Ex-vereador e mais 10 são denunciados por cobrança indevida de R$ 1,4 milhão por moradias populares em Goiás

Segundo o MP-GO, 199 pessoas foram ouvidas e tiverem os danos comprovados pela investigação.

O ex-vereador Maurício Beraldo e mais 10 pessoas foram denunciadas, nesta terça-feira (31), por desviar mais de R$ 1,4 milhão de quem tentava entrar em programas de moradia popular de Goiás. Segundo o Ministério Público Estadual (MP-GO), mais de 1,2 mil pessoas foram lesadas, das quais 199 foram ouvidas e tiverem os danos comprovados pela investigação.

A denúncia é resultado da Operação Alicerce, realizada em 2017. As investigações apontaram que os desvios eram feitos por meio da Sociedade Habitacional Comunitária (SHC), que é registrada como uma organização sem fins lucrativos. O órgão era responsável por fazer o cadastro das pessoas interessadas nos programas habitacionais.

O advogado da SHC e das pessoas suspeitas de integrar o esquema, José Carmo, informou que não há qualquer irregularidade nas ações da associação ou dos investigados. Segundo ele, todas as pessoas que pagaram têm suas casas garantidas. Ele disse ainda que todos os condomínios foram construídos em parceria com a Agehab mas com investimentos dos associados.

“Na primeira etapa todos estão nas suas casas, mais de 400 pessoas. Na segunda etapa as obras foram paradas a pedido do MP-GO e por isso que está demorando. A terceira etapa está com tudo certo para o convênio com a Agehab, só não foi assinado ainda”, afirmou.

Na época da operação, ao chegar à sede do MP-GO, Beraldo alegou inocência. “Tudo feito com o povo, tudo feito numa luta. Vai lá no Vale dos Sonhos [local onde a SHC é sediada]. Quem construiu um bairro igual ao Vale dos Sonhos? Isso chama-se sacanagem”, disse.

Operação contra fraude em programa de moradia popular prende ex-vereador, em Goiânia (Foto: Divulgação/MP-GO) Operação contra fraude em programa de moradia popular prende ex-vereador, em Goiânia (Foto: Divulgação/MP-GO)
Operação contra fraude em programa de moradia popular prende ex-vereador, em Goiânia (Foto: Divulgação/MP-GO)

Esquema
Segundo o MP-GO, o grupo agia desde 2004. A operação Alicerce, realizada em 2017 em parceria com a Polícia Civil, levou à prisão do ex-vereador e mais oito funcionários. Dez dias depois eles foram soltos e são monitorados, desde então, por tornozeleiras eletrônicas.

A SHC era gerida pelo vereador. Segundo a investigação, ele usava as reuniões no local para pedir apoio político.

As investigações apontaram que, na primeira etapa do conjunto habitacional Residencial João Paulo, era cobrado entre R$ 2,5 mil a R$ 3 mil para cada cadastro, o que era ilegal, já que não havia garantia de que seriam incluídas no programa. Além disso, segundo a denúncia, eram apenas 440 lotes e a organização pegou o dinheiro de 1,2 mil pessoas.

Conforme o MP-GO, a alegação da empresa era que, com o pagamento inicial, seria mais fácil conseguir cheques-moradia junto à Agência Goiana de Habitação (Agehab), com quem a instituição mantinha convênio. No entanto, nenhum alicerce foi erguido.

Na segunda etapa do Residencial João Paulo, a SHC cobrou até R$ 20 mil das famílias. Nessa fase, os suspeitos abordavam as vítimas oferecendo as moradias de pessoas que teriam “desistido” das casas e o valor cobrado seria para ressarcir esse valor pago pelos desistentes. Assim, na prática, se “comprava” um lugar na lista de pessoas que seriam benefíciadas.

Operação contra fraude em programa de moradia popular prende ex-vereador, em Goiânia, Goiás (Foto: Divulgação/MP-GO) Operação contra fraude em programa de moradia popular prende ex-vereador, em Goiânia, Goiás (Foto: Divulgação/MP-GO)
Operação contra fraude em programa de moradia popular prende ex-vereador, em Goiânia, Goiás (Foto: Divulgação/MP-GO)

No ano de 2013, conforme apontaram as investigações, o grupo continuou a prática ilegal, mas para um conjunto que sequer existe, que seria a terceira etapa do Residencial João Paulo. Nesta época, a Agehab já havia encerrado a parceria com os investigados justamente por causa de denúncias de cobranças irregulares.

“No total, a investigação durou nove meses e ouvimos 199 vítimas. De todas elas temos comprovantes de transferências para as contas dos investigados” detalhou o promotor Thiago Galindo.

Segundo ele, depois da operação Alicerce, que ocorreu em outubro do ano passado, os companheiros da tesoureira e da presidente passaram a receber os valores indevidos nas contas deles para levantar menos suspeitas.

“Também estamos trabalhando para ressarcir essas vítimas, então conseguimos o bloqueio da fazenda do Beraldo e pedimos bloqueio de outros cinco terrenos no nome da SHC. Nenhum deles teve o valor avaliado ainda”, completou.

Alerta
O presidente da Agehab, Cleomar Dutra, disse que está incluindo as vítimas nas listas de beneficiários dos programas habitacionais para minimizar o dano causado pelo grupo. Segundo ele, atualmente, a Agência é a única responsável pelo cadastro de pessoas que querem concorrer a casas em conjuntos habitacionais.

“A Ahegab não cobra nenhuma taxa para esse cadastro. Temos editais públicos para a abertura dos cadastros e sorteios das moradias. A população precisa ficar atenta e denunciar em caso de esquemas ilícitos”, disse.

Prejuízo
A SHC é sediada no Vale dos Sonhos, bairro onde os nomes de algumas das ruas fazem homenagem a Beraldo e à mulher dele . Na época, vários moradores da região ficaram revoltados ao saberem da denúncia.

“Já perdi moto, já perdi carro, já perdi uma barraca montada que eu tinha com móveis dentro. Até hoje fazem promessa que, se mantivermos a carteirinha em dia, vão doar uma casa”, afirma o autônomo Murilo Gomes de Oliveira.

G1 Tocantins.

Um ano após crime, mãe de grávida morta com tiro na cabeça dentro de carro em Goiás pede prisão de genro suspeito: ‘Sem escrúpulos’

Vanessa Camargo, 28, foi executada na frente do filho. Marido dela, Horácio Rozendo de Araújo Neto, 35, chegou a ser preso por um mês; ele nega autoria e diz que houve assalto.

A mãe da representante comercial Vanessa Camargo, de 28 anos, grávida de 5 meses que foi morta dentro do carro onde viajava, em Ivolândia, na região central de Goiás, pede a prisão do principal suspeito do crime, que é o marido da vítima, o empresário Horácio Rozendo de Araújo Neto, de 35 anos. A pecuarista Nilva Camargo Soares afirmou, nesta terça-feira (31), exatamente um ano após o crime, que, para que a justiça seja feita, o genro deve ser preso.

Segundo ela, o principal suspeito do crime e a família dele estão lutando pela guarda do filho do casal, que tem 2 anos de idade. A defesa do empresário, que foi indiciado pela Polícia Civil, sempre negou que ele tivesse cometido o assassinato. O G1 tentou contato por telefone com o advogado nesta terça, mas as ligações não foram atendidas.

“Eu preciso de justiça. Esta impunidade é como se ela estivesse morrendo todos os dias.”

“Se não houver justiça, outros vão fazer esta atrocidade, como ocorre todos os dias de homem matando mulher. Ele não teve escrúpulos para matar minha filha e minha neta. Agora quer direito para visitar o filho. Como que eu deixo um assassino visitar meu neto? A vida está banalizada, temos que rezar para ficar ficarmos vivos. Dói demais pensar que ele seguiu a vida dele e minha filha não vai poder mais chegar e falar ‘mãe, cheguei’.”

A representante comercial Vanessa Camargo, assassinada dentro de carro quando estava grávida do segundo filho, em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)A representante comercial Vanessa Camargo, assassinada dentro de carro quando estava grávida do segundo filho, em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)

A representante comercial Vanessa Camargo, assassinada dentro de carro quando estava grávida do segundo filho, em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)

“Ele vai sentir o mínimo da minha vida, nem que seja por um dia. A vida ficou preto e branco, perdi o paladar. Eles vivem como se ela fosse um lixo que foi descartado”, completou.

A irmã de Vanessa, Bruna Camargo Soares de Assis, conta que o pai delas morreu em um acidente quando ela tinha 2 anos e a irmã, 3. Desde então, ela conta que cresceu unida à mãe e à irmã. Após a morte de Vanessa, ela afirma que se agarra na mãe para ter forças para seguir.

Irmã e mãe da representante comercial Vanessa Camargo, morta com tiro na cabeça dentro de carro quando estava grávida do segundo filho, em Goiás (Foto: Murillo Velasco/G1)Irmã e mãe da representante comercial Vanessa Camargo, morta com tiro na cabeça dentro de carro quando estava grávida do segundo filho, em Goiás (Foto: Murillo Velasco/G1)

Irmã e mãe da representante comercial Vanessa Camargo, morta com tiro na cabeça dentro de carro quando estava grávida do segundo filho, em Goiás (Foto: Murillo Velasco/G1)

“Meu pai faleceu, a gente era muito nova. Éramos só nós duas e minha mãe. [Ela] Era tudo pra gente e nada para ele. Para mim, é como se, eu e minha mãe, a gente tivesse perdido tudo que a gente tinha. A gente pensa que é como se ele estivesse ido ali e matado um cachorro. A Justiça, o juiz, tem que entender que eram duas vidas. Duas vidas muito importante para nós. A gente só descansa quando ele estiver presa. Eu demorei a acreditar que ele tivesse coragem de fazer o que ele fez”, disse.

O crime

Vanessa foi morta no dia 31 de julho de 2017, em uma estrada vicinal da cidade. Na ocasião, o empresário disse que viajava de carro com a mulher e o filho do casal, de 2 anos, quando foram abordados por dois homens em uma moto. O esposo, que dirigia o veículo, parou e um dos suspeitos assumiu a direção.

Horácio disse em depoimento que a vítima discutiu com o rapaz e levou um tiro na cabeça e reforçou a tese durante a reconstituição do crime.

Investigação

O delegado Ramon Queiroz, responsável pelo caso, disse que a perícia constatou diversas incongruências entre o relato dele e o que de fato aconteceu.

“O laudo constatou que ela foi morta em posição de repouso, sem qualquer indicação que teria discutido com o atirador. Isso contradiz a versão da briga, corroborada pela posição de respingos de sangue na porta do veículo e o local onde o projétil foi encontrado. Além disso, a perícia confirmou que o empresário não estava no banco traseiro”, explicou ao G1.

No dia do crime, a família havia saído de Iporá, também na região central do estado, onde morava, com destino a Goiânia para compromissos profissionais. O delegado pontuou que a análise do GPS dos celulares do casal foi fundamental para desconstruir a história passada por Horácio.

Segundo Queiroz, a análise do aparelho confirmou que a família saiu de casa às 5h31 e que o veículo parou no local onde houve o crime às 7h08. Ele destaca que o tempo é muito maior que o normal para fazer o trajeto.

“Nós refizemos exatamente o mesmo caminho duas vezes com velocidades menores da que foi apontada por ele. Em uma, levamos 25 minutos a menos. Na outra, 30 minutos. Provavelmente, esse é o tempo que ele teria usado para cometer o crime”, detalha.

Motivação

O responsável pelo caso acredita que Horácio cometeu o homicídio por dois motivos: por não aceitar o fim do relacionamento, já que Vanessa teria comentado da ideia de se separar, e por não querer dividir o patrimônio em um provável divórcio.

“Não acreditamos que o crime não tenha qualquer relação com questões extraconjugais, pois ela era muito séria e respeitava o marido. Um exame de DNA também confirmou que Horácio era o pai da filha que Vanessa esperava, diferentemente de boatos que surgiram afirmando o contrário”, pontua.

Na questão financeira, a polícia encontrou dois documentos que podem ter servido de motivação para o assassinato. No mesmo cômodo onde estavam as munições, havia uma apólice de seguro no nome da representante comercial no valor de R$ 86 mil, cujos beneficiários eram Horácio e o filho.

Além disso, um contrato de seguro de vida, ligado ao emprego da vítima, no valor de R$ 300 mil, também dava direitos ao marido de receber metade da quantia. O restante seria divido entre o filho e uma irmã de Vanessa.

G1 Tocantins.

Cão da polícia encontra drogas dentro de pão durante vistoria no presídio de Palmas

Governo afirmou que não vai se manifestar sobre a vistoria realizada na CPP. Buscas foram feitas depois da fuga de 18 detentos do presídio de Miranorte.

Uma vistoria feita na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP) na manhã desta terça-feira (31) encontrou porções de droga escondidas dentro de um pão francês, em uma das celas da unidade. Também foram encontrados celulares, armas artesanais e cachaça feita pelos presos. A operação foi feita depois que 18 criminosos fugiram de uma unidade prisional no interior do estado durante o fim de semana.

A droga foi encontrada por um cão do Grupo de Operações com Cães (GOC). A Secretaria de Cidadania e Justiça, responsável pela gestão dos presídios, foi questionada sobre a vistoria e a droga encontrada na alimentação dos presos, mas afirmou que “o resultado desta revista não será divulgado à imprensa, por questões estratégias.”

A CPP de Palmas tem, atualmente, 750 detentos no espaço pensado para 260. Em novembro do ano passado, um grupo de detentos usou dinamite para explodir o muro da unidade e fugir. Na época, mais de 20 homens conseguiram escapar e sete ainda não foram recapturados.

Armas artesanais, celulares e cachaça encontrados dentro do presídio (Foto: Divulgação)Armas artesanais, celulares e cachaça encontrados dentro do presídio (Foto: Divulgação)

Armas artesanais, celulares e cachaça encontrados dentro do presídio (Foto: Divulgação)

Em julho deste ano, outra vistoria localizou mais de sete quilos de explosivos no local.

G1 ligou para o diretor do sistema prisional para comentar a droga encontrada dentro da sacola de pãos, mas a ligação não foi atendida.

Participaram da vistoria desta terça-feira (31) equipes do GOC, Força Tática, Grupo de Intervenção Rápida, Ostensiva (Giro), Ronda Tático Motorizada (Rotam) e Companhia de Operações Especiais (Coe). Além de agentes do sistema prisional.

Todos os presos foram levados para a área de banho de sol e retornaram para as celas no final da manhã.

G1 Tocantins.

Policiais trocam tiros com fugitivos do presídio de Miranorte

Um dos fugitivos foi baleado, mas conseguiu escapar por um matagal. Outros cinco fugiram em um carro preto, seguindo na região de Pindorama.

A Polícia Militar trocou tiros com seis fugitivos da Cadeia de Miranorte, na tarde desta terça-feira (31), próximo a Santa Tereza. Um deles foi baleado, mas conseguiu fugir por um matagal. Durante o confronto, outros cinco escaparam em um carro preto, seguindo na região de Pindorama. Um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Ações Aéreas (Ciopar) ajuda nas buscas.

Ao todo, 18 detentos escaparam da unidade pulando o muro, no domingo (29). Cinco deles já foram recapturados.

Para fugir, eles fizeram uma rebelião e atacaram os agentes penitenciários que estavam no local. O superintendente do sistema prisional Orleanes de Souza informou ao G1 que a fuga ocorreu após o banho de sol, por volta das 15h30 deste domingo.

“Eles estavam sendo levados paras celas em um procedimento de rotina e entraram em luta corporal com os agentes que estavam na unidade. Infelizmente, conseguiram escapar”, informou Orleanes de Souza Alves.

Um dos agentes sofreu escoriações no pescoço e uma mordida nas costas e foi levado para o hospital da cidade, mas recebeu alta durante a tarde.

Moradores da cidade contaram que viram alguns presos fugindo a pé. Já outros escaparam em uma viatura do sistema prisional. Eles também levaram uma espingarda calibre 12, um revólver calibre 38 e um uniforme de agente penitenciário. Uma das armas era do presídio e a outra, de uso pessoal de um servidor.

A unidade tem câmeras de circuito interno, mas segundo a superintendência das penitenciárias, os detentos danificaram o computador que armazenava as imagens.

A cadeia de Miranorte tem capacidade para 12 presos, mas abrigava 38, segundo a Secretaria de Cidadania e Justiça. A superlotação corresponde a 219%.

Essa é a segunda fuga registrada na cadeia em menos de um ano. Em novembro do ano passado, três presidiários conseguiram fugir da cadeia. Os homens arrancaram um vaso sanitário e cavaram um buraco até o pátio do presidio, depois eles pularam o muro.

G1 Tocantins.

‘Pensei em outras crianças’, diz mulher que se passou pela filha e ajudou a prender suspeito de assediar a menina

Rapaz entrou em contato com a garota de 11 anos disse que ia ‘ensiná-la a beijar’. Ele foi preso em flagrante em Marília (SP), mas liberado após audiência de custódia.

A mãe da menina de 11 anos que foi assediada por um jovem de 20 anos em conversas pelo WhatsApp ainda está chocada com a situação. Ao saber do contato do criminoso, ela procurou a polícia e foi orientada a dar continuidade à troca de mensagens passando-se pela filha.

A mãe combinou de se encontrar com o rapaz e, no local acertado, ele foi detido pela polícia enquanto aguardava a chegada da menina.

“Pensei em outras crianças, não queria que acontecesse isso com elas, por isso tive coragem de continuar a conversa com ele”, conta a mãe.

“A todo momento ele insistia no encontro e escreveu coisas obscenas, mesmo sabendo que entrou em contato com uma menina de apenas 11 anos. Foi uma situação horrível”, completa.

A mãe conta que o jovem chegou até a filha porque a menina acabou colocando o celular dela no perfil em uma rede social e esqueceu de apagar. “Eu troquei o chip do número dela por causa do contrato com a operadora e, para avisar as amigas, ela colocou o número no Facebook. Foi assim que ele descobriu”, conta a mãe.

Ela diz que ficou incomodada com o contato do rapaz, que insistiu em manter a conversa mesmo após a menina dizer que só tinha 11 anos. “Ela veio e me contou: ‘olha só mãe que feio, esse rapaz tem 20 anos e veio falar comigo. O que eu faço?’ Eu fiquei em choque na hora e liguei para Polícia Militar para saber o que fazer.”

Durante as conversas a que o G1 teve acesso, o rapaz insiste no encontro e em uma das mensagens ele chega a dizer: “Eu te ensino a beijar, se você quiser”.

O rapaz foi preso no local onde esperava a menina. No dia seguinte, no sábado (28), ele passou por audiência de custódia e, segundo informações do Tribunal de Justiça, teve a liberdade provisória concedida.

Para mãe ficou a preocupação com a filha em relação aos perigos da exposição das crianças nas redes sociais, mas também o alívio de não ter acontecido nada de mais grave. “Ela sempre foi uma menina muito bem orientada, tanto que veio logo me contar, mas dá muito medo, já troquei o número dela e ela está sem perfil nas redes sociais. A gente nunca imagina vai acontecer uma coisa dessas, mas é sempre importante orientar nossos filhos”, finaliza.

G1 Tocantins.

Em trotes ao Samu, pessoas inventam acidentes e fingem choro; áudios

Até julho desse ano, já foram identificadas 1,4 mil chamadas com falsos pedidos de socorro. Lei sancionada pelo governador vai multar em até dois salários mínimos quem passar trote.

Até o mês de julho desse ano, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) recebeu mais de 1,4 mil trotes. Áudios divulgados pelo Samu mostram que a brincadeira de mau gosto prejudica o trabalho dos profissionais. Algumas pessoas inventam acidentes, fingem choro e falam que são do Rio de Janeiro.Uma lei sancionada pelo governador Mauro Carlesse vai multar quem fizer trote.

Em um dos telefonemas gravados, uma pessoa relata um acidente.

“Aqui está precisando de uma ambulância, na casa da Maria Oliveira de Sousa. Teve um grave acidente vem agora, vem logo. É em Centenário.”

A pessoa finge que está chorando. Ao fundo, é possível escutar voz de menores. A atendente percebe que é um trote e desliga.

Em outro áudio, mais uma chamada falsa. A pessoa diz que está no Rio de Janeiro.

“Boa noite, é porque aconteceu um grave acidente. Meu nome é Natasha. É do Rio de Janeiro. [Tenho] 28 anos. Ligeiro rapaz, estou apressada.”

A atendente percebe que é trote e fica em silêncio, por fim a pessoa critica por não ser ouvida.

“Deus me livre, esse povo não atende ninguém, credo.”

A brincadeira agora vai sair cara. O Estado vai multar em até dois salários mínimos quem fazer trote para o Samu, Bombeiros e Polícia Militar. A lei entra em vigor num prazo de 90 dias e se aplica aos assinantes ou responsáveis pela linha telefônica que acionar os serviços de emergência de forma indevida, com má-fé, que não tenha como objetivo o atendimento solicitado ou a situação real do que for informado.

Segundo estabelece a lei, quando o proprietário da linha telefônica ou o responsável pela ligação for identificado, será enviado relatório ao órgão estadual competente, que fará o auto de infração e encaminhará a multa ao endereço da pessoa.

O responsável terá um prazo de 30 dias para apresentar defesa por escrito ao órgão competente, que poderá cancelar a multa a depender da situação.

“A partir do momento em que a gente percebe a ligação, aquele número fica gravado, vai para um banco de dados e a partir dali a gente pode extratificar”, explica o diretor técnico do Samu, Luciano Lopes.

Os Bombeiros dizem que muitas das ligações são feitas por crianças. Portanto, os pais vão pecisar redobrar os cuidados.

G1 Tocantins.

MP-GO apura se prefeito de Iporá filmado tentando impedir blitz com bafômetro cometeu improbidade administrativa

Segundo promotor, há indícios de que fiscalização não ocorreu. Além do administrador municipal, fiscais do Detran também podem ser responsabilizados.

 

Presídio em Palmas passa por vistoria, após fuga de 18 detentos no interior do Tocantins

Secretaria de Cidadania e Justiça informou que as celas da unidade estão sendo vasculhadas. No último domingo, 18 detentos fugiram da cadeia de Miranorte.

A Casa de Prisão Provisória de Palmas está passando por uma vistoria na manhã desta terça-feira (31). A Secretaria de Cidadania e Justiça confirmou que as celas da unidade estão sendo vasculhadas. A ação é realizada após uma fuga em massa registrada no último domingo (29) no presídio de Miranorte. Ao todo, 18 presos conseguiram escapar. Cinco deles foram recapturados e 13 estão sendo procurados.

A Secretaria da Cidadania e Justiça disse que a ação faz parte de um procedimento padrão de rotina das unidades prisionais e penitenciárias do Tocantins. Informou ainda que o procedimento está em andamento. O G1 segue acompanhando para saver o resultado da vistoria.

Em novembro do ano passado, um grupo de detentos usou dinamite para explodir o muro da Casa de Prisão Provisória de Palmas e fugir. Na época, mais de 20 homens conseguiram sair do presidio e sete deles ainda não foram recapturados.

A unidade tem 750 detentos no espaço pensado para 260. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, a situação se repete em 40 das 51 unidades prisionais do estado. Na Cadeia Pública de Paraíso, a capacidade é de 50 presos, mas atualmente há cerca de 300. Na cadeia de Miranorte, onde foi registrada a fuga em massa, a capacidade era para 12 detentos, mas abrigava 38.

O Governo do Tocantins informou que estão previstas 1,4 mil novas vagas com as obras de ampliação do sistema prisional, mas não disse qual o prazo.

Presos pularam o muro e fugiram da cadeia de Miranorte (Foto: Reproducao/TV Anhanguera)Presos pularam o muro e fugiram da cadeia de Miranorte (Foto: Reproducao/TV Anhanguera)

Presos pularam o muro e fugiram da cadeia de Miranorte (Foto: Reproducao/TV Anhanguera)

Fuga em massa

Para fugir, os presos da cadeia pública de Miranorte fizeram uma rebelião e atacaram os agentes penitenciários que estavam no local.O superintendente do sistema prisional Orleanes de Souza informou ao G1 que a fuga ocorreu após o banho de sol, por volta das 15h30 do último domingo (29).

“Eles estavam sendo levados paras celas em um procedimento de rotina e entraram em luta corporal com os agentes que estavam na unidade. Infelizmente, conseguiram escapar”, informou Orleanes de Souza Alves.

Um dos agentes sofreu escoriações no pescoço e uma mordida nas costas e foi levado para o hospital da cidade, mas recebeu alta durante a tarde.

Moradores da cidade contaram que viram alguns presos fugindo a pé. Já outros escaparam em uma viatura do sistema prisional. Eles também levaram uma espingarda calibre 12, um revólver calibre 38 e um uniforme de agente penitenciário. Uma das armas era do presídio e a outra, de uso pessoal de um servidor.

A unidade tem câmeras de circuito interno, mas segundo a superintendência das penitenciárias, os detentos danificaram o computador que armazenava as imagens.

Essa é a segunda fuga registrada na cadeia em menos de um ano. Em novembro do ano passado, três presidiários conseguiram fugir da cadeia. Os homens arrancaram um vaso sanitário e cavaram um buraco até o pátio do presidio, depois eles pularam o muro.

G1 Tocantins.

Motorista sai ilesa após derrubar poste na região sul de Palmas

Acidente aconteceu em Taquaralto. Mulher perdeu o controle do carro, subiu em meio-fio e bateu em poste.

Um carro bateu de frente com um poste na manhã desta terça-feira (31) em Taquaralto, na região sul de Palmas. Imagens feitas no local mostram que o veículo ficou com a frente destruída. Segundo a Polícia Militar, uma mulher estava na direção do veículo, mas não teve ferimentos.

Testemunhas disseram que a mulher perdeu o controle, subiu no meio-fio e derrubou o poste. Segundo a concessionária de energia, o poste derrubado era da rede telefônica e por isso nenhum cliente ficou sem energia.

Os agentes de trânsito de Palmas estiveram no local para controlar o trânsito. O corpo de Bombeiros informou que não foi chamado para a ocorrência.

Soldado do Exército morre após ser atropelado por caminhonete em rodovia

Acidente aconteceu na TO-020, próximo a área do batalhão do Exército. Jovem voltava para casa após o serviço.

Um soldado do Exército morreu após ser atropelado na TO-020, próximo a área do 22º Batalhão de Infantaria do Tocantins, na zona rural de Palmas. Lucas Gabriel Pinheiro de Carvalho, de 19 anos, foi atingido por uma caminhonete quando voltava para casa no final da tarde desta segunda-feira (30).

Conforme a assessoria do Exército, o jovem chegou a ser socorrido pelo Samu e foi levado para o Hospital Geral de Palmas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada desta terça-feira (31).

A Polícia Militar informou que ao chegar no local encontrou o jovem caído às margens da rodovia e a caminhonete parada próximo da vítima. Além disso, fez teste de bafômetro no motorista, mas não constatou embriaguez. Porém, não informou como o acidente aconteceu.

O velório do jovem será realizado na casa de parentes em Taquaralto.