Presidente Dilma Rousseff com a ministra da Agricultura, a senadora Kátia Abreu

O portal G1 afirma que a ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB), avalia a hipótese de deixar o governo Dilma Rousseff (PT). A conversa vem ganhando volume desde o início da semana. O motivo que ela estaria usando seria a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ministro da Casa Civil, com quem Kátia não se entende desde quando ela era contra e combatia a 
Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Hoje Kátia mudou de ideia sobre o tributo e já o defende.

Conforme o G1, a avaliação de Kátia Abreu é de que, com Lula na Casa Civil, projetos da pasta poderão ser paralisados. Grande parte dos programas dos ministérios precisa passar pelo aval da Casa Civil.

Segundo o portal, a ministra ainda não tomou a decisão de sair, mas tem consultado sobre isso assessores diretos e integrantes da bancada ruralista no Congresso. Kátia Abreu é senadora licenciada do PMDB, partido que decidirá no dia 29 se deixará o governo.

SOBREVIVÊNCIA POLÍTICA

Contudo, nos bastidores, o que se diz mesmo é que a preocupação de Kátia é com sua sobrevivência política. Como o blog afirmou no início da semana, a cúpula do PMDB não quer saber dela, e numa reunião com o vice-presidente Michel Temer, no dia 12, logo após a convenção nacional do partido, não se poupou críticas à senadora tocantinense, que às vésperas da convenção ainda defendia o governo Dilma e a permanência do PMDB no “neo-Titanic”.

Diante um impeachment tido como irreversível contra a presidente Dilma, Kátia corre sério risco de ficar de fora do poder. Assim, seria hora exata de saltar do navio para tentar uma reaproximação com Temer e demais caciques peemedebistas.

HISTÓRICO DE DESERÇÃO EM CRISE

Além disso, a ministra tem um imenso histórico de deserção em momentos de crise. Em 2009, quando o governador Marcelo Miranda (PMDB) entrou em profundo desgaste, Kátia se descolou dele e sumiu do Estado.

Só veio aparecer novamente após a cassação de Marcelo, quando Carlos Gaguim (PTN) assumiu. Pediu o pacote de Agricultura (Seagro, Ruraltins, Naturatins e Adapec), Gaguim cedeu, mas depois a senadora quis trocar pelo pacote de Infraestrutura (Seinfra e Dertins), o que o governador negou porque já o tinha oferecido ao senador João Ribeiro. Kátia, então, rompeu com Gaguim (hoje, pelo pragmatismo da política, o maior aliado da ministra) e saiu tachando-o com os piores adjetivos. Foi quando a hoje ministra se uniu a Siqueira Campos (sem partido) e foi à TV dizer que o ex-governador “não era ditador, mas firme”.

Passadas as eleições, Siqueira começou o governo e logo entrou em profundo desgaste. A senadora sumiu de novo. Com a extrema impopularidade do governo Siqueira, em setembro de 2013 Kátia anunciou o rompimento, com críticas enormes à gestão do ex-aliado, e anunciou apoio, de novo, a Marcelo.

O atual governador venceu as eleições, e as dificuldades mais terríveis se anunciaram para a sua nova gestão. Em dezembro, mais uma vez, Kátia conseguiu uma briga monumental com Marcelo, rompendo com o governador prestes a tomar posse. A hoje ministra se livrou, de novo, de receber os respingos do desgaste do Palácio Araguaia.

Assim, tudo indica que a mesma coisa vai acontecer com Dilma, diante do fim do governo que está à frente. A gestão do PT não deve sobreviver por mais dois meses. Um fato tido como definitivo em Brasília é que a era PT acabou, já foi, não tem volta. A bola da vez, então, é Michel Temer.

Claro. Até que entre em desgaste.

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