Exame antropológico macroscópico foi realizado no IML de Palmas.
Material passará por nova análise para determinar se são restos humanos.

Do G1 TO

O primeiro exame realizado no material colhido no estômago de um jacaré-açu em Araguacema, região oeste do Tocantins, foi inconclusivo. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o material está em avançado estado de decomposição e agora passará por uma análise mais detalhada para definir se realmente se tratam de restos humanos.

Nesta segunda-feira (25), a superintendência de Polícia Científica informou que o exame antropológico macroscópico realizado pelo Instituto de Medicina Legal (IML) “não permitiu identificar, com absoluta certeza, se são restos humanos”.

O material foi encontrado na barriga de um jacaré, na sexta-feira (22), por parentes de Rogério Marques de Oliveira, de 41 anos. Eles acreditam que os restos sejam parte do corpo do homem, que estava desaparecido desde domingo (17), quando foi ao rio Araguaia tomar banho com os amigos.

As buscas por ele foram encerradas pelo Corpo de Bombeiros na quinta-feira (21) e nada foi encontrado.

Novo exame
Conforme o médico legista que realizou a primeira análise, o avançado estado de decomposição, causado pela digestão do animal dificultou a maior precisão no resultado. Assim, amostras do material foram encaminhadas para um exame microscópico.

Se a análise der positivo para espécie humana, serão realizados exames de DNA para comparação com amostras de parentes próximos da suposta vítima. O prazo para este novo exame não foi divulgado.

Jacaré foi morto em armadilha (Foto: Divulgação)
Jacaré foi morto em armadilha (Foto: Divulgação)

Entenda
O jacaré foi encontrado morto na sexta-feira (22). Um morador disse que o animal estava amarrado e com marca de tiro na cabeça, mas a PM não confirmou essa informação. A polícia também não soube informar quem matou o réptil.

O superintendente ambiental do Naturatins diz que a caça de animais é considerada crime ambiental. “Embora tenha acontecido uma fatalidade e a gente entende a situação, mas toda a caça, tanto de jacaré quanto de qualquer outro animal silvestre, é considerada crime ambiental.”

Ao G1, o médico Maurício Pereira da Silva confirmou que esteve no local e que os restos encontrados no ventre do jacaré correspondem a tecidos de órgãos humanos, mas que apenas uma perícia detalhada poderá identificar exatamente.

“Encontrei cabelo e pele. Pode se dizer que correspondem ao tecido de ser humano. Também tinham ossos sugestivos, parecidos com costelas, mas estavam muito quebrados. Como não tinha como confirmar, pedimos a ida do IML para realizar os exames necessários”, afirmou.

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