Juiza determina cassação e novas eleições para o município de Santa Tereza

Justiça cassa mandatos de prefeito e vice de Santa Tereza do Tocantins por abuso de poder econômico e político.

Segundo a Magistrada, novas eleições devem acontecer no município, após o trâmite do processo e em seguida determina realização de novas eleições em data definida pelo Tribunal Regional Eleitoral.

 A Juíza da Comarca de Novo Acordo, que responde pela 35ª Zona Eleitoral, Aline Marinho Bailão Iglesias, em decisão proferida na última quinta-feira, 29, cassou os mandatos do prefeito de Santa Tereza do Tocantins, José Raimundo de Sousa Santo (o Raimundo Gordo) (PV), e de seu vice, Valteir Lustosa de Oliveira (PPS), por abuso de poder econômico e político.

As denúncias foram feitas pela Coligação “A Mudança pela Vontade do Povo”, encabeçada por Antonio da Silva Campos (PSDB) e Jailson Lopes Carvalho (PSD), candidatos a prefeito e vice-Prefeito, respectivamente, derrotados nas últimas eleições, no município. A decisão ainda cabe recurso.

 

Na decisão, a Juíza declara que “restam cassados os diplomas de José Raimundo de Sousa Santos e Valteir Lustosa de Oliveira, com fulcro no inciso XIV do artigo 22 da Lei nº 64/90 bem como art. 73, 75 e 77 da Lei 9.504/97. Ambos também foram condenados a pena de multa de 30 mil UFIR nos termos do art. 73, §4º, da Lei nº 9.504, acima do mínimo em face da reiteração das condutas conforme exposto. 

A sentença da magistrada também atinge o ex-prefeito, Trajano Pereira Neto (PMDB) e o vereador eleito, Juremar Rodrigues Barbosa (PPS). O vereador foi multado, mas não chegou a perder o mandato, já o ex-prefeito, ficou, conforme a sentença, inelegível por oito anos. “Ante o exposto, julgo procedente a presente representação pelo que declaro a inelegibilidade dos requeridos Trajano Pereira Neto, José Raimundo De Sousa Santos e Valteir Lustosa de Oliveira pelo período de 8 anos subsequentes à eleição de 2016.

Ainda segundo a Magistrada, novas eleições devem acontecer no município, após o trâmite do processo. “Ocorrendo o trânsito em julgado, determino a realização de novas eleições em data definida pelo Tribunal Regional Eleitoral (art. 224, §3º do CE).


Sócio da Coelho Luz Advogados patrona do feito – Edilberto Carlos afirma, “os fatos e fundamentos são sólidos, não podendo ser desconstruídos, o que facilita a cognição do judiciário”.

Para o autor da petição, advogado Edilberto Carlos,  “o conjunto de artifícios utilizados pela gestão e pela chapa alçaram além da margem moral e legal, pois notoriamente, tratou-se de uma desenfreada conduta, para, a qualquer custo levar a melhor nas urnas, comprometendo todo o acervo das premissas constitucionais ligados à igualdade de condições dos pretensos, escancaradamente ofendida quando a gestão municipal despende todo seu arsenal de poder em favor de um escolhido”. Ainda acrescentou que, “os fatos e as provas foram também reconhecidos pelo Ministério Público, pois fartos e evidentes, permitindo então que a sentença acertasse as contas com os ideais da liberdade do voto e a soberania do Interesse Público.”.

Denúncias
O ex-prefeito Trajando Pereira Neto, o prefeito Raimundo Gordo e seu vice, Valteir Lustosa de Oliveira são acusados por seus opositores, de praticar durante o período eleitoral, os crimes de abuso de pode político e econômico. Conforme consta no processo, “narram os autores, em síntese, que o ex-prefeito, Trajano Neto, foi o principal cabo eleitoral do candidato a prefeito José Raimundo de Sousa Santos, sendo que o atual prefeito tocou a campanha como se sua fosse, usando de forma ilícita, atos, fatos e eventos que repercutiam em favor de seu apoiado”, acusam.

Afirmam também “que esses fatores influenciaram de forma o pleito do dia 02 de outubro de 2016, sendo que o candidato do prefeito foi eleito com uma diferença de 10 (dez) votos”.

Ainda de acordo com as acusações, “houve abuso de poder político, sendo que inaugurou obras com a exposição dos candidatos dentro dos três meses antes do pleito, bem como discursou sobre os benefícios que realizou em troca de apoio ao seu candidato, agindo também com abuso de poder econômico, com doação de brindes e benefícios no período eleitoral, como doação de cimentos e areia para construção de igreja, uso de servidores públicos e maquinário do município para limpeza do comitê de campanha do candidato “Raimundo Gordo”, além de aquisição e uso de combustível que extrapolou os limites referentes ao mesmo período do ano de 2015. Afirma também que houve contratação de pessoas dentro do período eleitoral em troca de apoios”.

Outra acusação que pesa contra o prefeito, feita pela oposição, é que o prefeito, teria usado “do programa habitacional do município para construir casa em troca de votos para o seu candidato. Além de ter inúmeros áudios de Whatsapp onde foram comprados votos”.

Fonte: JM Noticias

Governo assina convênio do Luz para Todos em 70 cidades do Tocantins

Obras, que devem terminar até 2018, não têm data definida para começar. Previsão é de que sejam atendidas 6.416 famílias da zona rural.

O governo do estado assinou o convênio com o governo federal para a execução de obras do programa Luz para Todos no Tocantins. A assinatura do termo de compromisso foi nesta sexta-feira (31), no Palácio Araguaia. Ainda não há uma data para o começo das obras no estado, o governo informou apenas que elas devem começar ainda em 2017.

A previsão é de que sejam atendidas 6.416 famílias, em 70 municípios, nesta etapa do programa, que termina em 2018. Os investimentos devem ficar em torno de R$ 100 milhões. Ainda de acordo com o governo do Tocantins, em 2017 serão atendidas 2.416 famílias e em 2018, mais 4.000.

No Tocantins, o programa já atendeu 78 mil famílias. O Luz para todos foi criado em 2003 e parou por falta de recursos em 2015. O dinheiro que será usado na nova fase do Luz para Todos está vindo de um fundo setorial do Governo Federal, chamado de Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e da concessionária de energia do estado, a Energisa Tocantins.

O programa Luz para Todos, que tem como objetivo levar energia elétrica à comunidade zona rural, já atendeu 3,3 milhões de famílias em todo o Brasil, totalizando cerca de 16 milhões de pessoas beneficiadas. Os investimentos contratados pelo programa totalizam R$ 23 bilhões em todos os estados.

G1/To

Grupo faz manifestação contra reformas trabalhistas em Palmas

Ato acontece em frente a feira livre da quadra 304 Sul, no centro da cidade. Participantes distribuem panfletos e fazem discursos em carro de som.

Centrais sindicais e movimentos sociais estão fazendo uma manifestação em Palmas nesta sexta-feira (31). O ato é contra as reformas do governo federal e o projeto da nova lei de terceirização. O protesto acontece na feira da quadra 304 Sul, no centro da capital. De acordo com os manifestantes, o evento reunia 300 pessoas às 17h30, a Polícia Militar estimou o número de participantes em 50 pessoas.

Participam da manifestação, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Nova Central sindical dos Trabalhadores do Tocantins (NCST), a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Os manifestantes estão distribuindo panfletos, e fazendo discursos em um carro de som.

“Isso que nós estamos fazendo hoje é uma obrigação de cada cidadão porque atinge cada um e sua família. Estamos mostrando a foto dos deputados e senadores que são a favor, para alertar que a população”, disse o presidente do sindicato dos servidores públicos do Tocantins. Segundo ele, 15 sindicatos estão na manifestação.

Ato começou por volta das 17h em frente a feira na 304 Sul (Foto: Aurora Fernandes/TV Anhanguera)
Ato começou por volta das 17h em frente a feira na 304 Sul (Foto: Aurora Fernandes/TV Anhanguera)

Os manifestantes começaram a se concentrar as 17h, ainda não há previsão para o fim do protesto.

G1/To

Alerta para região sul do tocantins, mulher é arrastada por enxurrada durante chuva

Mulher foi socorrida por moradores e não ficou ferida no acidente. Toda a região sul do Tocantins está em alerta amarelo para tempestades.

Uma motociclista foi arrastada pela enxurrada durante uma forte chuva em Gurupi, sul do Tocantins, na manhã desta quinta-feira (30). Um vídeo gravado no momento do acidente mostra que a condutora caiu da motocicleta e chegou a ser levada por alguns metros pela água antes de ser socorrido. Ela não ficou ferido. O caso aconteceu na parte mais baixa da cidade, na rua 7, próximo a uma das saídas para Dueré.

A chuva, que começou por volta das 6h, deixou ruas de alguns bairros alagadas. No setor Nova Fronteira, onde as obras de drenagem estão paradas, além dos alagamentos e da lama, parte de uma rua começou a ceder. A água que escorreu para as manilhas levou uma parte do solo junto. O muro de uma das casas do setor ameaça cair em função do buraco cheio de água bem ao lado.

A prefeitura da cidade disse que fez um plano de saneamento básico para Gurupi e que agora procura empresas interessadas em realizar as obras. Não foi informado nenhum prazo para o problema ser solucionado.

Toda a região sul do estado está em alerta amarelo para tempestades desde a tarde de quarta-feira (29). Ao meio-dia desta quinta-feira (30), o aviso foi expandido e passou a valer para a região central do Tocantins, os todo 94 cidades estão na área de risco, incluindo Gurupi e Palmas. A lista completa pode ser encontrada no site do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que emitiu o alerta.

Ainda de acordo com o Inmet, Gurupi teve um acumulado de chuva de 56 milímetros, o normal para até três dias de chuva neste período. O alerta amarelo significa perigo potencial. Existe risco de queda de árvores, alagamentos e cortes de energia na região. Quem mora nas cidades da lista deve evitar se abrigar debaixo de árvores, desligar os aparelhos elétricos e estacionar carros longe de placas de propaganda. São esperados ventos de até 60 km/h e chuvas de até 50 milímetros, o normal para uma semana neste período.

Além do Tocantins, há alertas de tempestades para outros seis estados e o Distrito Federal.

G1/To

MPE e órgãos de controle discutem fiscalização de captação de água nos rios Formoso e Urubu

Foi realizada nesta quinta-feira, 30, no município de Lagoa da Confusão, a segunda audiência judicial para tratar de uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE) em julho de 2016, e que visa determinar a retirada e destruição de todas as estruturas de captação de recursos hídricos, para fins não humanos, dos rios Formoso e Urubu.

O Promotor de Justiça Francisco Brandes Júnior, responsável pelo caso, aponta que o foco são os equipamentos instalados pelas propriedades ou empresas que fazem uso de irrigação em escala superior a 500 hectares de área.

“Nessa fase judicial, os empreendedores, as entidades e as associações de produtores rurais, técnicos, Naturatins, Universidade Federal do Tocantins e Estado do Tocantins solicitaram a suspensão da ação e apresentaram projeto técnico-científico inédito, subsidiado por órgãos de controle, com a finalidade de analisar as outorgas de uso da água, criar um sistema eficaz de proteção e suspensão de utilização dos recursos hídricos nos períodos críticos e implementar sistema informatizado, com o uso de hidrômetros digitais, para fiscalizar, em tempo real a quantidade de água captada por produtor”, comentou Brandes Júnior.

Durante a audiência, as partes apresentaram a fase do projeto que se encontra em execução, com despesas e ônus dos empreendedores, contendo dados técnicos, demonstrando que as inúmeras ações práticas demandam a intervenção do Ministério Público Estadual não só na Comarca de Cristalândia, mas principalmente no Projeto Formoso, localizado no município de Formoso do Araguaia, onde se concentra o maior número de bombas de captação outorgadas pelo Naturatins, e área irrigada sem intervenção judicial e ministerial.

Também durante o evento desta quinta, técnicos da Universidade Federal do Tocantins (UFT) apresentaram o diagnóstico da região, acentuando que, de acordo com os dados ambientais já disponibilizados, haverá restrição de chuvas no período seco, o que reafirma a necessidade de implementação do sistema de controle, fiscalização e análise de dados virtual e em tempo real, principalmente do Projeto do Rio Formoso.

Os empreendedores, por meio de suas entidades associativas, enalteceram a ação do MPE para que o agronegócio e a atividade econômica em larga escala se organize para diminuir o “stress hídrico” da região, adequando a produção agrícola ao meio ambiente sustentável. Eles também descreveram que, em decorrência da ação do MPE, foi criada uma associação da bacia do Rio Formoso do Araguaia, que está trabalhando efetivamente na implementação do sistema de fiscalização e monitoramento ambiental, aliada a outras áreas capazes de assegurar uma ação coletiva para garantir a sustentabilidade econômica ambiental da região.

O Naturatins informou que está se estruturando administrativamente na região da bacia do Rio Formoso para fiscalizar e prevenir futuros danos ambientais, garantindo a utilização sustentável dos recursos hídricos, a fauna e a flora.

Por fim, o Ministério Público Estadual requereu a manutenção da suspensão da ação, informando que manterá a fiscalização na execução do termos da primeira audiência, em seus prazos definidos judicialmente, buscando soluções jurídicas e administrativas para que o pedido judicial produza efeitos também em toda bacia do Rio Formoso do Araguaia e, principalmente, no Projeto do Rio Formoso. O Promotor de Justiça Francisco Brandes Júnior salientou a importância de inclusão da gestão ambiental na atividade econômica desenvolvida no município de Lagoa da Confusão”.

 João Lino Cavalcante/Imagem por Imagem por Naturatins – Divulgação

 
 

Serasa realiza mutirão para inadimplente renegociar dívida

A campanha permite que o consumidor faça a renegociação no site da Serasa ou em 20 mil postos de atendimento.

O SerasaConsumidor realiza até o próximo domingo (2) o Líquida Dívidas, maior evento nacional de recuperação de crédito. Na ação, a pessoa inadimplente pode renegociar suas dívidas e limpar o nome com descontos, que podem chegar a 90% do valor da dívida, dependendo da situação e do credor. A campanha permite que o consumidor faça a renegociação no site da Serasa ou em 20 mil postos de atendimento.

Segundo estudo da Serasa Experian, em janeiro de 2017, bateu recorde o número de inadimplentes para o mês: 59,7 milhões de pessoas com dívidas atrasadas em todo o País, o que representa 40% da população adulta. “O Liquida Dívidas é a oportunidade para que os consumidores quitem suas dívidas com descontos e limpem seu nome ainda no primeiro trimestre do ano. Esse é o desejo de empresas e consumidores, por isso estamos criando o movimento. A inadimplência não interessa a ninguém”, afirma Silvio Frison, vice-presidente do SerasaConsumidor.

De acordo com o vice-presidente, a importância do evento está na oportunidade de empoderar o consumidor a reassumir o controle de sua vida financeira: “Reabilitar o crédito é uma forma de resgatar a dignidade financeira do consumidor. O trabalhador inadimplente que já teve acesso ao FGTS pode utilizar o recurso para limpar o nome. Já para os credores, dar a chance de os clientes voltarem a ter o nome limpo contribui para a retomada da economia”, diz Frison.

Além da página na internet, a população pode contar com atendimento em várias agências da Serasa pelo país, que estão funcionando em horário normal para consulta ao CPF, esclarecimento de dúvidas e orientação dos consumidores sobre a participação no Liquida Dívidas.

Até domingo, os paulistanos também podem contar com um posto avançado da Serasa, montado no Vale do Anhangabaú, na capital paulista, que oferece apoio ao Liquida Dívidas. A tenda disponibiliza ainda computadores, internet e impressoras para que o cidadão realize sua própria consulta no site da Caixa para verificar a situação do FGTS, se necessário. Com informações do Estadão Conteúdo.

Noticias ao minuto

Assessora de vereador é presa ao tentar fraudar licitação em presídio

Ela levou documentos para político assinar como se ainda fosse refeito. Documentos eram da Prefeitura de Goiatins, no norte do estado.

Uma assessora parlamentar da câmara de vereadores de Goiatins, norte do estado, foi presa em flagrante dentro do Presídio Barra da Grota, em Araguaína. A mulher levou documentos falsos de uma suposta  licitação do ano de 2016 para o ex-prefeito Vinicius Donnover Gomes (PSC) assinar como se ainda estivesse à frente da prefeitura. As informações são da Polícia Federal.

O ex-prefeito está preso desde em julho do ano passado quando a PF deu início a operação Bragation. Donnover e a mulher dele, entre outros servidores, são suspeitos de integrar uma organização criminosa que desviava recursos públicos. A suspeita é que os prejuízos causados aos cofres da União sejam de aproximadamente R$ 10 milhões. Donnover deixou a prefeitura em agosto de 2016, quando o vice dele assumiu.

Os documentos que a assessora de um dos vereadores da cidade levou são referentes a uma suposta licitação de eventos artísticos e culturais. De acordo com a PF, o ex-prefeito iria assinar como se ainda fosse prefeito de Goiatins.

O valor da licitação não foi informado pela polícia, mas o caso será repassado para a justiça estadual para os procedimentos necessários.

A mulher, que não teve o nome divulgado, foi presa na tarde desta quarta-feira (29) por falsidade ideológica e aguarda decisão da Justiça para ser levada a algum presídio estadual. O ex-prefeito também foi autuado e continua preso no Barra a Grota.

Apesar da PF ter sido acionada, a prisão não tem relação com a operação Bragation.

O site tentou contato com a câmara de vereadores, mas as sessões são realizadas apenas uma vez por mês. A prefeitura e o prefeito foram procurados por telefone, mas não atenderam as ligações. Não conseguimos contato com o vereador, cuja assessora foi presa pela polícia.

G1 To

Operação contra frigorifícos foi irresponsável, diz Kátia

“Sou contra indicação política sem consistência e irresponsável”, disse a ex-ministra.

A ex-ministra da Agricultura no governo Dilma Rousseff, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), afirma que, no caso da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, “a praga foi corrupção”. Ela diz não ser contra contra indicação política. “Sou contra indicação política sem consistência e irresponsável”.

Pergunta – Empresários do Paraná já reclamavam da fiscalização. Quando era presidente da CNA [Confederação Nacional da Agricultura] chegou algum pleito?

Kátia Abreu – Não. Na época na CNA tive desentendimento bastante razoável com a JBS. Tinha uma exclusividade nas exportações, eram muito poucas empresas. E aquilo me deixava indignada. Temos 5.000 frigoríficos no Brasil. O que acontecia lá fora é que autoridades dos países reclamavam da concentração.

Ao chegar o ministério, chamei a associação dos frigoríficos para saber o que tínhamos que fazer para os frigoríficos exportarem. Era uma papelama. Isso foi caminhando e teve sucesso. Veio reclamação deles [JBS] muito forte por aí com a abertura. Eu ouvia falar de barreira comercial. Não ouvia de corrupção. Ela não chega em entidade de classe.

Pergunta – A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que a senhora foi pressionada.

Abreu – É hábito a indicação política, mas nunca recebi uma ordem da presidente Dilma para fazer. Nem uma ligação. Mas você é ministro, tem partido. Tem que conviver bem com a bancada. Desde que não seja nada que não seja republicano, você vai. Mas, se [Dilma pedisse] a Secretaria de Defesa Agropecuária, eu entregava o ministério. Ali é a joia da coroa. É onde o cidadão fecha e abre uma fábrica. Pode ter mecanismos sérios de corrupção.

Pergunta – Quem a senhora colocou lá?

Abreu – Levei uma pessoa da minha confiança. Mas o lugar é tão terrível que o Décio [Coutinho] não aguentou. Mas não foi por causa de corrupção. É um lugar terrível de trabalho, perigoso. É que pode ter ali os processo equivocados que podem perder um mercado, abrir outro. Requer atenção e estresse total. O Décio saiu e coloquei um [servidor] de carreira.

Pergunta – E as indicações políticas?

Abreu – O ministério era do [PMDB do] Senado. Mas tem Estado que não tem senador. Então a gente convidava a bancada. Eu oferecia as superintendências. Dentro do ministério, a única indicação foi de Santa Catarina para esse que está preso [Fábio Zanon]. O do PMDB do Paraná, o [senador Roberto] Requião não quis indicar e falou que podia atender a Câmara. Indicaram esse Daniel [Gonçalves Filho]. Ele foi exonerado antes de mim, ficou um período curto fora. Aí indicaram ele novamente.

Pergunta – Por pressão?

Abreu – Não. Mas quando o processo dele começou a esquentar… Não tenho vergonha de dizer, não era um processo gravíssimo. Nada a ver com a operação, com corrupção. Ele inocentou um cara que fez desvio de combustível. Alguém poderia imaginar que ele estava fazendo essa corrupção toda? Mas, mesmo assim, demiti. Avisei aos deputados. Eles vieram igual uns leões pra cima, dizendo que era injusto.

Pergunta – O que faria se ainda estivesse no ministério?

Abreu – Temos que corrigir distorções todos os dias, com obstinação. Mas dizer que tem risco zero, não tem essa possibilidade. Estamos lidando com pessoas, com doenças. Nesse caso, a praga foi corrupção. Ao sair, deixei portaria para que todas as superintendências tivessem de ser de carreira. Os políticos acharam que era um castigo. Não sou contra indicação política. Sou contra indicação política sem consistência e irresponsável.

Pergunta – Quais os prejuízos que esse processo vai causar?

Abreu – Lá fora, já perceberam que o problema é corrupção, não é sanitário. Minha perspectiva é que isso possa ser superado num tempo mais rápido.

Pergunta – E a atuação da Polícia Federal?

Abreu – Não quero dizer que eles não descobriram coisa. Descobriram corrupção, sim. Agora a forma de comunicação foi um desastre. Pelo que vi na TV, se eu não entendesse do assunto, não comia carne nunca mais. Faltou responsabilidade com o país. Com informações da Folhapress.

Noticias ao Minuto

Tempestades de raios causam prejuízos para comerciantes no TO

Só este mês foram registrados quatro mil descargas elétricas, em Palmas. Comerciante faz lista dos aparelhos queimados durante tempestades.

O período chuvoso ainda deve permanecer por pelo menos um mês e junto com ele a grande incidência de raios. Só esse mês, os meteorologistas registraram mais de 4 mil na capital Palmas. E além de provocar medo em muita gente, eles têm causado prejuízos também, principalmente a comerciantes. 

O empresário Sérgio Paulo já perdeu vários aparelhos eletrônicos em casa e no trabalho por causa da descarga elétrica. O último prejuízo foi com o equipamento que grava as imagens das câmeras de segurança.

“Eu já tive uma televisão da minha casa, já tive um micro-ondas na minha casa. Aqui na empresa, já tivemos o home theater e agora foi o DVR que é de imagens das câmeras que queimou na semana passada.

Depois dos problemas, o Paulo tomou providência para evitar novas perdas. Todos os equipamentos agora contam com um estabilizador de energia.

“Num investimento um pouquinho anterior eu não teria tido esse prejuízo, não só o material, mas o tempo de estar consertando que hoje é difícil. Tempo é dinheiro”.

No Tocantins, os raios são comuns entre os meses de outubro e início de maio, período chuvoso. O estado fica numa região quente e úmida o que favorece a formação de tempestades que acumulam grande quantidade de raios. Só até o dia 22 desse mês, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram 4.040 na capital.

Só para se ter uma ideia, no dia 21 desse mês foram registrados 300 raios em Palmas. O número é considerado alto pelos meteorologistas, para um período de 24 horas. Só que tem um detalhe, esses 300 raios foram registrados em apenas uma hora, entre 19 e 20h.

Embora a maior incidência de raios seja na zona rural, nas cidades eles causam sérios problemas. “O contato da descarga elétrica se dá em locais altos que por ventura em muitas das vezes são na torre de energia. Então há uma propagação desta descarga elétrica por toda a rede de energia que aumenta a intensidade nas residências e que por ventura queima os eletrodomésticos”, explicou o meteorologista da Universidade Estadual do Tocantins, José Luis Cabral.

G1/To

Operação da Polícia Militar Ambiental apreende 20 armas com caçadores

Espingardas foram apreendidas durante Operação Cantão, em Caseara. Armas são resultado de seis meses de fiscalização da companhia ambiental.

A Polícia Militar (PM) entregou 20 armas de fogo para a Delegacia de Polícia Civil de Paraíso do Tocantins, região central do estado, nesta quarta-feira (29). Segundo as informações da PM, as espingardas foram apreendidas com caçadores ilegais da região pela PM Ambiental.

As armas de diversos calibres foram apreendidas nos últimos seis meses durante a Operação Cantão, nas imediações do Parque Estadual do Cantão, em Caseara, região oeste do Tocantins.

A operação teve início no dia 1 de novembro de 2016 e vai até a próxima sexta-feira (31), período que a piracema do peixe da espécie pirosca também é encerrada.

G1/To