“Não acho que, num momento em que é preciso fazer a abertura do processo de impeachment da presidente, seja algo a ser comemorado”, afirmou Cunha

Após a aprovação do processo de impeachment de Dilma Rousseff no plenário da Câmara na noite deste domingo (17), o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que não está “feliz” e que não acha que “seja algo a ser comemorado”. Afirmou, contudo, que o governo está no fim e comparou a última semana a uma “xepa”.

“Não acho que, num momento em que é preciso fazer a abertura do processo de impeachment da presidente, seja algo a ser comemorado. Tudo isso é muito triste. Um caso grave”, disse Cunha, que completou: “Estamos num governo em fim de governo. Essa semana foi a ‘xepa’, com o Diário Oficial do jeito que foi ontem. Foi a ‘xepa’, fim de feira, foi fim de governo”.

Cunha destacou o total de 57 horas que a Câmara levou para analisar o processo de impeachment de Dilma no plenário. “Cumprimos e fizemos o possível para conduzir com tudo isenção possível”.

Ele afirmou que pretende entregar em mãos ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já nesta segunda-feira (18) a autorização da Câmara para a abertura do processo de impeachment. Cunha defendeu a celeridade da tramitação no Senado que, precisa, primeiro, avalizar o resultado dado pelos deputados.

“É preciso que a gente resolva politicamente essa situação o mais rápido possível, que o Senado dê a celeridade de acordo com a Constituição, com a lei, com o regimento. Quanto mais tempo demorar para permitir no Senado, a situação vai piorar, porque o governo sequer tem ministérios, eles foram demitidos alguns para votar, outros saíram porque não queriam mais fazer parte dessa política. A máquina vai parar a partir de amanhã. O Brasil vai parar a partir de amanhã”, avaliou o peemedebista.

Questionado, Cunha disse não ter se constrangido com os ataques que sofreu por parte de alguns deputados no plenário, que mencionaram o fato de ele ser réu na Operação Lava Jato. Glauber Braga (PSOL-RJ) chegou até mesmo a chamá-lo de “gangster”.

“Há uma contestação política, achando que há algum constrangimento que impedisse que a votação continuasse ou que eu fosse simplesmente comprar a briga que eles queriam. Obviamente que eu não iria. O meu papel lá não tem personalidade, o papel do presidente não é o deputado Eduardo Cunha. Sem nenhum constrangimento”.

Afirmou ainda que, independente do resultado final do processo de impeachment, vai continuar como presidente da Câmara. “Vou participar sim de qualquer que seja o governo, de uma discussão de uma agenda para o país sair dessa crise”.

A Câmara atingiu os 342 votos necessários para a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma pouco após as 23h de domingo.

Fonte:o popular

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