“Quero que o produtor e a sociedade em geral entendam a gravidade desse problema”.

O presidente executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes Bovinas, Suínas, Aves, Peixes e derivados do Estado do Tocantins (Sindicarnes), Gilson Ney Bueno Cabral, afirmou em sua participação no quadro Entrevista a Distância que, com o aumento de até 400% do ICMS pelas Medidas Provisórias do governo do Estado, a tendência do setor é focar no mercado internacional e não mais no nacional, porque não terá mais preço competitivo. 

Hora de discutir a cadeia
Ele disse que é hora de frigoríficos e produtores se sentarem para discutir a cadeia como um todo. “O produtor não terá para quem vender ou terá que vender abaixo de seu custo. E como ficará a economia local?”, questionou Cabral para mostrar a importância do tema também para toda a sociedade.

60 dias em sala de espera
Conforme o presidente executivo do Sindicarnes, o governo “não tem cumprido nada do que se propôs”. “Estamos batendo em sala de espera do governo já tem mais de 60 dias. Estão tomando atitudes unilaterais e não estão preocupados com o setor”, afirmou.

Rebanho diminui
Cabral lembrou que o setor de frigoríficos é um dos mais fortes do Estado, o primeiro exportador de produto industrializado do Tocantins e o terceiro arrecadador de ICMS. “Com toda a dificuldade e a ociosidade que trabalhamos pela dificuldade de matéria-prima, porque o rebanho do Tocantins está diminuindo porque não tem política pública de manter este rebanho aqui”, explicou.

Poderia ser maior
Segundo ele, se trabalhasse com a capacidade total, o setor poderia abater 2,1 milhão cabeças de gado por ano. “Este ano fecharemos com 900 mil ou 920 mil. Ainda assim estamos dando em torno de 6 mil empregos. Poderíamos estar dando 10 mil ou 11 mil empregos diretos, ao invés de os indiretos serem 30 mil, seriam 40 mil ou 50 mil. A arrecadação nossa, ao invés de R$ 35 milhões a R$ 50 milhões, poderia ser R$ 70 milhões ou R$ 80 milhões, se o governo estivesse realmente preocupado com a industrialização do Estado”, criticou.

Cleber Toledo.

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