Elas são proibidas de rodar nas estradas; dono pode responder por crime.
Imagens mostram motoristas se arriscando para não bater em plantadeira.

Proibidas de rodar em rodovias, máquinas agrícolas são comumente flagradas trafegando em meio a carros e caminhões nas estradas de Goiás. Em um dos casos registrados na GO-210, em Rio Verde, no sudoeste do estado, um carro tenta ultrapassar um trator que levava duas plantadeiras e quase bate de frente contra uma caminhonete, que seguia no sentido contrário.

Para serem transportadas, as máquinas agrícolas precisam ser levadas sobre plataformas, que seguem as normas de trânsito. Porém, como o este serviço é mais caro, vários agricultores preferem correr o risco. Como elas não têm placa ou registro, não é possível multar o motorista. No entanto, o proprietário pode responder criminalmente por colocar a vida das pessoas em risco.

“Em virtude desse excesso de dimensão, ele não pode transitar rodando na rodovia. Essas máquinas, colheitadeiras, plantadeiras, elas têm que transitar embarcadas, com uma prancha que tenha autorização para fazer esse transporte dessas máquinas”, informa o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Moisés Alves.

Em outro flagrante, um pulverizador segue pelo acostamento. Já uma plantadeira, por conta de seu tamanho, ocupa parte da outra pista, tornando-se um perigo para quem vem no sentido contrário.

Um flagrante mostra ainda quando três máquinas trafegam juntas, uma atrás da outra. Como sua largura é extensa, o motorista tem que passar pelo acostamento para desviar.

Baixa velocidade
Vários motoristas reclamam de ter que dividir espaços com as enormes máquinas, que transitam na maioria das vezes abaixo de 40 km/h.

“A máquina agrícola, a velocidade dela não é compatível com a do veículo de pista. Portanto, ela de menor velocidade, acaba atrapalhando porque tem muito risco de acidentar”, destaca um caminhoneiro.

Para o professor Lucas Anjos, a situação coloca em risco várias vidas. “Acho é muito perigoso pra toda a população porque pode provocar acidente e deixa vulnerabilidade outros motoristas”, opina.(fonte:g1/go)

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