é gratuita e feita exclusivamente pela internet, na página do Fies Seleção. Em seguida, o estudante deve acessar o Sistema Informatizado do Fies e concluir sua inscrição em dois dias úteis subsequentes.

Podem concorrer às vagas remanescentes os estudantes que tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média geral mínima de 450 pontos e nota na redação que não seja zero. É necessário comprovar ainda renda familiar mensal bruta de até três salários mínimos.

O Fies é o programa do Ministério da Educação que financia cursos superiores em instituições privadas com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). No total, nesta edição, foram ofertadas 75 mil vagas.

O programa oferece financiamento a uma taxa efetiva de juros de 6,5% ao ano. O percentual do custeio é definido de acordo com o comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita do estudante.(fonte:agencia brasil)

José Nelto: ‘Ipasgo e Saneago são caros por conta de corrupção’

O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso às gravações da Operação Decantação, da Polícia Federal, e revelou algo que os goianos sempre desconfiavam: que a conta de água da Saneago era muito cara por conta da corrupção. Hoje, Goiás tem a tarifa de água mais cara do Brasil porque reajustes na tarifa de água eram feitas para sustentar propinas repassadas a tucanos, notadamente os que estavam na diretoria e no conselho fiscal da Saneago.

Ainda de acordo com o Estado de S. Paulo, a situação chegou a surpreender os investigadores da Polícia Federal. Na ocasião, a arrecadação da Saneago, que fazia os pagamentos ilícitos, havia caído devido a crise econômica e hídrica. Segundo o líder do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado José Nelto (PMDB), o mesmo acontece com Celg e Ipasgo. “O plano de saúde dos servidores só ficou deficitário por conta do mesmo problema, tenho certeza”, afirma o peemedebista.

Fato é que nos últimos anos a Saneago reajustou diversas vezes a tarifa de água do consumir goiano. Só nos últimos dois anos, os aumentos somados passaram de 80%, muito acima da inflação ou do reajuste do salário mínimo concedido pelo governo no mesmo período.(Fonte:Goiás Real)

Acidente mata casal e fere filho de 1 ano na GO-139, em Caldas Novas

Bebê está internado e tem quadro estável; teto do veículo foi arrancado
Dentro do carro havia R$ 6,2 mil em dinheiro e munição de submetralhadora

Um casal morreu após um acidente na GO-139, em Caldas Novas, região sul de Goiás. O filho do casal, de 1 ano de idade, ficou ferido e foi levado ao hospital. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o carro saiu da pista, capotou e bateu em uma árvore. Dentro do veículo, foram encontrados R$ 6,2 mil em dinheiro, além de munição de submetralhadora.

O capotamento ocorreu na sexta-feira (26), na altura do KM 87 da rodovia. O condutor do veículo, um GM Astra, tinha 29 anos, e a mulher dele, 25. O bebê foi socorrido por uma ambulância e levado ao Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Caldas Novas.

Segundo a diretora da unidade, Cíntia Cristina Ferreira, ele sofreu cortes no rosto e uma fratura no ombro.

“O estado dele é considerado estável, mas, por precaução, resolvemos encaminhá-lo para o Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia”, informou ao G1.

De acordo com a PRE, a suspeita é que o acidente tenha sido motivado por uma tentativa de ultrapassagem mal-sucedida. “Ele tentou passar o carro que estava na frente, mas não deu certo e, ao voltar para sua pista, perdeu o controle e saiu da estrada”, explicou o cabo Carlos Henrique Donizety.

O veículo tinha placas de Goiânia e seguia no sentido Caldas Novas. O impacto da batida foi tão forte que todo o teto foi arrancado.

A PRE disse que não tem informações sobre porque o dinheiro e as munições de submetralhadora eram levados no carro.

Acidente mata casal e fere filho de 1 ano na GO-139, em Caldas Novas, Goiás (Foto: Divulgação/PRE)
Montante de R$ 6,2 mil foi encontrado dentro do carro após o acidente (Foto: Divulgação/PRE)
Acidente mata casal e fere filho de 1 ano na GO-139, em Caldas Novas, Goiás (Foto: Divulgação/PRE)
Pente de submetralhadora carregado também estava no interior do veículo (Foto: Divulgação/PRE)

Fonte:g1/go

Colombiana com transtorno mental desaparece de hospital no Tocantins

Ela foi levada por Samu após surto de esquizofrenia em Palmas, diz irmã
Jovem também se recuperava de parto; ela tem uma bebê de 18 dias

A jovem colombiana Victória Palma Lasprilla, de 26 anos, desapareceu do Hospital Geral de Palmas, na última segunda-feira (22). Ela teria dado entrada na unidade às 17h19, após um surto de esquizofrenia, segundo informou a irmã, a artesã Carolina Palma Lasprilla, de 29 anos.

De acordo com Carolina, a irmã vinha apresentando sinais de crise desde sábado (20), apesar de tomar a medicação regularmente. “Ela estava agitada. Na segunda-feira tentou pular o muro do quintal para fugir. Eu tranquei a casa e os vizinhos vieram me ajudar. Chamamos o Samu.”

Carolina conta que não pode acompanhar a irmã na ambulância porque precisava cuidar das crianças. Ela está grávida de sete meses e tem uma filha de quatro anos. Além disso, Victória também tem um menino de cinco anos e está de resguardo de uma bebê de apenas 18 dias.

Jovem desapareceu de hospistal em Palmas no último dia 22 (Foto: Arquivo Pessoal)
Jovem desapareceu de hospital em Palmas no último dia 22 (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo Carolina, ao procurar pela irmã na ala psiquiátrica, no dia seguinte, os funcionários que lá estavam não souberam informar sobre Victória.

Um dos trabalhadores teria se oferecido para acompanhar Carolina em busca da irmã pelo hospital. Só depois de percorrer diversas alas da unidade, a artesã foi informada que uma enfermeira já não teria encontrado Victória, por volta das 19h30 do dia 22 de agosto, ao ir ministrar a medicação.

Carolina vive no Brasil há seis anos e se mudou para Palmas há quatro. Ela conta que trouxe a irmã há cerca de cinco meses para poder cuidar dela. Diz que sempre trabalhou com artesanto, mas que nos últimos dois meses ficou praticamente impossível por causa da situação com as crianças e a irmã. Atualmente ela conta com ajuda de pessoas da igreja que frequenta e de profissionais da saúde que acompanham o caso da irmã.

“Eu cuido sozinha de todos e estou desesperada. Precisei tomar remédio para dormir. Sempre cuidei tão bem da minha irmã. Eu não posso esquecer que além da doença, ela está de resguardo. A bebezinha dela também não dorme direito. Acho que é falta da mãe. Apesar do problema dela sempre fiz questão de mantê-la próxima aos filhos.”

Carolina diz que imediatamente após ser informada do desaparecimento da irmã procurou a polícia. A mãe dela também teria entrado em contato com o consulado da Colômbia em Brasília, por telefone, relatando o caso.

“O hospital me pediu para redigir um documento informando a situação  para que pudessem começar as investigações. Me disseram que checariam as imagens de segurança, mas até agora não me deram resposta”, afirma.

Segundo ela, o Consulado teria dito a mãe que precisaria esperar a investigação do hospital.

Respostas
Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesau) confirmou que Victória deu entrada no HGP no último dia 22.  Ela teria sido levada pelo Samu com relato de transtorno mental e trauma facial, sem acompanhante.

“Após avaliação, a paciente foi atendida por clínico geral e em razão do trauma na face foi encaminhada para avaliação de especialista bucomaxilo. Contudo ao ser chamada para a nova avaliação, a paciente não mais aguardava atendimento.”

Ainda segundo a secretaria, equipes da unidade fizeram buscas nas dependências do hospital, mas não conseguiram localizar Victória. Conforme a Sesau o desaparecimento da jovem foi informado a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Tocantins.

O consulado da Colômbia em Brasília confirmou que foi procurado pela mãe das jovens, mas que não conseguiu entrar em contato com Carolina.

O G1 procurou a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins, mas até a publicação desta reportagem, não obteve resposta.(fonte:g1/to)

Candidato a reeleição por Palmeirópolis foi denunciado e respondeu acusações da oposição

Documento protocolado ao Ministério Público na semana passada pela coligação Renovação Progresso representado pelo senhor Wlisses Barros, deu o que falar. Na denuncia que visou requerer apurações em relação à possível doação irregular por parte do atual prefeito e candidato a reeleição Fábio Vaz, repercutiu na sociedade e também dentro da igreja, porque a tal denúncia trata-se um terreno que a prefeitura doou para igreja Assembléia de Deus ministério Madureira (sede) em Palmeirópolis para a construção da casa pastoral.

A coligação representada pelo senhor Wlisses Barros disse que a doação ocorreu em janeiro, ano eleitoral o que é proibido pela justiça de acordo com a lei 9.504/97.

Ainda de acordo com documentos protocolados na justiça eleitoral o atual prefeito e candidato a reeleição estaria em situação de vantagem em relação ao candidato adversário já que a igreja tem aproximadamente 1200 membros.

Leia na integra a nota de esclarecimento do candidato a reeleição Fábio Vaz da Coligação Palmeirópolis Cada Vez Melhor:

Nota de Esclarecimento

 Por intermédio do vereador Jerônimo Valdomiro o prefeito Fábio Vaz encaminhou à Câmara de vereadores o projeto de lei nº 55 de 04 de dezembro de 2013, pedindo autorização do Legislativo para doar um terreno na Avenida Contorno ao lado da Unidade Básica de Saúde Elena Maria Borges, para construção da casa pastoral da Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério de Madureira. As obras se iniciaram em maio de 2014 e a doação foi registrada por ato da direção da igreja por meio de escritura pública de doação dia 07 de janeiro de 2016 em um cartório de imóveis do município.

Com objetivo de prejudicar a candidatura de Fábio Vaz, a coligação RENOVAÇÃO E PROGRESSO por meio de seu representante Wlisses Barros ingressaram com uma ação de representação eleitoral em desfavor do candidato a prefeito Fábio Vaz, alegando de forma caluniosa e mentirosa que a doação do lote ocorreu em 07 de janeiro de 2016, data em que o mesmo foi registrado, tentando fazer provas de que a doação ocorreu em período proibido.

     Considerando notória que os membros e dirigentes daquela igreja sempre souberam que a doação do terreno ocorreu de fato em 2013 e que as obras se iniciaram em maio de 2014 e por meios de documentos fica claro, evidente que não configura conduta vedada em razão do período eleitoral.

A coligação “RENOVAÇÃO E PROGRESSO” por meio de seu representante Wlisses Barros, alega ainda que com a doação do terreno colocou o candidato a prefeito Fábio Vaz em situação de vantagem na disputa eleitoral no município, como se todos os fieis daquela igreja fossem eleitores incondicionais do candidato a prefeito  Fábio Vaz.

Foi protocolada a defesa do prefeito Fábio Vaz, rebatendo os absurdos e inverdades relatados pelo representante da coligação RENOVAÇÃO E PROGRESSO. Fábio Vaz REPUDIA este ato de inverdade citada pela coligação adversária que envolveu a maior igreja evangélica do município. A igreja é representada por pioneiros, e pessoas envolvidas pela fé daquele Templo Religioso.

Com informações da justiça eleitoral não há nenhuma irregularidade sobre a doação do terreno, pois foi realizado fora do período campanha. O que prevalece é a data que o terreno foi doado e não a data do registro da escritura, porem o registro fica a critério do donatário, já que o doador não tem nenhuma obrigatoriedade legal de registrar o imóvel doado.

Foi doado pela prefeitura e aprovado pela Câmara Municipal um terreno que hoje já tem uma casa construída no local. O jornal também conversou com o pastor presidente José Doraim sobre o caso, ele disse que jamais foi condizente com tal ação, não entra em jogada política e estar fora de qualquer assunto que envolva política.

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Após ter pedido negado no Forum de Palmeirópolis ex-prefeito Enoque Souza segue inelegível

Justiça acata decisão da Câmara e nega pela 5ª vez liminar para ex- prefeito

O ex-prefeito de Palmeirópolis Enoque Souza Alves entrou com uma ação na justiça solicitando à anulação de acórdãos proferidos pelo Tribunal de Contas do Estado do Tocantins. Via dos quais julgaram irregulares as contas de ordenador de despesas, relativas aos exercícios 2005 a 2010 e a anulação dos julgamentos realizados pela Câmara Municipal e de consequência, também anulação dos Decretos expedidos pelo poder Legislativo Municipal concernente aquelas contas de Ordenador de Despesa, alegando que a Câmara não tem competência para julgar os referidos processos.

Mas com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que aprovou no último dia (17) uma regra – a serem seguidos pelos demais tribunais – segundo a qual só uma Câmara de vereadores poderá tornar inelegível um prefeito que teve suas contas de governo ou gestão rejeitadas por um tribunal de contas.

O julgamento buscou resolver uma dúvida contida na Lei da Ficha Limpa, aprovada em 2010, que ampliou as hipóteses em que um político fica impedido de disputar eleições e assumir um mandato. Desde então, a Justiça Eleitoral considerava que a desaprovação, pelo TCE, das contas de gestão mais detalhadas, em que o prefeito também ordena gastos específicos.

Mesmo depois da decisão do STF, Enoque Souza pediu a justiça para suspender os efeitos dos processos realizados pelo poder Legislativo Municipal. Mas na última segunda-feira (22), o pedido de liminar para suspenção dos efeitos dos processos julgados pela câmara de vereadores de Palmeiropolis foi negado pela justiça do município. Ex-prefeito Enoque Souza segue inelegível o que  o impede de concorrer vaga para cargos políticos.

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Já sobre o pedido de registro de candidatura de Enoque Souza para concorrer às eleições de 2016, que foi dado entrada em Paranã, as últimas informações do noticiário da Justiça Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal (STF), o processo que ainda está em andamento pode ser indeferido a qualquer momento.

Perguntamos o ex prefeito Enoque Souza e o presidente do PMDB Wlisses Barros, se caso não conseguir registrar a candidatura vão apresentar outro nome para concorrer? Eles disseram que não, vão continuar recorrendo até a última instância.

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Em julgamento de dois recursos ordinários, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a competência para julgar contas de prefeito é da Câmara de Vereadores. O posicionamento é tido, na prática, como uma inviabilização da Lei Ficha Limpa e beneficia candidatos com contas rejeitadas pelos Tribunais de Contas (TCE).

Na sessão da semana passada, o Supremo decidiu que candidatos a prefeito que tiveram contas rejeitadas apenas pelos tribunais de Contas estaduais podem concorrer às eleições de outubro. De acordo com o entendimento da Corte, os candidatos só podem ser barrados pela Lei da Ficha Limpa se tiverem as contas reprovadas pelas câmaras municipais.(fonte:MPF e TCE)